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domingo, 30 de abril de 2017

Selfies, maromba e autoajuda: a maratona de Schwarzenegger em SP - Protegido por mais de 50 seguranças, astro circulou por feira que leva o seu nome e encarou o ávido assédio de fãs – entre eles, subcelebridades nacionais

Arnold Schwarzenegger é cercado pelo público durante o evento Arnold Classic South America realizado no Transamérica Expo Center em São Paulo (Heitor Feitosa/VEJA.com)

Em um tatame duas meninas com cerca de sete anos rolam pelo chão em uma disputa de jiu-jitsu. Logo ao lado, homens ultramusculosos levantam ofegantes centenas de quilos. Nas proximidades, um estande oferece coxinha maromba; outro, batata doce em pó. O cenário ganha uma movimentação ainda mais excêntrica quando cinquenta seguranças, fotógrafos e fãs se posicionam em frente a uma saída de emergência. Todos esperam a mesma coisa: a chegada de Arnold Schwarzenegger. O ator hollywoodiano, a quem VEJA teve acesso exclusivo, é a estrela de primeira grandeza da feira de fisiculturismo e produtos fitness que leva seu nome, a Arnold Classic South America.
Pela primeira vez na capital paulista, a 5ª edição do evento cresceu 30% em espaço ocupado sobre o ano anterior, sediado no Rio de Janeiro. O ator sai de um carro preto e entra no pavilhão do Transamérica Expo Center, na zona sul de São Paulo. Os gritos começam: “Arnold! Arnold!”. Os seguranças, em linha, de braços dados separam o astro das centenas de pessoas com celulares em punho. Simpático, Schwarzenegger sorri, enquanto desfila um look jovial: camisa polo azul, calça cargo marrom e tênis branco. Mas são os óculos escuros que disfarçam os 69 anos de idade estampados no rosto da celebridade.
Como em uma gincana, cujo roteiro da aventura já está pré-definida, o ex-governador da Califórnia segue uma rota. Ele segue para uma pequena quadra de tênis, onde crianças em cadeiras de rodas disputam uma partida. Joga as bolinhas e tira fotos com os atletas-mirins. Em seguida, encara uma das grades e cumprimenta fãs. “I will be back”, grita alguém em referência à uma das falas imortais proferidas por ele no filme O Exterminador do Futuro.

