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domingo, 23 de outubro de 2016

Quase 80% das cidades brasileiras estão com as contas no vermelho

A crise se agravou porque os prefeitos contavam com R$ 99 bilhões de repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM)


Por Agência Sebrae
Passado o segundo turno das eleições, a situação financeira das prefeituras virá à tona. De 3.155 municípios que informaram o quadro de suas finanças ao Tesouro Nacional, 2.442, ou 77,4%, já estão com as contas no vermelho, segundo levantamento feito pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM). E a situação vai piorar até o fim do ano, com a contínua queda da arrecadação, deixando a bomba fiscal para a próxima administração.
Ao contrário dos governadores, que alardearam nos últimos meses a crise sem precedentes nos seus cofres para ganhar mais dinheiro do governo federal, as prefeituras empurraram os problemas para debaixo do tapete durante a campanha eleitoral – não é exatamente um trunfo eleitoral mostrar que as finanças estão descontroladas.
Os futuros prefeitos, que vão herdar o rombo – no caso dos reeleitos, deles mesmos -, fizeram uma romaria nos últimos dias pelos gabinetes do Congresso em busca de dinheiro para 2017. Mas, com o teto de gastos já aplicado ao Orçamento federal do ano que vem, se depararam com uma grande dificuldade em emplacar seus pedidos de emendas aos deputados e senadores.
As informações prestadas pelos municípios ao Tesouro não são obrigatórias. Por isso, boa parte dos 5.570 prefeitos não as enviam. Mesmo assim, o levantamento representa o retrato mais amplo disponível sobre as finanças das prefeituras. Ao analisar por Estados, todos os municípios do Amazonas e do Rio que divulgaram as informações estão no negativo. Em São Paulo, 402 prefeituras registram déficit. No Rio Grande do Sul, o quadro não é muito diferente, com 371 cidades nessa situação.
“A bomba já estourou e vai ficar pior até o final do ano. No período eleitoral, quem vai dizer que está mal?”, diz o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski. Segundo a confederação, 576 delas estão atrasando salários.
Fundo menor. A crise se agravou porque os prefeitos contavam com R$ 99 bilhões de repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) em 2016, mas a previsão é que esse valor não chegará a R$ 84 bilhões no fim do ano. A queda das transferências da União é mais dramática para Estados do Nordeste e Norte do País, onde boa parte das prefeituras depende desse dinheiro.
As prefeituras também arcam com custos cada vez maiores com a Previdência. No ano passado, a despesa com servidores inativos cresceu 13,22% ante 2014, segundo dados do Tesouro Nacional para municípios acima de 200 mil habitantes. As receitas correntes, por sua vez, subiram apenas 6,81% no período.
“Só vamos saber mesmo a situação quando sentarmos na cadeira”, diz o prefeito eleito de Brejo Grande (SE), Clysmer Ferreira. Membro do PSB, ele era o candidato da oposição no município e esteve no Congresso na última semana para pedir emendas aos parlamentares.
Se para os prefeitos que vão assumir os cargos a perspectiva para o ano que vem não é animadora, para os que estão deixando o cargo com as contas deficitárias o risco é de uma condenação por crime de responsabilidade fiscal. Na avaliação da CNM, muitos prefeitos vão virar ficha- suja. A Lei de Responsabilidade Fiscal proíbe uma série de práticas nos últimos oito meses do mandato, entre elas deixar ao sucessor restos a pagar a descoberto (sem dinheiro em caixa para honrar o pagamento).
O economista José Roberto Afonso, pesquisador do Ibre/FGV e um dos formuladores da LRF, acredita que a sanção é correta, desde que em situação de normalidade econômica. “Não é o caso agora. Seria preciso encontrar uma solução que impedisse uma gastança, mas não levasse a punições de prefeitos por fatores que são alheios à sua atuação.”
Portal no Ar

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Piso nacional dos professores aumenta 13,01% e será de R$ 1.917,78

O MEC (Ministério da Educação) divulgou na noite desta terça-feira (6) o novo piso salarial dos professores, que será de R$ 1.917,78 –aumento de 13,01%. O valor já havia sido estimado pela CNM (Confederação Nacional de Municípios), com base nos critérios que têm sido adotados pelo MEC. O salário inicial dos professores de escola pública, com formação de nível médio, leva em conta uma jornada de trabalho de 40 horas semanais.



