Teori é relator da Operação Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal (Pedro França/Agência Senado)
Confirmado pelo Corpo de Bombeiros: o ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki faleceu vítima do acidente aéreo em Paraty, no litoral sul do Rio, na tarde desta quinta (19) . Ele deve ser velado no STF e será enterrado em Santa Catarina.
Teori estava a bordo do avião modelo Beechcraft C90GT, prefixo PR-SOM pertencente a Carlos Alberto Filgueiras, dono do Hotel Emiliano, em São Paulo e no Rio. A aeronave, que tem capacidade para oito pessoas, deixou o Campo de Marte, em São Paulo, às 13h. O acidente aconteceu por volta das 13h.
Aeronave cai em Paraty (RJ). O ministro do STF, Teori Zavascki, estava na lista de passageiros (Reprodução)
Dona Ilaídes e Rafael Henzel vestiam camisas da Chapecoense (Reprodução/Facebook)
Pouco depois do encontro com dona Ilaídes, jornalista recebeu alta hospitalar
O jornalista Rafael Henzel recebeu a visita de Ilaídes Padilha, mãe do goleiro Danilo, uma das 71 vítimas fatais do acidente com o avião da Chapecoense, na noite desta segunda-feira. O encontro ocorreu pouco antes de Henzel ter alta do Hospital Unimed, em Chapecó. Ao lado da mulher e do filho, o radialista deixou o local pouco antes das 22h (de Brasília), de cadeira de rodas e se levantou para entrar em um carro particular.
“Antes de deixar o hospital, uma surpresa. Dona Ilaídes, mãe do eterno Danilo, veio me dar um abraço. Que as narrações que fiz quando de suas defesas heroicas possam ficar de lembrança de nosso ídolo. Mulher de garra. Exemplo”, escreveu o jornalista em suas redes sociais. Ele publicou ainda uma foto com a camisa da Chapecoense ao lado da mãe de Danilo.
“Tenho minha data: dia 9 de janeiro, eu quero voltar a trabalhar. E dia 25 de janeiro, eu quero narrar Joinville x Chapecoense. Não sei como eu vou subir naquelas cadeiras lá, se eu estarei com alguma dificuldade para caminhar, por causa das lesões. Mas não quero saber, dia 25 vou estar lá. Eu não vou deixar passar. Tenho um dever muito grande com a comunidade de Chapecó, que acreditou em mim. Se eles acreditam, eu vou fazer”, declarou.
Alan Ruschel concedeu entrevista coletiva em Chapecó - 17/12/2016 (Tarla Wolski/Futura Press/Folhapress)
Alan Ruschel se emocionou muito ao lembrar dos companheiros mortos na Colômbia. Ele diz que, na última hora, foi solicitado a mudar de assento no avião
O lateral gaúcho Alan Ruschel, um dos seis sobreviventes ao voo que transportava a equipe da Chapecoense e que caiu nas proximidades do Aeroporto de Medellín, matando 71 pessoas, falou neste sábado aos jornalistas pela primeira vez desde o trágico acidente do último dia 29 de novembro. O jogador de 27 anos recebeu alta da clínica onde estava internado, na cidade de Chapecó, na última sexta-feira. Muito emocionado, Alan garante que seu plano é voltar aos gramados. “Farei de tudo para voltar a jogar. Com muita paciência, farei de tudo para dar muita alegria para esse pessoal aqui”.
No seu retorno à Arena Condá, o jogador da Chape admitiu na entrevista coletiva que foi solicitado a trocar de poltrona por um dos diretores do time antes do voo da LaMia decolar. “Quando a gente chegou em Santa Cruz (de la Sierra, na Bolívia), eu estava sentando mais atrás, e o Cadu (Eduardo Luiz Preuss, gerente de futebol) pediu pra sentar na frente para deixar os jornalistas no fundo. Na hora eu não quis sair. Aí o Follmann insistiu para que eu sentasse com ele. Aí saí de traz e fui sentar com o Follmann. É a parte que eu lembro.”
As memórias do acidente param por aí. Agora, Alan Ruschel quer olhar para a frente. Inclusive o jogador já projeta sua volta aos gramados. “Eu calculei três meses para calcificar a coluna, já passou um. Mais dois meses para fortalecer a musculatura. Estou só na capa da gaita (risos).”