Cinco minutos depois, já está em outro cenário: a competição de strongman. Ele sobe com mais quatro pessoas em um tipo de carroça metálica cujos pesos humanos somam 370 quilos. Um atleta segura a alça do ‘veículo’ para tirá-lo do chão. Não consegue. Outros tentam, incluindo o brasileiro Marcos Ferrari, mas sem sucesso. Recebem uma salva de palmas de consolação. Do alto, Arnold lamenta e aplaude — parecia um capitão em uma galé a se divertir com os esforços dos remadores. Um competidor americano muda a situação: faz seis levantamentos em 60 segundos, o tempo regulamentar, para delírio do público.
Em deslocamento por um corredor estreito, sempre contornado pela equipe de segurança, Schwarzenegger passa pela apresentação de um grupo fantasiado de dragões chineses e chega a uma demonstração de calistenia, um tipo de exercício que usa apenas o peso corporal para tonificar os músculos. Ali, um homem de 80 anos faz movimentos de ginástica olímpica em uma barra. Schwarzenegger saca os óculos, que possuem uma câmera especial para vídeos que são postados em sua conta no Snapchat, registrada como arnoldschnitzel. A cena realmente merece ser registrada. Mesmo que em um aplicativo efêmero.
O roteiro então desemboca em um campeonato de pole dance onde uma menina cega se apresenta. Outras atividades são testemunhadas pelo padrinho da feira. De jovens que pulam corda ao som de Gusttavo Lima a lutadores que praticam muay thai e jiu-jitsu, até um animado jogo de pebolim. O sorriso mecânico do ator se mantém ao longo de todo o percurso. E em todas as selfies requisitadas.
“Estou extasiada. É minha terceira foto com ele”, diz a modelo e sub-celebridade Gracyanne Barbosa, bastante maquiada, perfumada e decotada. O nadador Gustavo Borges, Marcos Mion e o ator Bruno Gagliasso se reduzem à condição de tietes. Tudo por um clique ao lado do musculoso (quase) setentão, que só tira fotos, sem papo para jogar fora.
Somente o professor de educação física Edgar Anselmo, 37 anos, desperta no ator uma animação genuína. Culpa da camiseta estampada com elementos dos principais filmes do “governator”. Agora, quem pede por uma foto é Schwarzenegger. Pelo momento, que durou menos de 10 segundos, o professor pagou 1.275 reais em um pacote que incluía assistir à competição de body building que ocorreu à noite. “Eu pagaria 5.000 reais”, diz, emocionado.
Até então, a maratona já dura duas horas. Schwarzenegger é humano e senta-se para almoçar — sem whey no cardápio. Após ser servido, ele sobe ao palco para ser entrevistado por Gustavo Borges. Porém, o espaço só é grande o suficiente para uma celebridade. Arnold domina em um monólogo, no qual mistura marketing com autoajuda para explicar o sucesso da feira, presente em seis continentes.
Ao final do almoço, a estrutura de seguranças se coloca mais uma vez em movimento. Arnold vai para a área externa do Expo Center para tirar uma foto com um réplica de si mesmo esculpida em um metal dourado. O momento fura a impenetrável corrente de proteção humana. Uma equipe do programa Pânico tenta entregar uma peruca similar ao cabelo de Donald Trump ao ator. Na confusão, a segurança Sandra Duarte, 48 anos, tropeça ao lado de Arnold e cai no chão. Ele para, lhe dá a mão e levanta do chão. Em seguida, entra no carro, que se esforça para deixar a feira sem atropelar ninguém. Daniel Ketchell, o assessor de imprensa do astro, garante que nos EUA o frenesi é menor. “Nos demais países é mais selvagem”.
No segundo dia da feira, uma agenda mais burocrática de visita aos estandes dos patrocinadores. Antes, um homem se ajoelha à frente do ator e consegue a tão sonhada selfie. Arnold segue para uma disputa de queda de braço entre mulheres. Até o locutor e o juiz da competição param suas atividades para conquistar uma foto com o ex-campeão de fisiculturismo.
Entre tantos músculos, o cérebro conseguiu um espacinho na Arnold Classic. A última passagem do governador pela gincana da feira acontece na área onde ocorre um campeonato de xadrez. O astro atrai olhares enquanto senta-se em oposição a Vítor Ferraz, de 9 anos. Arnold faz uma só jogada: move a rainha, que passa a ameaçar um peão. “Eu teria feito outra coisa”, diz o menino, tímido.
Antes do esperado “the end”, Schwarzenegger ainda encara mais um sessão de fotos. Os sinais do cansaço aparecem e ele reclama que o limite que fora estabelecido, de 80 pessoas, havia estourado. O nervosismo acaba quando alguém o avisa, em voz baixa, que as demais fotografias seriam com voluntários e pessoas da equipe. Ele cala e consente. Volta para o estúdio azul, onde tira fotos com seus mais de 50 seguranças — sempre sorrindo.
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sábado, 1 de abril de 2017

Justiça de SP determina novamente a prisão de Edinho, filho de Pelé

Ex-goleiro Edinho deixa a cadeia do 5º DP de Santos em março 2017, após decisão do STJ

Decisão vem após a Justiça rejeitar os embargos de declaração do advogado de Edinho, Eugênio Malavasi; ex-goleiro já havia tido aprisão decretada em fevereiro

