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sábado, 6 de maio de 2017

Milhares participam de Marcha da Maconha no Uruguai e pedem mudanças na lei

Marcha da Maconha no Brasil - imagem ilustrativa

Ativistas marcharam da Praça da Liberdade de Montevidéu até a Torre Executiva

Milhares de pessoas foram à principal avenida de Montevidéu, capital do Uruguai, para participar da Marcha da Maconha de 2017 e pedir mudanças na legislação do país, em especial, o avanço no uso da planta em âmbito medicinal. As informações são da Agência EFE.
Os ativistas marcharam da Praça da Liberdade de Montevidéu até a Torre Executiva, sede da presidência, com cartazes de protesto. No fim da manifestação, os organizadores leram um manifesto e exigiram uma “maior vontade política para habilitar possíveis vias de acesso à maconha medicinal como espécie vegetal ou complemento alimentar”.
O Uruguai aprovou em 2013, no governo do presidente José Mujica, a lei de distribuição e produção de maconha que estabeleceu três modos de acesso à substância: a compra em farmácias, o autocultivo e os clubes de consumo para usuários.
No entanto, o acesso à maconha medicinal ainda é restrito. “Isso é legalmente possível e humanamente necessário para contar com possibilidade de termos padrões de qualidade, com garantias de ‘perfil cannábico’ e ausência de toxicidade”, diz o manifesto.
Os organizadores da Marcha da Maconha no Uruguai pediram que o Ministério de Saúde “destrave” o caminho para uma produção nacional de cannabis com fins medicinais. “Desta forma, aqueles com poucos recursos também poderão comprá-la e não só aqueles que são mais ricos e podem pagar a importação dos Estados Unidos”, afirmaram.
Os ativistas também citaram a abertura do cadastro para que usuários possam comprar maconha em farmácias. O processo começou no dia 2 de maio e já tem mais de 1.400 pessoas, 6.662 autocultivadores e 62 clubes de membros para o consumo da erva.
Apesar de reconhecerem que a abertura do cadastramento ocorreu “dentro da aplicação da lei”, os manifestantes afirmam que a quantidade de locais que distribuem a droga são poucos. Por esse motivo, eles pediram que o governo melhore a rede de distribuição, fiscalize as duas empresas que venceram a licitação para produzir a maconha legal e aumente os controles de qualidade e quantidade da produção.
Agora RN

terça-feira, 28 de março de 2017

Militares estaduais decidem acampar em frente à Governadoria

Militares estaduais acampam em frente à Governadoria

'Dessa vez vamos ficar aqui em frente à Governadoria e esperar os encaminhamentos serem efetivados', garantiu subtenente

Após caminhada realizada nessa segunda-feira 27, os policiais e bombeiros militares, oficiais e praças, decidiram acampar em frente à Governadoria, localizada no Centro Administrativo do RN, até que as reivindicações da categoria sejam cumpridas. Eles chegarão nesta quarta-feira (29), às 14h. Também foi estabelecido um indicativo de paralisação para o dia 4 de abril.
Segundo o presidente da Associação dos Subtenentes e Sargentos Policiais e Bombeiros Militares do RN (ASSPMBMRN), subtenente Eliabe Marques, o poder Executivo prometeu por várias vezes efetivar as demandas solicitadas, mas continua não cumprindo os prazos prometidos. “Dessa vez vamos ficar aqui em frente à Governadoria e esperar os encaminhamentos serem efetivados. Estamos cansados de promessas não cumpridas. Essa luta não é só nossa, mas de toda a sociedade já que todos almejam um melhor serviço dos policiais e bombeiros”, afirma.
Caminhada
Centenas de policiais e bombeiros ativos e inativos, esposas e pensionistas caminharam ontem do Clube Tiradentes, no bairro do Alecrim, até o Centro Administrativo. Chegando à Governadoria, os representantes das associações de praças e oficiais foram recebidos pela secretária-chefe, Tatiana Mendes Cunha e pelos comandos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. Na reunião, a equipe do Governo reafirmou o compromisso de retirar os militares estaduais e seus pensionistas da Mensagem 118/2017 que trata sobre as novas regras para a Previdência Estadual.
O Governo também se comprometeu em encaminhar com prioridade as demais reivindicações, que envolvem a Lei de Organização Básica (LOB) e a Lei de Diárias Operacionais, para que as mesmas possam ser remetidas à Assembleia Legislativa, mas não estabeleceu datas. Já a modificação dos artigos 10 e 11 da Lei de Ingresso deve ser encaminhada para apreciação da Secretaria de Administração.
Agora RN

domingo, 16 de agosto de 2015

Protesto contra Dilma reuniu 135 mil em São Paulo segundo Datafolha e 350 segundo a polícia militar na Avenida Paulista


