Mostrando postagens com marcador OMS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador OMS. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 15 de abril de 2016

OMS diz que mais de 16 milhões de brasileiros sofrem de diabetes

Mais de 16 milhões de brasileiros adultos (8,1%) sofrem de diabetes e a doença mata 72 mil pessoas por ano no Brasil, revela um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgado em 6 de abril.
No mesmo período, informa o documento, a prevalência da diabetes quase duplicou de 4,7% para 8,5% da população adulta, o que reflete um aumento dos fatores de risco associados, como o excesso de peso, a obesidade e a inatividade física. Publicado em razão do Dia Mundial da Saúde, a ser comemorado em 7 de abril com o lema “Vencer a Diabetes”, o relatório da OMS conclui que 422 milhões de adultos em todo o mundo viviam com diabetes em 2014, quatro vezes mais do que em 1980.
No Brasil, a prevalência da diabetes é de 8,1%, ligeiramente abaixo da média mundial, e é maior nas mulheres (8,8%) do que nos homens (7,4%).
O excesso de peso afeta 54,2% dos brasileiros, a obesidade 20,1% e a inatividade física 27,2%. A diabetes provoca a morte de 72,2 mil brasileiros com mais de 30 anos e representa 6% de todas as mortes. O excesso de glucose no sangue é responsável por mais 106,6 mil mortes por ano no Brasil.
Robson Pires

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

OMS declara microcefalia como emergência internacional

A OMS recomenda a governos de todo o mundo adotar uma política de vigilância máxima


Por Estadão Conteúdo
A Organização Mundial da Saúde (OMS) declara a microcefalia como uma emergência internacional, mas evita por enquanto incluir o zika vírus no mesmo patamar diante da falta de provas de uma relação comprovada entre os dois fenômenos.
A OMS recomenda a governos de todo o mundo adotar uma política de vigilância máxima. Mas optou por evitar incluir o vírus no alerta diante do número elevado de pessoas infectadas, mas sem qualquer impacto. O Brasil insiste que a relação existe. Mas a OMS argumenta que ainda precisa de provas científicas, uma posição que, conforme o jornal “O Estado de S. Paulo” revelou com exclusividade na semana passada, já causou polêmica entre o governo brasileiro e a entidade internacional.
Nesta segunda-feira, 1º, a entidade reuniu os maiores cientistas sobre o tema, entre eles o brasileiro Pedro Vasconcelos, do Instituto Evandro Chagas. A constatação é de que a microcefalia e desordens neurológicas, pela explosão de casos no Brasil, já seriam uma “emergência de saúde pública de preocupações internacionais” pelo potencial que tem de também acabar afetando outras regiões.
Até hoje, apenas as doenças H1N1, pólio e ebola receberam tal status. Isso significa que ela vai exigir uma coordenação internacional e que existe um risco de proliferação. A partir de agora, a OMS vai lançar um apelo internacional por recursos para financiar novas pesquisas e tentar determinar a relação entre o vírus e a má-formação. Mas, de forma imediata, a entidade sugere uma série de medidas para tentar conter a proliferação do mosquito.
As medidas não vão incluir a restrição de viagens ao Brasil e de outros países afetados. Mas a OMS sugere que mulheres grávidas tomem medidas extras para se proteger contra mosquitos.
Uma das preocupações da OMS era a de criar um padrão global para dar uma resposta ao problema, evitando que governos adotem medidas extremas, como a de sugerir a seus cidadãos a evitarem os Jogos Olímpicos do Rio ou qualquer cidade brasileira.
Fontes na OMS admitiram que, em poucos meses, o vírus passou de “suave” para “alerta” e o zika vírus já está em Grau 2 de emergência, numa escala de zero a três.
Segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), entre 3 milhões e 4 milhões de pessoas poderiam ser contaminadas pelo vírus em 2016 nas Américas. Mas a OMS hesita em chancelar a projeção. Ao jornal, o chefe do Departamento de Surtos da entidade, Bruce Aylward, admite que o zika vírus é “um teste de uma nação” para o Brasil e pede “maturidade” a grupos políticos e atores da sociedade brasileira para superar o desafio.
A constatação ainda é de que os casos vão se espalhar para novos países e regiões. A entidade estima que o vírus pode ser registrado em casos locais no sul da Europa a partir da primavera no Hemisfério Norte.
Demora
O vírus foi descoberto em Uganda em 1947 e os primeiros casos em humanos aconteceram na Nigéria em 1954. Em 1977, ele foi registrado no Paquistão e, 20 anos mais tarde, na Micronésia. A Polinésia Francesa foi alvo de um surto em 2011 e, agora, a OMS estima que todo o continente americano será afetado.
Apesar da decisão de hoje, no Journal of the American Medical Association, cientistas criticaram a OMS por não terem aprendido as lições do ebola. O temor dos cientistas é de que, mesmo que uma vacina esteja pronta em dois anos, sua chegada ao mercado pode levar uma década.
Num artigo assinado, Daniel Lucey e Lawrence Gostin apontam que o fracasso da OMS em agir levou a milhares de mortes pelo ebola na África. O mesmo cenário poderia ocorrer se uma ação imediata não for tomada.
“Ainda que o Brasil, Opas e o CDC (Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos) tenham agido rapidamente, a sede da OMS até agora não tem sido pró-ativa, dando espaço para potencial ramificações”, concluíram.
Portal no Ar