O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou nesta sexta-feira 31 a expedição do mandado de prisão de Edson Cholbi do Nascimento, o Edinho, ex-goleiro e filho de Pelé. Ele foi condenado a 12 anos e 10 meses em regime fechado pelo crime de lavagem de dinheiro e associação ao tráfico de drogas.
A decisão vem após a Justiça rejeitar os embargos de declaração do advogado de Edinho, Eugênio Malavasi. O ex-goleiro já havia tido aprisão decretada pelo TJ-SP em fevereiro deste ano, mas cinco dias depois a decisão foi suspensa por uma liminar do STJ (Supremo Tribunal de Justiça), que afirmou que a defesa do filho de Pelé ainda não havia esgotado todas as possibilidades diante dos tribunais.
Agora, com a rejeição dos embargos, o tribunal considera que a análise do processo se encerrou na segunda instância, o que significa que o réu deve ser preso. O mandado deve ser expedido na próxima terça 4 ou quarta 5. Assim que isso acontecer, Edinho pode ser preso.
De acordo com o advogado, porém, cabem ainda outros embargos e recursos. “Será feito no início da próxima semana”, afirma Malavasi. Além disso, a defesa já entrou com um pedido de habeas corpus no STJ para evitar a prisão do ex-goleiro.
O filho de Pelé já sabe da decisão da Justiça e, caso seja mantida, ele irá se apresentar às autoridades, diz o advogado. Procurado, o Tribunal de Justiça afirmou que só poderá passar mais informações sobre o caso na segunda 3.
ENTENDA O CASO
Edinho foi condenado em maio de 2014 a 33 anos e 4 meses de reclusão por acusações de lavagem de dinheiro proveniente de tráfico de drogas. Além do filho de Pelé, outras quatro pessoas foram condenadas pela mesma prática. Eles são investigados desde 2005.
Edinho é acusado de ajudar em operações financeiras de Ronaldo Duarte Barsotti, o Naldinho, apontado como um dos maiores traficantes da região da Praia Grande, no litoral paulista. Em 2005, o ex-goleiro foi preso por causa desta suposta ligação. Na época, ele negou o envolvimento e disse que era apenas usuário de drogas. Um ano depois, no entanto, o Ministério Público o denunciou por lavagem de dinheiro. Ele acabou preso por 47 dias.
Em julho de 2014, o ex-atleta foi preso por não atender a medidas impostas pela Justiça para que permanecesse em liberdade. O ex-jogador foi solto dias depois. Na época, o ex-goleiro recorreu em liberdade, mas se apresentou voluntariamente em novembro de 2014. Edinho foi solto no dia seguinte.
O Tribunal de Justiça determinou ainda a prisão do ex-goleiro do Santos, que aguardava o julgamento em liberdade. Condenado a 33 anos e 4 meses de prisão, ele teve sua pena reduzida para 12 anos e 10 meses em regime fechado. Cinco dias depois, o Superior Tribunal de Justiça deferiu liminar para suspender a prisão.
Agora RN

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Grandes de SP querem ceder jogadores para ajudar Chapecoense

Corinthians, Palmeiras e São Paulo também sugerem solicitação à CBF para proibir rebaixamento da Chapecoense pelos próximos três anos

Os três grandes times da capital paulista se pronunciaram nesta terça-feira, lamentando o acidente aéreo que matou quase toda a delegação da Chapecoense, na madrugada desta terça-feira, na Colômbia. Além das mensagens de apoio, Corinthians, Palmeiras e São Paulo se mobilizaram para ajudar o time catarinense a se recuperar de forma mais rápida após a tragédia, que deixou 75 mortos e seis sobreviventes, dentre eles três jogadores do elenco.
Os clubes, em notas divulgadas nos sites oficiais, propuseram duas medidas: ceder gratuitamente jogadores por empréstimo até o final da próxima temporada e também uma solicitação à CBF para que a Chapecoense não seja rebaixada pelos próximos três anos a fim de se manter na elite do Campeonato Brasileiro e não ser prejudicada.
A delegação da Chapecoense partiu do Aeroporto Internacional de Guarulhos nesta segunda-feira, em um voo comercial, com destino a Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, e de lá embarcou rumo a Medellín.  O avião caiu na madrugada desta terça-feira, deixando 75 mortos e seis resgatados com vida:os jogadores Hélio Hermito Zampier Neto, Alan Ruschel e Jackson Follmann, o jornalista Rafael Henzel, a aeromoça Ximena Suárez e o técnico da aeronave Erwin Tumiri. O time disputaria a primeira partida da final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional nesta quarta-feira.
Confira na íntegra a nota divulgada pelos clubes:
Neste momento de perda e de profunda tristeza, nós, presidentes dos clubes brasileiros que publicam esta nota, gostaríamos de manifestar nossos mais sinceros sentimentos de pesar e solidariedade à Associação Chapecoense de Futebol e seus torcedores, e em especial às famílias e amigos dos atletas, comissão técnica e dirigentes envolvidos na tragédia ocorrida na madrugada desta terça-feira (29). Mesmo cientes dos prejuízos irreparáveis provocados por este terrível acontecimento, os clubes entendem que o momento é de união, apoio e auxílio à Chapecoense. Neste sentido, os clubes anunciam Medidas Solidárias à Chapecoense, que consistirão, dentre outras, em:
(i) Empréstimo gratuito de atletas para a temporada de 2017; e
(ii) Solicitação formal à Confederação Brasileira de Futebol para que a Chapecoense não fique sujeita ao rebaixamento à Série B do Campeonato Brasileiro pelas próximas 3 (três) temporadas. Caso a Chapecoense termine o campeonato entre os quatro últimos, o 16º colocado seria rebaixado.

