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segunda-feira, 29 de maio de 2017

‘Não tinha nem mais tesão para cantar’, diz Gusttavo Lima sobre depressão

Cantor foi clinicado com depressão há alguns anos

'É algo muito complexo. Você tenta digerir, tenta saber o que está acontecendo com você mesmo, e não se encontra', disse Gusttavo

O cantor sertanejo Gusttavo Lima, do sucesso “Tchê tchêrere tchê tchê / Gusttavo Lima e você”, falou sobre seu problema, quando foi clinicado com depressão há alguns anos, em entrevista ao Encontro com Fátima Bernardes nesta segunda-feira, 29.
“É algo muito complexo. Você tenta digerir, tenta saber o que está acontecendo com você mesmo, e não se encontra. Acaba batendo tristeza, você para baixo o tempo todo. A melhor forma de superar isso é estar perto da minha família, das pessoas que eu amo”, disse.
Em seguida, complementou: “Terminava o show no domingo, saía correndo pra fazenda dos meus pais, ficava lá o resto da semana até quinta-feira. Não tava tendo nem mais tesão para cantar. Era meio que um negócio de ‘trabalho’, mesmo. Perdi minha irmã em 2012, nem pude estar no velório dela… Foram muitas coisas que foram influenciando”.
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terça-feira, 6 de setembro de 2016

Setembro Amarelo discute o tabu do suicídio - Em nível local, os números não são menos alarmantes. No ano de 2015 a região metropolitana de Natal registou 294 casos.


O Brasil é o oitavo país do mundo no número de suicídios. Somente no ano de 2012, foram 11.821 casos. Em nível local, os números não são menos alarmantes. No ano de 2015 a região metropolitana de Natal registou 294 casos. Este ano foram 196 até o dia 31 de julho, segundo a Polícia Militar.
Ainda segundo dados internacionais, o Brasil é o 4º país com maior taxa de aumento de casos da América Latina. Esta silenciosa epidemia fez com que a comunidade médica brasileira voltasse sua atenção para este que já um problema de saúde pública. Para os psiquiatras, o comportamento suicida é sintoma de uma doença mental em 98% dos casos, e essas mortes poderiam ser evitadas caso os sinais fossem detectados há tempo pela família. Importante também saber que  o comportamento suicida tem razões multifatoriais,com raízes psicológicas, biológicas, culturais e sócio ambientais, não podendo ser ligado a um fato específico e pontual da vida da pessoa, ou como um ato de fraqueza.
Por este motivo a Associação Brasileira de Psiquiatria com o apoio de suas federadas lançou a campanha Setembro Amarelo: mês de prevenção ao suicídio. No nosso estado, a Associação Norteriograndense de Psiquiatria apoia a iniciativa. “Existe um forte tabu, porem, mais do que isso: existe um desconhecimento por parte da população. Muitos acreditam que tocar nesse assunto pode estimular uma pessoa a pensar no assunto e cometer suicídio, quando na verdade uma simples pergunta para quem esta triste ou com outros sinais de depressão. Um simples “tudo bem com você”? Pode gerar um desabafo e expor seus medos e planos (inclusive de morte). Quando se fala em suicídio, não estamos falando em fim. Não estamos falando de morte. Estamos falando em prevenção. Estamos falando em vida”, explica o psiquiatra Leonardo Barbosa, presidente da ANP.
Durante todo este mês os médicos da ANP participarão de atividades e estarão à disposição da imprensa para ajudar nesta importante conscientização.”Queremos contar com a ajuda da imprensa e das redes sociais para desmistificar o tema”, enfatizou o dr. Leonardo.
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