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sábado, 15 de agosto de 2015

Dinheiro desviado da Petrobras pagou campanha de Lula em 2006, diz Cerveró

O ex-diretor da Petrobras, Nestos Cerveró, apontado como responsável pelo relatório “tecnicamente falho” que teria induzido a presidente Dilma Rousseff (PT) a autorizar a compra superfaturada da refinaria de Pasadena, nos EUA, está prestes a assinar acordo de delação premiada. Preso pela Operação Lava Jato, Cerveró tem uma bomba para acrescentar ao processo. Segundo ele, contratos foram assinados com a construtora Schahin com o objetivo de saldar dívidas da campanha presidencial petista em 2006, quando Lula da Silva conquistou a reeleição.
A notícia está na revista Veja que circula neste final de semana. A construtora em questão, até então desconhecida, foi contratada para operar a sonda Vitória 10000, comprada pela Petrobras por nada menos que R$ 616 milhões de dólares junto a Coréia do Sul. Pelo serviço, a empresa brasileira, que tinha “escassa expertise no ramo” receberia R$ 1,6 bilhão de dólares.
Em delação premiada, o operador Júlio Camargo já confessou ter pago 25 milhões de dólares em propinas no negócio. O que a Polícia Federal ainda não sabia é que a verba foi destinada a campanha presidencial do PT. Segundo Cerveró, os petistas terminaram o ano de 2006 com uma dívida de 60 milhões de reais com o Banco Schahin, do mesmo grupo da construtora. “Sem condições de quitar o débito pelas vias tradicionais, o partido usou os contratos da diretoria internacional para pagar a dívida da campanha”, revela a revista.
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