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terça-feira, 21 de março de 2017

Assembleia aprova manutenção da greve geral dos/as trabalhadores/as em educação do RN

Créditos: Lenilton Lima
A greve geral da educação do RN continua. Foi o que decidiu a assembleia unificada dos/as trabalhadores/as em educação realizada na tarde desta segunda-feira (20).  Na ocasião, a categoria lotou o pátio da ASSEN e avaliou o movimento grevista que visa barrar a Reforma da Previdência do governo Temer.
ATIVIDADES DA GREVE
As atividades de greve definidas pelo SINTE/RN em conjunto com a categoria continuam até o dia 31 de março nas escolas, ruas e praças de Natal e interior. Nesta terça-feira (21) acontecerão duas atividades importantes. A primeira delas será um ato do Fórum Estadual dos Servidores, a partir das 9h, em frente à Assembleia Legislativa. Em pauta o repasse do duodécimo dos poderes para garantir a folha de pagamento do funcionalismo.
Às 14h, na Assembleia Legislativa, será realizada uma audiência pública sobre a Reforma da Previdência do RN que está sendo proposta pelo governo Robinson. Confira abaixo o calendário de lutas da greve:
CALENDÁRIO DE LUTAS
Fonte: Sinte/RN

domingo, 5 de março de 2017

INDICATIVO DE GREVE DA EDUCAÇÃO - Dia 08/03 tem assembleia unificada do Estado e municípios e Marcha das Mulheres

A quarta-feira (08/03), Dia Internacional da Mulher, será marcada por duas grandes atividades. A primeira será uma assembleia unificada do Estado e municípios com indicativo de Greve Geral Nacional da Educação, convocada pela direção do SINTE/RN.
A assembleia acontece às 14h, na ASSEN. Além da greve da educação, o Dia Internacional da Mulher será pautado.
Uma outra assembleia unificada já está marcada para dia 15 de março.

MARCHA DAS MULHERES
Logo após a assembleia, às 15h, será realizada a Marcha das Mulheres Contra a Reforma da Previdência. A atividade está sendo organizada por diversas entidades. A concentração será em frente ao INSS da Rua Apodi, no Centro de Natal/RN.
Fonte: Sinte RN

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Lei que reajusta salários de educadores foi sancionada pelo governador em exercício Fábio Dantas

O governador em exercício, Fábio Dantas, sancionou a Lei Complementar que reajusta os salários dos professores e especialistas da Educação em 11,36%. 
O salário base passa de R$ 1.917,78 para R$ 2.135,64, com efeitos financeiros a partir de janeiro de 2016. 
“Estou bastante satisfeito por ter a oportunidade de sancionar essa lei que trará um maior reconhecimento a essa categoria que presta um serviço essencial à nossa sociedade”, declarou.
Thaisa Galvão

sábado, 2 de maio de 2015

Professores no Brasil estão entre mais mal pagos em ranking internacional


piso professor
O Brasil é o lanterninha em um ranking internacional que compara a eficiência dos sistemas educacionais de vários países, levando em conta parâmetros como os salários dos professores, as condições de trabalho na escola e o desempenho escolar dos alunos.
O estudo internacional foi elaborado pela consultoria Gems Education Solutions usando dados dos mais de 30 países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e alguns emergentes, como o Brasil. Nele, o país aparece como um dos últimos em termos de salário pago aos professores, por exemplo.
O valor que os educadores brasileiros recebem (US$ 14,8 mil por ano, calculado por uma média de 15 anos e usando o critério de paridade de poder de compra) fica imediatamente abaixo do valor pago na Turquia e no Chile, e acima apenas de Hungria e Indonésia. Os salários mais altos são na Suíça (US$ 68,8 mil) e na Holanda (US$ 57,8 mil).
Os professores brasileiros também são responsáveis por mais estudantes na sala de aula: 32 alunos, em média, para cada orientador, comparado com 27 no segundo lugar, o Chile, e menos de 8 em Portugal.
Robson Pires

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Educadores da capital decidem partir para a luta e aprovam calendário de ação

