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segunda-feira, 29 de maio de 2017

‘Não tinha nem mais tesão para cantar’, diz Gusttavo Lima sobre depressão

Cantor foi clinicado com depressão há alguns anos

'É algo muito complexo. Você tenta digerir, tenta saber o que está acontecendo com você mesmo, e não se encontra', disse Gusttavo

O cantor sertanejo Gusttavo Lima, do sucesso “Tchê tchêrere tchê tchê / Gusttavo Lima e você”, falou sobre seu problema, quando foi clinicado com depressão há alguns anos, em entrevista ao Encontro com Fátima Bernardes nesta segunda-feira, 29.
“É algo muito complexo. Você tenta digerir, tenta saber o que está acontecendo com você mesmo, e não se encontra. Acaba batendo tristeza, você para baixo o tempo todo. A melhor forma de superar isso é estar perto da minha família, das pessoas que eu amo”, disse.
Em seguida, complementou: “Terminava o show no domingo, saía correndo pra fazenda dos meus pais, ficava lá o resto da semana até quinta-feira. Não tava tendo nem mais tesão para cantar. Era meio que um negócio de ‘trabalho’, mesmo. Perdi minha irmã em 2012, nem pude estar no velório dela… Foram muitas coisas que foram influenciando”.
Portal no Ar

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Por que as pessoas roem as unhas? E como parar com o hábito

Pessoas que roem ou roeram as unhas o fazem por inúmeros motivos que vão desde ansiedade até tédio. Em relação as causas para esse hábito que é considerado uma espécie de TOC, estudos sugerem que pode ser um fator genético, uma forma de relaxar ou ainda para aliviar o perfeccionismo. (iStock/Getty Images)


O hábito de roer as unhas afeta até 30% da população mundial e pode estar relacionado de ansiedade à genética. Mais: é possível parar com o hábito


Você rói as unhas?  Estudos estimam que o hábito afete entre 20% e 30% da população mundial. Os motivos para a prática variam de acordo com a pessoa, muitos associam ao nervosismo, ansiedade, tédio, fome, frustração e até mesmo como uma forma de relaxamento. Entretanto, as causas que levam a isso ainda permanecem um mistério para a ciência e para a comunidade médica, como afirma um estudo sobre o tema publicado na revista especializada Iranian Journal of Medical Sciences, segundo informações da BBC Brasil.

Onicofagia

O termo técnico para o hábito de roer as unhas é onicofagia e “pode levar a problemas psicossociais significativos e ter um impacto negativo na qualidade de vida” das pessoas, de acordo com um estudo publicado em 2016 na revista on-line PubMed.com.
Roer unhas também pode causar problemas na “unidade ungueal (da unha) e na cavidade oral”, de acordo com outro estudo chamado Onicofagia: o mistério, para os médicos, de roer as unhas. Para os autores dessa pesquisa, este problema é tão difícil de tratar que é preciso um esforço multidisciplinar envolvendo dermatologistas, pediatras e dentistas, entre outros.
veja

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Ansiedade faz com que enxerguemos o mundo de maneira diferente, comprova estudo - Para os ansiosos, as sensações funcionam no esquema “8 ou 80”

De acordo com um estudo publicado pelo Jornal Current Biology, ansiosos não tem a capacidade de diferenciar situações “seguras” de situações neutras. Elas se dividem em apenas duas opções: momentos indiferentes ou momentos ameaçadores (ou ruins).

Entenda melhor
A pesquisa feita pelo Instituto Weizmann de Ciências, em Israel, constatou que essa disfunção está ligada diretamente à plasticidade cerebral, a área do sistema nervoso responsável por desenvolver “respostas” à experiências, ou seja, é a parte do cérebro que indica como cada um de nós vai lidar com cada situação.
Em pessoas diagnosticadas com ansiedade, a plasticidade costuma ser mais “resistente”, ou seja, o cérebro têm mais dificuldade em reorganizar e formar novas conexões.
Com essa confusão, os momentos bons acabam sendo encarados como banais, e os momentos neutros podem ser interpretados pelo cérebro como um momento ruim.

