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terça-feira, 29 de setembro de 2015

Secretário de Tributação alerta para rombo de um bilhão nas contas do RN

Declaração de André Horta foi dada na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa


Por Dinarte Assunção
André Horta alertou para rombo bilionário nas contas do RN (Foto: Alberto Leandro/PortalNoar)
André Horta alertou para rombo bilionário nas contas do RN (Foto: Alberto Leandro/PortalNoar)
O secretário estadual de Tributação, André Horta, alarmou que o rombo das contas públicas no RN soma um bilhão de reais. A declaração foi dada na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa, para a qual ele foi convocado para explicar o pacote fiscal que aumenta impostos.
“Já sacamos 470 milhões do fundo previdenciário e temos um déficit orçamentário de 485 milhões até o fim do ano. Isso somará mais de um bilhão de reais”, disse em tom de alarme aos deputados.
Segundo ainda explicou, o governo está repassando, ao sugerir aumento de impostos, apenas um quarto do problema, já que a arrecadação com aumento de tributos seria de pouco mais de 250 milhões de reais.
“Temos a preocupação de interferir o mínimo possível na economia, por isso pensamos nessa intervenção. Em outros estados, as medidas são mais amplas, mas preferimos esse modelo”, explicou Horta.
Portal no Ar

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Metas para o exercício financeiro de 2016 chegam à Assembleia Legislativa



A proposta para a elaboração e execução da Lei Orçamentária para o exercício financeiro de 2016 foi enviada pelo Governo do Estado para análise e votação pela Assembleia Legislativa. A proposta é assinada pelo governador Robinson Faria e contém as metas fiscais, a estrutura e a organização dos orçamentos, as diretrizes gerais para elaboração e execução dos orçamentos Fiscal, da Seguridade Social e de Investimentos do Estado.
A proposta inclui também as disposições relativas à política e à despesa com pessoal e com os encargos sociais, disposições sobre alteração na legislação tributária, a política de aplicação de recursos da Agência Financeira Oficial de Fomento e disposições gerais.
Na mensagem enviada ao Poder Legislativo Estadual, o governador Robinson Faria destaca que o Projeto de Lei das diretrizes orçamentárias para 2016 “estabelece critérios para viabilizar o equilíbrio das contas públicas, a racionalização das despesas, as transferências não compulsórias a instituições privadas e a outros entes públicos da Federação”.
O Chefe do Executivo estadual acrescenta que a proposta “tem o objetivo de possibilitar a implementação de ações do Governo para a educação, saúde, segurança pública, desenvolvimento econômico e social, além da otimização da qualidade dos serviços públicos”.
JH

sábado, 23 de novembro de 2013

Município potiguar retrata realidade enfrentada por prefeitos brasileiros

dinheiro
As dificuldades enfrentadas pelos prefeitos logo que assumem o mandato é frequentemente demonstrada pela Confederação Nacional de Municípios (CNM). Em São Tomé, no Rio Grande do Norte, essa situação também é alarmante. Em seu primeiro mandato na administração do Município, o prefeito, Gutemberg Rocha, assumiu também uma dívida de R$ 7,780 milhões.
De acordo com o gestor, cerca de R$ 4 milhões desse total referem-se a dívidas junto ao Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Outro R$ 1 milhão é relativo a precatórios. A dívida, segundo o prefeito, engloba, ainda, folha de pagamento, 13.º salário, consignados, RPPS e contas de energia e água.
Ele conseguiu o refinanciamento dos precatórios. A medida gerou um desconto de R$ 27 mil por mês às contas da administração. A partir de 2014, esse valor aumentará para R$ 35 mil mensais. Além disso, como medida, a prefeitura determinou a demissão de 175 profissionais contratados. Esses atuavam, em sua maioria, na área de Educação. O prefeito também buscou orientações e apoio junto ao Ministério Público, ao Tribunal de Contas Estadual e à Câmara Municipal.
São Tomé possui pouco mais de 11 mil habitantes. E, assim como a maioria dos Municípios pequenos do Brasil, a prefeitura mantém as contas basicamente por meio das transferências do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Esta realidade afeta quase a totalidade dos Municípios brasileiros. Atualmente, mais de 80% enfrentam situação financeira considerada crítica, alerta a CNM.

Robinson Pires

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Crise financeira no governo Rosalba Ciarlini: Obery afirma que Governo vai manter o corte linear

Obery Rodrigues tenta convencer os deputados estaduais sobre a necessidade dos cortes

Apesar da pressão dos Poderes, o secretário do Planejamento e das Finanças (Seplan), Obery Rodrigues, voltou a dizer ontem que o Governo do Estado “não trabalha com a possibilidade de redução dos cortes no orçamento estadual”. A afirmativa do titular da Seplan foi externada após audiência com os deputados da Assembleia Legislativa (AL). Com isso, ele descarta a sugestão dada pelo presidente do Legislativo estadual, Ricardo Motta, para alterar o decreto que definiu os cortes. 

