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segunda-feira, 29 de maio de 2017

‘Não tinha nem mais tesão para cantar’, diz Gusttavo Lima sobre depressão

Cantor foi clinicado com depressão há alguns anos

'É algo muito complexo. Você tenta digerir, tenta saber o que está acontecendo com você mesmo, e não se encontra', disse Gusttavo

O cantor sertanejo Gusttavo Lima, do sucesso “Tchê tchêrere tchê tchê / Gusttavo Lima e você”, falou sobre seu problema, quando foi clinicado com depressão há alguns anos, em entrevista ao Encontro com Fátima Bernardes nesta segunda-feira, 29.
“É algo muito complexo. Você tenta digerir, tenta saber o que está acontecendo com você mesmo, e não se encontra. Acaba batendo tristeza, você para baixo o tempo todo. A melhor forma de superar isso é estar perto da minha família, das pessoas que eu amo”, disse.
Em seguida, complementou: “Terminava o show no domingo, saía correndo pra fazenda dos meus pais, ficava lá o resto da semana até quinta-feira. Não tava tendo nem mais tesão para cantar. Era meio que um negócio de ‘trabalho’, mesmo. Perdi minha irmã em 2012, nem pude estar no velório dela… Foram muitas coisas que foram influenciando”.
Portal no Ar

quarta-feira, 19 de abril de 2017

Deprimida, garota busca ajuda na web e cai no jogo Baleia Azul

Luana (nome fictício), 15 anos, que foi atraída para o jogo da Baleia Azul, que incentiva o suicídio (//Arquivo pessoal)

Por achar que mãe não entenderia o problema, Luana, 15 anos, fez amigos em grupos virtuais e recebeu convite para página que prega automutilação e suicídio

Com sintomas clássicos de depressão, entre eles tristeza sem motivo aparente, a adolescente Luana (nome fictício), de 15 anos, moradora da cidade de Vila Rica, a 1.200 km de Cuiabá (MT), procurou nas redes sociais ajuda para enfrentar o problema. Foi navegando em sites e grupos da internet que a garota descobriu o ‘jogo’ da Baleia Azul (ou Blue Whale). A palavra ‘jogo’, porém, não se encaixa ao que o evento representa na realidade, o Baleia Azul é um incentivo ao suicídio. A página leva adolescentes vulneráveis a realizarem tarefas diárias, incluindo a automutilação, ao longo de um período de 50 dias. A última etapa seria a morte.
Luana é aluna do primeiro ano do ensino médio na Escola Estadual Maria Esther Peres, a mesma onde estudava a adolescente Maria de Fátima Oliveira, de 16 anos, que foi encontrada morta na terça-feira (11) em uma represa, supostamente após cumprir a última tarefa do Baleia Azul. Maria de Fátima tinha cortes na coxa e braços e deixou cartas que indicam sua participação no Baleia Azul. O caso está sob investigação.
Em conversa com VEJA, Luana contou como entrou no universo do Balia Azul. Diz que, há pelo menos dois meses, tem se sentido triste, sem vontade de fazer nenhuma atividade ou ficar perto das pessoas. Até mesmo a escola, que ela adorava frequentar, passou a ser um lugar indesejado. “Comecei a faltar, deixei de fazer trabalhos importantes. Queria me isolar do mundo, estava sem ânimo mesmo”, diz a adolescente.
Desmotivada, Luana foi buscar ajuda na internet em grupos sobre depressão, sobre suicídio, sobre pessoas que não queriam mais viver e passou a acompanhar ao menos 25 deles. Por meio desses grupos, ela fez amigos virtuais, que a convidaram para participar de outros grupos, desta vez no celular.  Foi pelo telefone que ela conheceu o jogo da Baleia Azul. “Eu nunca tinha ouvido falar. Mas começaram a falar sobre isso e enviaram links-convites. No começo, não dei muita atenção”, conta.
Após alguns dias, Luana decidiu entrar no link enviado. Era para participar do grupo Blue Whale. Lá, ela conta que as pessoas falam sobre tristeza, depressão, suicídio. Mandam imagens, vídeos. E, muitas vezes, diz Luana, as conversas somem e o grupo muda de nome, voltando a falar sobre “assuntos normais”. “Às vezes, eles apagam o grupo e mandam convite para um novo. Outras vezes, eles removem todos por segurança e mandam links novos”, afirma a adolescente.
Por curiosidade e por estar deprimida, Luana conta que passou a interagir com as pessoas, perguntando quem era o “curador” (pessoa que coordena o grupo, envia tarefas e monitora o cumprimento delas). Uma mulher se apresentou como curadora e a chamou para uma conversa privada. A adolescente conta que a curadora fez perguntas sobre ela e pediu que cortasse a perna – fazendo um desenho de uma estrela – e enviasse a foto. Só depois disso, ela seria aceita no grupo real.
Há cerca de uma semana, Luana seguiu a ordem e se cortou com um pedaço de lâmina de barbear. Enviou a foto para a curadora e foi aceita no grupo. “Não sei dizer por que eu fiz isso. A partir daí, passaram as instruções, mas eu ainda não fiz nenhuma delas”, diz. A estudante não sabe informar, no entanto, quantas pessoas faziam parte do grupo em que ela entrou e se havia mais pessoas da cidade. “Nunca contei, mas são muitas pessoas, e tem gente do Brasil inteiro.”
Quando questionada sobre o motivo de ir buscar ajuda para se livrar da depressão na internet em vez de falar com a mãe, Luana diz que provavelmente sua mãe não entenderia. “Ela teria dito que é frescura minha, algo do tipo.”
De fato, o suicídio na adolescência é algo que vem aumentando no mundo todo e, segundo o psiquiatra Daniel Martins de Barros, coordenador médico do Núcleo de Psiquiatria Forense e Psicologia Jurídica do Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP), em 90% dos casos, a pessoa tinha algum tipo de transtorno mental, principalmente depressão. E, muitas vezes, os pais não conseguiram entrar no mundo do filho e identificar os sinais.