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A manifestação contra a presidente Dilma Rousseff realizada na tarde deste domingo (16) na Avenida Paulista, em São Paulo, reuniu cerca de 135 mil pessoas, segundo contagem feita pelo Datafolha, entre 13h e 17h30. De acordo com a Secretaria da Segurança de São Paulo, a Polícia Militar calculou que o protesto na Paulista reuniu 350 mil pessoas no horário de pico, às 16h. No Estado de São Paulo, segundo a PM, o total foi de 465 mil pessoas.
Pelos números do Datafolha, foi um protesto maior que o realizado em 12 de abril com a mesma finalidade, quando o instituto contou 100 mil pessoas. Mas menor que o do dia 15 de março, o primeiro da série de grandes atos conta o governo Dilma, que teve 210 mil participantes. O número apurado pelo do Datafolha indica a quantidade de pessoas diferentes que, em algum momento do dia, foram à manifestação.
No horário de pico deste domingo, às 15h, o Datafolha calculou que havia 120 mil pessoas na avenida Paulista. O tamanho do ato deste domingo é parecido com o de outras aglomerações históricas na cidade. Entre elas, as jornadas de junho de 2013, que levaram cerca de 110 mil pessoas à via. A maior manifestação pelo impeachment de Fernando Collor, em 1992, juntou cerca de 70 mil pessoas. Eventos não políticos já registraram números bem maiores, porém. Em 2012, a Marcha para Jesus, organizada por várias denominações evangélicas, levou 335 mil pessoas às ruas em São Paulo. No mesmo ano, a Parada Gay atraiu 270 mil.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Após marcha de 32 dias, grupo entrega pedido de impeachment

Documento cita negligência da presidente diante de ilegalidades praticadas por subordinados; grupo que entregará pedido marchou por 32 dias

Em 15 de março e 12 de abril, milhões de brasileiros saíram às ruas em centenas de cidades para demonstrar sua insatisfação com a presidente Dilma Rousseff. Depois disso, em 24 de abril, um grupo de manifestantes iniciou uma marcha rumo a Brasília (DF) para pedir o impeachment da presidente da República. O desfecho acontecerá nesta quarta-feira às 15 horas, quando o documento será entregue pessoalmente ao presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Não é a primeira representação do tipo contra Dilma. Mas o documento de aproximadamente 3.000 páginas se torna o único com sustentação jurídica suficiente para não ser descartado de imediato.

A peça principal, à qual o site de VEJA teve acesso, se baseia em quatro pontos. Em todos, Dilma é acusada de negligência, nunca de ação direta. No entender dos autores do pedido, isso aumenta a probabilidade de punição, já que não será preciso comprovar a participação ativa da presidente em cada um dos atos questionados.
O primeiro item cita a omissão de Dilma diante do escândalo de corrupção na Petrobras. O pedido afirma que, ao não demitir Graça Foster do comando da empresa e Edison Lobão (PMDB-MA) do Ministério de Minas e Energia, mesmo depois de ambos se tornarem alvos dos investigadores, Dilma cometeu crime de responsabilidade.
O segundo item lembra que Dilma não demitiu Guido Mantega do Ministério da Fazenda nem Alexandre Tombini do Banco Central quando os dois executaram as “pedaladas fiscais” em 2013 e 2014, já comprovadas pelo Tribunal de Contas da União.
O terceiro afirma que Dilma não tomou providências diante da manobra fiscal gestada para maquiar o descumprimento da meta de superávit em 2014. Só em dezembro é que o Congresso alterou a lei na qual constava a meta e, assim, poupou o governo de ser responsabilizado. “Resta evidente que tal alteração foi casuística, com um único propósito, qual seja: evitar a responsabilização do governo federal pelo descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal”, afirma o pedido.
O quarto ponto afirma que Dilma nada fez quando o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) concedeu empréstimos sigilosos e financiou vinte empreendimentos no exterior, o que configuraria desvio de função.
O documento se baseia, sobretudo, na lei 1.079/50, que estabelece como crime de responsabilidade do presidente da República “não tornar efetiva a responsabilidade dos seus subordinados, quando manifesta em delitos funcionais ou na prática de atos contrários à Constituição”.
O professor de Economia Adolfo Sachsida é um dos 22 subscritores do pedido, que foi articulado por grupos oposicionistas como o Movimento Brasil Livre. “De maneira alguma acusamos a presidente de desonesta. O nosso pedido de impeachment não é baseado em desonestidade. Contudo, as leis são claras: negligência e imperícia são crimes”, afirma ele.
O documento ainda afirma que, por uma “interpretação teleológica”, Dilma pode ser responsabilizada por atos que ocorreram em seu primeiro mandato. Isso porque, quando a Constituição foi elaborada, não havia possibilidade de reeleição. Assim, mesmo que a presidente esteja em seu segundo mandato, os autores da representação defendem que o seu governo é um período único.
A epígrafe do pedido traz uma citação de Rui Barbosa: ” lei, Toda vez que o presidente, o vice-presidente, ou outro funcionário que violou ciente e deliberadamente os termos expressos da Constituição, ou qualquer outra que lhe cometa funções não discricionárias, ou sendo a função discricionária, exerceu-a caprichosa, perversa, leviana, ou obcecadamente, impassível ante as consequências desastrosas desse proceder, cabe ao caso o julgamento político”.
Protesto
Os organizadores da Marcha Pela Liberdade esperam pelo menos 2.000 pessoas a favor do impeachment em frente ao Congresso Nacional nesta quarta-feira. O grupo deve ser recebido por parlamentares de oposição. O primeiro passo do pedido de impeachment será a análise da Mesa Diretora da Câmara, que pode engavetar o requerimento. Se o pedido for levado adiante, terá início um longo processo que depende do apoio de dois terços da Câmara e no Senado para que Dilma seja punida com a perda do mandato.
Fonte: Veja