Em assembleia realizada nesta segunda-feira (23), os professores da rede municipal aprovaram o calendário de luta deste ano de 2015.
A categoria aprovou as resoluções abaixo:
1 – Unificação das carreiras a partir dos itens elencados na assembleia;
2 – Implementação do terço de hora atividade;
3 – Atualização dos direitos funcionais: Mudanças de padrão, promoção vertical, promoção de nível e de letras;
4 – Pagamento de todos os retroativos passivos aos professores de Natal;
5 – Instalação do fórum para elaboração do plano municipal de educação;
6 – P r o p o r c i o n a r condições de trabalho a partir da climatização das salas de aula, sala ambientes, sala dos professores;
7 – Proporcionar os meios necessários para o profissional cursar a segunda licenciatura;
8 – Enfrentamento ao assédio moral nos locais de trabalho e nas relações com a SME;
9 – Discussão acerca do número de alunos por sala de aula, inclusive as que têm deficiência e a ausência de auxiliar de sala, com base na legislação;
10 – Instituir Intervalo para os educadores infantis;
11 – I n s t i t u i r a avaliação para o desempenho da SME enquanto instituição, devidamente  q u a l i f i cada com a participação do SINTE na construção dos instrumentos de avaliação;
12 – Concessão das licenças prêmio e para curso de mestrado e doutorado;
13 – Conceder o vale cultura;
14 – Aplicar os 6,14% em julho e novembro para todos os educadores, bem como para os
aposentados;
15 – Discutir com o SINTE e a comunidade e s c o l a r s o b r e fechamento de escolas;
16 – Realização das eleições diretas com posse no primeiro semestre/2015;
17 – I n s t i t u i r u m programa de saúde semestral para a categoria com exames de rotina e prevenção;
18 – A SME repassar ao SINTE a relação de prédios alugados, valores dos alugueis, e o que funciona;
19 – Discutir com o SINTE o enfrentamento contra a violência nas Unidades de Ensino e tomar medidas de proteção para a comunidade escolar;
20 – Discutir com o SINTE o ensino noturno e a EJA;
21 – Estender os 45 dias de férias remuneradas para os Coordenadores
P e d a g ó g i c o s e readaptados;
22 – SINTE negociar com o Executivo a implementação de lei que taxe o gás, royalties do petróleo e o pré sal no município com percentual para a educação, em especial para a valorização profissional.
Sinte RN

domingo, 15 de setembro de 2013

Prefeitos pressionam para mudar o índice que reajusta o Piso Nacional do Professor

A Confederação Nacional dos Municípios está pressionando o Governo Federal e o Congresso Nacional para o projeto que muda o reajuste do índice do Piso Nacional do Professor. “Estou preocupado com isso, porque temos pouco tempo para resolver. Já em janeiro os prefeitos vão ter que arcar mais uma vez com o reajuste que eleva consideravelmente os valores”, disse presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski.
A proposta em debate é o Projeto de Lei (PL) 3.376/2008, que indica o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) como novo critério de reajuste. Ele está em tramitação na Câmara dos Deputados e recebe o apoio da CNM. “O reajuste pelo INPC seria mais justo. Da maneira como está, o piso da categoria vai dobrar a cada dois anos”, disse Ziulkoski.
panorama político

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Categoria dos professores estaduais decide manter greve por tempo indeterminado


Em assembleia de greve realizada na tarde desta segunda-feira (19/08/2013), a categoria da rede estadual de educação  decidiu continuar a paralisação por tempo indeterminado, mesmo sob ameaça de corte do ponto. 

Uma série de atividades do movimento está marcada para esta semana. Confira:

Terça-Feira (20)
9:00 – Ato público em São José de Mipibu. Concentração na E. E. Barão do Mipibu.

Quarta-Feira (21)
8:30 – Acampamento Unificado com o SindSaúde. Concentração em frente ao Hospital Walfredo Gurgel.

Quinta-Feira (22)
Continuidade do Acampamento Unificado com o SindSaúde.

Sexta-Feira (23)
9:00 – Ato público na Zona Norte. Concentração em frente ao Nordestão do Conjunto Potengi e da Escola Municipal Iapissara Aguiar.

