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sábado, 18 de março de 2017

Petrobras reajusta em 9,8% o preço de botijões de gás de uso residencial

empresa alertou que a correção divulgada não se aplica ao GLP de uso industrial.

A Petrobras aumentou em 9,8%, em média, os preços dos botijões de até 13 kg de gás liquefeito de petróleo para uso residencial (GLP P-13). O reajuste entrará em vigor às 0h de terça-feira (21). O último reajuste realizado pela companhia foi em 1º de setembro de 2015. A empresa alertou que a correção divulgada hoje (17) não se aplica ao GLP de uso industrial.
A Petrobras destacou ainda que as revisões dos preços feitas para as refinarias podem ou não se refletir no preço final ao consumidor, uma vez que, de acordo com a legislação, há liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados. “Isso dependerá de repasses feitos especialmente por distribuidoras e revendedores”, apontou a empresa na nota de informação do aumento.
Pelos cálculos da companhia, se o reajuste for repassado, integralmente, aos consumidores, o preço do botijão de GLP P-13 pode ter alta de 3,1% ou cerca de R$ 1,76. “Isso se forem mantidas as margens de distribuição e de revenda e as alíquotas de tributos”. Ainda conforme a nota, o ajuste foi aplicado sobre os preços praticados pela Petrobras sem incidência de tributos.
Portal no Ar

sábado, 22 de outubro de 2016

SÚPLICA: “Deixa eu responder em liberdade para tocar minha vida”, pede Dirceu a Moro

Em depoimento ao juiz Sergio Moro nesta sexta (21), o ex-ministro José Dirceu fez um pedido ao magistrado para que responda ao processo em liberdade, a fim de “tocar sua vida” e “trabalhar para sustentar a filha”.
“Eu preciso sair para trabalhar, para sustentar minha filha que tem seis anos de idade”, pediu Dirceu, ao final da audiência. “Não é crível que alguém acredite que eu vou fugir, que eu vou obstruir a Justiça, na situação que eu estou.”
Réu em duas ações na Operação Lava Jato e já condenado em uma delas a 23 anos de prisão, o ex-ministro está preso preventivamente há mais de um ano, desde agosto de 2015.
“Eu não estou dizendo isso para ter piedade, porque a responsabilidade é minha pelo que aconteceu. Eu estou dizendo isso porque são fatos objetivos. A realidade da minha família é de dificuldade financeira.”
Moro respondeu que já decidiu a respeito –negou o pedido de liberdade–, e que cabe às instâncias superiores reverterem a decisão.
A defesa de Dirceu recorreu ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) e ao STF (Supremo Tribunal Federal), mas ambas as cortes negaram a libertação até aqui. Ainda falta a decisão da corte do Supremo.

AÇÃO DA PETROBRAS
Na Justiça do Paraná, Dirceu é acusado de receber propina da empresa Apolo Tubulars para que ela fosse contratada pela Petrobras, com a intervenção do ex-diretor Renato Duque.
Segundo a denúncia do Ministério Público Federal, foram R$ 7 milhões em propina no total. O ex-ministro teria recebido cerca de 30% do valor.
No depoimento desta sexta, ele negou que tenha interferido em licitações na Petrobras e disse jamais ter solicitado propina a empresários em troca de contratos na estatal.
“Eu estou sendo responsabilizado por um contrato sem nenhuma participação minha ou de minha empresa. Nenhuma. Zero”, afirmou. “Eu, realmente, não tenho nada a ver com isso. Na verdade, eu não devia estar aqui, sinceramente. Eu não tenho muito o que dizer.”
O ex-ministro reconheceu que recebeu valores da Credencial Construtora –empresa apontada como de fachada pela Procuradoria e considerada a operadora da transação.
Dirceu, porém, diz que o valor foi devido por uma consultoria no Panamá.
“Nós fomos ao Panamá, eu apresentei eles a empresários, ao Presidente da República… Eu prestei meu trabalho e cobrei aquilo que considerei adequado, e eles pagaram.”
O ex-ministro afirmou que jamais pediu a Duque qualquer intervenção em contratos ou licitações da Petrobras, e que seus encontros e jantares com ele eram “sociais, e não de negócios”.
“Eu não conhecia o Renato Duque, não me comprometi com ele e com ninguém, não pedi nenhum favor e nenhuma retribuição pela indicação dele”, afirmou Dirceu, sobre a indicação do engenheiro à diretoria da Petrobras. “[Eu tratava] questões gerais, políticas, de estratégia de governo, da situação do país.”