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Semana começa com a delação premiada do empreiteiro Ricardo Pessoa, chefe do clube do bilhão, e terá a chegada a Brasília da marcha pelo impeachment

TERREMOTO – Depoimento bomba e marcha pelo impeachment: semana poderá ser uma das piores desde que a presidente Dilma Rousseff foi reeleita(Ueslei Marcelino/Reuters)

A presidente Dilma Rousseff vive dias difíceis desde a sua reeleição: com o país mergulhado em uma crise política e econômica, a petista sequer consegue falar em rede nacional sem ser alvo de vaias e panelaços. Seus principais defensores estão acuados com o avanço do petrolão. No Congresso, a sequência de derrotas coloca em xeque a solução governista para reorganizar as contas públicas. E o horizonte que se avizinha não dá sinais de dias melhores para o Palácio do Planalto.
Nesta segunda-feira, o governo inicia uma das mais conturbadas semanas do segundo mandato de Dilma. Considerado um homem-bomba entre os empreiteiros investigados na Operação Lava Jato, o empresário Ricardo Pessoa, dono da UTC Engenharia, chega nesta segunda-feira a Brasília disposto a apontar, em acordo de delação premiada, os políticos envolvidos no esquema de pagamento de propina sobre contratos firmados com a Petrobras.
Amigo do ex-presidente Lula, o chefe do clube do bilhão guarda segredos sobre as campanhas de Dilma. Conforme VEJA revelou, o empreiteiro disse a pessoas próximas que pagou despesas pessoais do ex-ministro José Dirceu e deu 30 milhões de reais, em 2014, a candidaturas do PT, incluindo a presidencial. Reportagem do jornal Folha de S. Paulo mostra que a empresa de Pessoa doou 7,5 milhões de reais à campanha da petista temendo sofrer represálias do partido dela.
Enquanto Pessoa narra ao Ministério Público os desmandos do atual governo, o Movimento Brasil Livre, grupo que deixou São Paulo no dia 24 de abril, chegará à Esplanada dos Ministérios carregando a bandeira do impeachment. O pedido vai ser protocolado no Congresso Nacional na próxima quarta-feira.
Os manifestantes, porém, chegam à capital federal em um clima diferente do esperado. Embora tenham se aproximado dos partidos de oposição para pedir a saída da presidente Dilma Rousseff, as legendas não encontraram respaldo jurídico para o afastamento da petista. Com a ordem de aguardar os desdobramentos da Lava Jato, entre eles especificamente a delação de Ricardo Pessoa, os oposicionistas recuaram da proposta e decidiram ingressar com uma ação no Ministério Público contra Dilma pelas chamadas pedaladas fiscais - o que, em mais uma dor de cabeça ao Palácio, está programado para a próxima terça-feira.
No Congresso, nas mãos do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), estão as medidas provisórias do ajuste fiscal, alvo de críticas até por parte dos petistas. A tendência é que sofram mais mudanças no Senado, o que vai reduzir a economia prevista pelo governo. Na Câmara, deverá avançar a minirreforma política, que traz pontos divergentes aos defendidos pelo PT, como o sistema eleitoral no modelo distritão e a permissão de doações empresariais durante as campanhas eleitorais.
Veja



quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Com protesto, manifestantes impedem a entrada de autoridades na Arena das Dunas

