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sábado, 17 de dezembro de 2016

Alan Ruschel lateral da Chapecoense fala emocionado pela primeira vez desde o acidente

Alan Ruschel concedeu entrevista coletiva em Chapecó - 17/12/2016 (Tarla Wolski/Futura Press/Folhapress)

Alan Ruschel se emocionou muito ao lembrar dos companheiros mortos na Colômbia. Ele diz que, na última hora, foi solicitado a mudar de assento no avião

O lateral gaúcho Alan Ruschel, um dos seis sobreviventes ao voo que transportava a equipe da Chapecoense e que caiu nas proximidades do Aeroporto de Medellín, matando 71 pessoas, falou neste sábado aos jornalistas pela primeira vez desde o trágico acidente do último dia 29 de novembro. O jogador de 27 anos recebeu alta da clínica onde estava internado, na cidade de Chapecó, na última sexta-feira. Muito emocionado, Alan garante que seu plano é voltar aos gramados. “Farei de tudo para voltar a jogar. Com muita paciência, farei de tudo para dar muita alegria para esse pessoal aqui”.


No seu retorno à Arena Condá, o jogador da Chape admitiu na entrevista coletiva que foi solicitado a trocar de poltrona por um dos diretores do time antes do voo da LaMia decolar. “Quando a gente chegou em Santa Cruz (de la Sierra, na Bolívia), eu estava sentando mais atrás, e o Cadu (Eduardo Luiz Preuss, gerente de futebol) pediu pra sentar na frente para deixar os jornalistas no fundo. Na hora eu não quis sair. Aí o Follmann insistiu para que eu sentasse com ele. Aí saí de traz e fui sentar com o Follmann. É a parte que eu lembro.”
As memórias do acidente param por aí. Agora, Alan Ruschel quer olhar para a frente. Inclusive o jogador já projeta sua volta aos gramados. “Eu calculei três meses para calcificar a coluna, já passou um. Mais dois meses para fortalecer a musculatura. Estou só na capa da gaita (risos).”
Follmann é transferido – O goleiro da Chapecoense Jackson Follmann, outro sobrevivente da tragédia, foi transferido na manhã deste sábado do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, para a Clínica Unimed, na cidade catarinense. Follmann teve uma das pernas amputadas em decorrência das lesões sofridas no acidente e seguirá se recuperando no hospital em Chapecó. Antes de viajar, o jogador postou uma foto em sua conta no Instagram com a seguinte legenda: “Partiu Chapecó”.
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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Robinson: “Vamos cortar gastos para investir em segurança pública”

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Robinson Faria assumiu o Governo do Estado em 1° de janeiro e já no dia 2 colocou 300 policiais militares a mais nas ruas de Natal e Grande Natal com o objetivo de garantir a segurança da área metropolitana do Estado. E, devido ao pouco efetivo, a medida emergencial foi garantida por meio das diárias operacionais aos PMs, fato que levantou a dúvida: o Estado terá “caixa” para isso? Segundo Robinson, sim. Então, por que isso não foi feito antes? Por uma questão de prioridade, também de acordo com o novo chefe do Executivo Estadual.