EM SILÊNCIO
Interrogado também nesta sexta-feira, o ex-diretor Renato Duque, que negocia acordo de delação, permaneceu em silêncio.
“Eu quero reiterar minha disposição total de colaborar com a Justiça, mas, no momento, por orientação de meu advogado, eu vou permanecer calado”, disse.
Agora RN

sábado, 30 de julho de 2016

Lula, Delcídio e mais cinco se tornam réus por obstruir a Lava Jato

Eles são acusados de tentar impedir o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró de assinar acordo de delação premiada


Por André Richter/Agência Brasil
A Justiça Federal aceitou nesta sexta-feira (29) denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF-DF) contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-senador Delcídio do Amaral, e mais cinco acusados pelo crime de obstrução das investigações da Operação Lava Jato.
Com a decisão, Lula e Delcídio passam à condição de réus na ação penal, além do ex-controlador do Banco BTG André Esteves, Diogo Ferreira, ex-chefe de gabinete de Delcídio; o empresário José Carlos Bumlai e o filho dele, Maurício Bumlai, e o advogado Edson Ribeiro.
Todos os envolvidos são acusados de tentar impedir o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró de assinar acordo de delação premiada com a força-tarefa de investigadores da Operação Lava Jato.
Na semana passada, o MPF reiterou a denúncia contra os acusados, que já haviam sido denunciados ao Supremo Tribunal Federal (STF), pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
No entanto, no dia 24 de junho, o ministro Teori Zavascki remeteu o processo para a Justiça Federal em Brasília, por entender que a suposta tentativa de embaraçar as investigações ocorreu na capital federal. Além disso, com a cassação do mandato de Delcídio do Amaral, nenhum dos envolvidos permaneceu com foro privilegiado na Corte.
Portal no Ar

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Ex-juiz da Zelotes assume denúncia contra Lula no DF

Petista é acusado de tentar comprar o silencia do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró

A denúncia contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva desmembrada da Operação Lava Jato e encaminhada à Justiça do Distrito Federal terá como relator o juiz Ricardo Leite, que, no ano passado, deixou o caso Zelotes. Leite é substituto na 10ª Vara da Justiça Federal de Brasília, especializada em lavagem de dinheiro.
O processo contra Lula, para o qual o juiz foi designado relator, tramitava no Supremo Tribunal Federal (STF) até o mês passado. A acusação envolve a suposta tentativa de comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró para evitar que ele fizesse acordo de delação premiada.
Também foram denunciados na mesma ação o ex-senador Delcídio Amaral (sem partido-MS), o banqueiro André Esteves, o pecuarista José Carlos Bumlai e seu filho, Maurício, o assessor do ex-senador Diego Ferreira e o ex-advogado de Cerveró, Edson Ribeiro. O processo foi enviado para a primeira instância porque nenhum dos denunciados no caso tem foro privilegiado.
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, defendia que o processo fosse enviado para o juiz Sérgio Moro, que conduz a Lava Jato na primeira instância. No entanto o ministro Teori Zavascki, responsável pelos processos da Lava Jato na Corte, entendeu que o caso não tem conexão direta com a operação que investiga o esquema de corrupção na Petrobras e o destinou à Justiça Federal em Brasília.
Leite deixou o caso Zelotes, que investiga esquema de evasão fiscal respaldados pelo Conselho Administrativo de Recursos Fiscais do Ministério da Fazenda (Carf), quando o juiz titular, Vallisney de Souza, que estava emprestado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), reassumiu sua vara. À época, Leite recusou uma série de pedidos de quebra de sigilos telefônicos e prisões preventivas de envolvidos na investigação. Por causa disso, o procurador Rodrigo Paiva pediu que ele não atuasse mais em nenhum processo da Operação Zelotes, mas o pedido não chegou a ser analisado porque o titular voltou a atuar no caso.
Longe dos processos, Leite ingressou com queixa contra o procurador sob a acusação de que Paiva atuava para poupar o PT nas investigações. A operação também apura envolvimento de bancos e grandes empresas do país acusados de comprar medidas provisórias editadas pelo governo Lula (2003-2010). O petista e o filho dele, Luís Cláudio, são alvo de procedimentos investigatórios na operação.
(Com Estadão Conteúdo)

