Mostrando postagens com marcador petrolão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador petrolão. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Delator confirma: Lula era o chefe da quadrilha do petrolão

Em depoimento, Delcídio do Amaral revelou detalhes de como o ex-presidente conduzia o esquema que desviou cerca de 20 bilhões de reais dos cofres públicos

Em março passado, VEJA publicou uma entrevista exclusiva com o ex-senador Delcídio do Amaral. Entre as muitas revelações importantes, a mais bombástica dizia respeito ao ex-presidente Lula. Delcídio, que assinou um acordo de delação premiada com a Justiça, apontava Lula como o comandante do esquema de corrupção na Petrobras — uma suspeita com a qual os investigadores sempre trabalharam,  mas que ainda não haviam colhido evidências capazes de sustentar uma acusação. O site do jornal O Globo informou hoje que o ex-senador  formalizou a denúncia contra Lula.
Publicidade
VEJA apurou que o depoimento de Delcídio foi dado na quinta-feira (1).  Segundo o ex-senador, Lula distribuiu as diretorias da estatal entre políticos aliados em troca do apoio deles no Congresso. Além de cuidar pessoalmente de cada detalhe do loteamento, da divisão dos postos à escolha dos nomeados, Lula teria pleno conhecimento de que os partidos usavam os cargos para cobrar propina de empreiteiras e financiar seus caixas e campanhas eleitorais.  Era, segundo o ex-senador, uma ação coordenada de governo que tinha o objetivo de comprar apoio político-partidário com propina desviada de contratos superfaturados da Petrobras.
Ex-líder do governo Dilma e ex-líder do PT na gestão Lula, Delcídio depôs ao procurador Januário Paludo, integrante da força-tarefa da Lava-Jato. O ex-senador pontuou sua narrativa com uma espécie de divisor de águas. Ele declarou que havia nichos isolados de corrupção na empresa até a descoberta do mensalão, em 2005. Com o estouro do escândalo, Lula teve de reorganizar a base governista para escapar do impeachment. Para tanto, abriu ainda mais as portas da Petrobras a PMDB e PP.
A corrupção, então, passou a ser sistêmica. Delcídio declarou ainda que nenhum outro presidente usou tanto a Petrobras politicamente como Lula. O petista despachava pessoalmente com os diretores da estatal. Além disso, lançava mão da companhia como instrumento de disputa eleitoral — por exemplo, ao defender uma política de conteúdo nacional, em contraposição à suposta intenção do PSDB de privatizar a petroleira.
Delcídio foi preso em novembro do ano passado,  ao ser flagrado tentando comprar o silêncio de Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras que negociava uma colaboração premiada e prometia revelar segredos que comprometeriam Lula. Na cadeia, o ex-senador negociou o próprio acordo de colaboração.
Suas revelações mostraram que, além de Lula, a então presidente Dilma estava envolvida em  tentativas de sabotar a Operação Lava-Jato. A ex-presidente é alvo de um inquérito da Polícia Federal. Lula já foi indiciado por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.
Na entrevista concedida a VEJA, Delcídio fez uma segunda e grave revelação: quando ocupava o cargo de ministro da Justiça do governo Dilma, o advogado José Eduardo Cardozo vazava informações sigilosas sobre as  investigações policiais para empreiteiros envolvidos no escândalo.
Os advogados de Delcídio do Amaral não quiseram comentar o caso. A defesa de Lula tem repetido que ele é inocente. Recentemente, o ex-presidente lançou cartilha em quatro idiomas em que se apresenta como alvo “da mais violenta campanha de difamação da história do país”.
veja

sábado, 12 de setembro de 2015

Empreiteiro afirma ter repassado R$ 20,5 milhões ao PT


ricardo_pessoaO empresário Ricardo Pessoa, dono da construtora UTC, revelou em depoimentos prestados em Brasília como delator do esquema de pilhagem da Petrobras que repassou R$ 20,5 milhões em propinas ao PT no intervalo de dez anos —parte como doação oficial ao partido, parte em dinheiro vivo. Os pagamentos começaram em 2004, sob Lula. E foram até 2014, sob Dilma.
As revelações vieram à luz em notícia veiculada na noite desta sexta-feira, no Jornal Nacional. Num dos depoimentos, ocorrido em maio, Pessoa contou que João Vaccari Neto, o ex-tesoureiro do PT, chegava para as conversas municiado de informações estratégicas. Tinha conhecimento das obras da Petrobras e dos valores dos contratos obtidos pela UTC, sobre os quais cobrava propinas.
Pessoa relatou também que Vaccari às vezes pedia dinheiro vivo, por fora. Mas não soube explicar os motivos. O delator retratou o ex-gestor das arcas petistas assim: “PT na testa, sindicalista, um soldado do partido que queria manter o PT no poder.”
Robson Pires

