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sábado, 29 de abril de 2017

Greve geral provocou rombo de R$ 5 bilhões no faturamento do comércio brasileiro

Para centrais sindicais e movimentos sociais, a greve foi um sucesso

Em todo o Brasil, 20% das escolas particulares ficaram fechadas, segundo o sindicato da classe. Estimativa é que a greve geral dessa sexta provocou um impacto negativo

A greve geral de ontem pode ter provocado um impacto negativo de R$ 5 bilhões no faturamento do comércio em todo o país. Apenas no estado de São Paulo, o baque deve ter chegado a R$ 1,6 bilhão, apontam estimativas da Federação do Comércio local (FecomercioSP), que não reconheceu a paralisação e considerou o 28 de abril um dia útil de trabalho. “No momento econômico difícil que o país atravessa, após três anos de recessão, resultando em mais de 14 milhões de desempregados, não são mais admissíveis paralisações que tragam custos às empresas ou dificuldades de deslocamento de trabalhadores”, informou a Fecomercio.
Outro ramo que também sentiu, embora em menor escala, os efeitos da greve foi o da educação. Dos mais de 40 mil estabelecimentos de ensino particular no país, 20% paralisaram as atividades, afirmou o presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), Amabile Pacios. “Esse percentual corresponde às escolas filantrópicas que pararam atendendo orientação da CNBB, contra o fim das isenções”, disse Amabile. No Distrito Federal, apenas cinco escolas particulares aderiram. O diretor financeiro do Sindicato das Escolas Particulares do Distrito Federal (Sinepe-DF), Clayton Braga, considerou baixa a adesão. “Não chega a 2% do total de 600 mil alunos dessas instituições”, disse.
Para centrais sindicais e movimentos sociais, a greve foi um sucesso. Postaram filmes e fotos de cidades, de todas as regiões do país, totalmente paradas. No entanto, há controvérsias: parte das entidades empresariais de setores estratégicos garantiram que não houve mudança na rotina laboral. A Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) informou que as empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) não sentiram o impacto da paralisação.
“Credibilidade”
Nelson Azevedo, primeiro vice-presidente da Fieam, disse que a dificuldade dos industriários para chegar ao trabalho foi provocada pelo bloqueio das principais vias que dão acesso ao bairro onde estão as grandes indústrias. “O país precisa dessas reformas urgentemente. Elas são necessárias para a economia do Brasil e o que vemos hoje é mais um movimento político, para fortalecer um determinado partido, do que reivindicações coerentes por estabilidade e credibilidade do país.”
Segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), nenhuma empresa do setor parou as atividades. No Polo Industrial de Camaçari, o funcionamento foi normal. O mesmo ocorreu no Polo Petroquímico do ABC. O Polo Petroquímico de Cubatão também não teve a produção afetada. Essa divergência de opiniões já era esperada, segundo Graça Costa, secretária de Relações do Trabalho da Central Única dos Trabalhadores (CUT). “Empresários e governo sempre tentam desmoralizar os movimentos populares. A intenção é passar a ideia de que nada está acontecendo”, criticou.
Pelo balanço da Força Sindical, os atos foram bem-sucedidos e 40 milhões de pessoas cruzaram os braços em todo o país. Fábricas e lojas fecharam as portas, e as máquinas permaneceram paradas. Metrôs, ônibus e trens não saíram das garagens. “Esperamos que, após as manifestações de puro descontentamento com as reformas, o Palácio do Planalto ouça as vozes das ruas, afaste sua intransigência e abra negociação sobre os temas em questão”, informou a Força Sindical. Apesar dos apelos, ontem, o ministro da Justiça, Osmar Serraglio, criticou a greve e garantiu que o governo “vai prosseguir com as reformas”.
No momento econômico difícil que o país atravessa, após três anos de recessão, resultando em mais de 14 milhões de desempregados, não são mais admissíveis paralisações que tragam custos às empresas ou dificuldades de deslocamento de trabalhadores”.
Fonte: Correio Braziliense


sexta-feira, 7 de abril de 2017

Governo piora meta de déficit primário para 2018, a R$ 129 bi

O governo também estima um rombo de 202,2 bilhões na Previdência e projeta um salário mínimo de 979 reais no ano que vem. (Marcelo Sayão/EFE/VEJA)