quarta-feira, 8 de junho de 2016

População culpa Dilma e Lula por corrupção na Petrobras, diz pesquisa

Nesse grupo, 66,9% consideram que a presidente Dilma Rousseff é culpada pela corrupção que está sendo investigada e 71,4% acham que o ex-presidente Lula é culpado


Por Redação
Na 131ª Pesquisa CNT/MDA, realizada de 2 a 5 de junho de 2016 e divulgada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) nesta quarta-feira (8), 89,3% dos entrevistados disseram que têm acompanhado ou ouviram falar das investigações no âmbito da operação Lava Jato e que envolvem a Petrobras.
Nesse grupo, 66,9% consideram que a presidente Dilma Rousseff é culpada pela corrupção que está sendo investigada e 71,4% acham que o ex-presidente Lula é culpado.
Sobre o futuro da operação Lava Jato, 36,2% acreditam que ela nem será fortalecida, nem será enfraquecida no governo Michel Temer, permanecendo como está. Para 29,3%, a Lava Jato será fortalecida e 26,0% consideram que será enfraquecida.
Foram entrevistadas 2.002 pessoas, em 137 municípios de 25 Unidades Federativas, das cinco regiões. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais com 95% de nível de confiança.
Portal no Ar

domingo, 24 de abril de 2016

Lava Jato vê elo entre sítio usado por Lula e esquema de desvios na Petrobras

Lula é alvo de três frentes de apuração e a que envolve o sítio é a mais robusta em termos de provas, avaliam os investigadores


Por Estadão Conteúdo
 

A força-tarefa da Operação Lava Jato considera ter elementos para levar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao banco dos réus, acusado de envolvimento com a organização criminosa que corrompeu e lavou dinheiro desviado da Petrobrás. O inquérito sobre a compra e reforma do sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP), será a primeira acusação formal entregue à Justiça pelo Ministério Público.
Com base em notas fiscais localizadas nas buscas e apreensões, depoimentos colhidos e movimentações bancárias analisadas, a Lava Jato vinculará os desvios de recursos na Petrobrás à reforma executada no sítio e à manutenção de bens referentes a Lula. As empreiteiras OAS e Odebrecht e o pecuarista José Carlos Bumlai serão vinculados aos serviços executados na propriedade, como compensação por obras loteadas pelo cartel que atuou na estatal.
O Supremo Tribunal Federal ainda decidirá se Lula pode assumir o cargo de ministro da Casa Civil e se ele será denunciado pela Procuradoria-Geral da República, considerando o direito ao foro especial por prerrogativa de função, ou se as acusações poderão ser apresentadas pela Procuradoria em Curitiba, diretamente ao juiz federal Sérgio Moro, dos processos em primeiro grau da Operação Lava Jato.
Lula é alvo de três frentes de apuração e a que envolve o sítio é a mais robusta em termos de provas, avaliam os investigadores. Mas os inquéritos estão suspensos em Curitiba depois que Lula foi nomeado ministro pela presidente Dilma Rousseff.
A peça da denúncia apontará a família do ex-prefeito de Campinas (SP) e amigo de Lula Jacó Bittar como “laranja” na ocultação da propriedade, adquirida em 2010 pelo valor declarado de R$ 1,5 milhão. Os registros de escritura em nome dos donos oficiais, um “contrato de gaveta” em nome do ex-presidente e da mulher dele, Marisa Letícia, encontrado nas buscas e depoimentos dos investigados farão parte da acusação.
O compadre e defensor jurídico do ex-presidente Roberto Teixeira também será citado como parte da operação de formalização do negócio. Oficialmente a propriedade está registrada em nome de um dos filhos de Bittar, Fernando Bittar, e do empresário Jonas Suassuna – ambos sócios do filho de Lula. O registro de compra do imóvel foi realizado pelo escritório de Teixeira, em São Paulo.
Obra de presente – O papel de Bumlai como responsável por parte da obra de reforma no sítio, como favor ao amigo ex-presidente, será destacado na denúncia. Um dos pontos é o empréstimo do arquiteto Igenes Irigaray Neto, que trabalhava nas usinas do pecuarista e foi enviado para Atibaia para cuidar da reforma. Notas de compra de material em seu nome ajudarão a comprovar a ligação com os serviços. A OAS será citada pelo custeio da mudança e armazenamento de bens de Lula, retirados de Brasília, após ele deixar a Presidência.
Em documento enviado ao STF, a defesa de Lula sustenta que o sítio foi comprado pelo amigo Jacó Bittar para convívio das duas famílias, após ele deixar a Presidência, em 2011.
Para a Procuradoria, o material encontrado no sítio, bem como notas de compra em nome do segurança do ex-presidente Rogério Pimentel, indica que ele era o verdadeiro dono da propriedade. Notas de compra de material para piscina e registros de envio de materiais – como itens da adega presidencial – farão parte desse item.
Os procuradores apontarão que “o ex-presidente tinha ciência do estratagema criminoso e dele se beneficiou”. Segundo a denúncia, as etapas de aquisição, reforma e decoração do sítio em Atibaia “revelam operações sucessivas de lavagem de dinheiro no interesse” de Lula. A origem ilícita dos recursos empregados no sítio, advindos de crimes praticados por Odebrecht, OAS e Usina São Fernando (de Bumlai) indicam o estratagema para ocultação do negócio, segundo os investigadores.
Portal no Ar