 
(Foto: Cláudio Abdon)
BPChoque e policiamento ambiental formaram barreiras de contenção aos manifestantes (Foto: Cláudio Abdon)

Participantes do protesto chegaram ao Arena das Dunas e se postaram na entrada lateral do estádio, impedindo a entrada das autoridades que vão participar inauguração. Com isso, um grande engarrafamento foi formado e os convidados estão entrando no Arena a pé.
Para evitar conflito, policiais militares do Batalhão de Policiamento de Choque (BPChoque) e o policiamento ambiental formaram barreiras de contenção.

Portal no Ar

sábado, 28 de setembro de 2013

Imagens do ato “Marcha da Mordaça” que reuniu grevistas

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.Polícia Civil e Itep se reúnem em assembleia novamente na segunda-feira

Denominada “Marcha da Mordaça” em referência às proibições de protestos em prédios públicos por parte dos servidores em greve... 
Os trabalhadores da Segurança Pública, Saúde, Educação e bancários do Rio Grande do Norte fizeram um ato conjunto na Avenida Rio Branco, Centro de Natal. Tudo para repudiar as recentes medidas governamentais contra o funcionalismo estadual, além de decisões judiciais que afrontam as conquistas trabalhistas no Estado.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

7 de setembro de 2013 está sendo preparado para ser o dia do maior protesto do Brasil

E a onda de protestos não para...a insatisfação toma conta do país.

Está sendo preparado um  novo protesto nacional, anunciado como o maior da história do Brasil.

Já tem muitos governantes de Estados e municípios que não conseguem dormir direito...e outros possíveis candidatos a estes cargos que já pensam em desistir.

O problema é que agora os brasileiros acompanham a vida dos políticos via internet e protestam na hora através das redes sociais: facebook, instagram, twitter, e outros.

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Ônibus e comércio funcionarão normalmente durante protesto

Está programado para a tarde de hoje (19) mais uma protesto nas ruas de Natal. Porém, o comércio e o transporte público funcionarão normalmente, ao contrário do que ocorreu em outros protestos. No entanto, instituições farão as segurança das vitrines.

De acordo com Carlos Eugênio, chefe de intervenção da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), os ônibus continuarão circulando. A única mudança será com relação ao trajeto das linhas que passam pela área por onde está previsto passar a manifestação, que vai do shopping Via Direta, na BR-101, até a Câmara Municipal do Natal, na avenida Campos Sales.

Segundo a Semob, os desvios vão depender dos bloqueios às vias. A tendência é que, com o bloqueio a BR-101, os ônibus utilizem a avenida Prudente de Morais para fugir da rota da manifestação.

Com relação ao comércio, a Fecomércio orientou que todos os lojistas mantenham o funcionamento normal, assim como ocorreu no mais recente protesto. Contudo, vários estabelecimentos vão fazer a proteção de portas e vitrines com tapumes. É o caso do Nordstão da avenida Salgado Filho e do shopping Midway Mall, que foram alvo de vândalos durante uma das manifestações.

A assessoria de imprensa do shopping confirmou que o local terá seu funcionamento normal durante o protesto. Além das lojas, o estacionamento ficará aberto para os clientes por conta do show de Vanessa da Mata. Tapumes serão colocados na entrada do shopping quando os manifestantes se aproximarem, mas não impedirá a entrada e saída das pessoas.

A Câmara Municipal do Natal, que foi alvo de confronto durante a quinta-feira (18), também terá a proteção de tapumes. Os guardas municipais foram orientados a impedir a entrada dos manifestantes.