Celular entregue à polícia

Sueli (nome fictício), mãe de Luana, diz que já havia percebido mudanças no comportamento da filha, mas nunca tinha ouvido falar do Baleia Azul. Diz que notou que a adolescente passava a maior parte do tempo trancada no quarto e que não desgrudava do celular. “Quando a gente pedia para ver o celular, ela ficava super nervosa, agressiva e irritada” , diz. Sueli conta ainda que a menina passou a usar roupas de manga comprida e calça – na cidade, faz muito calor.
Ela teria dito que é frescura minha, algo do tipo.
Luana (nome fictício), 15 anos, sobre por que, deprimida, não pediu ajuda a mãe
A mãe passou a observar mais de perto a filha, mas diz que ela nunca se abria. Sueli só se deu conta de que a adolescente poderia estar participando do Baleia Azul quando soube da morte de Maria de Fátima. “Fiquei em choque e comecei a ligar uma coisa à outra. Fiquei desesperada ao pensar que minha filha poderia fazer parte dessa coisa.”
Sueli chamou Luana para conversar no final de semana e resolveu pressioná-la a dizer o que estava acontecendo. A menina começou a chorar desesperadamente e pediu para a mãe para que mudassem de cidade.  “Minha ficha caiu e eu entrei em pânico. Imediatamente, tirei o celular dela e escondi. Ela ficou nervosa, ficava pedindo o celular, mas eu não devolvi”, diz.
Maria de Fátima, 16 anos, que estudava na mesma escola de Luana e sua última publicação no Instagram: despedida (Reprodução/Reprodução)

Fiquei em choque e comecei a ligar uma coisa à outra. Fiquei desesperada ao pensar que minha filha poderia fazer parte do jogo
Sueli (nome fictício), mãe de Luana, ao saber da morte de Maria de Fátima
Na segunda-feira de manhã, com apoio de professores da escola, Sueli decidiu entregar o celular da filha para a Polícia Militar, durante a realização da primeira palestra educativa para pais e alunos sobre o assunto no colégio.  Os policiais orientaram a mãe a registrar um boletim de ocorrência. Sueli seguiu a sugestão e deixou o aparelho aos cuidados da Polícia Civil para auxiliar nas investigações.
Mais aliviada por ter se livrado do celular, Sueli diz ter medo de ser perseguida. “O caso da Maria de Fátima me despertou a tomar uma atitude. Quero que outros pais façam o mesmo. Prestem atenção nos seus filhos, pois essa história é verdadeira”, disse. Para ajudar a filha, Sueli marcou uma consulta com uma psicóloga.  “Espero que isso tudo acabe logo”, afirmou.
O delegado André Rigonato confirmou o recebimento do aparelho, mas diz que não pode dar detalhes do caso para não atrapalhar as investigações. Joel Outo Matos, tenente coronel da Polícia Militar, diz que a PM fará palestras em escolas de 11 municípios da região. “Vamos trabalhar para ajudar os pais. Nossa orientação é que os pais monitorem a internet dos filhos ou até suspendam o acesso”, afirmou.
veja

segunda-feira, 20 de março de 2017

Depressão e desânimo atingem 59% dos desempregados, diz pesquisa

Também foram citados sentimentos de privação de consumo
Mais da metade dos entrevistados teve alterações no sono devido ao desemprego; seis em cada dez têm menos vontade de sair

A pesquisa “Impactos do Desemprego: saúde, relacionamentos e estado emocional”, conduzida pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), mostra que, além de trazer complicações à vida financeira, o desemprego afeta também o estado físico e emocional das pessoas.
De acordo com o estudo, 59% dos entrevistados se sentem deprimidos ou desanimados, 63% estão estressados ou nervosos e 62% dizem ter estado angustiados. Também foram citados sentimentos de privação de consumo que tinha anteriormente (75%), ansiedade (70%) e insegurança de não conseguir um novo emprego (68%).
Em menor proporção foram mencionados sentimentos de medo (57%), baixa autoestima (55%), perda de valor perante as pessoas (39%), vergonha diante de amigos ou parentes (37%) e culpa (26%).
Por outro lado, 54% das pessoas passaram a sentir-se esperançosas com a vida após perder o emprego e três em cada dez (30%) estão mais otimistas do que era antes e confiam que coisas boas irão acontecer.
Os entrevistados também disseram que o desemprego afetou a saúde, à medida que mais da metade (51%) teve alterações no sono, 45% relatam mudanças no apetite, 40% têm dores de cabeça ou enxaquecas frequentes, 29% tiveram alteração na pressão (principalmente aqueles com mais de 50 anos, 54%) e 16% disseram descontar a ansiedade em vícios como álcool, cigarro, comida entre outros.
Com relação aos impactos nos relacionamentos, o estudo mostra que seis em cada dez (59%) daqueles que perderam o emprego têm menos vontade de sair, 27% ficam mais isolados das pessoas, 9% têm feito algum tipo de agressão verbal a pessoas próximas e 4% agrediram fisicamente algum parente ou amigo.
Segundo Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil, o trabalhador precisa ter uma visão realista de sua situação para evitar problemas financeiros maiores. “É importante que o desempregado mantenha a mente aberta para propostas diferentes das que ele esteja esperando, seja em termos de salário ou função. Nessa hora, trabalhos alternativos também podem ser uma fonte de renda temporária”, diz.
Foram entrevistados pessoalmente 600 brasileiros desempregados acima de 18 anos, de ambos os gêneros e de todas as classes sociais nas 27 capitais. A margem de erro geral é de 4,0 pontos percentuais para um intervalo de confiança a 95%.
Agora RN

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Setembro Amarelo discute o tabu do suicídio - Em nível local, os números não são menos alarmantes. No ano de 2015 a região metropolitana de Natal registou 294 casos.