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Lula é suspeito de se beneficiar do ‘Petrolão’, acusa Polícia Federal

Ex-presidente é suspeito de se beneficiar do esquema de corrupção na Petrobras


Por Redação
Lula é posto sob suspeita pela PF (Foto: André Dusek/AE)
Lula é posto sob suspeita pela PF (Foto: André Dusek/AE)
A Polícia Federal formalizou ao Supremo Tribunal Federal um pedido para que o ex-presidente Lula seja ouvido na investigação da Operação Lava Jatao, aproximando ainda mais o ex-mandatário do esquema de corrupção na Petrobras, informa reportagem da Época.
Enviado na quarta-feira (9) ao STF, o documento assinado pelo delegado Josélio Sousa, observa o seguinte: “Atenta ao aspecto político dos acontecimentos, a presente investigação não pode se furtar de trazer à luz da apuração dos fatos a pessoa do então presidente da República, LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA que, na condição de mandatário máximo do país, pode ter sido beneficiado pela esquema em cursa na PETROBRAS, obtendo vantagens para si, para seu partido, o PT, ou mesmo para seu governo, com a manutenção de uma base de apoio partidário sustentada â custa de negócios ilícitos na referida estatal”.
Para a PF, “os fatos evidenciam que o esquema que ora se apura é, antes de tudo, um esquema de poder político alimentado com vultosos recursos da maior empresa do Brasil”.
O pedido foi feito ao Supremo Tribunal Federal, e não à Justiça Federal do Paraná, onde tramitam os casos de pessoas sem foro privilegiado, porque Lula é requerido no processo que apura corrupção contra parlamentares. Caberá ao ministro Teori Zavascki decidi se acata ou não o pedido da PF. Antes, ele irá solicitar parecer de Rodrigo Janot, procurador-geral da República.
Além de Lula, o delegado que que sejam ouvidos Rui Falcão, presidente nacional do PT; José Eduardo Dutrua e José Sérgio Gabrielli, ex-presidentes da Petrobras; José Filippi Jr., ex-tesoureiro das campanhas de Lula e Dilma e os ex-ministros Gilberto Carvalho, José Dirceu, atualmente preso, e Ideli Savatti.

domingo, 28 de junho de 2015

A campanha de Lula à reeleição recebeu dinheiro sujo das empreiteiras envolvidas no petrolão

Lula durante campanha para reeleição em 2006 na cidade de São Bernardo do Campo (SP)(Leslie Mazoch/AP)
Em 2006, Lula conquistou um novo mandato ao derrotar, em segundo turno, o tucano Geraldo Alckmin. Com a vitória, ele adotou como prática zombar dos efeitos eleitorais do mensalão, descoberto um ano antes e até então o maior esquema de corrupção política da história do país. As denúncias de compra de apoio parlamentar, dizia o líder petista, não haviam sido capazes de conter o projeto de poder do partido. Também pudera. Sem que ninguém soubesse, na campanha à reeleição, Lula contou com a ajuda do petrolão e recebeu uma bolada desviada dos cofres da Petrobras. Segundo o empreiteiro Ricardo Pessoa, a UTC contribuiu com 2,4 milhões de reais em dinheiro vivo para a campanha à reeleição de Lula, numa operação combinada diretamente com José de Filippi Júnior, que era o tesoureiro da campanha e hoje trabalha como secretário de Saúde da cidade de São Paulo. Para viabilizar a entrega do dinheiro e manter a ilegalidade em segredo, o empreiteiro amigo de Lula e o tesoureiro do presidente-can­didato montaram uma operação clandestina digna dos enredos rocambolescos de filmes sobre a máfia.
Pessoa contou aos procuradores que ele, o executivo da UTC Walmir Pinheiro e um emissário da confiança de ambos levavam pessoalmente os pacotes de dinheiro ao comitê da campanha presidencial de Lula. Para não chamar a atenção de outros petistas que trabalhavam no local, a entrega da encomenda era precedida de uma troca de senhas entre o pagador e o beneficiário. Ao chegar com a grana, Pessoa dizia "tulipa". Se ele ouvia como resposta a palavra "caneco", seguia até a sala de Fi­lip­pi Júnior. A escolha da senha e da contrassenha foi feita por Pessoa com emissários do tesoureiro da campanha de Lula numa choperia da Zona Sul de São Paulo. Antes de chegar ao comitê eleitoral, a verba desviada da Petrobras percorria um longo caminho. Os valores saíam de uma conta na Suíça do consórcio Quip, formado pelas empresas UTC, Iesa, Camargo Corrêa e Queiroz Galvão, que mantém contratos milionários com a Petrobras para a construção das plataformas P-53, P-55 e P-63. Em nome do consórcio, a empresa suíça Quadrix enviava o dinheiro ao Brasil. A Quadrix também transferiu milhares de dólares para contas de operadores ligados ao PT.
Pessoa entregou aos investigadores as planilhas com todas as movimentações realizadas na Suíça. Os pagamentos via caixa dois são a primeira prova de que o ex-presidente Lula foi beneficiado diretamente pelo petrolão. Até agora, as autoridades tinham informações sobre as relações lucrativas do petista com grandes empreiteiras investigadas na Operação Lava-Jato, mas nada comparável ao testemunho e aos dados apresentados pelo dono da UTC. Depois de deixar o governo, Lula foi contratado como palestrante por grandes empresas brasileiras. Documentos obtidos pela Polícia Federal mostram que ele recebeu cerca de 3,5 milhões de reais da Camargo Corrêa. Parte desse dinheiro foi contabilizada pela construtora como "doações" e "bônus eleitorais" pagos ao Instituto Lula. Conforme revelado por VEJA, a OAS também fez uma série de favores pessoais ao ex-presidente, incluindo a reforma e a construção de imóveis usados pela família dele. UTC, Camargo Corrêa e OAS estão juntas nessa parceria. De diferente entre elas, só as variações dos apelidos, das senhas e das contrassenhas. "Brahma", "tulipa" e "caneco", porém, convergem para um mesmo ponto.
veja