O protesto está marcado para começar às 16h, em frente ao shopping Via Direta. As principais reivindicações são com relação ao transporte público. Os manifestantes cobram redução da passagem para R$ 2,00 e ampla discussão sobre a licitação dos transportes.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Papa vai enfrentar ao menos dois protestos na Jornada

Fieis carregam os símbolos da Jornada Mundial da Juventude, a cruz peregrina e o ícone de Nossa Senhora durante visita á favela do Vidigal no Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (15) (Pilar Olivares/Reuters)

A onda de protestos iniciada no país em junho alcançará o papa Francisco em sua passagem pelo Rio de Janeiro. Pelo menos duas manifestações já estão confirmadas para a próxima semana, durante a Jornada Mundial da Juventude. Os atos ocorrerão em Copacabana, nos dias 26 e 27.
Nesta segunda-feira à noite haverá uma plenária do Fórum de Lutas, grupo que reúne estudantes e representantes de diferentes movimentos sociais, para decidir sobre possível apoio a essas manifestações e discutir sobre novos atos durante a visita do pontífice à cidade.
Batizado de "Papa, veja como somos tratados", o protesto do dia 26 está previsto para as 17 horas, com concentração na estação de metrô Cardeal Arcoverde. Os organizadores afirmam que o ato não é contra a vinda do pontífice nem contra a Igreja Católica, e pretendem aproveitar a visibilidade da JMJ para protestar contra a corrupção e pela melhoria dos serviços públicos.
A partir das 18 horas, o papa estará no palco montado a um quilômetro do local de concentração da manifestação para acompanhar a via-sacra, programação da JMJ na qual um elenco de 300 pessoas encenará, na orla, o trajeto percorrido por Jesus em Jerusalém até a crucificação.
No sábado, dia 27, a Marcha das Vadias organiza um ato a partir das 14 horas. A concentração será no Posto 5, de onde os manifestantes devem caminhar pela orla em direção ao Posto 2. Neste dia, as atividades da Jornada se concentrarão em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio, onde ocorrerá uma série de shows durante todo o dia, além da vigília.
Cabral - Os manifestantes voltam às proximidades da casa do governador Sérgio Cabral nesta terça. Convocado no Facebook pelo grupo Anonymous Rio, o protesto será em defesa das CPIs para investigar os gastos da Copa, o uso do helicóptero pelo governador e pedir a desmilitarização da Polícia Militar. No dia 4, uma manifestação realizada no mesmo local foi fortemente reprimida pela PM.
veja

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Movimento plural e pacífico toma conta do ‘Dia Nacional de Lutas’ em Natal

Cerca de 10 mil manifestantes caminharam pela avenida Senador Salgado Filho. Policiamento teve reforço de 300 homens.

Servidores públicos municipais e estaduais, trabalhadores das áreas da saúde, educação, segurança, policiais civis, bancários e estudantes formaram um público de mais de 10 mil pessoas que foram às ruas em Natal na manhã de hoje, formalizando o ato unificado do Dia Nacional de Lutas. O movimento foi todo orquestrado pelas Centrais Sindicais do país. Entre os organizadores do ato estão a Força Sindical, Central Única dos Trabalhadores (CUT), a União Nacional dos Estudantes e o Movimento dos Sem Terra (MST).

A pauta nacional de reivindicações é extensa e tem a ver principalmente com as demandas trabalhistas. Entre elas, o fim do Fator Previdenciário, fim do projeto de lei que amplia a terceirização, valorização da aposentadoria, a redução da jornada de trabalho sem abatimento salarial, reforma agrária e o fim dos leilões de poços de petróleo. Além disso, em Natal, o protesto contou com a força dos membros da Revolta do Busão, que voltaram a questionar o poder público sobre as melhorias no sistema público de transporte.

“Esse ato de hoje é diferente dos protestos que aconteceram ao longo do mês de junho, que começaram nas redes sociais e foram liderados por um movimento em defesa da redução do preço das passagens de metrô, trens e ônibus. Hoje estamos trabalhando outros setores da sociedade, principalmente aqueles que envolvem a classe trabalhista, e que também precisam de mais atenção dos governos”, avaliou Santino Arruda, presidente do Sindicato dos Servidores da Administração Indireta do Rio Grande do Norte (Sinai/RN).

A concentração do movimento aconteceu no cruzamento das avenidas Bernardo Vieira com a Salgado Filho, área que foi totalmente interditada por volta das 10h da manhã. Os manifestantes cumpriram um trajeto que parou em frente ao Hospital Walfredo Gurgel, seguindo em direção à zona Sul, passando por toda a avenida Salgado Filho, BR-101 e seguindo na avenida Roberto Freire. Os manifestantes ainda ameaçaram interromper as obras do Arena das Dunas, mas mudaram o rumo do trajeto.

INÍCIO DOS PROTESTOS: Manifestantes interrompem tráfego no cruzamento da Bernardo Vieira com Salgado Filho


O protesto previsto para Natal teve início pontualmente às 9h desta quinta-feira (11). No ponto de encontro, o cruzamento das avenidas Bernardo Vieira e Salgado Filho, em Lagoa Nova, centenas de manifestantes iniciaram a interrupção do tráfego de veículos. Tudo, no entanto, ocorreu sem tumulto e com a fiscalização de membros da Semob. Não havia, no início da manifestação, policiais militares fardados.