O Brasil é o oitavo país do mundo no número de suicídios. Somente no ano de 2012, foram 11.821 casos. Em nível local, os números não são menos alarmantes. No ano de 2015 a região metropolitana de Natal registou 294 casos. Este ano foram 196 até o dia 31 de julho, segundo a Polícia Militar.
Ainda segundo dados internacionais, o Brasil é o 4º país com maior taxa de aumento de casos da América Latina. Esta silenciosa epidemia fez com que a comunidade médica brasileira voltasse sua atenção para este que já um problema de saúde pública. Para os psiquiatras, o comportamento suicida é sintoma de uma doença mental em 98% dos casos, e essas mortes poderiam ser evitadas caso os sinais fossem detectados há tempo pela família. Importante também saber que  o comportamento suicida tem razões multifatoriais,com raízes psicológicas, biológicas, culturais e sócio ambientais, não podendo ser ligado a um fato específico e pontual da vida da pessoa, ou como um ato de fraqueza.
Por este motivo a Associação Brasileira de Psiquiatria com o apoio de suas federadas lançou a campanha Setembro Amarelo: mês de prevenção ao suicídio. No nosso estado, a Associação Norteriograndense de Psiquiatria apoia a iniciativa. “Existe um forte tabu, porem, mais do que isso: existe um desconhecimento por parte da população. Muitos acreditam que tocar nesse assunto pode estimular uma pessoa a pensar no assunto e cometer suicídio, quando na verdade uma simples pergunta para quem esta triste ou com outros sinais de depressão. Um simples “tudo bem com você”? Pode gerar um desabafo e expor seus medos e planos (inclusive de morte). Quando se fala em suicídio, não estamos falando em fim. Não estamos falando de morte. Estamos falando em prevenção. Estamos falando em vida”, explica o psiquiatra Leonardo Barbosa, presidente da ANP.
Durante todo este mês os médicos da ANP participarão de atividades e estarão à disposição da imprensa para ajudar nesta importante conscientização.”Queremos contar com a ajuda da imprensa e das redes sociais para desmistificar o tema”, enfatizou o dr. Leonardo.
Portal no Ar

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Miss Brasil 2004 relatou a amigos que pretendia se matar, diz delegado

O delegado Gustavo Barcellos, responsável pela investigação da morte da Miss Brasil 2004 Fabiane Niclotti informou que a modelo havia relatado a amigos que pretendia se matar. Fabiane, de 31 anos, foi encontrada morta na casa em que morava, em Gramado, na noite desta terça-feira. A Brigada Militar da cidade gaúcha foi acionada após o irmão de Fabiane não conseguir entrar em contato com ela durante todo o dia. Os agentes encontraram o corpo da modelo sobre a cama sem sinais de violência ou arrombamento da residência.
A tese de suicídio ganhou força após parentes e pessoas próximas a Fabiane afirmarem que a modelo passava por um quadro depressivo. "Não descartamos nenhuma hipótese, porém trabalhamos com tese do suicídio devido aos relatos que colhemos do irmão da vítima e de pessoas que estavam no local e, informalmente, relataram que ela tomava medicamentos para tratar a depressão e que, inclusive, já teria atentado contra a própria vida", disse Barcellos.
Fabiane morava sozinha e, segundo o delegado, não há informações de ameaças contra a modelo. "Ela estava solteira e não há histórico de animosidade. Ela era muito querida aqui [em Gramado], uma moça simples, tranquila e muito educada. De acordo com as pessoas ouvidas, não há relatos de brigas ou ameaças contra a vítima."
A modelo, segundo relatos, havia mencionado a pretensão de cometer suicídio e disse que deixaria uma carta de despedida, porém a perícia não encontrou nenhuma mensagem. "Não localizamos a carta e, na primeira análise pericial, tampouco se confirma a existência desse documento."
Segundo Barcellos, a investigação será retomada na quinta-feira com o depoimento de familiares e pessoas próximas à modelo, além da análise dos laudos periciais com os exames laboratoriais que comprovarão se Fabiane ingeriu drogas, medicamentos em excesso ou até mesmo se foi vítima de um mal súbito. "Encontramos cartelas vazias e outras com medicamentos, porém não descartamos nada nesse início. Tudo será esclarecido a partir dos exames laboratorais". O velório da modelo acontece nesta quarta no cemitério da Linha Furna, em Gramado.
Luto oficial - O prefeito de Gramado, Nestor Tissot, decretou nesta quarta-feira luto oficial de três dias pela morte de Fabiane. Antes de ser Miss Brasil, em 2004, a modelo foi eleita Miss Rio Grande do Sul, em 2003. Ela concorreu ao Miss Universo, mas ficou de fora da lista das finalistas do concurso.
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segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Padre Marcelo Rossi participa de sessão de autógrafos em Natal

Padre Marcelo Rossi estará em Natal nesta terça-feira (o6), para sessão de autógrafos do novo livro Philia: Derrote a depressão, o medo e outros, no piso 4 do Deck Parking do Natal Shopping, às 14h30. Escrito durante o período de composição do disco O tempo de Deus, o livro apresenta quatorze textos sobre os males da alma, como depressão ansiedade, tristeza e pessimismo.