Follmann é transferido – O goleiro da Chapecoense Jackson Follmann, outro sobrevivente da tragédia, foi transferido na manhã deste sábado do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, para a Clínica Unimed, na cidade catarinense. Follmann teve uma das pernas amputadas em decorrência das lesões sofridas no acidente e seguirá se recuperando no hospital em Chapecó. Antes de viajar, o jogador postou uma foto em sua conta no Instagram com a seguinte legenda: “Partiu Chapecó”.
Aeronave teve que fazer um pouso forçado na Rodovia Presidente Dutra, em Santa Isabel
Por: Redação
Um helicóptero da Polícia Rodoviária Federal enfrentou problemas na manhã desta quinta-feira (15) ao bater em um urubu e ser obrigado a realizar um pouso forçado perto do pedágio da Rodovia Presidente Dutra, em Santa Isabel, São Paulo.
De acordo com o G1, com informações da PRF, o copiloto sofreu ferimentos leves e teve que ser socorrido pelo helicóptero Águia, da Polícia Militar de São Paulo. Ele passa bem.
Segundo a PRF, o piloto conseguiu controlar a aeronave até o chão. Três tripulantes estavam a bordo. A ave morreu.
Muita gente se confundiu com meu nome. É Ilaídes mesmo, com “i” no começo e “s” no final. Meu pai era analfabeto, e brinco que o escrivão também era. Nem precisava ter o “s”, porque não sou duas, nem três. Sou uma só. Venho de uma família de treze irmãos, na qual sou a caçula. Me casei com 19 anos e esperei quase três para conceber o Danilo, o primeiro de meus dois filhos. Ele tem uma irmã. Quando fiquei grávida, foi uma alegria muito grande porque meu marido gosta muito de criança. Da mesma forma que meu filho abraçava as crianças, como todo mundo viu por aí na televisão, meu marido também. E ele queria muito ter filhos. Quando Danilo nasceu, foi uma festa em casa.
Eu não sou assim de me apegar muito a religião, não. Me apego mais ao espiritual mesmo. Mas tive de pedir a Nossa Senhora que me ajudasse quando soube da tragédia: “Vamos, me dê forças para ficar em pé. Na segunda-feira, depois do enterro, pode até me deixar cair. Hoje, não. Até terminar, não”. Quero ficar em pé porque meu filho foi grande. Foi lutador. Foi herói. Ele vai virar um mito. Nossa Senhora, então, me enviou meus novos filhos. Meus 200 milhões de filhos, que me ajudaram. As pessoas me seguraram. O que me deixou mais forte foi saber da grandeza do meu filho. Eu sabia do seu coração puro, do menino trabalhador que batalhou uma vida inteira. Eu sabia disso. Mas, de sua grandeza, só soube quando pisei na Arena Condá, nos jogos. Lá elas o aplaudiam de pé. Era ovacionado. Gritavam “Danilo! Danilo!” a cada defesa que fazia. Falaram que eu fui grande, que fui forte, que fui guerreira. E Deus não pode me abandonar agora. Ele vai ficar aqui e renovar o contrato que tem comigo. Preciso que ele me dê forças, pois a minha luta nem começou. Ainda não deitei na cama nem parei para lembrar do rosto do meu filho como nas fotos. Não tem uma foto em que ele não esteja sorrindo.
Todo mundo viu na TV o que aprontei num momento de desespero, de angústia (quando ela própria consolou o repórter que a entrevistava na Arena Condá). O repórter apareceu e me pediu uma entrevista. Falei que sim, mas não ouvi que seria ao vivo. Já tinham me perguntado tanto como estava me sentindo, mas eu não sabia a resposta. Estava sem chão, sem nada. Dei a entrevista e aconteceu o abraço que o mundo viu. A tristeza dentro daquela arena era geral. Olhava o rosto dos repórteres e não tinha nenhum sorriso. A torcida perdeu todos os seus ídolos. Também perdemos o pessoal da imprensa. Eu havia perdido só o Danilo. Pensei: “Não posso pensar só na minha dor, posso?”.