Segunda-Feira (26)
8:30 – Assembleia de Greve na E. E. Wiston Churchill.

Fonte: Blog do SINTE/RN

sábado, 27 de julho de 2013

Secretaria x Sindicato: Educação do RN vira disputa política entre órgãos

Governo que antes era atacado decidiu revidar...
...Sinte/RN vem sendo "bombardeado" pela Secretaria de Educação do Estado


Em portaria publicada no Diário Oficial do Estado (DOE), a Secretaria de Educação (SEEC) garantiu que o Rio Grande do Norte está na lista dos nove estados que cumprem devidamente a Lei Federal Nº 11.783, conhecida como Lei do Piso. No documento é explicitada a carga horária trabalhada pelos professores, que devem dedicar um terço da jornada semanal de atividades para planejamento.

Entretanto, o cumprimento dessa lei é questionado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública (Sinte/RN), o qual afirma que os professores não vinham cumprindo as horas de planejamento por necessidade de carga horária a mais em sala de aula.

O problema, que segundo o Sindicato ocorre há cinco anos, poderia ser solucionado se o Governo do Estado arcasse com as horas extras trabalhadas pelos profissionais da Educação até este ano. Porém, a secretaria alega que o real cumprimento da lei só pode ser feito agora, já que não havia como fiscalizar as horas dos professores.

Segundo a secretária Betânia Ramalho, apesar da Lei do Piso ser de 2008, o julgamento final do trecho que trata da hora atividade só foi concluído pelo Supremo Tribunal Federal no primeiro semestre de 2013 e a Secretaria estava se adequando para sua implantação. “A Lei do Piso não tinha efeito vinculante, pois os Estados precisavam de tempo para se organizar. É necessário planejamento e tempo de adequação. Com o SIGEduc teremos a possibilidade de fiscalizar a carga horária real de cada professor”, disse Betânia.

“Por isso que só agora estamos cumprindo a hora atividade. Apesar do Sindicato saber de todo esse processo, entraram com uma ação judicial junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). Mas estamos cobertos pela lei”, afirmou a secretária. Até a aplicação da Lei Federal, a jornada de trabalho dos professores do Estado era regida pela Lei Complementar Estadual N° 322, destinando 24 horas semanais para sala de aula, e 6 horas para planejamento.

Agora, 20 horas serão destinadas à sala de aula e 10 horas para o planejamento. Conforme anunciou a secretária de Educação, isso só está sendo possível devido ao Sistema Integrado de Gestão da Educação – SIGEDUC, que proporciona dados cada vez mais consistentes sobre a carga horária e alocação de pessoal nas Unidades Escolares.

A SEEC determinou que as Diretorias Regionais de Educação – DIRED adotem providências diante dos ajustes necessários à atualização da carga horária dos professores e orientem os gestores das escolas para que, a partir de 1º de agosto de 2013, os professores alocados em sala de aula possam estar com 20 horas da sua jornada de trabalho destinadas ao exercício na sala. Ao mesmo tempo, aqueles que estiverem com carga horária inferior a 20 horas em sala de aula, devem ajustar a jornada de trabalho até completar a carga horária exigida por lei.

“Aproveito para esclarecer que a carga horária do professor em sala de aula está sendo reduzida de 24 para 20 horas, mas isso não modifica em nada o horário dos alunos. Isso porque as 4 horas que ficarão abertas serão ocupadas por professores que estão com a jornada de trabalho inferior a 20 horas”, explicou Betânia.

Mesmo o Governo alegando estar dentro da lei, o Sinte/RN acredita que a intenção da secretaria é dar um “calote” nos professores. “Eles enlouqueceram de vez. Estão deturpando o que o Supremo Tribunal alegou e insistem em dizer que o Ministro Marco Aurélio determina algo errado. O governo quer passar um calote nos professores, mas não iremos permitir isso”, afirmou Fátima Cardoso, coordenadora geral do Sindicato.

