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segunda-feira, 5 de junho de 2017

Centrais sindicais confirmam nova “Greve Geral” no dia 30 de junho em todo país

Milhares de potiguares saíram as ruas na primeira Greve Geral realizada em 2017

Lideranças sindicais alinharam uma nova greve e manifestações esporádicas contra as reformas Trabalhista e Previdenciária em vários estados

Lideranças das centrais sindicais brasileiras se reuniram na manhã desta segunda-feira 05, na sede regional da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), na cidade de São Paulo, onde confirmaram uma nova Greve Geral que ocorrerá em todos os estados brasileiros no dia 30 de junho, última sexta-feira do mês.
As entidades sindicais também conclamaram a população para um dia de mobilização nacional, chamado “Esquenta Greve Geral”, com data marcada para acontecer dia 20 de junho. Segundo os sindicalistas, as centrais “irão colocar força total na mobilização da greve em defesa dos direitos sociais e trabalhistas, contra as reformas trabalhista e previdenciária e pelo #ForaTemer”.
“A ideia é manter o foco contra as reformas defendidas pelo governo, para continuar alertando trabalhadores e trabalhadoras sobre os riscos que corremos de perda de direitos trabalhistas, culminando numa nova greve geral ao fim do mês de junho”, afirma José Calixto Ramos, presidente da NCST.
O dirigente também disse as manifestações se darão de forma constante, para manter a população informada das propostas prejudiciais aos trabalhadores e trabalhadoras que tramitam no Congresso, além da criação de uma comissão para falar individualmente com cada senador. “Vamos falar com cada parlamentar individualmente, mostrando o quão prejudicial essas propostas são para a qualidade de vida de quem trabalha”, concluiu.
Participaram da reunião a Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), Força Sindical (Força), Central Única dos Trabalhadores (CUT), União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Central Sindical e Popular (CONLUTAS) e Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Intersindical – Central da Classe Trabalhadora e A Pública – Central do Servidor.
Agora RN

terça-feira, 30 de maio de 2017

Centrais Sindicais indicam nova greve geral para o fim de junho


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Após reunião entre as centrais sindicais no final da tarde desta segunda-feira, 29, lideranças organizam novo ato simultâneo em vários estados

Lideranças das centrais sindicais brasileiras se reuniram no final da tarde desta segunda-feira, 29, na cidade de São Paulo (SP), onde avaliaram como positivas as manifestações ocorridas em Brasília (DF) na semana passada. Apesar de alguns focos de confusão condenados pelos organizadores, sindicalistas falam em “grande união da classe trabalhadora e adesão maciça da população” contra as reformas Trabalhista e Previdenciária. As centrais também aproveitaram para organizar uma nova greve geral, que deve ocorrer na última semana de junho, mas ainda sem data específica definida.
“Apesar de alguns focos de tensão, os protestos foram pacíficos e mostraram a união da classe trabalhadora. Ficamos orgulhosos em ver vários setores da sociedade civil organizada juntos, numa só bandeira suprapartidária. Também condenamos atos de violência e vandalismo ocorridos, bem como lamentamos a truculência da polícia militar, que chegou a usar arma letal e feriu um aposentado que participava do ato”, afirmou José Calixto Ramos, presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST).
Calixto também disse que haverão novas manifestações em vários estados de forma constante, para manter a população consciente das propostas prejudiciais aos trabalhadores e trabalhadoras que tramitam no Congresso, além da criação de uma comissão para falar individualmente com cada senador. “A ideia é manter o foco contra as reformas defendidas pelo governo, para continuar alertando a população sobre os riscos que corremos de perda de direitos trabalhistas, culminando numa nova greve geral ao fim do mês que vem. O dia será entre 26 e 30 de junho, mas a data específica ainda será avaliada pro todos nós”, finaliza.
Na próxima segunda-feira, 05, às 10h, as centrais sindicais farão uma nova reunião na sede da NCST, em São Paulo (SP), para definir os próximos passos do movimento sindical contra as reformas. Participam da reunião: Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST), Força Sindical (Força), Central Única dos Trabalhadores (CUT), União Geral dos Trabalhadores (UGT), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), Central Sindical e Popular (CONLUTAS) e Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB).
Agora RN

sábado, 29 de abril de 2017

Greve geral provocou rombo de R$ 5 bilhões no faturamento do comércio brasileiro

Para centrais sindicais e movimentos sociais, a greve foi um sucesso

Em todo o Brasil, 20% das escolas particulares ficaram fechadas, segundo o sindicato da classe. Estimativa é que a greve geral dessa sexta provocou um impacto negativo