Carlos Mendonça, um dos médicos da Chapecoense, afirmou que por enquanto Neto não saberá a verdade devido ao seu delicado estado de saúde
O zagueiro Neto não se lembra do acidente aéreo que vitimou a maior parte da delegação da Chapecoense, no dia 29 de novembro, nos arredores da cidade colombiana de Medellín. Segundo informações da TV Globo, o jogador perguntou aos médicos como foi a partida contra o Atlético Nacional e por que estava tão ferido.
Carlos Mendonça, um dos médicos da Chapecoense, afirmou que por enquanto Neto não saberá a verdade devido ao seu delicado estado de saúde. “Há uma recomendação da psicóloga para não dizermos de modo evitar um choque emocional ao paciente. Isso seria seria prejudicial para a sua recuperação clínica, disse Mendonça.
O zagueiro é o sobrevivente que mais necessita de cuidados médicos. Também estão em recuperação os jogadores Alan Ruschel e Jackson Follmann, o jornalista Rafael Henzel e os tripulantes Erwin Tumiri e Ximena Suárez.
Neto saiu do coma induzido e já respira sem a ajuda de aparelhos. Ele ficou com a ventilação mecânica por nove dias devido a uma infecção pulmonar.
“As próximas 48 horas serão importantes. Ele está há nove dias dependendo do ventilador. O pulmão precisa aprender a respirar sozinho, pois está desarmado. Ele evoluiu bem”, afirmou Mendonça.
Setenta e uma pessoas morreram no acidente, entre elas 19 jogadores e 24 membros da delegação catarinense.
O Atlético Nacional, por sua vez, vai receber o prêmio de reconhecimento especial "Conmebol Centennial Fair Play"
Por Redação
A Confederação de Futebol Sul-americano (Conmebol) declarou, nesta segunda-feira (5), a Associação Chapecoense de Futebol como campeã da Copa Sul-Americana 2016. O time viajava para a final contra o Atlético Nacional, na Colômbia, quando foi dizimado em um acidente aéreo que deixou 71 mortos e apenas seis sobreviventes.
Poucas horas após o acidente, nas proximidades de Medellín, ocorrido na noite de terça-feira, 29 de novembro, o Atlético Nacional pediu que a Conmebol concedesse o título ao time de Chapecó, cidade do interior de Santa Catarina.
O Atlético Nacional, por sua vez, vai receber o prêmio de reconhecimento especial “Conmebol Centennial Fair Play”.
Veja nota da Conmebol.
1. Na quarta-feira 30 de novembro, a Confederação de Futebol Sul-americano recebeu uma carta do National Athletic Club, dirigida ao Sr. Alejandro Dominguez, presidente da CONMEBOL convidativo “para dar o título da Copa Sul-Americana para a Associação Chapecoense de Futebol como louro honorífico à sua grande perda e homenagem póstuma às vítimas do acidente fatal que lamenta o nosso esporte “.
2. Em seguida, o Conselho tomou a decisão de nomear a Associação Chapecoense de Futebol como campeão da Copa Sul-Americana 2016, com todos os privilégios desportivos e econômicos que acarreta.
3. Para a CONMEBOL, não há maior sinal do “espírito de paz, compreensão e fair play” O objetivo da nossa instituição afirmou que a solidariedade, consideração e respeito demonstrado pela National Athletic Club da Colômbia para com os seus irmãos da Associação Chapecoense de Futebol Brasil.
4. Tendo em conta o pedido apresentado pela National Athletic Club, que com a sua atitude tem promovido o futebol na América do Sul, num espírito de paz, compreensão e justiça, ao considerar que os valores desportivos sempre prevaleçam sobre os interesses comerciais, o Conselho decidiu conceder um título ao National Athletic Club de “Centenario Conmebol Fair Play” que consiste na soma de USD 1.000.000 (um milhão de dólares) prêmio.
Diego Armando Maradona e vários outros astros do futebol se manifestaram sobre a tragédia (veja.com/AFP)
Ex-jogador e também Lionel Messi prestaram homenagens ao clube catarinense depois da tragédia na Colômbia
O trágico acidente aéreo que vitimou quase toda a equipe da Chapecoense, além de jornalistas e outros tripulantes, nesta terça-feira, comoveu os dois principais ídolos do futebol argentino: Lionel Messi e Diego Armando Maradona. O ex-jogador chegou a dizer que a partir de hoje, é “torcedor da Chapecoense”.