Robson Pires

segunda-feira, 2 de março de 2015

Grão-de-bico afasta depressão e ajuda na manutenção do peso

Grão-de-bico ajuda a regular o intestino e promove uma sensação de saciedade

O grão-de-bico sempre esteve presente, principalmente, na culinária árabe, utilizado no preparo de diferentes pratos, frios e quentes, como saladas, sopas, pastas e patês ou, até mesmo, em doces, devido a sua versatilidade. Parte da família das leguminosas, ele vem conquistando espaço nos cardápios brasileiros, mas ainda perde para o feijão, que é o mais presente nas refeições. O grão-de-bico não é um dos alimentos mais baratos, mas seus benefícios compensam o investimento. Mais do que importantes qualidades culinárias, ele é nutritivo, rico em proteínas, sais minerais e vitaminas do complexo B, além de ajudar no emagrecimento e também a espantar a depressão.
Um estudo publicado no Journal of the American College of Nutrition mostrou que uma dieta feita com grão-de-bico é capaz de reduzir o colesterol total e o colesterol ruim (LDL). Os pesquisadores acreditam que o resultado esteja associado à presença dos ômegas-3 e 6, que estão relacionados à diminuição do índice de gorduras no sangue e à prevenção de doenças cardiovasculares, como infartos e AVC. As fibras presentes nessa leguminosa são geralmente solúveis em água. Por isso, ele também colabora para o bom funcionamento do coração, pois diminui a absorção de açúcar, gordura e colesterol.
Rico em fibras, o grão-de-bico ajuda a regular o intestino e promove uma sensação de saciedade, já que auxilia no controle da fome e traz mais benefícios para a manutenção do peso. Por isso também pode ser consumido todos os dias. Uma opção é combiná-lo com cereais integrais, como o arroz, pois fornece proteínas de extraordinária qualidade, praticamente livres de água e gorduras elevadas. As grávidas também podem aproveitar muito um dos benefícios oferecidos, pois ele é rico em ácido fólico que previne problemas no feto. Já para as pessoas com diabetes, os carboidratos presentes são digeridos e absorvidos lentamente, o que aumenta a glicose aos poucos e reduz o nível de açúcar no sangue.
O grão-de-bico também ajuda no humor. Ele afasta a depressão, pois aumenta a produção de serotonina, graças à alta taxa de triptofano, mesma substância que faz do chocolate uma ótima fonte de bem-estar.
Outro benefício a ser destacado é a presença dos hormônios vegetais usados na reposição hormonal. Essas substâncias são eficazes na prevenção da osteoporose e no combate a doenças do coração e câncer de cólon. Além disso, o grão-de-bico pode aumentar a energia de uma pessoa, uma vez que é rico em ferro, um elemento integrante da hemoglobina, que transporta o oxigênio dos pulmões para todas as células do corpo e também faz parte dos principais sistemas enzimáticos para a produção de energia e do metabolismo.
Fonte: MSN

domingo, 14 de dezembro de 2014

Depressão quase levou Padre Marcelo Rossi a tirar sua própria vida


Recuperado de uma forte depressão, Padre Marcelo Rossi causou surpresa ao revelar, durante entrevista ao programa “De Frente com Gabi”, do SBT, que chegou a pensar em suicídio durante o momento difícil. “Eu achava que depressão era frescura. Até que Deus permitiu que eu caísse. O pior são os pensamentos autodestrutivos. Tenho um caso de suicídio na família, meu avô tirou a própria vida. E eu cheguei a pensar nisso. Pensei ‘Meu Deus, será que herdei alguma coisa?!”, disse.
O religioso contou que não tomou medicação para superar a doença: “Não tomei nenhum antidepressivo. Eu quis fazer uma experiência e provar a um amigo meu, psiquiatra, que era possível sair da depressão”. Em seu novo álbum, “O Tempo de Deus”, o paulista abordou o período complicado que viveu. “Cada música foi um momento tenebroso da minha vida. Eu fui compondo nos piores momentos”, afirmou.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

FILHO DO EX-PREFEITO DE SÃO GONÇALO DO AMARANTE JOSÉ TARGINO, PRATICA SUCÍDIO NA MANHÃ DESTA SEXTA (30)


 
MIGUEL TARGINO DA SILVA, 51 anos,   filho do ex-Prefeito de São Gonçalo José Targino e de Dona Maria Augusta, cometeu suicídio na manhã desta quinta-feira, 30, na casa de sua sogra no bairro de Igapó.
Segundo familiares, Miguel estava depressivo  com uma financeira de veículo, pois já havia comprado um outro carro e mesmo quitando o carro anterior não estava conseguindo fazer negócio pois a financeira não liberava os documentos. "Meu irmão sempre foi muito correto com seus negócios e esta posição da financeira estava lhe perturbando muito, estou muito triste com tudo isso pois os bens materiais a gente tem como recuperar, a vida não",  afirmou o seu irmão Targino filho. O  velório acontece na comunidade de Serrada, próximo a unidade de saúde, onde Miguel residia. E o sepultamento será às 8 horas da manhã desta sexta-feira 31 de outubro de 2014, no cemitério de Igapó.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Conheça alguns bons e eficazes remédios caseiros para o nervosismo

     

