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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

REBELIÃO EM ALCAÇUZ - Carro do Governo e ônibus são incendiados em bairros da zona Leste de Natal

Ônibus incendiado nas proximidades do Hotel Reis Magos, Praia do Meio

Suspeita é de que ataques estejam ligados a uma possível retaliação de criminosos à transferência de presidiários do Sindicato do Crime em Alcaçuz


Um carro com o escudo do Governo do Estado foi incendiado na tarde desta quarta-feira (18) em Mãe Luiza quase simultaneamente a dois ônibus também posto em chamas, este nas proximidades do Hotel Reis Magos, na Praia do Meio e em Brasília Teimosa; ambos os bairros fazem parte da zona Leste de Natal.
Os atos supostamente fazem parte de uma retaliação de bandidos à operação do governo do Rio Grande do Norte e do Batalhão de Choque que estão transferindo do presídio de Alcaçuz, em Nísia Floresta, detentos do Sindicato do Crime para recolocá-los em outras prisões do estado com o intuito de separá-los dos membros do PCC em Alcaçuz.
Carro do Governo incendiado em Mãe Luiza

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Temer pretende denunciar rombo encontrado ao assumir presidência

Pelas estimativas de sua equipe, o buraco ultrapassa a casa dos R$ 150 bilhões


Por Estadão Conteúdo
 

O presidente em exercício Michel Temer vai fazer uma “prestação de contas” ao País e revelar como encontrou a situação do governo, principalmente na economia. Em café da manhã com senadores, na quarta-feira (18), Temer foi aconselhado a “abrir a caixa-preta” da administração de Dilma Rousseff e disse que, quando tiver os números exatos do rombo nas contas públicas, irá divulgá-los à sociedade. Pelas estimativas de sua equipe, o buraco ultrapassa a casa dos R$ 150 bilhões.
“Eu estou aqui há seis dias, mas parece que estou há cinco anos” queixou-se o presidente em exercício aos senadores aliados, numa referência às cobranças recebidas. “Cada dia aqui tem de valer por dois.”
Temer encomendou aos ministros um inventário de todos os programas da gestão Dilma e as deficiências encontradas em cada pasta. Os parlamentares sugeriram que ele faça um pronunciamento à Nação, ainda nesta semana, para apresentar o que os aliados chamam de “herança maldita”, termo usado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para se referir à situação recebida de seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso.
Ao ouvir a sugestão, Temer disse que prefere anunciar o rombo em uma entrevista ou em um comunicado, que também seria divulgado pelas redes sociais. O formato do anúncio ainda está sendo definido.
No Palácio do Planalto, ministros do PMDB dizem que o Brasil vive “a maior crise econômica da história” do Brasil.
Resistência
A seis quilômetros dali, no Palácio da Alvorada – transformado em quartel general da resistência ao impeachment -, a presidente afastada tem uma equipe que prepara respostas para se contrapor a Temer. Dilma vai criar um site próprio e cada vez mais usar as redes sociais para defender o seu mandato.
“A gente já sabe que o déficit é maior do que o que está lá. O governo anterior também sabia” afirmou o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. A previsão de déficit para 2016, deixada pela gestão Dilma, foi de R$ 96,6 bilhões. Auxiliares de Temer calculam, porém, que o buraco pode ser muito maior.
Padilha chegou a dizer que a situação econômica é tão difícil que, se o governo não tomar medidas com urgência, pode não conseguir pagar nem mesmo os salários dos servidores públicos. O “buraco” atinge a área social.
No caso da Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom), por exemplo, a nova equipe afirma que a verba de publicidade do governo para 2016, da ordem de R$ 152 milhões, já havia sido consumida pela gestão de Dilma. Assessores da presidente afastada negam.
Reavaliação
De qualquer forma, Michel Temer mandou reavaliar os contratos de publicidade em execução, com todos os tipos de mídia, e vai deixar de repassar recursos para blogs que eram alinhados ao governo petista.
Um interlocutor do presidente em exercício disse ao jornal O Estado de S. Paulo que Temer chegou a telefonar para o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, pedindo a liberação de recursos para a área de cultura. Apesar da extinção do Ministério, que virou secretaria, a equipe de Temer afirma ter encontrado dívidas vencidas ali da ordem de R$ 232 milhões.
Portal no Ar