O estudo
Para descobrir isso, inicialmente os cientistas apresentaram aos voluntários três sons específicos, cada um correspondia a um resultado: perder dinheiro, ganhar dinheiro ou ficar na mesma.
Então, esses três sons foram misturados a outros 12 sons, e os especialistas pediram aos voluntários que identificassem quais daqueles ruídos já tinham sido ouvido por eles anteriormente, ou seja, eles tinham que sinalizar quando ouvissem um dos três primeiros sons apresentados.
Foi então que a surpresa aconteceu, os pesquisadores repararam que as pessoas diagnosticadas com ansiedade generalizavam os novos sons, pois tinha a propensão a achar que um som novo era um dos 3 primeiros apresentados no início do teste.
Eles não tinham problemas de audição, nem de aprendizado. Os sons eram encarados como experiências emocionais (ganhar ou perder dinheiro) e para as pessoas sem o transtorno, o experimento era compreendido somente como um teste.
“Os traços da ansiedade podem ser completamente normais e até benéficos do ponto de vista da evolução. Mas um evento emocional, mesmo que de pouca importância, pode induzir mudanças no cérebro que podem levar a um transtorno de ansiedade”, explicou o pesquisador envolvido no estudo, Rony Paz.

De quem é a culpa?
Segundo um estudo da Universidade de Wisconsin-Madison, ansiedade pode ser um fator hereditário. Enquanto isso, de acordo com os dados dos Centros de Prevenção e Controle de Doenças, órgão do governo americano, só 25% das pessoas diagnosticadas com doenças mentais acreditam que as outras pessoas entendem suas experiências.
É muito importante que estudos como este continuem a serem feitos. A sociedade, com um todo, precisa entender que não podemos responsabilizar quem sofre de ansiedade por seus sintomas.
Fonte: Huffington Post

terça-feira, 6 de setembro de 2016

Setembro Amarelo discute o tabu do suicídio - Em nível local, os números não são menos alarmantes. No ano de 2015 a região metropolitana de Natal registou 294 casos.


O Brasil é o oitavo país do mundo no número de suicídios. Somente no ano de 2012, foram 11.821 casos. Em nível local, os números não são menos alarmantes. No ano de 2015 a região metropolitana de Natal registou 294 casos. Este ano foram 196 até o dia 31 de julho, segundo a Polícia Militar.
Ainda segundo dados internacionais, o Brasil é o 4º país com maior taxa de aumento de casos da América Latina. Esta silenciosa epidemia fez com que a comunidade médica brasileira voltasse sua atenção para este que já um problema de saúde pública. Para os psiquiatras, o comportamento suicida é sintoma de uma doença mental em 98% dos casos, e essas mortes poderiam ser evitadas caso os sinais fossem detectados há tempo pela família. Importante também saber que  o comportamento suicida tem razões multifatoriais,com raízes psicológicas, biológicas, culturais e sócio ambientais, não podendo ser ligado a um fato específico e pontual da vida da pessoa, ou como um ato de fraqueza.
Por este motivo a Associação Brasileira de Psiquiatria com o apoio de suas federadas lançou a campanha Setembro Amarelo: mês de prevenção ao suicídio. No nosso estado, a Associação Norteriograndense de Psiquiatria apoia a iniciativa. “Existe um forte tabu, porem, mais do que isso: existe um desconhecimento por parte da população. Muitos acreditam que tocar nesse assunto pode estimular uma pessoa a pensar no assunto e cometer suicídio, quando na verdade uma simples pergunta para quem esta triste ou com outros sinais de depressão. Um simples “tudo bem com você”? Pode gerar um desabafo e expor seus medos e planos (inclusive de morte). Quando se fala em suicídio, não estamos falando em fim. Não estamos falando de morte. Estamos falando em prevenção. Estamos falando em vida”, explica o psiquiatra Leonardo Barbosa, presidente da ANP.
Durante todo este mês os médicos da ANP participarão de atividades e estarão à disposição da imprensa para ajudar nesta importante conscientização.”Queremos contar com a ajuda da imprensa e das redes sociais para desmistificar o tema”, enfatizou o dr. Leonardo.
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segunda-feira, 18 de julho de 2016

Aumento do consumo de remédios para ansiedade coloca em risco adolescentes e adultos no País