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Lula e Dilma: Almas gêmeas


lula e dilma se con
“Não tem, neste país, uma viva alma mais honesta do que eu”, disse Lula. Não tem. “Nem dentro da Polícia Federal, do Ministério Público, nem da igreja evangélica e do sindicato.” Nem você, leitor, nem a Dilma, muito menos o José Dirceu, agora acusado de gastar em um mês, como “consultor”, até R$ 1 milhão, provenientes de propina de contratos da Petrobras.
Ninguém é mais honesto que Lula. Você acredita nisso? “Pode ter igual, mas eu duvido”, afirmou o ex-presidente. Isso é motivo de orgulho para Lula. Natural. O ex-tesoureiro do PT Vaccari Neto não é mais honesto que Lula. O ex-líder do governo no Senado Delcídio do Amaral também não. Estão presos. Lula pede nossa solidariedade a Dirceu e Vaccari. “Não é porque um companheiro da gente cometeu um erro que temos de execrar ele.” Lula ignora o ainda senador petista Delcídio, que promete vingança nos próximos capítulos.
O problema é que as frases de efeito de Lula, antes espirituosas e aplaudidas, perderam valor. O valor da credibilidade. O valor da simpatia. Uma declaração presunçosa como essa não consegue repercussão positiva nem em seu PT nem nas bases sindicais. Lula e Dilma sofreram um tombo maior que o das ações da Petrobras, ao ficar clara para a sociedade a teia de mentiras – éticas, morais, econômicas, financeiras, sociais – usada para enredar o eleitor e jogar o país numa crise que o povo não merecia.
Por Noblat

sábado, 23 de janeiro de 2016

Máscara do Japa-federal é a mais procurada para o carnaval


japa
A máscara de carnaval mais vendida nos camêlos é a de Newton Ishii, agente da Polícia Federal conhecido por conduzir os presos da Operação Lava Jato. De acordo com uma vendedora, “as mais vendidas são as máscaras de políticos, ou melhor, do japonês. Essa nem para na prateleira”.
Os foliões encontram máscaras de plásticos do agente da PF, da presidente Dilma Rousseff, do ex-presidente Lula, do ex-ministro do STF Joaquim Barbosa e do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, por preços variados.
Robson Pires

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Delegado chama Lula de ‘o maior ladrão do país’

