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quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Papa Francisco recebe camisa da Chapecoense

Papa Francisco recebe camisa da Chapecoense no Vaticano (Radio Vaticana/Reprodução)

O uniforme tem o número 71, em referência ao total de vítimas do acidente aéreo

papa Francisco recebeu uma camisa da Chapecoense após a missa de Natal, no último dia 15, no Vaticano. O uniforme, entregue pela Rádio Vaticano tinha o número 71, em referência ao total de vítimas do acidente aéreo envolvendo a equipe catarinense, em 29 de novembro, na Colômbia.

Ao receber a camisa, o papa enviou uma bênção especial à população de Chapecó. O pontífice argentino, torcedor do San Lorenzo – justamente a equipe eliminada pela Chapecoense na semifinal da Copa Sul-Americana -, já havia homenageado a Chapecoense na missa do dia 30 de novembro.

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sábado, 3 de dezembro de 2016

Mãe do goleiro Danilo é ovacionada na Arena Condá


Ilaídes Padilha, mãe do goleiro Danilo, chega à Arena Condá onde ocorrerá o velório das vítimas da tragédia com o avião que levava a delegação da Chapecoense à Medellin (Luiz Castro/VEJA.com)

Dona Ilaídes deu uma volta pelo gramado para agradecer à torcida que gritava o nome de seu filho


As famílias das 50 vítimas que foram veladas neste sábado na Arena Condá, em Chapecó, se posicionaram  no lugar reservado a elas. Ao deixar o toldo onde se protegia da chuva, dona Ilaídes se surpreendeu ao ouvir o nome de seu filho, o goleiro Danilo, cantado por todo o estádio.

Ilaídes deu uma volta pelo gramado e agradeceu a cada um dos torcedores, debaixo de muita chuva. Um dia antes, a mãe do ídolo, um dos 71 mortos no acidente, consolou jornalistas que também perderam colegas na tragédia – ela emocionou os brasileiros ao confortar repórter do SporTV no ar. O corpo das vítimas chegou a  Arena Condá no início da tarde.
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‘Anjo’ do desastre da Chapecoense conta como ajudou nas buscas


Trabalho de resgate das vítimas do voo que levava a delegação da Chapecoense, em região montanhosa na cidade de La Union (Aerocivil Colômbia/Divulgação)

Garoto de 15 anos orientou bombeiros e foi fundamental para encontrar goleiro Jackson Follmann

Na noite de terça-feira, em Medellín, na Colômbia, o adolescente Johan Alexis Ramíres e seu pai, Miguel, ouviram um barulho alto perto de casa, no município de La Union, e resolveram agir. Foram eles que ajudaram os bombeiros a encontrar o melhor caminho na mata onde terminou o trágico voo da Chapecoense. “Estavam abrindo caminho pelo morro. Mas assim demoraria e dissemos que havia um jeito mais fácil e mais rápido”, contou ao jornal El Colombiano o adolescente de 15 anos, que chegou a participar ativamente da localização do goleiro Jackson Follmann, um dos seis sobreviventes.

O menino-anjo, como ficou conhecido entre as equipes de resgate, por pouco não foi impedido de ajudar nos trabalhos por um policial, que ao ver Ramíres e seu pai, Miguel, aproximando-se da aeronave tentou pará-los, acusando-os de tentarem roubar objetos dos passageiros. “Mas um bombeiro discutiu com ele e afirmou que estávamos colaborando”, explicou o garoto.
O herói adolescente do voo da Chapecoense chegou a ser chamado pela imprensa colombiana de menino-fantasma. Ele foi encontrado e ganhou nome próprio graças ao jornal El Colombiano, encerrando o mistério que pairava entre os bombeiros, que não sabiam explicar quem era aquele rapaz que tanto ajudou no resgate dos sobreviventes do voo da Lamia. 
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