A proposta do governo, se confirmada pelo Congresso, representará o quinto ano em que a União gasta mais do que arrecada


A equipe econômica vai propor um orçamento com déficit de 129 bilhões de reais para o governo federal em 2018. O montante representa um aumento em relação aos 79 bilhões feitos em estimativa anterior. O anúncio foi feito nesta sexta-feira em entrevista no Palácio do Planalto com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o do Planejamento, Dyogo Oliveira. O governo também estima um rombo de 202,2 bilhões na Previdência e projeta um salário mínimo de 979 reaisno ano que vem.

Será o quinto ano em que a União fecha com as contas no vermelho, gastando mais do que arrecada. A meta estabelecida para 2017 também é de déficit, de 139 bilhões de reais. O governo, porém, anunciou em março um corte de 58,2 bilhões por avaliar que não conseguiria chegar a esse resultado.  Em 2016, o resultado negativo foi recorde, de 154 bilhões de reais.

O déficit para o governo federal, chamado de governo central, inclui  Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central. Já a previsão para 2018 do rombo no setor público consolidado, que inclui estados, municípios e estatais, é de 131,3 bilhões de reais. Essa conta inclui um déficit de 3 bilhões de reais para estatais federais e superávit de 16 bilhões de reais para estados e municípios. Tanto o rombo do governo central como o do setor público equivalem a 1,8% do Produto Interno Bruto (PIB) projetado para o período.
Segundo o governo, a revisão para um déficit maior era considerada necessária para garantir credibilidade à política fiscal diante do cenário menos favorável de receitas do que o estimado inicialmente. Quando a meta indicativa de déficit em 2018 foi divulgada, em julho de 2016, a previsão de crescimento era de 1,6% neste ano – o que não vai ocorrer, pois o próprio governo já espera alta de 0,5% – e de 2,5% no ano que vem – expectativa que foi mantida.
“As previsões decorrem de efeitos da crise de 2016, 2015 na economia. São efeitos defasados, principalmente na arrecadação”, disse Meirelles, segundo quem “há um compromisso de reduzir o déficit de 2018”.
Fonte veja (Com Estadão Conteúdo e Reuters)