O deputado Delegado Waldir afirmou, na Câmara dos Deputados, que Lula é o “maior ladrão do país”. No ensejo, o parlamentar pediu a convocação do ex-presidente à CPI da Petrobras para que explique como ele fez para destruir o Brasil. Assista ao vídeo:

Robson Pires

sábado, 17 de outubro de 2015

PF abre inquérito para investigar campanha de Dilma



Investigação foi autorizada pelo STF (Foto: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO)

Gilmar utiliza Operação Lava Jato para dizer que a campanha foi supostamente financiada com recursos da Petrobras





Quase quatro meses após o ministro Gilmar Mendes, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinar abertura de inquérito para investigar suposta prática de atos ilícitos na campanha que reelegeu a presidente Dilma Rousseff em 2014, a Polícia Federal instaurou a investigação. A primeira determinação do ministro é de junho; a segunda é de agosto.


O ministro também citou delação premiada do lobista Milton Pascowitch, que afirmou a investigadores que parte dos recursos de propina teria sido repassada a pedido do então tesoureiro do PT João Vaccari Neto, hoje preso na Lava Jato, ao site Brasil 247, “simulando contrato de prestação de serviços”. “O objetivo seria financiar a propaganda disfarçada do Partido dos Trabalhadores e seus candidatos, além de denegrir a imagem dos partidos e candidatos concorrentes”, concluiu o ministro. “Em suma, há indicativos de que o partido recebeu auxílio por meio de sociedade de economia mista e publicidade”, resume.



Gilmar utiliza informações reveladas pelas investigações da Operação Lava Jato para dizer que a campanha foi supostamente financiada com recursos da Petrobras. Por ser uma empresa de capital misto (recursos públicos e privados) a petroleira é vedada de financiar campanhas eleitorais. “As doações contabilizadas parecem formar um ciclo que retirava os recursos da estatal, abastecia contas do partido, mesmo fora do período eleitoral, e circulava para as campanhas eleitorais”, escreveu o ministro.
As contas de campanha da presidente Dilma e do PT foram aprovadas com ressalvas pelo TSE em dezembro de 2014. A aprovação se deu na Corte por unanimidade após os ministros acompanharem o voto do relator, que foi o próprio Gilmar. No despacho ele justificou seu voto pela aprovação alegando que “apenas no ano de 2015, com o aprofundamento das investigações no suposto esquema de corrupção ocorrido na Petrobrás, vieram a público os relatos de utilização de doação de campanha como subterfúgio para pagamento de propina”.
Logo após o despacho do ministro, a Secretaria de Comunicação Social do Palácio do Planalto emitiu nota afirmando que: “Todas as contribuições e despesas da campanha de 2014 foram apresentadas ao TSE, que após rigorosa sindicância, aprovou as contas por unanimidade”, diz a nota assinada pelo ministro da Comunicação Social, Edinho Silva, que foi o tesoureiro da campanha de Dilma no ano passado.

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Oposição cobra explicação de filho de Lula sobre contas

A oposição quer levar Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do ex-presidente Lula, ao Congresso Nacional para explicar a acusação de que teve despesas pessoais pagas pelo lobista Fernando Soares, o Fernando Baiano. Conforme revelou o colunista Lauro Jardim, do GLOBO, o lobista afirmou em delação premiada ter feito pagamentos de R$ 2 milhões a Lulinha. E o elo entre Fernando Baiano e Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, seria José Carlos Bunlai, pecuarista amigo de Lula.
O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) vai apresentar um requerimento pedindo a convocação na CPI da Petrobras. Para ele, os pagamentos de Baiano, apontado como operador, ao filho do ex-presidente mostram que o PT participou da divisão de propina mesmo nas diretorias que não comandava na Petrobras.
“O esquema todo foi montado acomodando alguma coisa para a bancada A ou B e o PT e a turma que estava no poder ficava sempre com uma parte. Eu esperava com muita expectativa a delação do Fernando Baiano porque ele vai revelar todas as relações da diretoria internacional da Petrobras, que era partilhada por PT e PMDB. Era tanto dinheiro que dava para fazer ação entre amigos até a terceira geração. Porque o “capo” não ia arrumar algo para o capinha?” ironiza Onyx em entrevista a’O Globo.
Robson Pires