O valor entra em vigor nesta terça-feira e as secretarias municipais e estaduais têm este mês para se adequar ao reajuste, que deve ser pago em fevereiro. O novo valor foi apresentado após encontro entre o novo ministro da Educação, Cid Gomes, e representantes do Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação), da Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação) e da CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação).

Piso salarial dos professores deve ser reajustado em 13%, estima CNM

Os salários dos professores devem ter aumento de 13,01%, segundo estimativa da Confederação Nacional de Municípios (CNM) com base nos critérios que têm sido adotados pelo Ministério da Educação (MEC). Com o ajuste, o salário inicial dos professores de escola pública, com formação de nível médio e jornada de trabalho de 40 horas semanais, será de R$ 1.918,16.
O cálculo está previsto na Lei do Piso (Lei 11.738/2008), que vincula o aumento ao percentual de crescimento do valor anual mínimo por aluno, referente aos anos iniciais do ensino fundamental urbano. Se, por um lado, existe a demanda de um piso cada vez maior, que garanta atratividade à carreira, por outro, há dificuldade, principalmente dos municípios, na manutenção dos salários.
Robson Pires

domingo, 7 de dezembro de 2014

Municípios do RN estão no “SPC” do governo federal

cauc papel
Segundo levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM), mais cinco mil prefeituras estão com algum tipo de irregularidade no CAUC (Cadastro Único de Convênios). No Rio Grande do Norte, todos os 167 municípios têm problemas nesse “SPC” do governo federal.
Robson Pires

sábado, 6 de dezembro de 2014

Efeito dominó: Todos os municípios do Rio Grande do Norte estão impedidos de receber recusos federais


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Levantamento da Confederação Nacional de Municípios constatou que todos os municípios do Rio Grande do Norte vão encerrar o ano com irregularidades listadas no Cadastro Único de Convênios (Cauc), ou seja, com os repasses de recursos federais suspensos.
De acordo com a CNM, a lista leva em consideração aqueles que estão com alguma restrição no Cauc até o mês de novembro deste ano. Além do RN, os estados do Acre, Amazona Rio de Janeiro e Amapá apresentam 100% dos municípios com pendências neste cadastro. A Confederação explica que estar listado neste cadastro impede que os entes municipais recebam transferências voluntárias da União. Para estar apto, o ente deve comprovar a regularidade junto ao Cadastro Único de Convênios.
Robson Pires

domingo, 18 de maio de 2014

Segunda parcela do FPM de maio será 33% menor do que a previsão


Abaixo do valor estimado, o segundo repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) de maio entra nas contas das prefeituras na terça-feira, 20. De acordo com levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM), o montante a ser distribuído é de R$ 439.446.706,60, considerando o porcentual destinado ao Fundo Nacional de desenvolvimento da Educação (Fundeb). Sem essa retenção, o valor chega a R$ 549.308.383,25.
Se comparar a quantia com o que foi repassado no mesmo período de 2013, o valor apresenta um pequeno aumento de 3,7%, em valores brutos. No entanto, a verba será 33% menor do que a estimativa divulgada dia 12 de maio pela Receita Federal do Brasil (RFB).
Segundo dados da CNM, o acumulado dos 1.º e 2.º decêndios de maio deste ano soma R$ 5,773 bilhões, enquanto que no mesmo período do ano anterior o acumulado ficou em R$ 5,896 bilhões. O levantamento indica que, em termos reais, até o momento o Fundo teve redução de 2,1% em relação ao ano passado.

panorama político

sábado, 23 de novembro de 2013

Município potiguar retrata realidade enfrentada por prefeitos brasileiros

dinheiro
As dificuldades enfrentadas pelos prefeitos logo que assumem o mandato é frequentemente demonstrada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM). Em São Tomé, no Rio Grande do Norte, essa situação também é alarmante. Em seu primeiro mandato na administração do Município, o prefeito, Gutemberg Rocha, assumiu também uma dívida de R$ 7,780 milhões.
De acordo com o gestor, cerca de R$ 4 milhões desse total referem-se a dívidas junto ao Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Outro R$ 1 milhão é relativo a precatórios. A dívida, segundo o prefeito, engloba, ainda, folha de pagamento, 13.º salário, consignados, RPPS e contas de energia e água.
Ele conseguiu o refinanciamento dos precatórios. A medida gerou um desconto de R$ 27 mil por mês às contas da administração. A partir de 2014, esse valor aumentará para R$ 35 mil mensais. Além disso, como medida, a prefeitura determinou a demissão de 175 profissionais contratados. Esses atuavam, em sua maioria, na área de Educação. O prefeito também buscou orientações e apoio junto ao Ministério Público, ao Tribunal de Contas Estadual e à Câmara Municipal.
São Tomé possui pouco mais de 11 mil habitantes. E, assim como a maioria dos Municípios pequenos do Brasil, a prefeitura mantém as contas basicamente por meio das transferências do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Esta realidade afeta quase a totalidade dos Municípios brasileiros. Atualmente, mais de 80% enfrentam situação financeira considerada crítica, alerta a CNM.