Trata-se de gesto mínimo de solidariedade que se encontra ao nosso alcance neste momento, mas dotado do mais sincero objetivo de reconstrução desta instituição e de parte do futebol brasileiro que fora perdida hoje.
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sexta-feira, 1 de julho de 2016

Mãe flagra estupro da filha de 8 anos por idoso no interior de SP

O acusado é o pintor Jair de Oliveira, de 63 anos, que foi preso em flagrante


Por Estadão Conteúdo
Depois de flagrar a filha de oito anos sendo estuprada por um homem na tarde desta quinta-feira, 30, em Bastos, no interior de São Paulo, a diarista Maria Rita da Silva de Araújo, de 46 anos, chamou a Polícia Militar.
O acusado é o pintor Jair de Oliveira, de 63 anos, que foi preso em flagrante. Segundo a PM, ele também abusava de outra filha da diarista, uma menina de apenas dois anos.
As irmãs foram examinadas por uma médica no Pronto-Socorro Municipal. Foi constatado que “elas tinham marcas de violência na região íntima”, de acordo com um porta-voz da PM ouvido pelo jornal O Estado de S. Paulo.
Depois, as meninas passaram por exames no Instituto Médico Legal(IML) de Tupã, que confirmaram o estupro. O pintor, que é pai de uma conselheira tutelar, morava na casa da diarista, que também tem um filho.
“Ele dava dinheiro para o menino comprar doce e, enquanto o menor estava fora, abusava das irmãs”, segundo o porta-voz.
‘Cadeia dos estupradores’
Depois de ser ouvido na Delegacia de Bastos, o pintor Jair de Oliveira foi transferido para a cadeia de Barra Bonita. O local é conhecido como a cadeia dos estupradores.
Portal no Ar

quinta-feira, 10 de março de 2016

Ministério Público de SP pede prisão preventiva de Lula

O ex presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixa a residência oficial do Senado após reunião(Evaristo Sa/Reuters)
Presidente foi denunciado na quarta-feira pelos crimes de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica em investigação que apura propriedade do tríplex no Guarujá