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Ex-tesoureiro do PT é condenado a 15 anos de prisão na Lava-Jato

O juiz Sérgio Moro condenou o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto a 15 anos e quatro meses de reclusão pelo crime de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa, envolvendo o recebimento de pelo menos R$ 4.260.000,00 de propinas de contrato fechado pela diretoria de Serviços da Petrobrás com Consórcio Interpar. O ex-diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque, teve pena ainda mais alta: 28 anos de reclusão. Esta é a primeira pena de Vaccari, que também é alvo de outras ações judiciais. Duque também responde em outras ações judiciais.
Segundo o juiz, além do valor expressivo em um único contrato, a corrupção “gerou impacto no processo político democrático, contaminando-o com recursos criminosos”.
Na sentença, Moro afirma que, mais do que o enriquecimento ilícito dos agentes públicos, “o elemento mais reprovável” do esquema criminoso da Petrobrás é a contaminação da esfera política pela influência do crime, com prejuízos ao processo político democrático.
– A corrupção com pagamento de propina de milhões de reais e tendo por consequência prejuízo equivalente aos cofres públicos e a afetação do processo político democrático merece reprovação especial – ressaltou Moro.
Operadores e empresários envolvidos também foram condenados. Adir Assad, acusado de intermediar pagamentos de propina, foi condenado a nove anos e 10 meses de prisão. O operador Mário Goes foi condenado a 15 anos, mas terá os benefícios da delação premiada.
O Globo

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Ministro Gilmar Mendes: ‘PT tinha plano perfeito para se perpetuar no poder’

Gilmar disse que o dinheiro desviado da Petrobras tinha como destino campanhas eleitorais e, combinado com o final do financiamento privado de campanha
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes afirmou nesta sexta-feira (18) que o PT, da presidente Dilma Rousseff, tinha um “plano perfeito” para se perpetuar no poder, mas foi atrapalhado pela Operação Lava Jato.
Gilmar disse que o dinheiro desviado da Petrobras tinha como destino campanhas eleitorais e, combinado com o final do financiamento privado de campanha -bandeira antiga do partido-, faria com que o PT fosse a sigla com mais recursos em caixa.
“O plano era perfeito, mas faltou combinar com os russos”, afirmou. ” Eles têm dinheiro para disputar eleições até 2038.”
 Fonte O Tempo

terça-feira, 15 de setembro de 2015

Hub: Governo do RN vai negociar redução de querosene de avião com a Petrobras

Notícia na Tribuna do Norte lembra que um dia antes da reunião com a diretoria da TAM Linhas Aéreas, em São Paulo, para descobrir o destino do Rio Grande do Norte na disputa para sediar o hub da companhia do Nordeste, o Governo do Estado ensaia uma última cartada.
Amanhã (16), representantes do governo vão à Petrobras apresentar uma nova proposta para diminuir o preço da distribuição do querosene de aviação. O governo busca um abatimento de 8% a 10% no valor do combustível vendido para as companhias. Na quinta-feira (17), a diretoria da TAM recebe representantes do RN, Ceará e Pernambuco individualmente para apresentar o resultado de um estudo sobre as perspectivas econômicas do investimento.
Robson Pires

sábado, 12 de setembro de 2015

Empreiteiro afirma ter repassado R$ 20,5 milhões ao PT


ricardo_pessoaO empresário Ricardo Pessoa, dono da construtora UTC, revelou em depoimentos prestados em Brasília como delator do esquema de pilhagem da Petrobras que repassou R$ 20,5 milhões em propinas ao PT no intervalo de dez anos —parte como doação oficial ao partido, parte em dinheiro vivo. Os pagamentos começaram em 2004, sob Lula. E foram até 2014, sob Dilma.
As revelações vieram à luz em notícia veiculada na noite desta sexta-feira, no Jornal Nacional. Num dos depoimentos, ocorrido em maio, Pessoa contou que João Vaccari Neto, o ex-tesoureiro do PT, chegava para as conversas municiado de informações estratégicas. Tinha conhecimento das obras da Petrobras e dos valores dos contratos obtidos pela UTC, sobre os quais cobrava propinas.
Pessoa relatou também que Vaccari às vezes pedia dinheiro vivo, por fora. Mas não soube explicar os motivos. O delator retratou o ex-gestor das arcas petistas assim: “PT na testa, sindicalista, um soldado do partido que queria manter o PT no poder.”
Robson Pires