“Quem estabelece as políticas públicas é o governador e vou estabelecer isso de acordo com o que encontrei nas ruas e o maior clamor, não só em Natal, mas em todo o RN, é a questão da segurança. Então, farei disso prioridade para não faltar dinheiro e se pagar as diárias operacionais dos policiais, não faltar dinheiro para se pagar os carros alugados, não faltar dinheiro para os combustíveis. Não pode faltar dinheiro para segurança, porque segurança significa vida”, afirmou Robinson Faria, em entrevista ao Bom Dia RN, da InterTV, na manhã de hoje.
Com um efetivo considerado “baixo” (deveria ter 13 mil PMs, mas só tem 9 mil) a Polícia Militar do RN precisou, nos últimos quatro anos pelo menos, recorrer a diárias operacionais para garantir efetivo extra durante ocasiões como carnaval, Carnatal, veraneio e festas de final de ano, além dos dias de jogos entre ABC e América. O problema é que, com o RN em crise financeira, muitos policiais tiveram que esperar meses para receber suas diárias pelo serviço prestado, o que acabou fazendo com que muitos não quisessem trabalhar em dias que seriam “de folga”.
Segundo Robinson, esse atraso não acontecerá no Governo dele. As diárias serão pagas enquanto for necessário para que esses 300 policiais a mais continuem nas ruas, fazendo um patrulhamento reforçado em áreas comerciais como Alecrim e Cidade Alta. “Já mudou totalmente a sensação e os resultados de segurança. Ou seja: polícia na rua e fazendo segurança de forma preventiva. Já recebi muitos telefonemas de comerciantes já aplaudindo isso”, afirmou Robinson Faria, se referindo as ações emergenciais que ele começou a implantar na segurança pública a partir de 2 de janeiro.
“O nosso governo já mostrou, em um dia, uma nova percepção de política pública em segurança com 300 policiais a mais nas ruas e vai ser assim até o fim. Nós vamos dar prioridade. Vamos cortar gastos, para investir na segurança”, acrescentou o governador, ressaltando que, além dos cortes, vai também buscar a viabilização de recursos para a segurança pública em Brasília, junto ao Ministério da Justiça e o ministro José Eduardo Cardozo, com quem já se reuniu antes mesmo de assumir. “Existem recursos em Brasília em todas as áreas. Na saúde, na educação e, principalmente, na segurança”, afirmou Robinson.
FUTURO
É importante ressaltar, como o próprio governador lembrou, que essas são medidas emergenciais. Afinal, Robinson pretende ao longo do seu mandato aumentar o efetivo da Polícia Militar e da Polícia Civil, convocando, por exemplo, os 800 PMs aprovados no último concurso público. “Vamos fazer a convocação dos 800 policiais do último concurso. Eu disse na campanha que sou a favor da convocação deles. Até assinei um documento dizendo isso. Estamos esperando só uma última demanda judicial sobre o caso e quando ela for concluída, eles serão convocados”, afirmou Robinson em entrevista no dia 2 de janeiro, um dia após tomar posse.
Na entrevista na manhã de hoje, Robinson Faria falou sobre outra ação futura ligada à segurança pública: as Centrais de Polícia. “No nosso programa de governo nós vamos ter uma coisa muito mais avançada que as atuais delegacias, que são as Centrais de polícia, que compreenderão a Polícia Militar, a Polícia Civil e a Científica. As três em uma. Dessa forma se dá velocidade para elucidar os crimes, e começa a ter muito mais eficiência no atendimento à população. Humaniza o atendimento. Vamos abrir essas centrais nas cidades pólo e, depois, expandir para todo o Estado”, explicou o governador.
SAÚDE
Além da segurança pública, Robinson Faria também disse o que pretende fazer com relação à saúde, outro grande problema local. “Vamos redefinir o perfil dos 25 hospitais regionais no Estado: média, alta ou baixa complexidade para que a unidade funcione dentro da realidade da região”, comentou. No setor da saúde, Robinson destacou ainda a construção dos centros de diagnósticos para solucionar a questão do atraso e do acesso a exames preventivos para a população e do esperado novo hospital de trauma, que seria erguido por meio de uma parceria público-privada.
JH

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Rosalba concede última entrevistada como governadora

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Rosalba Ciarlini concedeu sua última entrevista como governadora, hoje (29), ao Bom Dia RN, da Inter TV Cabugi. Ela fez um balanço dos quatro nos da sua gestão. A chefe do executivo também garantiu o pagamento dos servidores efetivos e comissionados, além de destacar que entregará o comando do executivo estadual melhor que encontrou em 2011. Na área política, Rosalba anunciou que assim que passar o cargo ao seu sucessor, Robinson Faria (PSD), entregará sua carta de desfiliação ao DEM.
Robson Pires

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

No JN, Marina passa sufoco para explicar uso de jato

Marina Silva (PSB), candidata à Presidência da República durante entrevista ao 'Jornal Nacional' (Reprodução/TV Globo)
 