“Meu pêsame para os familiares da equipe Chapecoense, do Brasil, e de todas as pessoas que morreram no trágico acidente de avião, na Colômbia. Lamentavelmente estes meninos, que vinham abrindo caminho a força no futebol, tomaram o avião errado. A partir de hoje, sou torcedor da Chapecoense”, escreveu Maradona em suas redes sociais.
Lionel Messi também escreveu uma mensagem de luto em suas redes sociais. “Meu mais sentido pêsame para todas as famílias, amigos e torcedores da Chapecoense. #FuerzaChape”, escreveu o craque do Barcelona. A equipe catalã realizou um minuto de silêncio antes de seu treinamento nesta manhã e vários atletas, incluindo Neymar, também enviaram mensagens.
Corinthians, Palmeiras e São Paulo também sugerem solicitação à CBF para proibir rebaixamento da Chapecoense pelos próximos três anos
Os três grandes times da capital paulista se pronunciaram nesta terça-feira, lamentando o acidente aéreo que matou quase toda a delegação da Chapecoense, na madrugada desta terça-feira, na Colômbia. Além das mensagens de apoio, Corinthians, Palmeiras e São Paulo se mobilizaram para ajudar o time catarinense a se recuperar de forma mais rápida após a tragédia, que deixou 75 mortos e seis sobreviventes, dentre eles três jogadores do elenco.
Os clubes, em notas divulgadas nos sites oficiais, propuseram duas medidas: ceder gratuitamente jogadores por empréstimo até o final da próxima temporada e também uma solicitação à CBF para que a Chapecoense não seja rebaixada pelos próximos três anos a fim de se manter na elite do Campeonato Brasileiro e não ser prejudicada.
A delegação da Chapecoense partiu do Aeroporto Internacional de Guarulhos nesta segunda-feira, em um voo comercial, com destino a Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, e de lá embarcou rumo a Medellín. O avião caiu na madrugada desta terça-feira, deixando 75 mortos e seis resgatados com vida:os jogadores Hélio Hermito Zampier Neto, Alan Ruschel e Jackson Follmann, o jornalista Rafael Henzel, a aeromoça Ximena Suárez e o técnico da aeronave Erwin Tumiri. O time disputaria a primeira partida da final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional nesta quarta-feira.
Confira na íntegra a nota divulgada pelos clubes:
Neste momento de perda e de profunda tristeza, nós, presidentes dos clubes brasileiros que publicam esta nota, gostaríamos de manifestar nossos mais sinceros sentimentos de pesar e solidariedade à Associação Chapecoense de Futebol e seus torcedores, e em especial às famílias e amigos dos atletas, comissão técnica e dirigentes envolvidos na tragédia ocorrida na madrugada desta terça-feira (29). Mesmo cientes dos prejuízos irreparáveis provocados por este terrível acontecimento, os clubes entendem que o momento é de união, apoio e auxílio à Chapecoense. Neste sentido, os clubes anunciam Medidas Solidárias à Chapecoense, que consistirão, dentre outras, em:
(i) Empréstimo gratuito de atletas para a temporada de 2017; e
(ii) Solicitação formal à Confederação Brasileira de Futebol para que a Chapecoense não fique sujeita ao rebaixamento à Série B do Campeonato Brasileiro pelas próximas 3 (três) temporadas. Caso a Chapecoense termine o campeonato entre os quatro últimos, o 16º colocado seria rebaixado.
Trata-se de gesto mínimo de solidariedade que se encontra ao nosso alcance neste momento, mas dotado do mais sincero objetivo de reconstrução desta instituição e de parte do futebol brasileiro que fora perdida hoje.
Corpos são retirados após acidente de avião com a delegação da Chapecoense na Colômbia (Raul Arboleda/AFP)
O lateral Alan Ruschel foi um dos sobreviventes confirmados. Ele chegou lúcido ao hospital, com lesões na cabeça. Voo tinha 72 passageiros e 9 tripulantes
A prefeitura de Medellín informa que ao menos 75 pessoas morreram na queda do avião que levava a equipe da Chapecoense. Outras cinco pessoas foram resgatadas com vida, segundo o prefeito Federico Gutierrez. Havia 81 pessoas na aeronave, das quais 72 eram passageiros e as outras nove, tripulantes. A confirmação da informação foi feita pelo general José Acevedo Ossa, comandante da Polícia Metropolitana de Valle de Aburrá.