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Zika vírus vai se proliferar por toda América, alerta OMS


A organização foi duramente afetada pela demora em lidar com o surto do Ebola, a partir de 2014

Por Estadão Conteúdo
 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que o zika vírus vai se proliferar por todos os países das Américas e cobra governos de todo o mundo para que sejam “transparentes” em relação ao número de casos. Para a entidade, a “explosiva proliferação” é “preocupante”. Na manhã desta segunda-feira, 25, a diretora-geral da entidade, Margaret Chan, se pronunciou pela primeira vez sobre os casos nas Américas e fez questão de exigir que governos notifiquem a OMS de todos os casos registrados.
A organização foi duramente afetada pela demora em lidar com o surto do Ebola, a partir de 2014. A OMS foi obrigada a passar por uma reforma e adotou uma postura de maior controle sobre surtos pelo mundo, justamente para evitar que possam se proliferar sem controle.
“Ebola mostrou que um surto num lugar pode chegar rapidamente ao outro lado do mundo”, disse Chan. “Estamos mais alertas. Não existem mais surtos locais”, insistiu. Investigações internas na entidade apontaram que governos e mesmo entidades internacionais abafaram por meses os casos de Ebola, na esperança de que o surto desaparecesse sozinho, sem afetar as economias locais. A OMS também admitiu sua culpa ao fazer um alerta sobre o caso apenas quatro meses depois dos primeiros registros.
Falando sobre o caso do zika vírus, a diretora apelou a todos os governos que sigam o regulamento internacional de saúde e que notifiquem cada um dos casos para a OMS. “Pedimos transparência a todos os países”, alertou. “A proliferação explosiva do vírus a novas áreas geográficas, com populações com pouca imunidade, é outra causa de preocupação”, disse.
O principal temor ocorre diante da possível ligação entre a infecção e a microcefalia, disse Chan. “Essa relação não tem sido estabelecida. Mas os indícios são preocupantes”, apontou, alertando ainda que sintomas neurológicos também tem sido registrados.
Proliferação
Num comunicado emitido, a entidade regional da OMS – a Organização Panamericana de Saúde – constatou que a proliferação do zika vírus vai continuar e que governos e sociedades precisam estar prontos para lidar com os casos. Num total, 21 países das Américas já registram casos. Mas a previsão é de que todos os locais com a presença do mosquito Aedes “provavelmente” terão a doença.
O mosquito está presente em todos os países do Hemisfério Ocidental, salvo no Chile e Canadá. “A Opas antecipa que o Zika vírus vai continuar a se espalhar e provavelmente vai atingir todos os países e territórios onde os mosquitos sejam encontrados”, disse.
Na quinta-feira, em Genebra, a OMS fará uma reunião especial sobre o tema, com todos os países implicados.
Transmissão
A OMS também confirmou que detectou um caso em que há uma “possível transmissão” do vírus por uma relação sexual. Mas novas evidências serão necessárias para determinar se esse caso é apenas isolado.
No que se refere às grávidas, a entidade em Genebra pede que as mulheres sejam “cuidadosas” e que visitem seus médicos antes de viajar para regiões afetadas.
Mas não faz qualquer tipo de recomendação sobre adiar gravidezes nos países afetados. Jamaica, Colômbia, Equador e El Salvador anunciaram na semana passada que estavam sugerindo às mulheres que adiassem planos de ter filhos.
Para a Opas, porém, “qualquer decisão de adiar uma gravidez é individual, entre a mulher, seu parceiro e seu médico”.
A melhor forma de proteção continua sendo a de combater os focos do mosquito e usar repelente, além de camas com redes e roupas de manga larga.
Portal no Ar