A maior parte dos manifestantes é composta por membros de sindicatos, que estão com faixas e camisas das entidades que representam. Os membros do protesto estão nos quatro cantos do sindicato, mas ainda está sendo permitida a passagem de alguns carros que trafegam pelo local. 

Quanto ao transporte público, os ônibus estão circulando normalmente, assim como o comércio no Centro e Alecrim, apesar da pouca movimentação de clientes.

A expectativa é que o protesto siga em direção à Ponta Negra e termine até as 14h. 

TN

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Dilma anuncia R$ 3 bilhões para prefeitos e ouve vaias

Presidente Dilma Rousseff durante a XVI Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, em Brasília (Roberto Stuckert Filho/PR)
Presidente discursou para plateia de 4.000 representantes de municípios na Marcha dos Prefeitos e anunciou a liberação de 3 bilhões de reais

 A presidente Dilma Rousseff não conseguiu se livrar das vaias em seu discurso na Marcha dos Prefeitos, nesta quarta-feira, em Brasília. Dilma falou por 20 minutos e anunciou a liberação de 3 bilhões de reais aos municípios – metade será paga em agosto, e a outra metade em abril de 2014 -, mas não tocou na principal reivindicação dos prefeitos, a elevação de pelo menos 1% no valor repassado por meio do FPM, o Fundo de Participação aos Municípios.

Dilma também prometeu elevar o valor repassado pelo governo federal às prefeituras para a manutenção dos serviços de saúde. O acréscimo deverá ser de 600 milhões de reais ao ano.

“O Brasil só pode ir para frente, avançar mais, se estivermos juntos. Para nós estarmos juntos eu acho que é preciso uma federação forte”, disse a presidente, numa tentativa de aproximação com os prefeitos. Ela também defendeu a contratação emergencial de 10.000 médicos brasileiros e estrangeiros e disse que é impossível resolver os problemas de forma imediata: "Vocês sabem que não tem milagre na gestão pública”.

Dilma mencionou investimentos de 5 bilhões de reais no Sistema Único de Saúde (SUS) e a garantia de que todos os municípios com menos de 50.000 habitantes terão acesso ao programa Minha Casa, Minha Vida.

Ao longo da fala, conforme foi ficando claro que Dilma não iria abordar os temas mais sensíveis aos prefeitos, como uma elevação do FPM e uma compensação para os municípios que perdem receita com as desonerações anunciadas pelo governo federal, a plateia perdeu a paciência. No fim do discurso, a voz de Dilma foi abafada pelos gritos de “FPM”. Ela encerrou o pronunciamento e deixou o palanque sob vaias e gritos de insatisfação.

Salário - O presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, também foi vaiado ao tentar discursar para os prefeitos após a fala de Dilma. “Parece que nós estamos numa manada irracional, ninguém é capaz de raciocinar”, disse ele, que prosseguiu criticando as vaias a Dilma. “Para que vaiar? O que tu arrumas com isso?”.

Dilma também ouviu cobranças de Ziulkoski. Ele se queixou das desonerações tributárias feitas pelo governo federal que afetam os municípios, e também pediu que o Congresso congele os salários dos parlamentares até 2015, para evitar o efeito cascata nas Câmaras Municipais.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Marcha dos Prefeitos deve levar 4 mil participantes a Brasília; o evento tem abertura marcada para esta terça-feira (09/07/2013)

Com uma pauta marcada por reivindicações por mais recursos para os municípios, a 16ª Marcha dos Prefeitos deve reunir em Brasília cerca de 4 mil pessoas entre prefeitos, vice-prefeitos e vereadores. O evento tem abertura marcada para esta terça-feira (9), e prossegue até quinta-feira (11). Saúde, Previdência e educação estão entre os assuntos a serem discutidos na marcha, cujo tema dessa edição é O Desequilíbrio Federativo e a Crise nos Municípios.
O presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, se reuniu hoje (8) com a ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, para discutir a participação do governo federal no evento. A expectativa dos prefeitos é que a presidenta Dilma Rousseff participe da abertura, marcada para as 9h30. Os eventos da marcha ocorrem no Royal Tulip Brasília Alvorada Hotel.
Marcos Dantas

sexta-feira, 28 de junho de 2013

PM estima que 8 mil pessoas participaram do protesto realizado nesta sexta-feira, 28 de junho de 2013 em Natal

Manifestação na frente da prefeitura de Natal no final da tarde e início da noite

A manifestação desta sexta-feira (28) reuniu aproximadamente 8 mil pessoas. É o que estima a Polícia Militar do Rio Grande do Norte.