As primeiras informações indicam que a aeronave não está completamente destruída. A Chapecoense viajava a Medellín, onde disputaria a final da Copa Sul-Americana amanhã contra o Atlético Nacional. O avião se chocou com o solo em uma região montanhosa na cidade de La Union.
A delegação da equipe catarinense tinha 48 integrantes, além de dois convidados e 21 jornalistas.
O lateral Alan Ruschel foi um dos primeiros sobreviventes confirmados. Ele chegou lúcido ao hospital, com lesões na cabeça. O goleiro Danilo conseguiu fazer contato com sua família através do telefone celular. O goleiro reserva Jackson também foi resgatado com vida. A comissária de bordo Jimena Suarez também foi resgatada.
As autoridades locais disseram que o avião caiu numa região de difícil acesso e, em virtude das condições climáticas ruins, praticamente só veículos 4×4 conseguem chegar próximo.
Diretor da equipe de resgate, Carlos Ivan Márquez disse que pelo menos 150 pessoas estão trabalhando para tentar socorrer os passageiros do voo. O grupo embarcou em Guarulhos e fez escala em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. Lá, seguiu num voo fretado da empresa Lamia. Por volta das 22h15 (hora local), o avião sumiu dos radares. A causa do acidente ainda não foi esclarecida.
Um Boeing 738 caiu na manhã deste sábado enquanto tentava aterrissar no aeroporto da cidade de Rostov do Don
Por Estadão Conteúdo
Não há sobreviventes entre as 62 pessoas a bordo do avião da FlyDubai que caiu durante tentativa de pouso no aeroporto da cidade de Rostov on Don, no sul da Rússia, de acordo com informações do Ministério de Emergências do País.
O Boieng 737-800, voo FZ981, saiu do aeroporto Internacional de Dubai na noite de sexta-feira, às 22h20 (horário local), com previsão de chegada na Rússia às 3h50 (horário local).
Do total de 62 pessoas a bordo, 55 eram passageiros, sendo 44 russos, oito ucranianos, dois indianos e um pessoa do Uzbequistão. A tripulação era formada por dois pilotos da Espanha e Chipre, dois russos e cidadãos de Seicheles, Colômbia e Quirguistão.
O piloto e o copiloto tinham 5,965 mil e 5,769 mil horas de voo, respectivamente. A aeronave foi produzida em 2011 e a última manutenção foi realizada na Jordânia em 21 de janeiro deste ano, segundo informou o executivo-chefe da FlyDubai, Ghaith al-Ghaith.
A FlyDubai informou que trabalha junto das autoridades para encontrar as causas do acidente. “Nós não sabemos todos os detalhes do acidente, mas estamos trabalhando junto de todas as autoridades para saber exatamente o que aconteceu”, disse al-Ghaith, que acrescentou que uma equipe já está a caminho da Rússia.
A FlyDubai foi criada em 2008 pelo governo de Dubai, que também é proprietário da Emirates, a maior companhia aérea do mundo em tráfego internacional. Sheikh Ahmed bin Saeed Al dirige as duas empresas. Fonte: Dow Jones Newswires.
Às 21h45 do dia 2 de março de 1996, o Learjet 25 prefixo PT-LSD partia de Brasília – mas não chegaria ao destino esperado, Guarulhos, São Paulo. A aeronave transportava nove pessoas que perderiam suas vidas momentos antes do esperado pouso. Cinco delas formavam uma das bandas de maior sucesso à época: o Mamonas Assassinas.
Composto por letras engraçadas, numa mescla curiosa de rock e brega, o repertório era no mínimo inusitado e estourou nacionalmente nos poucos meses de existência do grupo. Dinho, Bento Hinoto, Júlio Rasec, Samuel Reoli e Sérgio Reoli venderam mais de dois milhões de cópias, em seis meses, do único disco que lançariam com aquela banda.
Naquela época, o sucesso do grupo começava a ultrapassar as fronteiras brasileiras: no dia seguinte à tragédia, os integrantes iriam para Portugal, onde “Vira-Vira” já era um hit tocado repetidamente. O produtor do Mamonas Assassinas, Rick Bonadio, conheceu os artistas quando a banda ainda se chamava Utopia. Ele, que é responsável pela “virada” do grupo e acredita não ter nascido outro com tamanha irreverência, afirma que, antes da fama, “o som deles era bem sério”. “Depois (de conhecê-los) ouvi uma versão brega de ‘Pelados em Santos’ e disse que, se fizessem uma mistura de rock com aquelas letras engraçadas, poderia arranjar uma gravadora para eles”, conta.