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As pressões sejam do trabalho, pessoais ou econômicas, causam nervosismo e ansiedade nas pessoas e isso não é uma novidade. O nervosismo vai aparecendo com o decorrer dos anos e muitos são os casos de gente que sofre mais que os outros por esta razão. Os medicamentos que ajudam a controlar o sistema nervoso podem se converter em vício, por isso é preciso evitá-los e aproveitar os benefícios dos remédios caseiros para os nervos. Conheça os melhores no seguinte artigo.
Nervosismo: o que saber
Os problemas de “nervos” são atendidos por psicólogos ou psiquiatras (estes últimos são os que possuem a autorização para prescrever os medicamentos). Este tipo de afecção depende de cada paciente, pois deriva de problemas diferentes. Muitos consideram que sentir nervosismo é normal, mas o problema se torna excessivo, como ocorre com tudo. Certas doenças relacionadas aos nervos não podem ser erradicadas totalmente, caso muito tempo tenha se passado sem o devido tratamento.
Entre as causas mais frequentes de nervosismo se encontram:
  • Estresse: é o “mal moderno” que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Aparece pelas próprias pressões e do ambiente. Entre os sintomas deste problema estão a insônia, fatiga crônica, doenças como gripe (por diminuição do sistema imune), comer as unhas, queda de cabelo, falta de apetite, etc.
  • Depressão: outro dos detonadores do nervosismo, pois nos momentos em que a pessoa está deprimida, um hormônio que modifica os níveis normais do cérebro é secretado.
  • Insônia: é por sua vez uma causa e uma consequência. Por não poder dormir, o corpo baixa as defesas e reduz seu nível de atenção. A falta de sono é um problema particular e que deve ser tratado o mais rápido possível.
Remédios caseiros para o nervosismo
Muitos alimentos e bebidas são considerados como “antinervos”. Alguns deles são:
  • Beber uma xícara de suco de laranja com duas colheradas de mel e uma de noz moscada.
  • Ralar duas cebolas e misturar com duas xícaras de aipo picado. Comer como salada junto com outros ingredientes.
  • Embeber umas 15 amêndoas em água por toda a noite. Descascá-las e fazer uma pasta com uma colher de noz moscada e uma pitada de gengibre. Ingerir antes de ir dormir.
  • Consumir alface em saladas, junto com azeite de oliva, principalmente para o jantar. Muitos consomem também o suco de alface, fervendo algumas folhas.
Ervas e plantas para o nervosismo
  • Ginseng: atacam a depressão e reduzem o estresse. Reforça de maneira natural o sistema nervoso.
  • Erva de São João ou Hipérico: é um tônico reparador do sistema nervoso, sendo útil para os tratamentos para depressão. Consumir uma colher de flores trituradas duas vezes por dia.
  • Borragem: serve para equilibrar o excesso de hormônios que são produzidos pelo estresse. Beber uma infusão realizada com uma colher de folhas secas por xícara de água.
  • Valeriana: uma das mais conhecidas ervas para os nervos, assim como também para reduzir palpitações, espasmos, insônia e estresse. Beber uma infusão de 15 g da raiz da planta diariamente.
  • Ulmária: seu aroma possui propriedades sedativas e calmantes para os nervos. Beber um chá com duas colheres de sua flor por xícara de água depois das refeições.
  • Cardamomo: é utilizado para diferentes estados nervosos. É colocado no chá ou em sobremesas. Também é utilizado para o café, este não é recomendado para aqueles que sofrem com o nervosismo.
  • Boldo: possui efeitos sedativos e calmantes. Beber uma infusão com 2,5 g de folhas secas por 100 mL de água, antes de ir dormir.
  • Alfavaca: tranquiliza e reforça o sistema nervoso. Beber uma infusão de uma colher de folhas secas por xícara de água, depois das refeições principais.
  • Passiflora (ou flor de maracujá): ideal para os casos de insônia e para acalmar os nervos por exigências do trabalho, provas, etc. beber duas xícaras por dia de uma infusão feita com algumas colheres da planta seca e meio litro de água.
  • Melissa: excelente para as alterações do sistema nervoso. Beber uma xícara feita com um punhado de folhas secas e água fervendo, três vezes por dia.
  • Manjerona: possui efeito sedativo, por isso é utilizado para o estresse, o nervosismo e a insônia. Beber três xícaras por dia de chá, cada uma feita com 5 g de folhas secas e água fervendo.
Tratamento e prevenção do nervosismo
Além de aproveitar as virtudes dos remédios caseiros para o nervosismo, é bom também realizar atividades relaxantes, como tomar um banho de imersão, tomar um tempo para descansar de tudo e de todos, praticar yoga ou fazer meditação. Ou simplesmente, sentar na grama com os olhos fechados e prestar atenção unicamente à respiração. Ler um livro de autoajuda, desfrutar de uma sessão de massagens, escutar música instrumental ou o som do mar, beber um chá ou olhar pela janela quando estiver chovendo, podem ser atividades relaxantes. Muitos proprietários de gatos indicam que sentar ao sofá com sua mascote no colo serve para acalmar os nervos e as preocupações (graças aos seus ronronados).
Aproveita as vantagens da aromaterapia para acalmar os nervos. A fragrância do óleo essencial de laranja é muito boa. Inale o vapor de água fervida com umas gotas do óleo. Também são bons os extratos de onagra, lavanda, melissa e flor de maracujá.
As ações preventivas para os nervos são a chave para evitar episódios graves.  O melhor o que você pode fazer é averiguar o que está causando essa sensação ou situação. Pensar em uma solução possível e se não existe nenhuma, então, deixar de se preocupar. Para poder se dar conta do inconveniente é preciso que a mente esteja livre, descansada e relaxada. Lembre-se que os nervos são uma resposta natural do corpo que indica que algo não está bem. Escute e observe os sinais que o organismo te dá.


Fonte: Melhor com Saúde

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Uma pessoa se suicida no mundo a cada 40 segundos, aponta OMS

Tristeza
Suicídio é mais prevalente em países emergentes e pobres (Thinkstock/VEJA)
O suicídio se tornou uma epidemia de proporções globais, mata mais de 800.000 pessoas por ano e é mais prevalente — 75% dos casos — em países emergentes e pobres, não em capitais escandinavas, como a cultura popular insiste. Esses são alguns dados de um levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre suicídio, divulgado nesta quinta-feira. De acordo com o estudo, a cada 40 segundos uma pessoa tira a própria vida no mundo.
 
Por causa do estigma, apenas 60 dos 194 países da OMS coletam dados sobre o fenômeno. Diante dessa realidade, a entidade vai lançar-se em campanha para ajudar governos a desenhar programas de prevenção e reduzir a taxa em 10% até 2020. Hoje, apenas 28 países têm estratégias nacionais de prevenção. 