domingo, 13 de novembro de 2016

Previdência nos Estados pode ter rombo de R$ 100 bi

Entre 2014 e 2015, os déficits somados tiveram alta de 18% acima da inflação


Por Estadão Conteúdo
Parte do problema para se identificar e corrigir distorções na Previdência dos Estados está no fato de sequer haver um padrão para acompanhar os seus resultados. Existem três cálculos Todos são oficiais e corretos, mas têm resultados distintos. Neste ano, parte dos Estados passou a considerar a metodologia do Tesouro Nacional, que inclui mais dados. Por esse parâmetro, os rombos previdenciários deram saltos. A soma totalizou R$ 77 bilhões no ano passado e, pelo ritmo de crescimento observado, tende a encostar em R$ 100 bilhões ao final deste ano.
A estimativa foi feita pelos pesquisadores Vilma da Conceição Pinto e Samuel Pessôa, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV). Entre 2014 e 2015, os déficits somados tiveram alta de 18% acima da inflação. “Pela velocidade do aumento, se as regras da Previdência não forem revistas, em pouco tempo todo mundo vai ser Rio de Janeiro”, diz Pessôa.
O que chama a atenção no caso do Rio é principalmente a velocidade com que o rombo se revelou. O Estado não tem o maior déficit. São Paulo é o líder: foram R$ 16 bilhões no vermelho no ano passado, pela regra do Tesouro. Mas o governo paulista adotou uma série de medidas para reorganizar o sistema e freou o crescimento, que foi de pouco mais de 3% entre 2014 e 2015. Minas Gerais é o segundo colocado, com um déficit de quase R$ 14 bilhões. O Rio vem em terceiro lugar, mas de um ano para outro o buraco foi de R$ 4,9 bilhões para quase R$ 10,8 bilhões. Descontada a inflação, o fosso dobrou de tamanho.
Não houve uma corrida a aposentadorias. O problema é que a recessão escancarou as distorções. A maioria dos servidores está no antigo regime, que não se paga: são 233 mil na ativa para cobrir benefícios de 260 mil aposentados e pensionistas. A maioria se aposenta aos 56 anos. Professores, aos 50. O governo identificou a bomba relógio e criou um sistema novo. Quem entrou no serviço público após setembro de 2013 está num fundo capitalizado e superavitário. Mas são apenas 18 mil ali. A banda deficitária, que atende a vasta maioria, era coberta por receitas extras. Com a recessão, virou pó, levando caos a todos os servidores.
“Os royalties do petróleo estavam sustentando o déficit e a transição de um modelo para o outro – vários economistas criticaram, mas era o necessário. Com a crise, a reforma da Previdência, que já era importante, se torna urgente”, diz Gustavo Barbosa, ex-presidente da Rioprevidência e, desde julho, secretário de Fazenda, numa sinalização de onde reside o maior problema das contas do Estado.
Leniência – Quem conhece a máquina pública por dentro é categórico em afirmar que uma combinação de regras generosas na concessão de benefícios e a leniência em elevar salários nos últimos anos foi decisiva para acelerar a deterioração da Previdência nos Estados. “Pesaram muito os reajustes salariais dos últimos anos que, pela regra atual, são estendidos aos inativos”, diz Andrea Calabi, que acompanha as contas públicas federais e estaduais desde os anos 80.
Nessa dinâmica, o que mais pesa é a aposentadoria especial, por ser precoce. Ela não está apenas colocando mais gente no sistema, numa velocidade maior. Como se vive cada vez mais, tem o efeito de antecipar um período de descanso que tende a ser cada vez mais longo. O Rio Grande do Sul é um exemplo desse efeito. “A nossa expectativa de vida já é alta e no serviço público é maior ainda – se compara a de países nórdicos, como a Suécia”, diz José Guilherme Kliemann, secretário adjunto da Casa Civil e conselheiro da RS Prev. Nada menos que 9% dos inativos gaúchos têm mais de 80 anos e a tendência, segundo ele, é que esse efetivo aumente. “Agora imagine que a pessoa ganha uma aposentadoria especial aos 50 e viva mais de 80: é ótimo viver mais e melhor, mas, no aspecto previdenciário, é insustentável pagar isso”, diz Kliemann. A crise gaúcha é tão grave quanto à do Rio. Lá, também há atrasos no pagamento de salários e o rombo previdenciário beira R$ 7,5 bilhões.
Quem ainda não chegou ao limite, teme o futuro pelas mesmas razões. Alagoas, por exemplo, tem cerca de 40 mil inativos e 30 mil na ativa – 20% deles vão poder se aposentar nos próximos quatro anos. A maior pressão, diz George Santoro, secretário de Fazenda, também vem das aposentadorias especiais, em particular de policiais militares. “Os PMs estão se aposentando aos 48 anos e a gente precisa repor constantemente, pois bombeiros e policiais prestam serviços essenciais – não se terceiriza isso”, diz (leia abaixo). A solução, porém, não está na mão dos governadores. “Sozinhos, os Estados não conseguem enfrentar essa questão, porque a legislação dos militares é federal, precisamos da União para resolver isso.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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sexta-feira, 20 de maio de 2016