Robinson Pires

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Segundo repasse do FPM para novembro apresenta queda

    

dinheiro
A Confederação Nacional de Municípios (CNM) informa que o repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) será creditado na conta das prefeituras nesta quarta-feira (20). Em comparação com o mesmo período de 2012, o repasse sofreu uma queda de 7,38%.
O valor, referente ao segundo decêndio de novembro, será de R$ 447.932.330,07 – já descontado a retenção do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Em valores brutos, o montante é de R$ 559.915.412,59. Com relação à previsão da Receita Federal do Brasil (RFB), o segundo decêndio teve uma queda de 0,27%.
No acumulado de janeiro a novembro (considerando o primeiro e o segundo decêndio), o valor chega a R$ 63,4 bilhões, sendo 1,1% maior do que o mesmo período do ano passado, em termos reais.

Robinson Pires

domingo, 15 de setembro de 2013

Prefeitos pressionam para mudar o índice que reajusta o Piso Nacional do Professor

A Confederação Nacional dos Municípios está pressionando o Governo Federal e o Congresso Nacional para o projeto que muda o reajuste do índice do Piso Nacional do Professor. “Estou preocupado com isso, porque temos pouco tempo para resolver. Já em janeiro os prefeitos vão ter que arcar mais uma vez com o reajuste que eleva consideravelmente os valores”, disse presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski.
A proposta em debate é o Projeto de Lei (PL) 3.376/2008, que indica o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) como novo critério de reajuste. Ele está em tramitação na Câmara dos Deputados e recebe o apoio da CNM. “O reajuste pelo INPC seria mais justo. Da maneira como está, o piso da categoria vai dobrar a cada dois anos”, disse Ziulkoski.
panorama político

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Dilma anuncia R$ 3 bilhões para prefeitos e ouve vaias

Presidente Dilma Rousseff durante a XVI Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, em Brasília (Roberto Stuckert Filho/PR)
Presidente discursou para plateia de 4.000 representantes de municípios na Marcha dos Prefeitos e anunciou a liberação de 3 bilhões de reais

 A presidente Dilma Rousseff não conseguiu se livrar das vaias em seu discurso na Marcha dos Prefeitos, nesta quarta-feira, em Brasília. Dilma falou por 20 minutos e anunciou a liberação de 3 bilhões de reais aos municípios – metade será paga em agosto, e a outra metade em abril de 2014 -, mas não tocou na principal reivindicação dos prefeitos, a elevação de pelo menos 1% no valor repassado por meio do FPM, o Fundo de Participação aos Municípios.

Dilma também prometeu elevar o valor repassado pelo governo federal às prefeituras para a manutenção dos serviços de saúde. O acréscimo deverá ser de 600 milhões de reais ao ano.

“O Brasil só pode ir para frente, avançar mais, se estivermos juntos. Para nós estarmos juntos eu acho que é preciso uma federação forte”, disse a presidente, numa tentativa de aproximação com os prefeitos. Ela também defendeu a contratação emergencial de 10.000 médicos brasileiros e estrangeiros e disse que é impossível resolver os problemas de forma imediata: "Vocês sabem que não tem milagre na gestão pública”.

Dilma mencionou investimentos de 5 bilhões de reais no Sistema Único de Saúde (SUS) e a garantia de que todos os municípios com menos de 50.000 habitantes terão acesso ao programa Minha Casa, Minha Vida.

Ao longo da fala, conforme foi ficando claro que Dilma não iria abordar os temas mais sensíveis aos prefeitos, como uma elevação do FPM e uma compensação para os municípios que perdem receita com as desonerações anunciadas pelo governo federal, a plateia perdeu a paciência. No fim do discurso, a voz de Dilma foi abafada pelos gritos de “FPM”. Ela encerrou o pronunciamento e deixou o palanque sob vaias e gritos de insatisfação.