domingo, 22 de março de 2015

84% dos brasileiros e 74% dos eleitores de Dilma acham que ela sabia do petrolão

Entre os ouvidos pelo Datafolha, 61% acreditam que Dilma tinha conhecimento da corrupção na estatal e “deixou” os crimes acontecerem


Eleitores de Dilma ou de Aécio, não importa: a grande maioria dos brasileiros acha que a presidente sabia do gigantesco esquema de corrupção que acontecia dentro da Petrobras. É o que mostra pesquisa realizada pelo instituto Datafolha e publicada no jornal Folha de S.Pauloneste domingo. De cada dez brasileiros, oito (84%) acreditam que a presidente Dilma Rousseff tinha conhecimento da corrupção que acontecia na maior empresa estatal do país.
Os dados mostram ainda que a maioria dos entrevistados (61%) acredita que Dilma não apenas tinha conhecimento da corrupção como “deixou” que os crimes ocorressem na Petrobras. Outros 23% dizem que, apesar de saber, Dilma “não poderia fazer nada” para impedir.
Entre os eleitores que declararam voto na petista no segundo turno das eleições presidenciais, em outubro do ano passado, 74% acham que ela sabia do esquema – outros 19% acreditam que ela não tinha conhecimento e 8% não souberam responder.
Já para os entrevistados que declararam voto no tucano Aécio Neves, 94% têm convicção de que Dilma sabia do petrolão; 3% acham que ela não sabia; outros 3% não souberam responder à pergunta. Os resultados são parecidos entre os entrevistados de todas as divisões socioeconômica, faixas etárias e preferências partidárias.
A pesquisa também perguntou se os brasileiros acreditam que o esquema revelado pela Operação Lava Jato, deflagrado pela Polícia Federal, vai prejudicar a Petrobras. A maioria, 51%, acredita que a empresa será prejudicada “por muito tempo”, e isso “coloca o futuro da empresa em risco”. Os que acreditam, em menor ou maior grau, que a petroleira foi prejudicada pelo escândalo somam 88%. Apenas 6% acreditam que a Petrobras não será prejudicada pelo esquema de corrupção; 7% não souberam ou não opinaram sobre a pergunta.
A pesquisa foi realizada com 2.842 entrevistas em 172 municípios, entre os dias 16 e 17 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou menos.
 Fonte: Veja

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Em texto divulgado, instituto do PSDB chama Dilma de “mãe do petrolão”