Michel Temer vai mostrar balanço com rombo deixado por Dilma

Por Kelly Barros
Aconselhado a mostrar resultados o mais rápido possível, o presidente em exercício Michel Temer vai apresentar na segunda-feira, 23, um balanço de como encontrou as finanças do País, com os principais problemas da administração de Dilma Rousseff, e anunciará seu plano para sair do vermelho. A ideia é transmitir a mensagem de que o governo funciona e não está paralisado como na gestão da presidente afastada.
Além da proposta de revisão da meta fiscal que será enviada ao Congresso naquele dia, Temer e os ministros Henrique Meirelles (Fazenda), Eliseu Padilha (Casa Civil), Romero Jucá (Planejamento) e Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) farão uma prestação de contas sobre a situação herdada e o atual rombo, que pode ultrapassar R$ 150 bilhões.
A ofensiva de comunicação também tem o objetivo de deixar claros os motivos da mudança na meta e por que sacrifícios precisam ser feitos para ajustar as contas públicas. Embora aliados do governo tenham batizado esse inventário de “herança maldita”, Temer prefere não usar esta expressão.
“Não chamamos de herança maldita porque quem falava isso eram eles”, afirmou Geddel, numa referência ao termo usado pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva para citar os problemas deixados pelo antecessor, o tucano Fernando Henrique Cardoso. Questionado sobre as dificuldades que o Palácio do Planalto terá para aprovar medidas amargas no Congresso, diante das brigas entre aliados do Centrão, o ministro tentou jogar água na fervura.
“Esse é um governo de solução, sem intrigas nem futricas. Aqui não tem centrão nem centrinho. Minha tarefa é construir consensos e administrar dissensos”, disse à reportagem.
Prazo
A ordem de Temer é para que todos os ministérios façam um levantamento minucioso de dívidas, desvios e do que pode ser cortado em cada pasta. Nem tudo ficará pronto em prazo tão escasso e mais adiante haverá um relatório maior sobre a herança recebida, para fazer um contraponto com Dilma.
Na prática, o grupo do presidente em exercício quer passar a imagem de que o governo vai “falar menos e produzir mais”. Dilma porém, já prepara forte reação e está usando sua página no Facebook para que ministros de seu governo respondam às críticas feitas pela equipe de Temer.
“Temos uma batalha a ser travada no Senado contra o impeachment e vamos defender o mandato da presidenta Dilma até o fim”, disse o ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social Edinho Silva. “O PT governou o Brasil por 13 anos e formulou políticas públicas que continuam sendo referência não só aqui como no exterior.”
O ministro da Educação, Mendonça Filho, afirmou ter encontrado restos a pagar do ano passado de R$ 1,58 bilhão, além de R$ 236 milhões de dívidas vencidas na área de cultura. Henrique Eduardo Alves, do Turismo, disse ter cancelado R$ 16 milhões reservados pelo antecessor Alessandro Teixeira – que ficou apenas 20 dias à frente da pasta – para obras de infraestrutura.
Alves já havia sido titular do Turismo com Dilma, deixando o ministério quando o PMDB rompeu com o Planalto. Ele cancelou também um edital de promoção do tour da tocha olímpica, de R$ 10 milhões, aprovado quando a chama percorria o País havia mais de uma semana. O dinheiro será usado para a campanha de publicidade dos Jogos
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quinta-feira, 19 de maio de 2016