 
Polícia Federal investiga se aeronave que transportava Eduardo Campos foi adquirida com dinheiro de caixa dois empresarial ou do PSB, partido de Marina
                                 
Novidade nas eleições à Presidência da República, Marina Silva (PSB) enfrentou seu mais duro momento nesta quarta-feira desde que entrou na disputa, após a morte de Eduardo Campos num acidente aéreo, no dia 13 de agosto. Entrevistada na bancada do Jornal Nacional, Marina não conseguiu explicar o empréstimo do jato usado por Campos durante a campanha – a Polícia Federal investiga se a aeronave foi comprada com dinheiro de caixa dois empresarial ou do PSB.

As quatro primeiras perguntas foram dedicadas ao tema, o que deixou a candidata visivelmente incomodada. Pressionada, Marina tentou dar uma nova roupagem à
nota vazia divulgada nesta semana pelo PSB, segundo a qual o avião foi emprestado por empresários para a campanha e o pagamento pelo uso seria feito mais tarde. "Nós tínhamos a informação de que era um empréstimo, cujo ressarcimento seria feito no prazo legal, o que, segundo a Justiça Eleitoral, pode ser feito até encerramento da campanha", disse a ex-senadora.
 
Oficialmente, o jato Cessna Citation 560XL estava no nome do grupo AF Andrade, cujos proprietários negavam relação com Campos. "A aeronave de prefixo PR-AFA, em cujo acidente faleceu seu presidente, Eduardo Henrique Aciolly Campos, nosso candidato à Presidência da República, teve seu uso — de conhecimento público – autorizado pelos empresários João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho e Apolo Santana Vieira", afirmou Roberto Amaral, presidente nacional do PSB. De forma evasiva, Marina disse ainda não ter conhecimento de nenhuma ilegalidade sobre aos proprietários e defendeu a investigação que está sendo conduzida pela PF. "Nosso interesse e determinação é que as investigações sejam feitas com todo rigor para que não se cometa injustiça com a memória de Eduardo."
 
Sem apresentar nenhuma de suas propostas de campanha durante a entrevista, a candidata mostrou mais segurança e alívio ao responder os demais questionamentos, aproveitando para narrar sua trajetória. Filha de seringueiros, Marina cresceu no Acre, enfrentou diversas doenças e só foi alfabetizada aos dezesseis anos. "Talvez você não conheça bem a minha trajetória, eu faço questão de explicar porque você tem um certo desconhecimento sobre o que significa ser senadora do cenário de onde vim. No meu Estado, para vencer uma eleição era preciso ser filho de ex-governador, ter um rádio ou um jornal para falar bem de si", disse, ao ser questionada sobre a derrota para seus adversários durante a disputa presidencial em 2010, quando concorreu ao cargo pelo Partido Verde. 
 
Marina minimizou o conflito de opiniões com seu vice, o deputado federal Beto Albuquerque, sobre temas como cultivo de transgênicos. "Essa historia de que a Marina é intransigente não é tão verdadeira assim", disse, tentando livrar-se da pecha de ser inflexível. Ao final da entrevista, Marina defendeu a necessidade de reforma política e disse que não disputará a reeleição caso seja eleita em outubro. "Eu quero ser a primeira presidente que assume o compromisso de que não vai buscar uma nova eleição. Não quero ter um mandato que comprometa o futuro das próximas gerações", disse.
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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Dilma não vai comparecer a Globo para entrevista hoje

 

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A entrevista de Dilma Rousseff ao Jornal Nacional, hoje, terá um cenário diferente do oferecido a Aécio Neves, Eduardo Campos e pastor Everaldo.
Dilma vai jogar em casa: William Bonner e Patrícia Poeta irão ao Palácio da Alvorada, residência oficial da presidente em Brasília, e lá farão as perguntas.
Os dois apresentadores titulares só vão participar do JN durante o bloco da entrevista com Dilma, enquanto a bancada do telejornal fica aos cuidados de Heraldo Pereira.
JN repete, assim, o que fez com Lula em 2006, quando o ex-presidente disputou a reeleição.
Por Lauro Jardim