A greve geral de ontem pode ter provocado um impacto negativo de R$ 5 bilhões no faturamento do comércio em todo o país. Apenas no estado de São Paulo, o baque deve ter chegado a R$ 1,6 bilhão, apontam estimativas da Federação do Comércio local (FecomercioSP), que não reconheceu a paralisação e considerou o 28 de abril um dia útil de trabalho. “No momento econômico difícil que o país atravessa, após três anos de recessão, resultando em mais de 14 milhões de desempregados, não são mais admissíveis paralisações que tragam custos às empresas ou dificuldades de deslocamento de trabalhadores”, informou a Fecomercio.
Outro ramo que também sentiu, embora em menor escala, os efeitos da greve foi o da educação. Dos mais de 40 mil estabelecimentos de ensino particular no país, 20% paralisaram as atividades, afirmou o presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), Amabile Pacios. “Esse percentual corresponde às escolas filantrópicas que pararam atendendo orientação da CNBB, contra o fim das isenções”, disse Amabile. No Distrito Federal, apenas cinco escolas particulares aderiram. O diretor financeiro do Sindicato das Escolas Particulares do Distrito Federal (Sinepe-DF), Clayton Braga, considerou baixa a adesão. “Não chega a 2% do total de 600 mil alunos dessas instituições”, disse.
Para centrais sindicais e movimentos sociais, a greve foi um sucesso. Postaram filmes e fotos de cidades, de todas as regiões do país, totalmente paradas. No entanto, há controvérsias: parte das entidades empresariais de setores estratégicos garantiram que não houve mudança na rotina laboral. A Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) informou que as empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) não sentiram o impacto da paralisação.
“Credibilidade”
Nelson Azevedo, primeiro vice-presidente da Fieam, disse que a dificuldade dos industriários para chegar ao trabalho foi provocada pelo bloqueio das principais vias que dão acesso ao bairro onde estão as grandes indústrias. “O país precisa dessas reformas urgentemente. Elas são necessárias para a economia do Brasil e o que vemos hoje é mais um movimento político, para fortalecer um determinado partido, do que reivindicações coerentes por estabilidade e credibilidade do país.”
Segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit), nenhuma empresa do setor parou as atividades. No Polo Industrial de Camaçari, o funcionamento foi normal. O mesmo ocorreu no Polo Petroquímico do ABC. O Polo Petroquímico de Cubatão também não teve a produção afetada. Essa divergência de opiniões já era esperada, segundo Graça Costa, secretária de Relações do Trabalho da Central Única dos Trabalhadores (CUT). “Empresários e governo sempre tentam desmoralizar os movimentos populares. A intenção é passar a ideia de que nada está acontecendo”, criticou.
Pelo balanço da Força Sindical, os atos foram bem-sucedidos e 40 milhões de pessoas cruzaram os braços em todo o país. Fábricas e lojas fecharam as portas, e as máquinas permaneceram paradas. Metrôs, ônibus e trens não saíram das garagens. “Esperamos que, após as manifestações de puro descontentamento com as reformas, o Palácio do Planalto ouça as vozes das ruas, afaste sua intransigência e abra negociação sobre os temas em questão”, informou a Força Sindical. Apesar dos apelos, ontem, o ministro da Justiça, Osmar Serraglio, criticou a greve e garantiu que o governo “vai prosseguir com as reformas”.
No momento econômico difícil que o país atravessa, após três anos de recessão, resultando em mais de 14 milhões de desempregados, não são mais admissíveis paralisações que tragam custos às empresas ou dificuldades de deslocamento de trabalhadores”.
Fonte: Correio Braziliense


quarta-feira, 26 de abril de 2017

Centrais sindicais dão como certa grande adesão à greve geral na sexta-feira

As reformas da Previdência e trabalhista são os principais alvos

Na capital paulista, metroviários, motoristas de ônibus e professores aderiram à chamada greve geral e devem parar durante todo o dia