Um texto divulgado nesta segunda-feira, 23, pelo Instituto Teotônio Vilela, braço de formulação política do PSDB, subiu o tom do ataque à presidente Dilma Rousseff e chamou a petista de “mãe do petrolão”. O texto diz que “o banditismo petista há muito deixou de ser novidade” e que a presidente demonstra inépcia para defender o interesse público.
“Dilma foi uma espécie de mãe do petrolão. Cabe a ela e ao PT responder pelos 12 anos de assalto do partido à empresa”, argumenta o Instituto. Quando, no segundo governo Lula, começava a despontar como candidata do PT à Presidência, Dilma era chamada por seu padrinho de “mãe do PAC”.
O texto diz que Dilma se comporta como marionete e segue o script ditado pelo marketing e por “seu tutor” que, no caso, é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o ITV, Dilma “definitivamente não sabe o que fazer diante da roubalheira sistêmica” que se implantou “sob seu nariz”.
Para o PSDB, a presidente “revela-se espectadora e não protagonista de seu governo”. “Afirmar que o problema da roubalheira da Petrobras repousa no que supostamente aconteceu na empresa quase duas décadas atrás é afrontar a inteligência dos brasileiros, desrespeitar a nação e zombar das instituições”, critica o ITV, afirmando ainda que era melhor que Dilma “tivesse continuado calada” a ter dado a entrevista da última sexta-feira, 20.
A declaração que gerou a revolta dos tucanos foi dada no dia 20, quando Dilma afirmou que “se em 1996 e 1997 tivessem investigado” não haveria caso de funcionários praticando corrupção por tanto tempo, numa referência à gestão do ex-presidente tucano Fernando Henrique Cardoso.
“A tática do ‘pega, ladrão’ (…) é usual no petismo. Sempre que flagrados com a boca na botija, o que tem sido cada vez mais comum, os partidários do mensalão e do petrolão dão um jeito de acusar seus acusadores e de culpar os mensageiros pelo teor ingrato das mensagens. Não cola”, acusa o Instituto Teotônio Vilela.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso já havia rebatido a declaração dizendo que Dilma deveria fazer um exame de consciência em vez de tentar encobrir suas responsabilidades.
Fonte: Terra

domingo, 14 de dezembro de 2014

Petrolão: políticos recebiam a propina em domicílio


Money delivery: Acompanhado de seus advogados, Rafael Ângulo Lopez negocia um acordo de delação premiada com a Justiça. Durante anos, ele distribuiu dinheiro desviado da Petrobras a “clientes” famosos do esquema de corrupção(Jefferson Coppola/VEJA)

Depois de tantas revelações sobre engenharias corruptas complexas de sobrepreços, aditivos, aceleração de obras e manobras cambiais engenhosas, a Operação Lava-Jato produziu agora uma história simples e de fácil entendimento. Ela se refere ao que ocorre na etapa final do esquema de corrupção, quando dinheiro vivo é entregue em domicílio aos participantes. Durante quase uma década, Rafael Ângulo Lopez, esse senhor de cabelos grisalhos e aparência frágil da fotografia acima, executou esse trabalho. Ele era o distribuidor da propina que a quadrilha desviou dos cofres da Petrobras. Era o responsável pelo atendimento das demandas financeiras de clientes especiais, como deputados, senadores, governadores e ministros. Braço-direito do doleiro Alberto Youssef, o caixa da organização, Rafael era “o homem das boas notícias”. Ele passou os últimos anos cruzando o país de Norte a Sul em vôos comerciais com fortunas em cédulas amarradas ao próprio corpo sem nunca ter sido apanhado. Em cada cidade, um ou mais destinatários desse Papai Noel da corrupção o aguardavam ansiosamente.
Os vôos da alegria sempre começavam em São Paulo, onde funcionava o escritório central do grupo. As entregas de dinheiro em domicílio eram feitas em endereços elegantes de figurões de Brasília, Recife, Porto Alegre, Curitiba, Maceió, São Luís. Eventualmente ele levava remessas para destinatários no Peru, na Bolívia e no Panamá. Discreto, falando só o estritamente necessário ao telefone, não deixou pistas de suas atividades em mensagens ou diálogos eletrônicos. Isso o manteve distante dos olhos e ouvidos da Polícia Federal nas primeiras etapas da operação Lava-Jato. Graças à dupla cidadania — espanhola e brasileira —, Rafael usava o passaporte europeu e ar naturalmente formal para transitar pelos aeroportos sem despertar suspeitas. Ele cumpria suas missões mais delicadas com praticamente todo o corpo coberto por camadas de notas fixadas com fita adesiva e filme plástico, daqueles usados para embalar alimentos. A muamba, segundo ele disse à polícia, era mais fácil e confortável de ser acomodada nas PERNAS. Quando os volumes era muito altos, Rafael contava com a ajuda de dois ou três comparsas.
A rotina do trabalho permitiu que o entregador soubesse mais do que o recomendável sobre a vida paralela e criminosa de seus clientes famosos, o que pode ser prenúncio de um grande pesadelo. É que Rafael tinha uma outra característica que poucos sabiam: a organização. Ele anotava e guardava comprovantes de todas as suas operações clandestinas. É considerado, por isso, uma testemunha capaz de ajudar a fisgar em definitivo alguns figurões envolvidos no escândalo da Petrobras. VEJA apurou que o entregador já se ofereceu para fazer um acordo de delação premiada, a exemplo do seu ex-patrão.
Veja dois dos destinatários da proprina que Rafael Ângulo Lopez transportava.