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Para Cunha, decisão do Supremo foi retaliação a sua atuação no impeachment

Para ele, a decisão é uma intervenção "clara e nítida" do Judiciário no Legislativo


Por Estadão Conteúdo
 

O presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), sugeriu que a decisão de suspensão de seu mandato, aprovada de forma unânime na noite desta quinta-feira, 5, entre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), foi uma retaliação a sua condução no processo que considerou a admissibilidade do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. “É óbvio que é uma perseguição política do PT que gosta de buscar companhia no banco dos réus”, disse ele em entrevista concedida na residência oficial da presidência da Câmara, logo após a definição no Supremo. Segundo o peemedebista, essa reação já era mais que esperada.
Para Cunha, a decisão é uma intervenção “clara e nítida” do Judiciário no Legislativo. “Isso faz parte de uma intervenção clara e nítida que foi feita no Poder Legislativo, a tal ponto que no próprio voto do ministro Teori diz que não tem previsão na Constituição para o afastamento do presidente da Câmara e para a suspensão de mandato. Ele realça isso ao final do seu voto, ele mesmo diz que foi feita uma construção. Repare que há pouco tempo o senador Delcídio Amaral (sem partido-MS) teve a sua prisão decretada e não foi suspenso o mandato. Ficou preso por obstrução da Justiça e no exercício do mandato”, disse.
Cunha disse que respeita e vai cumprir a decisão, mas também não vai deixar de “estranhar” e contestá-la. O peemedebista afirmou considerar “estranho” que a ação cautelar tenha caráter de urgência, mas só foi julgada seis meses depois de ajuizada, após a votação do impeachment na Câmara. “Tratou-se de uma ação cautelar ingressada em dezembro. Estranhamente só seis meses depois a ação cautelar é apreciada numa madrugada e tem julgamento no mesmo dia”.
O parlamentar disse ainda que a ação só foi proposta pelo Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, com quem ele disse ter “uma desavença pública”, após o acolhimento do pedido de impeachment, assim como foi a ordem de busca e apreensão na Câmara.
Para Cunha, não houve tempo nem se quer para os ministros analisarem o voto de Teori. “Não havia mais a urgência. Se houvesse urgência porque levou seis meses para apreciar a liminar?”, questionou. “Estranhamente ela foi protocolada pelo procurador-geral da República, o qual é sabido que há uma desavença grande de contendas públicas entre nós e eles, por diversos atos anormais.” Segundo Cunha, logo depois da aceitação da abertura do processo de impeachment, o procurador fez uma ação de busca e apreensão na Câmara e ajuizou a ação cautelar. “E estranhamente essa ação cautelar está sendo analisada depois que o impeachment foi votado.”
O deputado disse ainda que os fatos elencados na ação, que foram assimilados pelo ministro-relator, são “absolutamente contestáveis e o mérito de contestação não foi devidamente debatido com todo o respeito ao contraditório”.
Dilma
Ele também rebateu as críticas da presidente Dilma Rousseff, que disse que a suspensão do mandato ocorreu “antes tarde do que nunca”. “Isso vai acabar na quarta-feira que vem, se for da vontade de Deus, com o afastamento da presidente da República e consequentemente depois o seu julgamento definitivo, para que o Brasil possa se livrar dessa era do PT, que tanto fez mal ao nosso País, e que os crimes de responsabilidade cometidos pela presidente possam ser punidos. É isso que nesse momento eu espero”, declarou Cunha.
Mais cedo, a presidente Dilma Rousseff lamentou que Cunha tenha liderado o processo de impedimento. “Eu soube, quando ainda estava em Brasília, que o Supremo Tribunal Federal havia afastado o Eduardo Cunha. Deixa eu dizer que antes tarde do nunca”, disse. “A única coisa que lamento é que ele infelizmente conseguiu votar o impedimento e vocês assistiram a ele presidindo, com a maior cara de pau, o processo na Câmara.”
Portal no Ar