Por Allan Darlyson
Cada vez mais consumidos no País, os medicamentos para tratamento da ansiedade vêm ganhando espaço entre adolescentes e adultos, que muitas vezes desconhecem os riscos aos quais serão expostos. Um erro que pode custar caro, de acordo com a psicóloga do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Marina Arnoni Balieiro.
“O que acontece hoje em dia é que as pessoas estão cada vez mais impacientes. Querem que tudo seja resolvido e feito imediatamente e, isso faz com que as pessoas tornem-se mais ansiosas. Ninguém mais tem paciência de esperar e de se frustrar”, frisa a psicóloga.
A ansiedade é uma resposta fisiológica normal do organismo diante de algo novo, inesperado, desejado, temido, muito feliz e, portanto, normal. Acontece que em alguns casos estes sintomas aparecem com mais frequência e com intensidades desproporcionais, passando para um transtorno e não mais algo esperado.
A psicóloga esclarece que para cada caso há um tipo de tratamento indicado. Em alguns deles, a solução mais eficaz são as sessões de terapia, por exemplo.
“Na grande maioria das vezes, as pessoas se utilizam de remédios quando estão em crise, o que se torna um problema sério. Nessa hora, a automedicação é, sem dúvida, muito perigosa, podendo levar à intoxicação e colocar a vida desta pessoa em risco”, adverte a psicóloga ao ressaltar que o uso de remédios é recomendado quando a relação entre o risco e o benefício vale a pena e muitas vezes necessária.
“Os casos onde os sintomas deixam de ser pontuais e se estabelecem com maior frequência sugerem transtorno de ansiedade, porém, o diagnóstico correto cabe apenas a um médico”, completa.
De acordo com dados do IMS Health, entidade privada especializada em informações da área da saúde, em 2015, foram comercializadas 23 milhões de caixas de um conhecido ansiolítico. Esta pesquisa coloca o Brasil no ranking dos maiores consumidores de medicamentos para essa finalidade.
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sábado, 2 de abril de 2016

Dilma: Uma presidente fora de si

Os últimos dias no Planalto têm sido marcados por momentos de extrema tensão e absoluta desordem com uma presidente da República dominada por sucessivas explosões nervosas, quando, além de destempero, exibe total desconexão com a realidade do País. Não bastassem as crises moral, política e econômica, Dilma Rousseff perdeu também as condições emocionais para conduzir o governo. Assessores palacianos, mesmo os já acostumados com a descompostura presidencial, andam aturdidos com o seu comportamento às vésperas da votação do impeachment pelo Congresso. Segundo relatos, a mandatária está irascível, fora de si e mais agressiva do que nunca. Lembra o Lula dos grampos em seus impropérios. Na última semana, a presidente mandou eliminar jornais e revistas do seu gabinete.
Agora, contenta-se com o clipping resumido por um de seus subordinados. Mesmo assim, dispara palavrões aos borbotões a cada nova e frequente má notícia recebida. Por isso, os mais próximos da presidente têm evitado tecer comentários sobre a evolução do processo de impeachment. Nem com Lula as conversas têm sido amenas. Num de seus acessos recentes, Dilma reclamou dos que classificou de “traidores” e prometeu “vingança”. Numa conversa com um assessor, na semana passada, a presidente investiu pesado contra o juiz Sérgio Moro, da Lava Jato. “Quem esse menino pensa que é? Um dia ele ainda vai pagar pelo quem vem fazendo”, disse.
Há duas semanas, ao receber a informação da chamada “delação definitiva” em negociação por executivos da Odebrecht, Dilma teria, segundo o testemunho de um integrante do primeiro escalão do governo, avariado um móvel de seu gabinete, depois de emitir uma série de xingamentos. Para tentar aplacar as crises, cada vez mais recorrentes, a presidente tem sido medicada com dois remédios ministrados a ela desde a eclosão do seu processo de afastamento: rivotril e olanzapina, este último usado para esquizofrenia, mas com efeito calmante. A medicação nem sempre apresenta eficácia, como é possível notar.
Isto É

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

‘Sofria de ansiedade’, diz pai de miss encontrada morta em São João do Sabugi

Ganhou destaque no G1 a notícia de que a miss de São João do Sabugi, Emilly Medeiros, encontrada morta na manhã desta quinta-feira (11) dentro de casa, sofria de ansiedade e tinha acompanhamento psicológico e psiquiátrico. A informação foi repassada pelo pai dela, o policial militar Railson Medeiros. Emilly, que tinha 17 anos e era filha única, foi achada morta no quarto dela pela própria mãe.