Os momentos de tensão que Luciano Huck passou ao lado de sua esposa Angélica, e dos três filhos na manhã do último domingo, parecem ter deixado marcas emocionais no apresentador. Isso porque, conforme o TV FOCO já antecipou aqui mais cedo, Luciano cancelou a gravação de seu programa, o “Caldeirão do Huck” que ocorreria nesta quinta-feira (28).
Para quem não sabe, Luciano e a família viajavam de avião a trabalho, quando a aeronave enfrentou um problema no motor e teve que fazer um pouso forçado. A assessoria de imprensa da Globo, se manifestou sobre a posição do apresentador em não gravar seu programa, e ressaltou que o marido da apresentadora Angélica, não tem data para voltar a gravar seu programa:
“Luciano Huck sempre arcou com seus compromissos, mas agora ele não está se sentindo bem depois de tudo o que aconteceu com ele. Ainda não há data para sua volta ao ‘Caldeirão do Huck’. Desejamos que ele e sua família logo fiquem bem e ressaltamos que o apresentador é um guerreiro”, informou a Central Globo de Comunicação.
As duas babás e os três filhos dos apresentadores Angélica e Luciano Huck tiveram alta no Hospital Albert Einstein, no bairro do Morumbi, na Zona Sul de São Paulo, segundo o Bom Dia São Paulo. Eles chegaram no hospital por volta das 22h40 deste domingo (24), onde passaram por exames.
Os filhos foram examinados por pediatras e foram liberados na noite de domingo (24). Angélica e Luciano receberam os pais e estão descansando na manhã desta segunda-feira (25). O casal, os filhos e as babás estavam no avião que fez pouso forçado em uma fazenda a cerca de 30 km de Campo Grande na manhã deste domingo. O piloto Osmar Frattini, de 52 anos, afirmou ao G1 que a aeronave sofreu uma falha na bomba de combustível.
A Santa Casa da cidade informou em nota divulgada por volta das 15h deste domingo que não foi “diagnosticado nada grave” em nenhum dos pacientes atendidos após o incidente. No começo da tarde, a diretora técnica do hospital, Priscila Alexandrino, disse que havia a suspeita de que Angélica tivesse sofrido fratura na bacia e Luciano Huck, em uma vértebra.
Mais tarde, em nota, o hospital divulgou que a família passou por “exames de raio-x, tomografia e demais procedimentos” e todos passam bem. A pedido dos familiares, ainda segundo a nota, não serão divulgadas novas informações sobre o quadro clínico dos pacientes. Angélica e família voltavam de gravações do programa Estrelas no Pantanal de Mato Grosso do Sul .
O Estadão destaca que as investigações da Aeronáutica, que começam a ser divulgadas no início de fevereiro, concluíram que o acidente que matou o presidenciável do PSB e ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, no meio da campanha eleitoral do ano passado, foi causado por uma sequência de falhas do piloto Marcos Martins – desde a falta de treinamento para aquela aeronave até o uso de “atalho” para acelerar o procedimento de descida.
Como resultado decisivo, Martins foi obrigado a abortar o pouso e arremeter bruscamente, operando os aparelhos em desacordo com as recomendações do fabricante do avião e acabando por sofrer o que é tecnicamente descrito como “desorientação espacial”. É quando o piloto perde a referência do avião em relação ao solo, não sabe se está voando para cima, para baixo, em posição normal, de lado ou de ponta cabeça.
Essa conclusão sobre a “desorientação espacial” baseou-se em informações sobre os últimos segundos do voo, no momento em que o avião embicou num ângulo de 70 graus e em potência máxima, como se o piloto acelerasse pensando que estava em movimento de subida, quando na verdade estava voando para baixo, rumo ao solo.