Temer pretende denunciar rombo encontrado ao assumir presidência

Pelas estimativas de sua equipe, o buraco ultrapassa a casa dos R$ 150 bilhões


Por Estadão Conteúdo
 

O presidente em exercício Michel Temer vai fazer uma “prestação de contas” ao País e revelar como encontrou a situação do governo, principalmente na economia. Em café da manhã com senadores, na quarta-feira (18), Temer foi aconselhado a “abrir a caixa-preta” da administração de Dilma Rousseff e disse que, quando tiver os números exatos do rombo nas contas públicas, irá divulgá-los à sociedade. Pelas estimativas de sua equipe, o buraco ultrapassa a casa dos R$ 150 bilhões.
“Eu estou aqui há seis dias, mas parece que estou há cinco anos” queixou-se o presidente em exercício aos senadores aliados, numa referência às cobranças recebidas. “Cada dia aqui tem de valer por dois.”
Temer encomendou aos ministros um inventário de todos os programas da gestão Dilma e as deficiências encontradas em cada pasta. Os parlamentares sugeriram que ele faça um pronunciamento à Nação, ainda nesta semana, para apresentar o que os aliados chamam de “herança maldita”, termo usado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para se referir à situação recebida de seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso.
Ao ouvir a sugestão, Temer disse que prefere anunciar o rombo em uma entrevista ou em um comunicado, que também seria divulgado pelas redes sociais. O formato do anúncio ainda está sendo definido.
No Palácio do Planalto, ministros do PMDB dizem que o Brasil vive “a maior crise econômica da história” do Brasil.
Resistência
A seis quilômetros dali, no Palácio da Alvorada – transformado em quartel general da resistência ao impeachment -, a presidente afastada tem uma equipe que prepara respostas para se contrapor a Temer. Dilma vai criar um site próprio e cada vez mais usar as redes sociais para defender o seu mandato.
“A gente já sabe que o déficit é maior do que o que está lá. O governo anterior também sabia” afirmou o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. A previsão de déficit para 2016, deixada pela gestão Dilma, foi de R$ 96,6 bilhões. Auxiliares de Temer calculam, porém, que o buraco pode ser muito maior.
Padilha chegou a dizer que a situação econômica é tão difícil que, se o governo não tomar medidas com urgência, pode não conseguir pagar nem mesmo os salários dos servidores públicos. O “buraco” atinge a área social.
No caso da Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom), por exemplo, a nova equipe afirma que a verba de publicidade do governo para 2016, da ordem de R$ 152 milhões, já havia sido consumida pela gestão de Dilma. Assessores da presidente afastada negam.
Reavaliação
De qualquer forma, Michel Temer mandou reavaliar os contratos de publicidade em execução, com todos os tipos de mídia, e vai deixar de repassar recursos para blogs que eram alinhados ao governo petista.
Um interlocutor do presidente em exercício disse ao jornal O Estado de S. Paulo que Temer chegou a telefonar para o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, pedindo a liberação de recursos para a área de cultura. Apesar da extinção do Ministério, que virou secretaria, a equipe de Temer afirma ter encontrado dívidas vencidas ali da ordem de R$ 232 milhões.
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Agripino sobre rombo de R$ 200 bi: pedaladas são um “cisco” diante do conjunto tétrico que será conhecido

As pedaladas fiscais praticadas pelo governo Dilma Rousseff serão um “cisco” se comparadas ao rombo nas contas públicas deixado pela presidente afastada. A afirmação é do presidente nacional do Democratas, José Agripino (RN). Em entrevista ao jornalista Josias de Souza, nesta quarta-feira (18), o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, disse que o déficit deixado pela gestão petista está em torno de R$ 200 bilhões. “O pecado maior de Dilma será revelado quando for conhecido o tamanho do rombo nas contas públicas. As pedaladas serão um ‘cisco’ diante do conjunto tétrico que vai ser exposto”, destacou José Agripino.
Ainda não se sabe ao certo qual o valor exato do déficit deixado por Dilma Rousseff. O antigo governo afirmava ser R$ 96 bilhões, mas representantes da atual gestão acreditam que o valor real varie entre R$ 150 e R$ 200 bilhões. Na próxima semana, o Congresso Nacional deve analisar a revisão da meta fiscal, que precisa ser apreciada até domingo (29). Caso contrário, o governo será obrigado a bloquear gastos, o que poderia afetar serviços públicos.
Robson Pires

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Secretário de Tributação alerta para rombo de um bilhão nas contas do RN

Declaração de André Horta foi dada na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa


Por Dinarte Assunção
André Horta alertou para rombo bilionário nas contas do RN (Foto: Alberto Leandro/PortalNoar)
André Horta alertou para rombo bilionário nas contas do RN (Foto: Alberto Leandro/PortalNoar)
O secretário estadual de Tributação, André Horta, alarmou que o rombo das contas públicas no RN soma um bilhão de reais. A declaração foi dada na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa, para a qual ele foi convocado para explicar o pacote fiscal que aumenta impostos.
“Já sacamos 470 milhões do fundo previdenciário e temos um déficit orçamentário de 485 milhões até o fim do ano. Isso somará mais de um bilhão de reais”, disse em tom de alarme aos deputados.
Segundo ainda explicou, o governo está repassando, ao sugerir aumento de impostos, apenas um quarto do problema, já que a arrecadação com aumento de tributos seria de pouco mais de 250 milhões de reais.
“Temos a preocupação de interferir o mínimo possível na economia, por isso pensamos nessa intervenção. Em outros estados, as medidas são mais amplas, mas preferimos esse modelo”, explicou Horta.
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