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sábado, 28 de maio de 2016

RN tem 1.472 denúncias de violência sexual em quatro anos

Casos de violência sexual contra crianças e adolescentes, como o que ocorreu no último sábado (21), no Rio de Janeiro – onde uma jovem de 16 anos foi brutalmente violentada – também alimentam estatísticas alarmantes no Rio Grande do Norte.
Dados da Delegacia Especializada de Defesa da Criança e do Adolescente (DCA), apontam que 49% dos boletins de ocorrência registrados somente em 2015, são denúncias de violência sexual contra crianças e jovens de 0 na 18 anos. Os registros mostram que dos 712 casos recebidos na especializada, 348 foram de crimes sexuais.
Em 2015, dados da DCA revelam que Natal teve 139 estupros a vulnerável, ou seja, vítimas com até 14 anos de idade, e 34 estupros de adolescentes entre 15 e 18. Segundo a titular da especializada, delegada Dulcineia Costa, os de Natal que mais concentram casos estão na Zona Norte. Os bairros que lideram o ranking são de Nossa Senhora da apresentação, com 32 casos, seguido de Lagoa Azul, com 28, Felipe Camarão, com 19, seguido de Pajuçara e do Planalto, ambos com 14. Nos últimos quatro anos, 1.472 denúncias relacionadas a violência sexual.
Tribuna do Norte / Por Robson Pires

Piauí registra novo caso de estupro coletivo



Jovem de 17 anos foi drogada e estuprada por cinco homens no município de Bom Jesus, a 635 km ao sul de Teresina



Por da Agência Brasil
Uma jovem de 17 anos foi drogada e estuprada por cinco homens no município de Bom Jesus, a 635 km ao sul de Teresina, na sexta-feira da semana passada. A vítima foi encontrada seminua e amordaçada com a própria roupa em uma construção no centro da cidade. O crime foi praticado por um jovem de 18 anos e quatro menores, com idades entre 15 e 17 anos, que foram apreendidos. Ontem, o juiz de Bom Jesus, Heliomar Rios Ferreira, determinou a soltura dos quatro jovens.
A garota foi socorrida e levada para o Hospital Regional de Bom Jesus, onde foi feito exame de corpo de delito. A vítima chegou a ficar em coma induzido durante a recuperação.
Em depoimento à polícia, os adolescentes negam participação no estupro e confirmam que o jovem de 18 anos manteve relações sexuais com a menor. O rapaz de 18 anos confessou que teve relações sexuais, mas negou o uso de violência. Ele continua preso.
De acordo com o delegado Aldely Fonteneli, o laudo pericial confirmou que houve estupro, mas falta a comprovação do envolvimento dos adolescentes. A polícia fez coleta de material genético e o resultado dos exames deve demorar um mês.
A promotora Gabriela Almeida Santana disse que se surpreendeu com a normalidade com que os menores encararam o abuso praticado contra a jovem. “Como eles estão na mesma cela, a impressão é que eles combinaram depoimentos. Nenhum dos quatro esboçou arrependimento. Eles negam participação e se mostraram muito tranquilos, falam a mesma versão com riqueza de detalhes. Não acredito na versão”, disse.
Ela havia pedido a transferência dos quatro menores para o Centro de Internação Provisória, em Teresina. Eles estariam sofrendo ameaças. O juiz negou e determinou a soltura.
Há um ano, quatro adolescentes sofreram um estupro coletivo em Castelo do Piauí, 194 km ao norte de Teresina. As vítimas, que tinham entre 15 e 17 anos, foram espancadas, apedrejadas, estupradas, amarradas e jogadas de um penhasco de oito metros de altura. Uma delas, Danielly Rodrigues Feitosa, de 17 anos, morreu.
Portal no Ar

Ato contra violência sexual estende varal com roupas sujas de sangue no Rio




Um varal com 33 peças de roupa sujas de "sangue" foi estendido em frente ao hotel Copacabana Palace


Por Estadão Conteúdo
Um ato contra a violência sexual e em apoio à jovem de 16 anos vítima de um estupro coletivo na zona oeste do Rio ocupa as areias da praia de Copacabana, na zona sul da cidade, na manhã deste sábado (28). Um varal com 33 peças de roupa sujas de “sangue” foi estendido em frente ao hotel Copacabana Palace e chamou a atenção de quem passava pelo local.
O número de roupas estendidas é uma referência aos 33 homens que participaram do estupro coletivo, de acordo com o depoimento da adolescente à polícia. A organização do ato também planejava distribuir 130 rosas para mulheres que passassem pelo local, em alusão aos 130 estupros diários que ocorrem no Brasil.
Além do varal, os ativistas ainda colocaram cartazes com os dizeres “Não me estupre”, “Mulheres não merecem violência, mulheres merecem flores” e “Violência não é um sinal de força, é um sinal de desespero e fraqueza”.
Ontem à noite, dezenas de manifestantes se reuniram em frente ao Palácio Tiradentes, sede da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), no centro da cidade. Os manifestantes estenderam faixas contra a violência sexual e depois saíram em marcha até o Palácio Capanema, sede do Ministério da Cultura no centro do Rio, onde há uma ocupação de ativistas contra o governo do presidente em exercício Michel Temer (PMDB).
Portal no Ar