Na denúncia enviada nesta quarta-feira à Justiça contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Ministério Público de São Paulo pediu sua prisão preventiva. Os promotores também pediram a prisão de Léo Pinheiro e de executivos da OAS, além do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto. O pedido de prisão consta de um anexo da denúncia, cuja íntegra pode ser lida aqui. O caso será analisado pela juíza Maria Priscilla Ernandes Veiga, de São Paulo. Criminalistas consultados pelo site de VEJA explicam que o pedido de prisão feito de forma separada se dá pela necessidade de sigilo, justamente para não afetar a eficácia da decisão judicial. Ou seja, para evitar uma eventual fuga do denunciado.
Segundo o anexo, publicado pelo site jurídico Jota, os promotores acusam Lula de atentar contra a ordem pública ao desrespeitar as instituições que compõem o sistema de Justiça, especialmente a partir do momento em que as investigações do Ministério Público do Estado de São Paulo e da Operação Lava Jato se voltaram contra ele. O Ministério Público alega ainda que, se não for preso, Lula poderia fugir facilmente, além de inflamar a militância para blindá-lo de qualquer investigação. "Os motivos são suficientes para permitir a conclusão de que movimentará ele toda a sua 'rede' violenta de apoio para evitar que o processo crime que se inicia com a presente denúncia tenha seu curso natural, com probabilidade evidente de ameaças a vítimas e testemunhas e prejuízo na produção das demais provas do caso", diz o MP.
Dilma - Os promotores atacam também a postura da presidente Dilma Rousseff, que nos últimos discursos criticou a Operação Lava Jato e as investigações contra o padrinho político. "A sociedade civil, a imprensa livre e as instituições públicas assistiram, surpresas, a uma presidente da República, em pleno exercício de seu mandato, interromper seus caros compromissos presidenciais para vir a público defender pessoa que não ocupa qualquer cargo público, mas que guarda em comum com a chefe máxima do Governo Federal a mesma filiação partidária", criticam os promotores, que classificaram como "lamentável" a viagem às pressas feita por Dilma para se solidarizar com o ex-presidente. "A presidente da República veio novamente a público externar sua opinião em defesa do denunciado sobre fatos de que deveria se abster, porquanto relativos a decisão judicial relacionada a investigação que não guarda qualquer relação com os atos do governo federal", resume o MP.
Confrontos - A despeito de o ex-presidente ter inflamado sua militância para afirmar que ele nunca se furtou a prestar esclarecimentos à Justiça, os promotores evidenciam que o petista "não aceitava ser investigado" e buscou "manobras" para interromper o caso, seja por meio de recursos ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), seja por pedido direto contra os investigadores encaminhado à Corregedoria-Geral do MP. "Valendo-se de sua rede político-partidária o denunciado Luiz Inácio Lula da Silva sempre buscou manobras para evitar que a investigação criminal do Ministério Público avançasse. Sempre tentou ele se valer de terceiras e interpostas pessoas para evitar que tivesse de comparecer na investigação criminal do Ministério Público do Estado de São Paulo para ser ouvido na condição de 'investigado'", registraram os promotores.
Os conflitos e quebra-quebras quando da intimação para que Lula prestasse esclarecimentos sobre possíveis irregularidades do tríplex do Guarujá também foram lembrados pelo MP para embasar o pedido de prisão. "O denunciado se vale de sua força político-partidária para movimentar grupos de pessoas que promovem tumultos e confusões generalizadas, com agressões a outras pessoas, com evidente cunho de tentar blindá-lo do alvo de investigações e de eventuais processos criminais, trazendo verdadeiro caos para o tão sofrido povo brasileiro", acusa o Ministério Público.
Os promotores afirmam que "Lula jamais poderia inflamar a população a se voltar contra investigações criminais a cargo do Ministério Público, da polícia, tampouco contra decisões do Poder Judiciário", mas teria feito exatamente isso ao convocar entrevista coletiva após ser conduzido coercitivamente para ser ouvido em etapa da Operação Lava Jato.
Super-homem - Para o MP, não é razoável dizer que Lula, por ser primário, não precisaria ter a prisão preventiva decretada. "O denunciado se vale de sua condição de ex-presidente da República para se colocar 'acima ou à margem da lei'. Assim é que deseja 'ser convidado' para ser ouvido, deseja 'escolher' quem poderá investigá-lo, decide se seus familiares poderão ou não sofrer investigações", relatam os promotores.
No pedido de prisão, os promotores citam o filósofo niilista Friedrich Nietzsche para alegar que o ex-presidente Lula, embora já tenha ocupado o mais alto cargo da administração pública federal, não é um "super-homem" e, portanto, não estaria imune às leis. "Nunca houve um Super-homem. Tenho visto a nu todos os homens, o maior e o menor. Parecem-se ainda demais uns com os outros: até o maior era demasiado humano", descreve o Ministério Público de São Paulo na introdução do pedido de prisão do petista. "Ninguém está acima ou à margem da lei. A lei vale para todos, indistintamente, ricos ou pobres, pouco importando a cor, credo, raça ou profissão", resumem os promotores.
Pedido de prisão - Consultados pelo site de VEJA, criminalistas explicam que o pedido de preventiva não poderia constar da íntegra da denúncia. "Em caso de pedidos cautelares, como a prisão preventiva, o segredo de Justiça pode ser determinado para que a medida seja cumprida satisfatoriamente, já que, de outro lado, a eventual ordem judicial poderia perder sua eficácia. Por exemplo, antes mesmo de o juiz decidir, a defesa já seria capaz de impetrar habeas corpus preventivo", afirma a advogada Sylvia Urquiza, presidente do Instituto Compliance Brasil. "´É de praxe, para não causar qualquer tipo de pressão em cima do juiz. Esta é a formalidade", afirma Daniel Bialski, criminalista e sócio do Bialski Advogados Associados.
O Instituto Lula divulgou nota sobre a decisão dos promotores:
O promotor paulista que antecipou sua decisão de denunciar Luiz Inácio Lula da Silva antes mesmo de ouvir o ex-presidente dá mais uma prova de sua parcialidade ao pedir a prisão preventiva de Lula. Cássio Conserino, que não é o promotor natural deste caso, possui documentos que provam que o ex-presidente Lula não é proprietário nem de triplex no Guarujá nem de sítio em Atibaia, e tampouco cometeu qualquer ilegalidade. Mesmo assim, solicita medida cautelar contra o ex-presidente em mais uma triste tentativa de usar seu cargo para fins políticos.
(Com reportagem de Rafaela Lara)