Registro sindical

Mais um problema vem colocando Governo do Estado e Sinte um contra o outro. Isso porque recentemente foi divulgado que o Sindicato não possui registro sindical. Segundo Betânia Ramalho, a informação foi confirmada pela Superintendência Regional do Ministério do Trabalho e Emprego, em resposta a requerimento da Procuradoria Geral do Estado. “O registro sindical é o que legitima as ações dos sindicatos em defesa de suas categorias. Quem está afirmando isso não somos nós, mas sim os órgãos de fiscalização, os mesmos que controlam a mim e a minha administração”, disse.

Ainda segundo a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, o processo de solicitação de registro sindical do SINTE-RN, datado de 26 de fevereiro de 2008, tramita na Secretaria Nacional de Relações do Trabalho, reafirmando que, até o momento, a entidade não dispõe de personalidade sindical.

De acordo com o procurador-geral do Estado, Miguel Josino, a ausência do registro deixa o sindicato em uma posição delicada, já que existe no Supremo Tribunal Federal jurisprudência que impossibilita de estar em juízo, em defesa dos interesses de determinada categoria, entidade sindical cujos estatutos não se encontram devidamente registrados no Ministério do Trabalho.

“Miguel Josino devia ao menos ter lido as resoluções do Supremo Tribunal, onde o próprio órgão diz que a legalidade do sindicato não é comprovada com a carta sindical. Esse registro só serve para especificar onde é localizada a base sindical”, rebateu Fátima Cardoso. “Nós temos estatuto e ata de fundação, aprovada em congresso. Nós já ganhamos varias ações, mas tem um mês que o Supremo ratificou que o governo deve pagar aos professores a hora atividade e eles estão tentando fugir de todas as formas”, disse.

JH

terça-feira, 9 de julho de 2013

Secretaria da Educação anuncia mudanças na jornada de trabalho dos professores



A Secretaria de Estado da Educação está se adequando à nova legislação federal que trata da jornada de trabalho dos professores da Educação Básica. Apesar da Lei Nº 11.738 ter sido criada em 2008, as novas regras só foram consideradas válidas no início de 2013, quando o Supremo Tribunal Federal encerrou o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade Nº 4.167, sobre o terço da hora atividade.

Até a definição da lei federal, vigorava o que estabelece o Plano de Cargos e Carreiras do Magistério Estadual, segundo o qual, da jornada de 30 horas semanais do professor, 24 seriam para atividades em sala de aula e 6 horas seriam destinadas para atividades de planejamento. Com a nova lei, um terço da jornada de trabalho deve ser destinada ao planejamento, logo, os professores da rede estadual teriam 20 horas em sala de aula e 10 horas para planejamento.

“Quanto mais tempo o professor tiver para planejar sua aula, melhor para o aluno e para o processo de ensino e aprendizagem. Essa sempre foi a nossa defesa, tanto que o Rio Grande do Norte não subscreveu a Ação Direta de Inconstitucionalidade impetrada por alguns estados sobre a lei federal. Nós reconhecemos a importância e a validade do terço da hora atividade. Se não implantamos antes foi porque aguardávamos uma definição do STF e porque ainda estávamos resolvendo problemas mais urgentes, como o da falta de professores nas escolas”, ressaltou a secretária de Estado da Educação, Betania Ramalho.

Betania Ramalho afirma que desde que tomou conhecimento da decisão do STF, a secretaria vem se organizando para se adequar à nova jornada. “Isso vem sendo feito com planejamento e organização, pois não é possível readequar a carga horária de 10 mil professores do dia para a noite, sem prejudicar os alunos. A solução que encontramos foi dar continuidade ao reordenamento da rede, otimizando o número de turmas abertas e a utilização de horas suplementares”.

Na prática, para adequar a jornada de trabalho dos professores, está sendo feito um estudo caso a caso, professor por professor, em um trabalho conjunto da equipe de Recursos Humanos do órgão central da secretaria, com as Diretorias Regionais de Educação. Com o reordenamento, nos casos em que houver necessidade, o professor poderá ficar com uma carga superior a 20 horas semanais em sala de aula e será remunerado por isso, através da concessão de horas suplementares.