Brasil — Em termos absolutos, o Brasil é o oitavo país do mundo com maior número de casos de suicídio: O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://saude.estadao.com.br/noticias/geral,especialistas-criticam-modo-como-suicidio-e-tratado-no-brasil,155439811.821 O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://saude.estadao.com.br/noticias/geral,especialistas-criticam-modo-como-suicidio-e-tratado-no-brasil,1554398em 2012. Em proporção ao tamanho da população, no entanto, a taxa é inferior à média mundial. O que preocupa os especialistas é que esse comportamento tem crescido. Em dez anos, o número de suicídios aumentou em mais de 10% no país.

A liderança em termos de números absolutos é da Índia, com 258.000 casos por ano. A China vem em segundo lugar, com 120.000. Na terceira posição estão os americanos, com 43.000 suicídios por ano, seguidos por Rússia, Japão, Coreia, Paquistão e Brasil.

Na liderança em termos proporcionais está a Guiana, com 44 casos para cada 100.000 pessoas. A Coreia do Norte vem em segundo lugar, com 38,5 casos. Sri Lanka, Coreia do Sul e Lituânia dividem a terceira colocação, com 28 casos para cada 100.000 pessoas. Locais associados a esse comportamento, como Suécia, Finlândia e Suíça, registram taxas de 11, 14 e 9 casos para cada 100.000 pessoas. O Brasil está distante desse grupo, mas passou de 5,3 casos por 100.000 pessoas em 2000 para 5,8 em 2012. A média mundial é de 11,4 por 100.000 pessoas.
(Com Estadão Conteúdo)

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Conheça alguns tratamentos naturais para combater a temível depressão

    

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Em um determinado  momento não podemos suportar mais e começamos a descer ladeira abaixo. Parece que tudo vai dar errado sempre e nos sentimos sozinhos e tristes. Algumas pessoas se deprimem com mais facilidade que outras e recorrem a medicamentos que aliviam de certa forma, mas estão ignorando que estas drogas podem causar dependência e que existem outras maneiras de lidar com o problema e evitar torná-lo permanente. Siga lendo este artigo e conhecerá os melhores remédios naturais para tratar a depressão.
Por que nos deprimimos?
A depressão é um transtorno emocional e uma doença que se caracteriza pelo decaimento, pela tristeza profunda e pela infelicidade. Suas causas podem ser muito variadas, mas outras podem ser evitadas, preste atenção!
Alguns fatores desencadeantes da depressão:
  • Predisposição genética
  • Trauma por acidente, assassinato ou tragédia.
  • Morte de um ente querido
  • Estresse
  • Decepção sentimental
  • Transtorno por más notícias
  • Abuso de álcool
  • Consumo de drogas e outras substâncias tóxicas
  • Abuso psicológico
Como você viu, muitos fatores podem ocasionar a depressão, mas o importante é maneira como enfrentamos este momento, se você se deixar levar e não buscar soluções imediatas o dano pode ser permanente. As consequências sociais e pessoais vão desde a baixa autoestima, a falta de motivação e de apetite até a incapacidade para trabalhar e o suicídio. De fato, aspectos psicológicos negativos como altos níveis de estresse e a depressão profunda tendem a inibir o sistema imune, nos tornando propensos a sofrer infecções e inclusive câncer.
Mas, não se preocupe, existem muitas formas de tratar a depressão: psicoterapia, medicamentos, hipnose. Propomos a seguir sete remédios naturais que ajudarão no tratamento.
Remédios naturais para tratar a depressão
Remédio # 1: Comer bananas
Deprimido? Não tenha dúvida, o que você precisa é comer bananas habitualmente. A banana é a fruta do sistema nervoso e contém vitamina A, C e E e vitaminas do complexo B (B1, B2 e B12), assim como potássio, cálcio e fósforo. Nunca exagere no consumo da banana, posto que ela possui um alto conteúdo de sacarose (açúcar), mas se for incluída no café da manhã ou lanches, uma banana por dia estará contribuindo para elevar seu humor e controlando o estresse.
Remédio # 2: Macerado de alho
Acredite ou não as substâncias tóxicas que acumulamos em nosso organismo influenciam em nosso estado emocional. Este remédio purifica e tonifica o corpo ajudando a prevenir e eliminar a depressão. Se você quiser prepará-lo, leia a seguir:
  • 150 gr de alhos frescos
  • Vinagre de maçã
  • Água mineral
  • 2 colheres de sopa de orujo (tipo de aguardente)
  • 150 gr de mel
Descasque os alhos e pique-os em pedaços. Coloque os em um recipiente de boca larga que possa ser fechada e cubra-os com o vinagre e a água, que devem ser adicionados em partes iguais. Adicione o orujo e o mel e feche o recipiente hermeticamente. Conserve em lugar fresco e escuro durante nove dias, mexendo a cada dia. Depois deste tempo, filtre o macerado utilizando um pano musselina ou linho e armazene em um recipiente hermético.
Para se encher de energia vital você precisará tomar uma colher de sopa do produto antes de almoçar e outra antes de jantar. Verá a mudança!
Remédio # 3: Se delicie com o chocolate amargo
Diversos estudos científicos indicam que consumir o chocolate amargo todos os dias durante duas semanas reduz a concentração dos hormônios que causam estresse e depressão. Delicie-se com o chocolate e se deixe levar pela energia positiva.
Remédio # 4: Xarope de mamona e mel
Quando a melancolia e o desânimo estão presos em você, quando sentir que não possui mais energias, este xarope fará a diferença. É um regenerador que ativa o sistema imune e também tonifica as células. Para preparar o xarope precisará:
  • 5 pencas de mamona
  • 250 gr de mel
  • 2 colheres de whisky ou conhaque
Primeiro retire as espinhas da mamona, lave-as e extraia a polpa. Coloque o mel, o licor e a mamona no liquidificador e bata até obter uma bebida cremosa. Verta em recipiente esterilizado que deverá ser guardado em um lugar fresco. Tome o xarope três vezes por dia (uma colher antes de cada refeição). Ao final de uma semana, os resultados te surpreenderão.
Remédio # 5: Ativando com bolas de tênis
Da época dos faraós egípcios trazemos este remédio para aliviar a depressão e qualquer outro problema nervoso, ainda que seja claro que eles não utilizavam bolas de tênis. A ideia é ativar toda uma série de pontos energéticos que são encontrados na planta dos pés e influenciam no estado de humor. Para conseguir o tratamento, basta sentar em uma cadeira cômoda e com as plantas dos pés descalços pressione e mova uma bola de tênis. Se você realizar esta auto-massagem diariamente, rapidamente se sentirá ativo e otimista.
Remédio # 6: Reduza o consumo de açúcar
Às vezes é na mudança mais simples que achamos o remédio de nossos problemas. Por isso, aconselhamos a redução da ingestão de alimentos açucarados, posto que foi comprovado que facilitam a eliminação de vitaminas do complexo B. As vitaminas B9 e B12 influenciam diretamente no desenvolvimento e estabilização do sistema nervoso. Se você comer mais ovos, espinafre, cenouras, agrião, frutas e lácteos deixará a depressão.
Remédio # 7: Realize exercícios físicos
O sedentarismo é a base de muitos de nossos problemas: obesidade, infartos, depressão. Realizar exercícios físicos diariamente ajudará a liberar adrenalina e outros hormônios que influenciam em sua vitalidade. Você se sentirá alerta, animado e vital.
E para terminar
Lembre-se que muitos dos fatores que causam a depressão são dependentes de nós mesmo: se encha de amor próprio, aprecie as belezas que te rodeiam, desfrute de sua família, de uma caminhada, de um jantar com os amigos, aprenda com os erros e tente seguir em frente, se rodeie de cores energéticas e de música. Crie um bom ambiente que ajude a recuperar sua mente, utilize estes remédios e não evite pedir ajuda caso necessário. Pensamento positivo que tudo tem solução!