sábado, 30 de janeiro de 2016

Lula reconhece que frequenta sítio em Atibaia

Ex-presidente afirma que utiliza a propriedade em dias de descanso, mas que ela pertence a amigos


Em sua página oficial no Facebook, ex-presidente afirma que propriedade é de amigos e que informação é pública ‘há bastante tempo’
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou, nessa sexta-feira (29) que ele e sua família utilizam “em dias de descanso” um sítio em Atibaia (SP), “de propriedade de amigos”.

A nota, publicada na página oficial do ex-presidente no Facebook, diz ainda que a informação é pública “há bastante tempo” e fala que tentar relacionar a propriedade a atos ilícitos é uma tentativa de “macular a imagem do ex-presidente”.
Agora RN
Lula página no face

sábado, 19 de dezembro de 2015

Bíblia fica intacta em incêndio que destruiu quarto de hotel biblia


bibliaUm quarto de um hotel desativado na Zona Oeste de Marília (SP) pegou fogo na noite de quinta-feira (17). Os bombeiros foram acionados para conter as chamas e tudo foi queimado, menos um exemplar de uma Bíblia que teve apenas um pequeno dano na capa.
De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, apesar dos estragos, as chamas atingiram somente um dos cômodos do estabelecimento e ninguém ficou ferido.
Ainda segundo os bombeiros, as primeiras hipóteses apontam que as chamas tenham começado após uma pane na parte elétrica do hotel. Três viaturas dos bombeiros foram mobilizadas para o atendimento do incêndio, que foi controlado rapidamente. (G1)

domingo, 25 de outubro de 2015

Exposição retrata vida e obra de Câmara Cascudo em SP

A exposição O Tempo e Eu (e Vc) recebe o visitante em um labirinto de 20 mil livros, em uma representação da “Babilônia”, apelido carinhoso que o escritor Câmara Cascudo deu à sua biblioteca. O escritório desse potiguar, que foi um dos grandes pesquisadores das crenças e costumes brasileiros, é complementado por uma estante com objetos pessoais que apresentam diversas facetas do autor. “Um autor que o público conhece muito pouco ou, às vezes, nem conhece”, ressalta o curador da exposição sobre Câmara Cascudo, Gustavo Wanderley, aberta ao público no Museu da Língua Portuguesa, ao lado da Estação da Luz, região central da capital paulista.

Apesar da forte ligação com os livros, Cascudo se esforçou para escutar e sentir os elementos que formam a cultura brasileira. “Cascudo era um grande leitor, mas também um grande etnógrafo, ele ia aos lugares. Interessava a ele ouvir e estar com as pessoas. Então, ele viajava por todo o Brasil, inclusive para fora do país”, destaca Wanderley.
Ao pesquisar as raízes da alimentação no país, o autor chegou a passar três meses na África Ocidental. “Nos países de onde as pessoas escravizadas à época vieram. Para ele era muito importante estar no lugar da origem dessas pessoas”, enfatizou o curador. Essa parte do trabalho de Cascudo é apresentada em uma cozinha com colheres de pau, sacas de cereal e descanso de pratos.
Robson Pires