Até o fim da tarde, polícia havia detido oito pessoas e apreendeu bombas, rojões e utensílios que poderiam ser utilizados em possíveis confrontos. Após passagem pela Praça Cívica, Câmara dos Vereadores e Seturn, o movimento foi avaliado como pacífico e ordeiro.

Na movimentação desta sexta-feira, a PM optou por realizar o policiamento ostensivo, em conjunto com agentes da Polícia Civil que acompanham a manifestação. Antes de incidentes e com a colaboração dos próprios manifestantes, foram identificadas pessoas que poderiam praticar atos de vandalismo. A polícia realizou as prisões e protesto seguiu com tranquilidade.

Na Câmara Municipal do Natal, que está cercada por tapumes, os manifestantes gritaram palavras de ordem, criticaram a postura dos parlamentares e cobraram votação de matéria que determine o passe livre. Porém, não houve atos de vandalismo e o movimento seguiu em tranquilidade até a Ribeira.

No Seturn, o grupo passou pouco tempo, também gritando palavras de ordem contra os empresários do setor de transporte público. Em seguida, o grupo se dirigiu à Prefeitura, onde já havia manifestantes desde as 17h30.

A Polícia Militar segue o monitoramento do movimento e, já quase no final da manifestação   não houve registros de tumultos graves.

TN

domingo, 23 de junho de 2013

Protestos que começaram pelo aumento de ônibus, tem como principal bandeira a corrupção

No pronunciamento que fez em cadeia de rádio e TV, na noite de sexta-feira, a presidente Dilma Rousseff disse que iria convocar governadores e prefeitos para discutir soluções.

E entre as soluções mais urgentes que anunciou, está um amplo projeto de mobilidade urbana para as cidades que sofrem os efeitos do trânsito caótico.
Mas…
Para ficar bem na fita com os brasileiros e brasileiras, a presidente tem que começar a operar por outra área.
O fim da corrupção é o clamor mais urgente da população que vai às ruas protestar, segundo pesquisa feita pela Editora Abril, que ouviu manifestantes nas ruas do Brasil.
Entre as principais bandeiras, de acordo com a pesquisa, não consta a mobilidade urbana. O que não significa que não deve ser levada em consideração com urgência urgentíssima.
A corrupção, a PEC37  e caos  na educação e saúde, são os principais motivos dos protestos, segundo a pesquisa publicada na edição da revista VEJA que está nas bancas.

Por Thaisa Galvão

Nas redes sociais, as outras causas por trás dos protestos

Imagem do  protesto em Natal nesta quinta (20/06/2013)

Confira as principais reivindicações compartilhadas pelos usuários

A onda de protestos que se espalhou pelo Brasil nos últimos dias foi motivada pelo reajuste no preço das passagens de ônibus, trens e metrô. À medida que as manifestações cresceram, surgiram outras queixas — muitas delas expressas nas redes sociais, ambiente que os manifestantes se mobilizam com rapidez. Confira a seguir as razões mais recorrentes citadas por usuários do Facebook para sair às ruas.

Razões citadas por usuários do Facebook para sair às ruas

Copa do Mundo

Os manifestantes afirmam que todo o investimento feito em estádios de cidades que sediarão os jogos deveria ter sido  direcionado a áreas como educação, saúde e transporte público. Os ativistas também reclamam dos gastos com a organização da Copa das Confederações e pedem a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as despesas com o evento e eventuais ocorrências de superfaturamento.


PEC 37

Os manifestantes pedem que a Proposta de Emenda à Constituição nº 37 seja engavetada. O texto, que tramita na Câmara dos Deputados, pretende impedir o Ministério Público de conduzir investigações criminais. Em razão dos protestos, a votação da emenda foi adiada para o segundo semestre.

'Cura gay'

Os manifestantes atacam a proposta apelidada de "cura gay", já aprovada pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, sob comando do deputado Marco Feliciano (PSC-SP). O texto pretende suspender dois pontos da resolução do Conselho Federal de Psicologia que proibe psicólogos de colaborar com eventos e serviços que ofereçam tratamento à homossexualidade, além de impedir que profissionais da área reforcem preconceitos contra homossexuais.

Qualidade do transporte público

A redução no preço das passagens foi só o começo, segundo os manifestantes. Entre as reivindicações mais frequentes está a melhoria da qualidade do transporte público em grandes cidades.