Os parlamentares promoveram uma verdadeira sabatina com o responsável pela área econômica do Governo Ciarlini, com fim de esmiuçar os ajustes formatados nas finanças do Estado, por meio de decreto governamental. Tribunal de Justiça (TJ/RN), Ministério Público (MPE), Tribunal de Contas (TCE) e AL até admitem uma redução nas contas anuais, mas discordam terminantemente do percentual de 10,74%, que foi subtraído de cada cofre. Para Obery, a justificativa é clara e direta: “não se pode comprometer R$ 100 milhões, por exemplo, quando a perspectiva de recursos é de R$ 90 milhões. Simples assim”, explicou o secretário. Indagado se houver determinação contrária da Justiça, frisou: “Não trabalhamos com essa possibilidade, mas se isso acontecer, o Poder Executivo vai ter que assumir”.

Ao dialogar com os parlamentares, Obery comparou a ocasião como “um filme reprisado”, dada a quantidade de vezes que detalhou o orçamento do estado, pormenorizou a receita e a despesa e explicou os motivos do desgaste financeiro, sob as rédeas do atual Governo. “Em nenhum momento se tratou aqui de novidades”, disse ele, sem deixar de ressalvar: “O estado, faz pouco tempo, esteve em situação muito pior do ponto de vista financeiro. Estamos em um momento difícil, mas não entendo que a expressão seja ‘Estado quebrado’ ”, acrescentou. O titular do Planejamento foi à AL acompanhado dos secretários Luiz Eduardo Carneiro (Habitação e Assistência Social), Edilson Braga (Comunicação), Anselmo Carvalho (Controladoria), Esdras Alves (Relações Institucionais) e Carlos Augusto Rosado (Gabinete Civil).

Os parlamentares presentes se municiaram das mais diversas perguntas, todas com voz e espírito de oposição. Os deputados que não quiseram se manifestar negativamente – a exceção do presidente da AL, Ricardo Motta, que moderou a discussão – preferiram não participar da sessão. O líder do Governo na Assembleia, deputado Getúlio Rêgo (DEM), optou por silenciar. E ao contrário de outras ocasiões, não defendeu o Governo. Com as galerias lotadas de servidores que ameaçam nova greve houve quem questionassem questões consideradas irrelevantes pelos próprios colegas de AL. “Essa questão do corte é secundária, o ajuste é necessário. O que precisa é discutir a real situação do Estado e explicar muitas perguntas sem resposta”, observou o deputado Fernando Mineiro.

Após as considerações, Obery Rodrigues falou aos jornalistas sobre a discussão em campo judicial com os Poderes. “O Governo vai para uma mesa de entendimento e evidentemente que queremos sair de lá com um resultado que atenda as expectativas de todos”, ressaltou ele, sobre a audiência marcada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski.

TN

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Secretário de Planejamento do Governo Rosalba justifica crise financeira e explica dados de queda na arrecadação

Obery Rodrigues
De acordo com o secretário de Planejamento Obery Rodrigues, as projeções orçamentárias são feitas de acordo com informações passadas pela Secretaria do Tesouro Nacional. “Fizemos o planejamento com relação ao Fundo de Participação dos Estados (FPE), aplicando o índice do Rio Grande do Norte, que era de 4,17%, alcançando o valor de R$ 3,88 bilhões. Porém, a receita orçada com base nas informações da Secretaria do Tesouro Nacional não se realizou neste primeiro semestre”, pontua o titular do Planejamento.
 
Em maio, o Governo Federal publicou um decreto reduzindo a expectativa do FPE em 8,1%, o que dificultou o planejamento feito. Na última semana, foi publicado outro decreto de reprogramação financeira por parte do Governo Federal, reduzindo ainda mais a transferência do FPE, agora em 12%. Com a situação de crise que alcança todos os estados da Federação, o RN foi obrigado, em função da frustração de receita, a adotar medidas de readequação do orçamento. 
 
Entre as principais medidas adotadas estão a contenção de despesas com pessoal, suspensão da concessão de gratificações, revisão de todos os contratos de locação de veículos, proibição da contratação de cargos comissionados, controle nos gastos com diárias e passagens aéreas. Além disso, todos os órgãos estão levantando, individualmente, as reduções que podem ser feitas de acordo com as especificidades de cada um.