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Rússia anuncia medicamento contra o vírus Ebola


putin
O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou hoje que Moscou o registro da patente de um medicamento contra o vírus Ebola, cujos testes preliminares revelaram eficácia superior à de fármacos anteriormente desenvolvidos. “Temos uma boa notícia. Registramos [a patente] de um medicamento contra o Ebola, que revelou, nos testes correspondentes, uma grande eficácia, superior aos compostos usados neste momento a nível mundial”, disse Putin, durante uma reunião com os membros do governo russo.
Em julho de 2015, a comunidade médica internacional, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS), anunciou que uma vacina tinha superado os primeiros ensaios clínicos e que reunia as condições necessárias para ser administrada a pessoas em risco de infecção com o vírus Ebola. A vacina não conta com autorização para ser aplicada nas pessoas. Só pode ser usada em ensaios clínicos ou casos específicos.
Robson Pires

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Estados Unidos recomendam diminuição do consumo de açúcar


açucarNovo guia alimentar para os próximos cinco anos, divulgado pelos Estados Unidos, recomendam a limitação do consumo de açúcar, sem incluir qualquer advertência sobre a carne vermelha e processada.
O guia alerta que os homens e os jovens consomem carne e ovos em excesso, que devem diminuir o consumo dessas proteínas e aumentar os vegetais.
A recomendação mais concreta está relacionada com a redução da ingestão de açúcares a menos de 10% das calorias diárias. Os açúcares não incluem os naturais, que se encontram nas frutas, mas apenas os que são acrescentados em alimentos e bebidas.
As recomendações norte-americanas não fazem qualquer advertência ao consumo de carne vermelha e processada, apesar da advertência feita em outubro de 2015 pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O guia traz uma tabela de alimentos com elevada presença de gordura saturada, entre eles a carne, incluindo o hambúrger, cujo consumo deve ser limitado.
Robson Pires

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Tuberculose rivaliza com Aids em número de mortes, alerta OMS


tuberculosePela primeira vez, as infecções de tuberculose rivalizam com as de HIV/Aids como a principal causa de mortes por doenças infecciosas, anunciou a Organização Mundial da Saúde (OMS) em um relatório divulgado nesta quarta-feira (28).
A organização apontou que 1,1 milhão de pessoas morreram de tuberculose em 2014, enquanto que no mesmo período, o HIV/Aids matou 1,2 milhão em todo mundo, incluindo 400 mil pessoas que foram infectadas com as duas doenças.
O diretor do programa de tuberculose da OMS, Mario Raviglione, afirmou que o relatório reflete os grandes ganhos em acesso ao tratamento contra o HIV na década passada, o que ajudou muitas pessoas infectadas a sobreviver. No entanto, o documento também reflete disparidades no financiamento relacionado às duas doenças globais.
Robson Pires

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Conheça a doença provocada pela fome que está devastando a África

Essa doença atinge muitas crianças – 80% dos pacientes têm menos de 10 anos de idade