Fonte: Site Melhor com Saúde

domingo, 2 de março de 2014

Bebida alcoólica com energético pode elevar pressão e levar à morte

     

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Muitas vezes, a folia de Carnaval é embalada com bebida alcóolica, seja nos bloquinhos de rua, no sambódromo ou no clube. Mas tome cuidado, o abuso ou excesso, principalmente dos adolescentes pode prejudicar à saúde. O álcool pode trazer diversos problemas ao sistema nervoso central e até a morte.
As consequências do álcool do cérebro do adolescente são “muito piores” que nos adulto, explica a psiquiatra e presidente da Abead (Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas) Ana Cecília Marques. Segundo ela, a substância pode “provocar atrofia em áreas importantes do cérebro, que faz com que a pessoa amadureça”.
— Além de afetar todo o sistema nervoso central, o álcool também mexe com sistema cardiovascular, ou seja, as pessoas ficam mais vulneráveis a ter AVC (acidente vascular cerebral). Esse rompimento de artérias pode deixar a pessoa com sequela ou levar à morte. A bebida em excesso está associada muitas vezes casos de violência, relação sexual sem camisinha, entre outros.
Durante o Carnaval é muito comum as internações decorrentes de coma alcoólico, segundo a professora do Departamento de Medicina Preventiva da Unifesp (Universidade de São Paulo), Zila Sanches. Segundo ela, o coma acontece quando há intoxicação decorrente do excesso de consumo e faz a pessoa sofrer “um apagão”.
— O coma é reversível, mas depende do estrago. O tratamento é realizado na UTI (Unidade de Treinamento Intensiva).
Mistura álcool e energético
Além do uso do álcool, a médica cardiologista e presidente da Socerj (Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro), Olga Ferreira de Souza, alerta para a mistura do álcool com energético, bebida comum nestes dias de festa Em excesso, a combinação pode levar ao aumento da pressão arterial, palpitações, arritmias cardíacas, e até AVC e a morte súbita.
— Os energéticos escondem os sintomas de embriaguez, pois são estimulantes, contêm cafeína e taurina que mascaram os efeitos do álcool. Os energéticos permitem que a pessoa beba por mais tempo e em maior quantidade.
A professora Zila explica que o “energético mascara os efeitos do álcool, assim faz com que a pessoa beba mais e não sinta os efeitos do seu consumo”. Portanto, a pessoa se sujeita a embriaguez e todos os riscos que isto acarreta, como redução de reflexos, riscos de quedas e acidentes, risco de dependência e risco de morte.
Um estudo realizado pela Unifesp mostra que a cafeína presente nos energéticos potencializa o efeito maléfico do álcool no cérebro e pode provocar envelhecimento precoce e a doenças como Mal de Alzheimer e de Parkinson.
De acordo com Olga, portadores de doenças do coração podem ter mais problemas ao consumir a mistura.
— O jovem não faz habitualmente avaliação clínica e cardiológica que nos permita dizer se é saudável. O risco é enorme para aqueles que são portadores de doenças do coração, hipertensão arterial e arritmias e também para os que não sabem ter doenças.
“Se for beber, que seja de forma moderada, pouca quantidade, evitando bebidas destiladas que possuem maior teor alcoólico”, alerta a cardiologista.
— O ideal é se hidratar periodicamente durante o consumo de bebidas alcoólicas, pois um dos efeitos do álcool é a desidratação das células. Só beba se estiver bem alimentado, nunca em jejum.
Além dos problemas de saúde, Ana Cecília diz que as pessoas estão bebendo cada vez mais cedo. E, segundo ela, “inicialmente” isso ocorre por “falta de politica para o álcool”.
— Atendo há mais de 30 anos. Antigamente, atendia paciente alcoólatra com 45 ou 50 anos. Hoje, a partir dos 35 anos, porque se toma cada vez mais cedo. Os jovens estão tendo cada vez mais acesso à bebida. Não existe controle para a venda do álcool. O adolescente tem acesso ao álcool. Não existe campanha preventiva que explicasse bem as consequências do uso do etanol. Se uma mãe soubesse de tudo, iria pegar no pé do filho e dar limites.

