O juiz Sérgio Moro condenou o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto a 15 anos e quatro meses de reclusão pelo crime de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa, envolvendo o recebimento de pelo menos R$ 4.260.000,00 de propinas de contrato fechado pela diretoria de Serviços da Petrobrás com Consórcio Interpar. O ex-diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque, teve pena ainda mais alta: 28 anos de reclusão. Esta é a primeira pena de Vaccari, que também é alvo de outras ações judiciais. Duque também responde em outras ações judiciais.
Segundo o juiz, além do valor expressivo em um único contrato, a corrupção “gerou impacto no processo político democrático, contaminando-o com recursos criminosos”.
Na sentença, Moro afirma que, mais do que o enriquecimento ilícito dos agentes públicos, “o elemento mais reprovável” do esquema criminoso da Petrobrás é a contaminação da esfera política pela influência do crime, com prejuízos ao processo político democrático.
– A corrupção com pagamento de propina de milhões de reais e tendo por consequência prejuízo equivalente aos cofres públicos e a afetação do processo político democrático merece reprovação especial – ressaltou Moro.
Operadores e empresários envolvidos também foram condenados. Adir Assad, acusado de intermediar pagamentos de propina, foi condenado a nove anos e 10 meses de prisão. O operador Mário Goes foi condenado a 15 anos, mas terá os benefícios da delação premiada.
O Globo

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