Medidas anticorrupção e fim do foro privilegiado

Os ativistas defendem a criação de uma lei que torne a corrupção crime hediondo. Além disso, reivindicam o fim do foro privilegiado a parlamentares: dessa forma, membros do Legislativo passariam a ser julgados em tribunais de primeira instância — não mais pelo Supremo Tribunal Federal.

Veja

Pesquisa mostra que manifestações ocorreram em mais de 430 municípios do país

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Protesto movimentou Natal nesta quinta (20/06/2014)

Confederação Nacional de Municípios (CNM) acaba de concluir levantamento em todas as regiões do País com o objetivo de apurar o número de Municípios onde foi promovida a manifestação que faz uma série de reivindicações, a partir da tarifa do transporte coletivo. 
 
E a pesquisa mostra que o povo foi ás ruas em pelo menos 438 cidades e a mobilização contou com a participação mais de 2 milhões de cidadãos brasileiros. O movimento que tomou conta das ruas de centenas de municípios brasileiros, com a participação de quase 2 milhões de cidadãos de todas as idades, sem lideranças visíveis e à margem dos partidos.

Por Marcos Dantas

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Um milhão de pessoas saem às ruas



Multidão calculada em 300 mil ocupa toda a avenida Presidente Vargas, Rio de Janeiro, como parte da maior manifestação popular simultânea já registrada na história política do Brasil

Ao todo, 388 cidades tiveram a convocação de manifestos ontem (20) em todo o Brasil, incluindo 22 capitais e pequenos municípios. Mesmo com a redução da tarifa do transporte  público em 12 capitais, motivo primário dos protestos, centenas de milhares de pessoas saíram às ruas pelas mais diversas causas, mas principalmente contra a corrupção, a PEC 37, a cura gay e os altos custos da realização da Copa do Mundo no País.

Esses temas estavam aliados a críticas contra a corrupção e um novo grito de guerra praticamente comum: “sem partido”. Militantes de legendas que levavam bandeiras à concentração na Candelária, para a passeata do centro do Rio, por exemplo, foram recebidos com vaias e palavras de ordem.

“O povo, unido, não precisa de partido”, gritaram os manifestantes apartidários para um grupo que levava bandeiras do PSTU, PCB e PC do B e descia a Rua Uruguaiana na direção à Avenida Presidente Vargas. “Sem partido”, repetiam os manifestantes contrários à partidarização. “Sem fascismo”, respondiam os militantes partidários.

Em São Paulo, os protestos transcorreram de forma pacífica, com pequenos incidentes, após o fechamento de cinco rodovias no entorno da capital. O mesmo não ocorreu no Rio (onde os confrontos deixaram 22 feridos) e em Porto Alegre (que teve registro de saques). Já em Salvador, houve confrontos seguidos com a Tropa de Choque.

Ataque

Mas a cena mais violenta a marcar a noite foi a tentativa de invasão do Palácio do Itamaraty, em Brasília. A polícia tentou conter os invasores com gás, mas o prédio teve janelas quebradas e focos externos de incêndio.

Após duas semanas de protestos, foi o ataque mais violento a um centro de poder. Anteriormente, o Congresso, a Assembleia Legislativa do Rio, o Palácio dos Bandeirantes e o Edifício Matarazzo (sede da Prefeitura de São Paulo) haviam sido alvo de protestos - além de governos das principais capitais. Nesta quinta-feira, com novas bandeiras para o movimento sendo discutidas no Twitter e no Facebook e em meio às reivindicações sociais e políticas diversas que eram ouvidas, um novo grito de guerra parecia destacar-se: “sem partidos”.

Integrantes de partidos políticos foram proibidos de erguer bandeiras por todo o País e o PT viu fracassar a convocação de sua “onda vermelha”. Houve confronto até entre manifestantes dos “sem partido” e os do “sem fascismo”. Aliás, o caráter multifacetado do movimento já preocupa especialistas e analistas políticos, que falam em “mal-estar” da democracia no Brasil.

Em relação ao primeiro grande sucesso do movimento, a redução de tarifas, suas consequências ainda são difíceis de avaliar. O prefeito Fernando Haddad (PT), por exemplo, passou o dia fazendo contas. No fim do dia, havia pelo menos três hipóteses para cobrir o déficit financeiro provocado pela revogação do aumento da tarifa. Na lista estava postergar o lançamento do bilhete mensal, uma de suas principais promessas de campanha, previsto para novembro e com custo de R$ 400 milhões ao ano.

TN