Aeronave que tranportava Eduardo Campos (TV Globo/Reprodução/AFP)
Tão logo os números da pesquisa Ibope foram divulgados nesta terça-feira – o cenário desfavorável já era esperado desde ontem –, integrantes da campanha de Aécio Neves (PSDB) à Presidência da República passaram a defender que o tucano não espere o PT para criticar a ex-senadora Marina Silva (PSB), cuja entrada da disputa poderá tirá-lo do segundo turno. Coordenadores defendem que Aécio aborde, inclusive, o uso do jato que transportava o então candidato ao Palácio do Planalto Eduardo Campos, morto em acidente aéreo há duas semanas. A Polícia Federal investiga se a aeronave foi adquirida com dinheiro de caixa dois empresarial ou do próprio PSB. “A questão do jato é um fato a ser esclarecido. Está sendo investigado até pela Polícia Federal. Ignorar isso na campanha seria como se nossos adversários ignorassem o aeroporto de Cláudio”, diz o coordenador da campanha de Aécio, senador José Agripino, em referência à reportagem do jornal Folha de S. Paulo, segundo a qual Aécio teria construído um aeroporto dentro das terras de familiares – ele afirma que as terras são públicas. “Claro que os números preocupam, mas agora ela não vai ser apenas uma entidade. Vai ser questionada”, afirma Agripino. (Laryssa Borges, de Brasília)
Eduardo Campos durante campanha eleitoral, em 2014 (EFE)
O acidente que matou o presidenciável Eduardo Campos (PSB) nesta quarta-feira (13/08/2014) foi o primeiro da história do país em que um candidato ao Planalto morreu em plena campanha. Mas não o primeiro a vitimar um político no país. Dois ex-presidentes morreram em acidentes com aeronaves: o marechal Humberto de Alencar Castelo Branco e Nereu Ramos. A lista inclui também o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Ulysses Guimarães, e o ex-governador do Rio de Janeiro Roberto Silveira.
Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco
O marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, primeiro presidente do governo militar instaurado pelo golpe de 1964, morreu pouco mais de dois meses depois de deixar o poder. O avião em que viajava colidiu com um jato, enquanto voava próximo da Base Aérea de Fortaleza. Era 19 de julho de 1967 e o país vivia os primeiros passos do segundo governo militar de seu sucessor, o general Arthur da Costa e Silva. O acidente também vitimou o irmão do ex-presidente, Cândido Castelo Branco e o major Assis e Alba Frota.
Nereu de Oliveira Ramos, ex-presidente da República
Nereu de Oliveira Ramos foi presidente da República interino durante três meses, entre o final de 1955 e o início de 1956, quando transferiu o cargo ao presidente eleito Juscelino Kubitschek. Ramos morreu no dia 16 de junho de 1958 numa queda de avião na sua cidade natal, São José dos Pinhais (PR).
Ulysses Guimarães, presidente da Câmara dos Deputados
Presidente da Câmara dos Deputados e da Assembleia Constituinte, Ulysses Guimarães que promulgou a Constituição de 1988, estava em um helicóptero que caiu no mar, perto da costa de Angra dos Reis, no litoral fluminense, no dia 12 de outubro de 1992. Seu corpo nunca foi encontrado. No mesmo acidente morreram sua esposa Mora Guimarães, o ex-senador e ex-ministro da Indústria e Comércio do governo Geisel, Severo Gomes e esposa, além do piloto.
Marcos Freire, ministro
O ministro Marcos Freire, deputado e senador, comandava o Ministério da Reforma Agrária durante o governo José Sarney quando morreu em acidente aéreo no dia 8 de setembro de 1987, no sul do Pará. Freire pertencia ao chamado grupo dos "autênticos" do antigo MDB (depois PMDB), que seguiam uma linha radical de críticas aos militares.
Roberto Silveira, governador do Rio de Janeiro
Governador do Rio de Janeiro, Roberto Silveira foi vítima de um acidente de helicóptero sobrevoando a cidade de Petrópolis. Bastante ferido, foi levado para um hospital e morreu em 28 de fevereiro de 1961. Era pai do ex-prefeito de Niterói, Jorge Roberto Silveira.
Clériston Andrade, candidato ao governo da Bahia
Clériston Andrade, candidato ao governo da Bahia, morreu em 1º de outubro de 1982, um mês e meio antes da eleição - devido à queda de um helicóptero. Andrade havia sido prefeito de Salvador entre 1970 e 1975. Dias após a sua morte, João Durval foi indicado pelo então governador do Estado Antonio Carlos Magalhães e foi eleito.