A expectativa da secretária é que até o final de julho, todos os professores já estejam adequados à nova jornada de trabalho definida pela legislação federal. “Como o trabalho está sendo feito caso a caso, para não prejudicar o andamento das aulas, dia após dia mais professores estarão adequados, com um terço da jornada destinado a atividades de planejamento. Até agora, dos 10 mil professores em sala de aula, cerca de quatro mil já estão adequados a essa nova realidade. Os demais serão adequados nos próximos dias.”

Betania Ramalho informa ainda que o novo Sistema Integrado de Gestão da Educação – SIGEDUC, tem contribuído decisivamente para o reordenamento. “Sem o SIGEDUC seria quase impossível realizar esse trabalho, pois quando chegamos à secretaria não sabíamos nem onde estavam lotados os servidores, quanto mais a carga horária dos professores. Agora, todas as escolas do estado já estão trabalhando com o novo sistema, que nos dá acesso instantâneo às cargas horárias e locais de trabalho dos professores.”

TN

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Greve dos professores de Natal termina após aprovação de propostas

A greve dos professores municipais foi suspensa na tarde desta segunda-feira (3) após assembleia realizada na Assen. De acordo com a coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Rio Grande do Norte (Sinte-RN), Fátima Cardoso, a assembleia foi participativa e o fim da greve se deu pela melhoria das propostas da prefeitura. "Se não colocar em prática as propostas, a greve volta", afirmou Fátima Cardoso.

As propostas são para o próximo mês de julho, mas de acordo com Fátima Cardoso, os pagamentos de promoção serão antecipados para este mês (junho). Assim como, a antecipação dos 40% do 13º salário previstos para 14 de junho.

A categoria espera que após a assinatura do acordo entre prefeitura e professores, eles possam receber os 10% propostos. É esperado também a realização de concurso público até novembro deste ano, e publicação e implementação da Progressão Funcional dos professores na folha de pagamento.

As aulas serão retomadas a partir desta terça-feira (4) em toda a rede municipal de educação de Natal. A paralisação dos professores do município teve duração de 13 dias corridos, com início em 22 de maio.

A categoria reivindicou do prefeito Carlos Eduardo Alves uma proposta de reposição salarial, em decorrência das perdas salariais que chegam a 34,56% nos últimos quatro  anos, segundo levantamentos do Sinte-RN.   
TN

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Assembleia confirma greve na educação municipal de Natal


Os educadores municipais de Natal irão paralisar suas atividades profissionais a partir desta quarta-feira, dia 22. A decisão foi oficializada na tarde de hoje(20), em assembleia realizada na Assen.

Os educadores reivindicam uma reposição das perdas salariais na ordem de 34%, mais o pagamento de direitos funcionais da categoria como as promoções, que não são pagas há cerca de dois anos. Segundo a coordenadora geral do Sinte-RN, Fátima Cardoso, o total da dívida da prefeitura com os educadores ultrapassa R$ 1 milhão e 500 mil.
No caso específico dos educadores infantis, a reivindicação é que seja pago o reajuste salarial referente ao Plano de Carreira do segmento.

Fátima Cardoso explica que esses são direitos que pedem ação em caráter de urgência. “Assim como a estrutura das escolas, os educadores vêm amargando um desgaste inaceitável em seus salários e nos seus direitos mais elementares. Quando se está em uma emergência não dá para esperar”, afirma Fátima.
O prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves, não oficializou nenhuma resposta às reivindicações da categoria. Apenas prometeu uma audiência para a próxima sexta-feira (24) e sua assessoria apenas anunciou, verbalmente, o pedido de um prazo de 45 dias para atender algumas das reivindicações. 
A diretora do Sinte-RN Vicência Arimateia, avalia que a decisão de entrar em greve se deu devido à indignação da categoria diante da falta de prioridade do governo para com a educação.
“O prefeito pede prazo para reorganizar a cidade, aí prioriza os buracos e a limpeza, o que está certo! Mas ele não foi eleito dizendo que educação era prioridade? Por que até agora não foi movida uma palha em função disso?” Questiona.
Amanhã os educadores irão retornar as escolas para conversar com pais e alunos sobre os motivos do movimento. Na segunda-feira, dia 27, haverá outra assembleia, a partir de 8:30, na ASSEN.
Fonte: Sinte/RN