Centrais sindicais e movimentos sociais já dão como certa a adesão de diversas categorias na paralisação convocada para esta sexta-feira, 28, contra as reformas propostas pelo presidente Michel Temer (PMDB) no Congresso Nacional. As reformas da Previdência e trabalhista são os principais alvos.
Na capital paulista, metroviários, motoristas de ônibus e professores aderiram à chamada greve geral e devem parar durante todo o dia. O Sindicato dos Metroviários e o Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo prometem uma paralisação geral durante o dia. Os metroviários prometerem parar durante 24 horas, mas não divulgaram se a paralisação vai atingir todo o sistema de trem e metrô. Já os motoristas têm uma reunião marcada na tarde desta quarta-feira para definir a extensão da greve.
O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) afirmou que os professores da rede estadual são contrários à reforma da Previdência e à terceirização e vão paralisar suas atividades na sexta-feira, assim como os servidores municipais. Para estes, o prefeito João Doria (PSDB) afirmou que o Executivo vai descontar o dia parado na folha de pagamento daqueles que aderirem à manifestação.
Na rede particular de ensino, os sindicatos que integram a Federação dos Professores do Estado de São Paulo, e representam os professores, auxiliares e técnicos de ensino da rede privada, anunciaram que participarão da paralisação. “Estamos unidos para barrar reformas lesivas aos trabalhadores, especialmente perversas aos professores, promovidas por um governo sem voto”, afirmou Celso Napolitano, presidente da Federação.
Em assembleia realizada na segunda-feira, 24, em São Bernardo, os metalúrgicos do ABC paulista também aprovaram a mobilização para a greve geral. “A intenção do governo com esse discurso de déficit na Previdência é empurrar todos os trabalhadores para a previdência privada”, disse Aroaldo Oliveira, vice-presidente do sindicato.
Além dessas categorias, entidades que representam bancários, motoboys, petroleiros e profissionais da saúde do Estado de São Paulo também comunicaram adesão à paralisação. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Força Sindical divulgaram nesta quarta-feira que todas as categorias profissionais vinculadas às entidades participarão do movimento.
Segundo a CUT, sindicatos dos 26 Estados e do Distrito Federal aderiram à paralisação, entre eles trabalhadores dos transportes públicos, portuários, aeronautas, petroleiros, professores, metalúrgicos, químicos e bancários. A Força divulgou que, em São Paulo, vão parar ônibus, metrô e trens, além de metalúrgicos, químicos e trabalhadores da construção civil.
Na capital paulista, uma manifestação chamada pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo está marcada para as 17 horas no Largo da Batata. No Rio de Janeiro, um ato está programado para as 15 horas na Cinelândia.
Agora RN

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Movimento plural e pacífico toma conta do ‘Dia Nacional de Lutas’ em Natal

Cerca de 10 mil manifestantes caminharam pela avenida Senador Salgado Filho. Policiamento teve reforço de 300 homens.

Servidores públicos municipais e estaduais, trabalhadores das áreas da saúde, educação, segurança, policiais civis, bancários e estudantes formaram um público de mais de 10 mil pessoas que foram às ruas em Natal na manhã de hoje, formalizando o ato unificado do Dia Nacional de Lutas. O movimento foi todo orquestrado pelas Centrais Sindicais do país. Entre os organizadores do ato estão a Força Sindical, Central Única dos Trabalhadores (CUT), a União Nacional dos Estudantes e o Movimento dos Sem Terra (MST).

A pauta nacional de reivindicações é extensa e tem a ver principalmente com as demandas trabalhistas. Entre elas, o fim do Fator Previdenciário, fim do projeto de lei que amplia a terceirização, valorização da aposentadoria, a redução da jornada de trabalho sem abatimento salarial, reforma agrária e o fim dos leilões de poços de petróleo. Além disso, em Natal, o protesto contou com a força dos membros da Revolta do Busão, que voltaram a questionar o poder público sobre as melhorias no sistema público de transporte.

“Esse ato de hoje é diferente dos protestos que aconteceram ao longo do mês de junho, que começaram nas redes sociais e foram liderados por um movimento em defesa da redução do preço das passagens de metrô, trens e ônibus. Hoje estamos trabalhando outros setores da sociedade, principalmente aqueles que envolvem a classe trabalhista, e que também precisam de mais atenção dos governos”, avaliou Santino Arruda, presidente do Sindicato dos Servidores da Administração Indireta do Rio Grande do Norte (Sinai/RN).

A concentração do movimento aconteceu no cruzamento das avenidas Bernardo Vieira com a Salgado Filho, área que foi totalmente interditada por volta das 10h da manhã. Os manifestantes cumpriram um trajeto que parou em frente ao Hospital Walfredo Gurgel, seguindo em direção à zona Sul, passando por toda a avenida Salgado Filho, BR-101 e seguindo na avenida Roberto Freire. Os manifestantes ainda ameaçaram interromper as obras do Arena das Dunas, mas mudaram o rumo do trajeto.