Ela é vista em países subdesenvolvidos, especialmente nas áreas mais pobres da África, em algumas partes da Ásia e na América Latina. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 100.000 pessoas são afetadas por ano.
Algumas culturas não tratam a doença, já que ela é considerada um tabu. Isso resulta em uma barreira para a detecção da enfermidade e para o início do tratamento adequado. A causa ainda é desconhecida, embora suspeite-se que a desnutrição seja um fator determinante.
Cancrum oris, conhecida também como Noma, é uma inflamação gangrenosa aguda dos tecidos orais e faciais, e atinge mais frequentemente pacientes gravemente desnutridos. Primeiramente, ela surge como uma úlcera dolorosa na gengiva e evolui posteriormente para uma necrose do tecido bucal, chegando a atingir os dentes e os ossos. O tratamento é feito com doses altas de penicilina e acompanhamento médico constante.
Além da desnutrição, fatores como higiene oral inadequada, saneamento básico ineficiente, água impura, ocorrência recente de outra doença debilitadora, são geralmente encontrados nas pessoas que contraem Noma.
A doença possui uma alta taxa de mortalidade. Estima-se que 80% a 90% das pessoas afetadas não conseguem sobreviver. Porém, sua evolução pode ser freada com antibióticos e com a melhora da alimentação. Entretanto, os danos causados pela necrose e pelas úlceras são permanentes, sendo necessária cirurgia plástica para reparar o rosto do paciente.
Fonte: R7

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Uma pessoa se suicida no mundo a cada 40 segundos, aponta OMS

Tristeza
Suicídio é mais prevalente em países emergentes e pobres (Thinkstock/VEJA)
O suicídio se tornou uma epidemia de proporções globais, mata mais de 800.000 pessoas por ano e é mais prevalente — 75% dos casos — em países emergentes e pobres, não em capitais escandinavas, como a cultura popular insiste. Esses são alguns dados de um levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre suicídio, divulgado nesta quinta-feira. De acordo com o estudo, a cada 40 segundos uma pessoa tira a própria vida no mundo.
 
Por causa do estigma, apenas 60 dos 194 países da OMS coletam dados sobre o fenômeno. Diante dessa realidade, a entidade vai lançar-se em campanha para ajudar governos a desenhar programas de prevenção e reduzir a taxa em 10% até 2020. Hoje, apenas 28 países têm estratégias nacionais de prevenção. 


Brasil — Em termos absolutos, o Brasil é o oitavo país do mundo com maior número de casos de suicídio: O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://saude.estadao.com.br/noticias/geral,especialistas-criticam-modo-como-suicidio-e-tratado-no-brasil,155439811.821 O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://saude.estadao.com.br/noticias/geral,especialistas-criticam-modo-como-suicidio-e-tratado-no-brasil,1554398em 2012. Em proporção ao tamanho da população, no entanto, a taxa é inferior à média mundial. O que preocupa os especialistas é que esse comportamento tem crescido. Em dez anos, o número de suicídios aumentou em mais de 10% no país.

A liderança em termos de números absolutos é da Índia, com 258.000 casos por ano. A China vem em segundo lugar, com 120.000. Na terceira posição estão os americanos, com 43.000 suicídios por ano, seguidos por Rússia, Japão, Coreia, Paquistão e Brasil.

Na liderança em termos proporcionais está a Guiana, com 44 casos para cada 100.000 pessoas. A Coreia do Norte vem em segundo lugar, com 38,5 casos. Sri Lanka, Coreia do Sul e Lituânia dividem a terceira colocação, com 28 casos para cada 100.000 pessoas. Locais associados a esse comportamento, como Suécia, Finlândia e Suíça, registram taxas de 11, 14 e 9 casos para cada 100.000 pessoas. O Brasil está distante desse grupo, mas passou de 5,3 casos por 100.000 pessoas em 2000 para 5,8 em 2012. A média mundial é de 11,4 por 100.000 pessoas.
(Com Estadão Conteúdo)