“Minha filha comentou algo sobre morte com minha mulher no final do ano passado. Diante disso, resolvemos levá-la a um psicólogo. Ele a encaminhou para um psiquiatra, que prescreveu uma medicação. Fora isso, ela estudava, namorava e tinha uma vida social normal, como qualquer garota da idade dela. Realmente não sei o que pode ter acontecido. Não sei onde errei, como não pude ajudar a minha filha”, lamentou o policial.
Railson disse que o corpo de Emilly será levado do Instituto Técnico e Científico de Polícia (Itep) de Caicó para São João do Sabugi ainda na tarde desta quinta. O velório será realizado durante toda a noite e a madrugada. O sepultamento está marcado para as 8h desta sexta (12), no cemitério da cidade. Emilly Medeiros estudava produção têxtil no campus de Caicó do Instituto Federal do RN (IFRN). Ela foi eleita miss São João do Sabugi em 2015. A polícia investiga a possibilidade de suicídio.
Robson Pires

segunda-feira, 9 de março de 2015

Homens conseguem emagrecer mais facilmente; veja cinco razões

Estudos mostram que o sexo masculino perde peso mais fácil do que o feminino


Cientistas comprovaram que os homens perdem peso duas vezes mais fácil do que as mulheres. Segundo o site inglês Daily Mail, uma junção de 49 estudos diferentes mostra quais as razões disso acontecer. Entenda:

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Uma pessoa se suicida no mundo a cada 40 segundos, aponta OMS

Tristeza
Suicídio é mais prevalente em países emergentes e pobres (Thinkstock/VEJA)
O suicídio se tornou uma epidemia de proporções globais, mata mais de 800.000 pessoas por ano e é mais prevalente — 75% dos casos — em países emergentes e pobres, não em capitais escandinavas, como a cultura popular insiste. Esses são alguns dados de um levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre suicídio, divulgado nesta quinta-feira. De acordo com o estudo, a cada 40 segundos uma pessoa tira a própria vida no mundo.
 
Por causa do estigma, apenas 60 dos 194 países da OMS coletam dados sobre o fenômeno. Diante dessa realidade, a entidade vai lançar-se em campanha para ajudar governos a desenhar programas de prevenção e reduzir a taxa em 10% até 2020. Hoje, apenas 28 países têm estratégias nacionais de prevenção. 


Brasil — Em termos absolutos, o Brasil é o oitavo país do mundo com maior número de casos de suicídio: O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://saude.estadao.com.br/noticias/geral,especialistas-criticam-modo-como-suicidio-e-tratado-no-brasil,155439811.821 O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://saude.estadao.com.br/noticias/geral,especialistas-criticam-modo-como-suicidio-e-tratado-no-brasil,1554398em 2012. Em proporção ao tamanho da população, no entanto, a taxa é inferior à média mundial. O que preocupa os especialistas é que esse comportamento tem crescido. Em dez anos, o número de suicídios aumentou em mais de 10% no país.

A liderança em termos de números absolutos é da Índia, com 258.000 casos por ano. A China vem em segundo lugar, com 120.000. Na terceira posição estão os americanos, com 43.000 suicídios por ano, seguidos por Rússia, Japão, Coreia, Paquistão e Brasil.