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Lula é suspeito de se beneficiar do ‘Petrolão’, acusa Polícia Federal

Ex-presidente é suspeito de se beneficiar do esquema de corrupção na Petrobras


Por Redação
Lula é posto sob suspeita pela PF (Foto: André Dusek/AE)
Lula é posto sob suspeita pela PF (Foto: André Dusek/AE)
A Polícia Federal formalizou ao Supremo Tribunal Federal um pedido para que o ex-presidente Lula seja ouvido na investigação da Operação Lava Jatao, aproximando ainda mais o ex-mandatário do esquema de corrupção na Petrobras, informa reportagem da Época.
Enviado na quarta-feira (9) ao STF, o documento assinado pelo delegado Josélio Sousa, observa o seguinte: “Atenta ao aspecto político dos acontecimentos, a presente investigação não pode se furtar de trazer à luz da apuração dos fatos a pessoa do então presidente da República, LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA que, na condição de mandatário máximo do país, pode ter sido beneficiado pela esquema em cursa na PETROBRAS, obtendo vantagens para si, para seu partido, o PT, ou mesmo para seu governo, com a manutenção de uma base de apoio partidário sustentada â custa de negócios ilícitos na referida estatal”.
Para a PF, “os fatos evidenciam que o esquema que ora se apura é, antes de tudo, um esquema de poder político alimentado com vultosos recursos da maior empresa do Brasil”.
O pedido foi feito ao Supremo Tribunal Federal, e não à Justiça Federal do Paraná, onde tramitam os casos de pessoas sem foro privilegiado, porque Lula é requerido no processo que apura corrupção contra parlamentares. Caberá ao ministro Teori Zavascki decidi se acata ou não o pedido da PF. Antes, ele irá solicitar parecer de Rodrigo Janot, procurador-geral da República.
Além de Lula, o delegado que que sejam ouvidos Rui Falcão, presidente nacional do PT; José Eduardo Dutrua e José Sérgio Gabrielli, ex-presidentes da Petrobras; José Filippi Jr., ex-tesoureiro das campanhas de Lula e Dilma e os ex-ministros Gilberto Carvalho, José Dirceu, atualmente preso, e Ideli Savatti.

sábado, 15 de agosto de 2015

Dinheiro desviado da Petrobras pagou campanha de Lula em 2006, diz Cerveró

O ex-diretor da Petrobras, Nestos Cerveró, apontado como responsável pelo relatório “tecnicamente falho” que teria induzido a presidente Dilma Rousseff (PT) a autorizar a compra superfaturada da refinaria de Pasadena, nos EUA, está prestes a assinar acordo de delação premiada. Preso pela Operação Lava Jato, Cerveró tem uma bomba para acrescentar ao processo. Segundo ele, contratos foram assinados com a construtora Schahin com o objetivo de saldar dívidas da campanha presidencial petista em 2006, quando Lula da Silva conquistou a reeleição.
A notícia está na revista Veja que circula neste final de semana. A construtora em questão, até então desconhecida, foi contratada para operar a sonda Vitória 10000, comprada pela Petrobras por nada menos que R$ 616 milhões de dólares junto a Coréia do Sul. Pelo serviço, a empresa brasileira, que tinha “escassa expertise no ramo” receberia R$ 1,6 bilhão de dólares.
Em delação premiada, o operador Júlio Camargo já confessou ter pago 25 milhões de dólares em propinas no negócio. O que a Polícia Federal ainda não sabia é que a verba foi destinada a campanha presidencial do PT. Segundo Cerveró, os petistas terminaram o ano de 2006 com uma dívida de 60 milhões de reais com o Banco Schahin, do mesmo grupo da construtora. “Sem condições de quitar o débito pelas vias tradicionais, o partido usou os contratos da diretoria internacional para pagar a dívida da campanha”, revela a revista.
visor político