Salário - O presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, também foi vaiado ao tentar discursar para os prefeitos após a fala de Dilma. “Parece que nós estamos numa manada irracional, ninguém é capaz de raciocinar”, disse ele, que prosseguiu criticando as vaias a Dilma. “Para que vaiar? O que tu arrumas com isso?”.

Dilma também ouviu cobranças de Ziulkoski. Ele se queixou das desonerações tributárias feitas pelo governo federal que afetam os municípios, e também pediu que o Congresso congele os salários dos parlamentares até 2015, para evitar o efeito cascata nas Câmaras Municipais.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

CNM alerta: quase 1.500 Municípios podem ficar fora do Minha Casa, Minha Vida


A Confederação Nacional de Municípios (CNM) aponta em um levantamento regional, a situação dos Municípios que não realizaram a contratação das unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida. Das 2.523 unidades habitacionais selecionadas pelo programa, 1.423 não foram contratadas. A região Nordeste lidera o ranking com 823 Municípios, o Centro Oeste com 230 e o Norte 14 e o Sul 135. A região Sudeste registra somente 94 casos.
Os Municípios com população de até 50 mil habitantes selecionados no ano de 2012 para a contratação de construção de unidades habitacionais do programa precisam assinar o termo de contratação junto aos beneficiários selecionados até esta sexta-feira, 8 de fevereiro
A CNM alerta que o Município que perder o prazo, não poderá contratar os beneficiários e estará impedido de realizar a construção das unidades habitacionais.
Ao longo de 2012, as prefeituras selecionadas na modalidade oferta pública realizaram a seleção das famílias e devem contratar os beneficiários. Nessa etapa, segundo o Ministério das Cidades as prefeituras que selecionaram os beneficiários de acordo com os critérios nacionais e municipais devem assinar o termo e encaminhar ao Ministério das Cidades e Caixa Econômica Federal que irão verificar o enquadramento das famílias.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Primeira parcela do FPM de fevereiro será 120% maior do que a de janeiro


Uma informação importante para os prefeitos. O primeiro decêndio de fevereiro do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) será de R$ 4.953.015.151,19, descontada a retenção do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). O montante será creditado nesta sexta-feira, 8 de fevereiro.
Em valores brutos, isto é, com a retenção do Fundeb, este repasse é de R$ 6.191.268.938,99. De acordo com cálculos da Confederação Nacional de Municípios (CNM), este decêndio está 120% maior que o primeiro decêndio de janeiro deste ano e 27,53% acima do mesmo período de 2012, em termos nominais.
Em termos reais – descontada a inflação – o primeiro decêndio de fevereiro é 21,7% maior que o mesmo período do ano passado e 20,8% maior em comparação a 2011.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Municípios recebem hoje primeira parcela do FPM com 15% de reajuste, no comparativo com janeiro de 2012


De acordo com os cálculos da Confederação Nacional de Municípios (CNM), a primeira parcela do Fundo de Participação dos Municípios que está sendo creditada hoje chega com um crescimento de 15,9%, em termos reais, em comparação com o primeiro decêndio de janeiro do ano passado. Apesar deste resultado, a CNM explica que o crescimento se deve ao repasse reduzido do início do ano anterior – 2012.
Isso ocorreu porque em janeiro do ano passado o governo federal concentrou a restituição do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para as empresas, e fez com que o IPI líquido para o FPM fosse praticamente zerado naquele mês. O primeiro repasse do FPM em 2013 não alcançou, por exemplo, o de 2011, quando houve um bom desempenho do Fundo: R$ 2,811 bilhões.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Piso nacional de professores deve ter quase 8% de reajuste



O piso nacional dos professores deve ser reajustado em 7,97% a partir deste mês, segundo cálculo divulgado hoje (9) pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM). De acordo com a entidade, o valor deve passar de R$ 1.451,00 para R$ 1.566,48. Segundo a entidade, a estimativa obedece à Lei do Piso.