Na liderança em termos proporcionais está a Guiana, com 44 casos para cada 100.000 pessoas. A Coreia do Norte vem em segundo lugar, com 38,5 casos. Sri Lanka, Coreia do Sul e Lituânia dividem a terceira colocação, com 28 casos para cada 100.000 pessoas. Locais associados a esse comportamento, como Suécia, Finlândia e Suíça, registram taxas de 11, 14 e 9 casos para cada 100.000 pessoas. O Brasil está distante desse grupo, mas passou de 5,3 casos por 100.000 pessoas em 2000 para 5,8 em 2012. A média mundial é de 11,4 por 100.000 pessoas.
(Com Estadão Conteúdo)

domingo, 2 de março de 2014

Bebida alcoólica com energético pode elevar pressão e levar à morte

     

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Muitas vezes, a folia de Carnaval é embalada com bebida alcóolica, seja nos bloquinhos de rua, no sambódromo ou no clube. Mas tome cuidado, o abuso ou excesso, principalmente dos adolescentes pode prejudicar à saúde. O álcool pode trazer diversos problemas ao sistema nervoso central e até a morte.
As consequências do álcool do cérebro do adolescente são “muito piores” que nos adulto, explica a psiquiatra e presidente da Abead (Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas) Ana Cecília Marques. Segundo ela, a substância pode “provocar atrofia em áreas importantes do cérebro, que faz com que a pessoa amadureça”.
— Além de afetar todo o sistema nervoso central, o álcool também mexe com sistema cardiovascular, ou seja, as pessoas ficam mais vulneráveis a ter AVC (acidente vascular cerebral). Esse rompimento de artérias pode deixar a pessoa com sequela ou levar à morte. A bebida em excesso está associada muitas vezes casos de violência, relação sexual sem camisinha, entre outros.
Durante o Carnaval é muito comum as internações decorrentes de coma alcoólico, segundo a professora do Departamento de Medicina Preventiva da Unifesp (Universidade de São Paulo), Zila Sanches. Segundo ela, o coma acontece quando há intoxicação decorrente do excesso de consumo e faz a pessoa sofrer “um apagão”.
— O coma é reversível, mas depende do estrago. O tratamento é realizado na UTI (Unidade de Treinamento Intensiva).
Mistura álcool e energético
Além do uso do álcool, a médica cardiologista e presidente da Socerj (Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio de Janeiro), Olga Ferreira de Souza, alerta para a mistura do álcool com energético, bebida comum nestes dias de festa Em excesso, a combinação pode levar ao aumento da pressão arterial, palpitações, arritmias cardíacas, e até AVC e a morte súbita.
— Os energéticos escondem os sintomas de embriaguez, pois são estimulantes, contêm cafeína e taurina que mascaram os efeitos do álcool. Os energéticos permitem que a pessoa beba por mais tempo e em maior quantidade.
A professora Zila explica que o “energético mascara os efeitos do álcool, assim faz com que a pessoa beba mais e não sinta os efeitos do seu consumo”. Portanto, a pessoa se sujeita a embriaguez e todos os riscos que isto acarreta, como redução de reflexos, riscos de quedas e acidentes, risco de dependência e risco de morte.
Um estudo realizado pela Unifesp mostra que a cafeína presente nos energéticos potencializa o efeito maléfico do álcool no cérebro e pode provocar envelhecimento precoce e a doenças como Mal de Alzheimer e de Parkinson.
De acordo com Olga, portadores de doenças do coração podem ter mais problemas ao consumir a mistura.
— O jovem não faz habitualmente avaliação clínica e cardiológica que nos permita dizer se é saudável. O risco é enorme para aqueles que são portadores de doenças do coração, hipertensão arterial e arritmias e também para os que não sabem ter doenças.
“Se for beber, que seja de forma moderada, pouca quantidade, evitando bebidas destiladas que possuem maior teor alcoólico”, alerta a cardiologista.
— O ideal é se hidratar periodicamente durante o consumo de bebidas alcoólicas, pois um dos efeitos do álcool é a desidratação das células. Só beba se estiver bem alimentado, nunca em jejum.
Além dos problemas de saúde, Ana Cecília diz que as pessoas estão bebendo cada vez mais cedo. E, segundo ela, “inicialmente” isso ocorre por “falta de politica para o álcool”.
— Atendo há mais de 30 anos. Antigamente, atendia paciente alcoólatra com 45 ou 50 anos. Hoje, a partir dos 35 anos, porque se toma cada vez mais cedo. Os jovens estão tendo cada vez mais acesso à bebida. Não existe controle para a venda do álcool. O adolescente tem acesso ao álcool. Não existe campanha preventiva que explicasse bem as consequências do uso do etanol. Se uma mãe soubesse de tudo, iria pegar no pé do filho e dar limites.

 
Fonte: R7