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Dinheiro liga doleiro da Lava-Jato a obra no prédio de Lula


lula_chapeuO Globo revelou que um grupo empresarial que recebeu R$ 3,7 milhões da GFD, empresa usada para lavar dinheiro do doleiro Alberto Youssef, repassou quase a mesma quantia para a construtora OAS durante a finalização das obras de um prédio no Guarujá onde o ex-presidente Lula tem apartamento. Entre 2009 e 2013, a empresa de Youssef fez vários pagamentos para a Planner, uma corretora de valores mobiliários. Em 2010, a Planner pagou à OAS R$ 3,2 milhões.
A suspeita do Ministério Público Federal é que parte do dinheiro de Youssef repassado à Planner possa ter sido usado para concluir a obra iniciada pela Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop), que foi presidida pelo ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. Ele e Youssef estão presos na Operação Lava-Jato.
O repasse da GFD para a Planner aparece entre os primeiros documentos analisados pela Polícia Federal depois da quebra de sigilo fiscal das empresas de Youssef. Já a negociação financeira entre a OAS e a Planner consta do processo que investiga irregularidades na Bancoop que tramita na 5ª Vara Criminal de São Paulo, segundo documentos obtidos pelo GLOBO em cartório de registro de imóveis do Guarujá.
Robson Pires

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Lava Jato vai pegar Lula e levá-lo ao xadrez


lula+presoO que se ouve em Brasília é que a operação Lava Jato vai pegar, sim, Lula e levá-lo ao xadrez. Mas antes dele seriam presos o ex-ministro da Fazenda, Antônio Palocci, e Paulo Okamoto, este principal operador do ex-presidente e dono das finanças do Instituto Lula.
Em março, o nome de Palocci figurou na lista de 50 autoridades contra as quais o procurador-geral, Rodrigo Janot, pediu a abertura de inquéritos ao STF. O relator da Lava Jato no STF, ministro Teori Zavascki, determinou a abertura de investigações sobre Palocci, mas na primeira instância, ou seja, sob o comando do juiz Sergio Moro.
Robson Pires

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Dilma é honrada e não está envolvida em corrupção, diz FHC

Em entrevista à revista alemã de economia Capital, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso defendeu a presidente Dilma Rousseff, afirmando que ela não está envolvida no escândalo de corrupção na Petrobras.
“Não, não diretamente. Mas o partido dela sim, claro. O tesoureiro está na cadeia”, afirma FHC em entrevista publicada – em alemão – na edição deste sábado (01/08) da revista. “Eu a considero uma pessoa honrada, e eu não tenho nenhuma consideração por ódio na política, também não pelo ódio dentro do meu partido, [ódio] que se volta agora contra o PT.”
FHC atribui ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a responsabilidade política pelo escândalo de corrupção na Petrobras. “Os escândalos começaram no governo dele”, argumenta. “Tudo começou bem antes, em 2004, com o Lula, com o escândalo do mensalão.”
Questionado se Lula estaria envolvido, FHC responde: “Não sei em que medida. Politicamente responsável ele é com certeza. Os escândalos começaram no governo dele”.
O ex-presidente, uma das principais lideranças do PSDB, afirma que era impossível que Lula não soubesse do mensalão. “Para colocá-lo atrás das grades, é necessário haver algo muito concreto. Talvez ele tenha que depor como testemunha. Isso já seria suficientemente desmoralizante”, comenta.
Mas FHC afirma que seria ir longe demais colocar Lula na cadeia: “Isso dividiria o país. Lula é um líder popular. Não se deve quebrar esse símbolo, mesmo que isso fosse vantajoso para o meu próprio partido. É necessário sempre ter em mente o futuro do país.”
Em outro ponto da entrevista, FHC elogia Lula. “Ele certamente tem muitos méritos e uma história pessoal emocionante. Um trabalhador humilde que conseguiu ser presidente da sétima maior economia do mundo.”
Mais adiante, FHC afirma que Lula era como um Cristo. “Eles fizeram dele um deus, mas ele apenas levou adiante a minha política.”
FHC diz ainda que há um lado bom na atual crise. “Os cidadãos veem: as instituições funcionam – Ministério Público, Polícia Federal, toda essa operação Lava Jato.
UOL