 
Fonte: R7

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Especialistas alertam para aumento do suicídio e avisam: “quanto antes se detectar, mais fácil prevenir”

Detectar os sinais precocemente aumenta as chances de salvar uma vida: depressão é um  dos principais sinais


Detectar os sinais precocemente aumenta as chances de salvar uma vida. Foto: Divulgação
Nem todo suicida quer morrer, apenas quer mudar a situação
No Brasil, estima-se que haja uma média de 25 suicídios por dia. Uma tentativa aumenta em 50% a chance de uma segunda investida. E mais de 90% dos casos estão ligados a problemas de saúde mental. Como se fala muito pouco sobre o assunto — salvo quando um caso como o do músico Champignon ganha as manchetes — os indícios do suicídio, considerado um tabu social, são mal conhecidos. Mas a única forma de evitá-lo é adotar estratégias de prevenção e, para isso, é preciso conhecer os sinais.
“Estão envolvidos em uma tentativa de suicídio os fatores predisponentes, como genética, psiquismo do indivíduo, círculo social, ambiente familiar e até religião. E os precipitantes, aqueles fatores que motivaram o ato”, diz José Manoel Bertolote, autor do livro “Suicídio e sua Prevenção” (Editora Unesp) e especialista em psiquiatria da Unesp em Botucatu.
Mas 90% dos casos de suicídio estão atrelados a algum problema de saúde mental, como depressão, transtornos de personalidade, alcoolismo, abuso de drogas, bipolaridade ou esquizofrenia, entre outros.
“Quem fala não faz” é um mito comum sobre o suicídio. A maioria dos suicidas dá sinais claros de que vai se matar. “São praticamente anúncios. Normalmente os mais jovens são mais diretos. Eles verbalizam claramente, ou avisam pelas redes sociais, por email. Já os mais idosos são mais sutis. Eles se despedem distribuindo posses”, diz Bertolote.
Há também os sinais indiretos, que precisam ser decodificados. Um tipo de sinal, neste caso, é começar a colocar a vida em risco, como abusar de álcool e drogas, dirigir de forma irresponsável, brincar com armas de fogos perigosas. São os chamados suicidas passivos.
Para Karen Scavacini, gestalt terapeuta e mestre em saúde pública de promoção de saúde mental e prevenção ao suicídio, outro mito é relacionado ao tabu que cerca o tema: perguntar se a pessoa pensa em se suicidar não a induzirá ao ato. Ao contrário, falar sobre o assunto pode salvar muitas vidas. “Se você ficou desconfiado diante dos sinais, pergunte a ela: ‘você está pensando em se matar?’ Faça então um encaminhamento desta pessoa. Não precisa ser só para o psicólogo ou para o psiquiatra. Pode ser para o padre, o diretor da escola, o agente comunitário, o bombeiro”, aconselha Karen.
Um estudo realizado pela Unicamp detectou que, no Brasil, 17 de 100 pessoas pensam seriamente em se matar. Com o silêncio que cerca o tema, a abordagem do suicídio como problema de saúde pública ainda engatinha. “Não existe no País saúde pública que dê conta deste fenômeno. A Estratégia Nacional de Prevenção continua até hoje no papel. O médico da unidade básica deveria ser o primeiro a detectar indícios”, diz.
Na Europa, as taxas de suicídio estão diminuindo porque a prevenção funciona. Já nos Estados Unidos foi lançada a campanha “Amigo bravo é melhor que amigo morto”, para incentivar os jovens a não manterem segredo e contarem o que sabem sobre as intenções dos colegas. “No Brasil, simplesmente não se fala no assunto”, completa Karen.
A voluntária do CVV Adriana Rizzo, que dedica quarto horas por semana para ouvir e aconselhar pessoas que pensam em se matar, diz que mudanças bruscas de comportamento são as principais pistas que o suicida dá. “Eram pessoas muito tímidas e, do nada, ficam muito agitadas. Também acontece uma retirada da vida social, um isolamento, ou abuso de álcool e drogas“, alerta.
Além da mudança de personalidade, ligue o alerta quando notar grande alteração alimentar ou de sono, sentimento de desvalor e desesperança. Pessoas que tiveram perdas recentes, como mortes, divórcio, histórico familiar de suicídio ou que tiveram diagnóstico de doença grave, fazem parte do grupo de risco.
O quanto antes se detectar, mais fácil prevenir. “Bem como intervir em crises”, conta a voluntária Adriana. “O nosso trabalho é oferecer atenção e conversar com a pessoa sobre um assunto que ela quer dividir e não consegue, pois se sente julgada, criticada. Ao desabafar e compartilhar o que está lhe afligindo, ela se sente valorizada. A gente procura a entender por que ela quer desistir de viver. Para o copo não transbordar, ela precisa esvaziar o que está sentindo antes”.

Ambivalência
Nem todo suicida quer morrer, apenas quer mudar a situação. Todo suicida é ambivalente: uma hora ele quer, na outra não. De acordo com Bertolote, isso explica porque muitas vezes, quando o suicida fez uso de um método letal e está à beira da morte, bate o desespero e ele se arrepende.
Tanto para quem convive com um suicida em potencial ativo, que toma objetivamente a decisão, quanto para quem vive com um passivo, que adota comportamento abusivo em busca de um “acidente”, o conselho mais importante é não ignorar qualquer sinal. Leve a sério as ameaças e tome providências para ajudar a pessoa em risco. “O tratamento dos transtornos mentais é a primeira intervenção. Isso porque a maioria dos suicidas têm um transtorno como depressão, alcoolismo ou esses dois males associados”, diz Bertolote.
JH