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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Música ajuda a prevenir e frear desenvolvimento de Alzheimer, diz estudo

Mesmo quem não tem Alzheimer pode se beneficiar muito com o conhecimento musical
Pesquisa descobriu que a música fica armazenada em uma parte diferente do cérebro da que guarda a maior parte das nossas memórias

Toca uma música antiga no rádio e, de repente, você se vê cantando junto. Já passou por isso? Mesmo sem nem lembrar que a canção existia, de alguma forma ela estava lá, armazenada na sua cabeça.
Há alguns anos, cientistas do Instituto Max Planck de Neurociência e da Cognição Humana, em Leipzig, na Alemanha, se questionaram por que pacientes com Alzheimer conseguiam se lembrar de melodias ou apresentar fortes emoções ao ouvir canções que marcaram suas vidas. Foi quando eles descobriram que a música fica armazenada em uma parte diferente do cérebro da que guarda a maior parte das nossas memórias.
O documentário “Alive Inside” mostra isso na prática. Um dos pacientes com Alzheimer retratados no filme começa a responder sobre seu passado com lucidez logo após ouvir uma música.
Custódio Michailowsky, neurologista do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho, explica que o uso da musicoterapia no tratamento de pacientes com Alzheimer está bem estabelecido. “Ela pode trazer memórias passadas e retardar o processo de degeneração”, explica.
Além disso, a música ainda pode ajudar na socialização do paciente. “Se a pessoa se isola, isso vira uma bola de neve. A música traz emoção, traz motivação para a pessoa. Além de fazer dançar, se mexer”, afirma Michailowsky. Portanto, pode-se dizer que ela estimula até a atividade física.
Prevenção
Mesmo quem não tem Alzheimer pode se beneficiar muito com o conhecimento musical. “É importante a ativação das atividades artísticas. Através da educação artística, o cérebro se desenvolve mais rapidamente. Pode ser pela música, escultura, desenho…”, defende o especialista.
“Pessoas que têm a habilidade de ouvir uma música e tocá-la ou identificar as notas têm o lobo temporal esquerdo melhor desenvolvido”, explica. A música “exercita” diversas partes do cérebro ao mesmo tempo, o que ajuda a prevenir o Alzheimer.
Sensações
“Acredita-se que a única forma de nos comunicarmos com uma civilização de fora da Terra, se encontrarmos uma, é pela música”, relata, ainda Michailowsky, já que as notas musicais transmitem sensações sem precisar de palavras. “A música é muito importante. É umas das coisas que mais provocam excitação do cérebro. Além dos circuitos, há liberação de substâncias, como a serotonina e até algumas análogas da morfina”, finaliza o neurologista.
Agora RN

quinta-feira, 17 de março de 2016

Pacientes com Alzheimer poderão recuperar as memórias

Pesquisa indica que o mal de Alzheimer não provoca perda de memória, mas, sim, dificuldade em recuperá-la. Estudiosos publicaram tese na revista Nature, onde afirmam que há possibilidade de um tratamento que pode algum dia curar os danos causados pela demência.
A pesquisa realizada com camundongos, que tendem a ter princípios comuns em termos de memória, mostrou que o estímulo nas áreas específicas do cérebro os ajudou a conseguir lembrar as experiências que antes não tinham acesso. Este resultado demonstra que o Alzheimer não destrói as memórias.
A técnica utilizada para estimular o cérebro denomina-se optogenética, inserção de um gene especial nos neurônios para torná-los sensíveis à luz azul.
Após isso, estimula-se as partes específicas do cérebro.
Esta pesquisa ajudará milhões de pessoas no mundo, mas ainda é preciso trabalhar mais nesta descoberta.
Robson Pires

sábado, 9 de janeiro de 2016

Novo estudo sugere caminho para frear Alzheimer


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Um estudo britânico sugere que o bloqueio da produção de nova células do sistema imunológico no cérebro pode reduzir problemas de memória comuns em casos do mal de Alzheimer. Pesquisadores da Universidade de Southampton dizem que a descoberta reforça a teoria de dá ainda mais credibilidade à teoria de que a doença é provocada por inflamação no cérebro.
Um remédio usado para bloquear a produção destas células imunológicas – chamadas micróglias – no cérebro de ratos teve resultados positivos. Os especialistas afirmam que os resultados são animadores e poderão levar à criação de novos tratamentos para a doença.
As maioria dos medicamentos usados atualmente para tratar demência têm como alvo as placas amilóides detectadas no cérebro de pessoas com o mal de Alzheimer. Mas esta última pesquisa sugere que, na verdade, é preciso enfrentar a inflamação no cérebro causada pelas células micróglias para conter o avanço da doença. A pesquisa foi publicada na revista especializada Brain.

Robson Pires

domingo, 21 de julho de 2013

Romã ajuda a prevenir mal de Alzheimer, revela pesquisa

Na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, em Piracicaba, uma pesquisa com resíduos de romã constatou sua potencialidade como aliado na prevenção da doença de Alzheimer. O trabalho foi realizado pela pesquisadora Maressa Caldeira Morzelle, do Departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição (LAN), sob a orientação da professora Jocelem Mastrodi Salgado.

Inúmeros estudos indicam que, entre pessoas que consomem frutas e verduras regularmente, é raro o diagnóstico de doenças degenerativas decorrentes da idade avançada. “Isso se deve ao fato de que a quantidade de antioxidante presente nesses alimentos é elevada”, comenta a autora do estudo.
De acordo com a pesquisa, em se tratando da romã, apenas na casca da fruta é possível encontrar mais antioxidante do que em seu suco e sua polpa. Os antioxidantes são essenciais para a prevenção contra os radicais livres que matam as células do nosso corpo, o que acarreta em doenças degenerativas em geral.
Sabendo disso, Maressa buscou alternativas que pudessem concentrar todo o extrato da casca em pó, para ser diluído como suco, ou adicionado a sucos de outros sabores, levando em consideração os desafios do processamento e armazenagem, e o fato de que a adição do composto bioativo não poderia afetar as propriedades sensoriais do produto final.
Robson Pires