Pesquisa feita pela CNM em julho do ano passado sobre salários pagos aos professores aponta que o impacto do reajuste do piso em 2013 será de cerca de R$ 2,1 bilhões, apenas para esfera municipal.
Para a CNM, a demora na divulgação do reajuste é uma das principais preocupações dos prefeitos brasileiros. Segundo a entidade, nos últimos dois anos, os valores só foram anunciados pelo Ministério da Educação (MEC) no final de fevereiro. “Para o piso ser pago a partir de janeiro, o MEC deveria ter divulgado o respectivo porcentual, o que ainda não ocorreu”, diz o estudo.
“Os novos prefeitos deverão reajustar os vencimentos dos professores por um índice maior do que a inflação e que ainda sequer é oficialmente conhecido”, ressalta o presidente da entidade, Paulo Ziulkoski.
A entidade defende ainda que o reajuste do piso, em vez de seguir os critérios do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), acompanhe os valores do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
O MEC não se pronunciou sobre o assunto.

Por Robson Pires

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Prefeitos cobram recursos federais para fechar contas de final de mandato

 
O presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, afirma ter recebido a promessa de que as propostas por mais recursos para os municípios serão estudadas.
O compromisso foi firmado após reunião com a ministra Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti.

Os prefeitos querem dinheiro para fechar as contas de final de mandato.

A preocupação é que os atuais prefeitos não consigam entregar os cargos aos sucessores com as contas da gestão devidamente equilibradas.

Os prefeitos reclamam, por exemplo, que a expectativa inicial de repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) para 2012 caiu de R$ 76,9 bilhões para R$ 69 bilhões. A CNM, no entanto, estima que o valor não passará sequer de R$ 67 bilhões.

Segundo Ziulkoski, Ideli Salvatti deve voltar a receber os prefeitos no próximo dia 13 de novembro para dar uma resposta às demandas.

Fonte: Palanque.com

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Votação de royalties, piso salarial dos professores e fim de mandato marcam mobilização de prefeitos do RN

Benes Leocádio (foto), presidente da Femurn.


A Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn) vai passar o resto da semana mobilizando prefeitos, a fim de que participem, na próxima terça-feira, dia 28, do primeiro movimento municipalista do ano em Brasília: A mobilização foi convocada pelo movimento municipalista para acompanhar o processo de votação do projeto de redistribuição dos royalties do petróleo, na Câmara dos Deputados.

O presidente da Femurn, Benes Leocádio, disse a imprensa que a aprovação do projeto vai acrescentar cerca de R$ 100 milhões nas receitas dos 167 municípios do Estado. Ou seja, cada município contará com recursos de R$ 400 mil a R$ 500 mil por ano, para livre aplicação, "exceto pagamento de despesa com pessoal".

De todo modo, Benes Leocádio afirma que isso trará um grande "alívio" para as receitas dos municípios, diante do fato que o comportamento das receitas do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) "não é o mesmo da última década", pois vem caindo nos últimos três anos. Além disso, Leocádio, que é prefeito de Lajes, município a 120 quilômetros de Natal e situado na região do Sertão/Central do Estado, explica que os prefeitos não passariam a depender tanto das emendas parlamentares para a execução de obras.

Ele explica, por exemplo, que anteriormente, depois de feito o empenho das emendas, o município imediatamente começava uma obra. Agora não, depois de todo o trâmite burocrático nos ministérios, o município só pode abrir a licitação depois que é liberada a primeira parcela e ter autorização da Caixa Econômica Federal (CEF), responsável pelo repasse dos recursos.

O presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Paulo Ziulkoski, diz que a mobilização é para cobrar "aquilo que foi prometido ainda para 2011", que é a Câmara votar a distribuição dos royalties ainda neste primeiro semestre, "como foi divulgado pela Casa". O projeto de redistribuição dos royalties do petróleo já foi aprovado no Senado Federal, em outubro do ano passado.

Benes Leocário acredita que não haverá problema para a aprovação da redistribuição dos royalties, porque o projeto prevê o congelamento dos valores recebidos por Rio de Janeiro e Espírito Santo no ano passado, enquanto não começar a produção de petróleo na área do pré-sal.

Antes de ir à votação no plenário da Câmara, o projeto de redistribuição dos royalties será debatido numa comissão especial, formada 31 deputados, dos quais 22 serão nomeados como titulares e 18 para suplentes. A Comissão terá 40 sessões em tempo determinado para analisar o PL 2565/2011 antes da votação em Plenário.

No dia 28, também serão discutidos pelos prefeitos outros assuntos, como o financiamento da saúde, o piso salarial dos professores, finanças municipais e encerramento de mandato. "O piso do magistério é um assunto que nos preocupa, porque de acordo com o número de alunos/ano, o reajuste será de 22%", disse Benes Leocádio, e isso pode trazer problemas para os municípios que já estão dentro do limite prudencial previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Fonte: TN