José Carlos Martinez, presidente do PTB
O deputado José Carlos Martinez, do PTB paranaense, morreu em outubro de 2013 quando o avião em que estava decolou de Curitiba e bateu em um morro antes de chegar ao aeroporto de Navegantes, em Santa Catarina. Além do deputado, morreram no acidente dois empresários e o piloto. Martinez foi deputado constituinte e presidiu por 11 anos o PTB.
Eduardo Campos, candidato à Presidência da República
Eduardo Campos, presidente do PSB e candidato à Presidência da República, morreu no dia 13 de agosto de 2014, aos 49 anos, em um acidente aéreo na cidade de Santos, no litoral de São Paulo. Outras seis pessoas que estavam no voo também morreram no acidente. Ex-governador de Pernambuco, Campos morreu no mesmo dia do seu avô, Miguel Arraes, morto há nove anos no Recife. Campos era economista pela Universidade Federal de Pernambuco, foi deputado estadual, deputado federal e ministro de Ciência e Tecnologia no governo Lula. Deixou a mulher, Renata, e cinco filhos.
BRASÍLIA - A ex-ministra Marina Silva é considerada a sucessora natural do ex-governador Eduardo Campospara disputar a Presidência da República pelo PSB por todos os integrantes do partido e da coligação, que conta também com PPS, PHS, PRP, PPL e PSL.
Embora as principais lideranças desses partidos estejam ainda muito emocionadas com a morte de Campos, provocada pela queda do jatinho que o transportava do Rio de Janeiro para Santos, na quarta-feira pela manhã, a impressão geral é de que Marina, candidata a vice na chapa, não conseguirá resistir à pressão para que assuma o posto de presidenciável da coligação. O PSB tem prazo de dez dias para fazer a substituição.
Entre os líderes existe ainda a avaliação de que Marina vai se defrontar com uma realidade diferente da que tinha traçado para si: enquanto Eduardo Campos lutava para chegar ao segundo turno da eleição, ela estava mais interessada era na formalização de seu partido, a Rede Sustentabilidade, cujo registro foi negado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em outubro do anopassado, por não ter conseguido as assinaturas necessárias para ser legalizado.
Agora, Marina terá de se preocupar mais com a campanha e menos com a Rede. Especulam-se já nomes para substituir a ex-ministra no posto de vice. Entre o PSB, a percepção é a de que será preciso ter na chapa um nome “orgânico” do partido, um “pessebista de raiz”, de um Estado grande. O deputado Júlio Delgado, presidente do PSB de Minas, nome que era ligado a Eduardo Campos, seria uma opção clássica. Questionado nesta quarta sobre o futuro do PSB, porém, Delgado foi taxativo. “Perdemos o nosso norte. Não existe conversa de partido ainda. Para o PSB, Eduardo é insubstituível”, afirmou oparlamentar.
Fala-se ainda na possibilidade de candidatura a vice da ex-corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Eliana Calmon, cujo perfil é marcado pela luta contra acorrupção, hoje candidata a senadora pela Bahia; no deputado Romário Farias, candidato a senador pelo Rio de Janeiro; no deputado Roberto Freire (SP), presidente do PPS, e no economista Eduardo Gianetti da Fonseca.
Este último seria uma espécie de vacina contra as desconfianças do empresariado em relação a Marina, uma repetição do que ocorreu em 2010, quando seu vice foi o empresário Guilherme Leal.
Um dos principais quadros políticos da Rede Sustentabilidade, grupo político deMarina Silva dentro do PSB, o ex-deputado Walter Feldman afirma que Marina proibiu seus correligionários de falarem sobre a eleição até o enterro de Campos. “Ninguém teve ousadia de perguntar isso a ela”, diz.
Choque. Se confirmar a candidatura à Presidência no lugar de Campos, Marina tenderá a depurar mais a aliança que se formou em torno do ex-governador de Pernambuco. É provável, por exemplo, um choque ideológico com o presidente do PSB de Santa Catarina, deputado Paulo Bornhausen, agora candidato a senador.
Marina posicionou-se contrária à abertura do PSB para setores que ele considera à direita. Para o cientista político Leonardo Barreto, surgiu à frente de Marina Silva “uma janela para o improvável”.