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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Filha de Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank, Titi é vítima de racismo: “Parece uma macaquinha”

Os comentários racistas e maldosos na web não estão reservados apenas aos adultos. A filha de Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank, de apenas 2 anos, foi alvo de um comentário preconceituoso nesta terça (8).
No espaço de comentários de uma selfie postada por Giovanna, o racismo foi direcionado à filha da atriz com Bruno Gagliasso, Titi. “Você e seu marido até que combina mas a criança que vcs adotado não combinou muito pq ela é pretinha e lugar de preto é na África”, escreveu, com erros de português, o usuário.
No mesmo post, essa pessoa seguiu: “Vcs tinham que adotar uma menina de olhos azuis isso sim iria combinar e não aquela pretinha parece uma macaquinha #lugardepretoénaafrica!!!”.
Não é a primeira vez que o mesmo perfil ataca. Nessa semana, ele também criticou a cantora  Gaby Amarantos, na qual postou a capa de uma revista que fez uma reportagem com ela. O mesmo perfil postou a hashtag “#Forapretos!”, também dizendo que a cantora paraense, por ser negra, devia estar na África.
tv foco

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Caça faz população de elefantes-africanos cair 30% em sete anos

De acordo com primeiro censo em escala continental a levantar o total de elefantes das savanas africanas, há pouco mais que 350.000 animais em 18 países

A população de elefantes-africanos caiu 30% entre 2007 e 2014 – número equivalente à morte de 144.000 animais. Os dados são da pesquisa Great Elephant Census, o primeiro levantamento em escala continental a contabilizar o total de elefantes das savanas africanas, em 18 países. Divulgado na plataformaPeerJnesta semana, o estudo revela que existem apenas 352.271 animais em toda região – muito menos que os 20 milhões estimados no início do século XX ou o 1,3 milhão que se acreditava que habitassem o continente em 1979.
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Liderado por Michael Chase, fundador da Elephants Without Borders, o censo mapeou as populações de elefantes-africanos com o uso de aviões e usou métodos de coleta de dados e validação padronizados. Os resultados obtidos pela pesquisa podem auxiliar governos e organizações a criar medidas para a conservação da espécie.

Caça ilegal

O motivo dos elefantes-africanos estarem sumindo é a caça. Segundo os 90 especialistas que participaram da pesquisa, a busca pelo marfim tem causado uma redução de 8% por ano na população desses animais no continente africano. Caso esse tipo de caça não acabe, os pesquisadores afirmam que existe o risco de que eles desapareçam em muitas partes na África. Os esforços para a grande pesquisa foram calculados em 8 milhões de dólares – vindos, de grande parte, do bolso dos bilionários Paul Allen, um dos fundadores da Miscrosoft, e Jody Allen, sua irmã.
A equipe de pesquisadores conseguiu cobrir 463.000 quilômetros, distância equivalente a uma viagem até a Lua e um quarto da volta para a Terra. O ecologista Curt Griffin e o pesquisador Scott Schlossberg, da Universidade de Massachusetts Amherst, compilaram e analisaram estatisticamente os dados fornecidos por Chase, realizando uma observação dupla para garantir que o número de elefantes-africanos estava o mais correto possível. Os mais de 352.000 animais contados pelos pesquisadores representam 93% da população de elefantes-africanos nos países pesquisados. Os especialistas ainda estimaram que, para cada 100 desses animais vivos, existam 12 carcaças, número que alerta os pesquisadores para o declínio da espécie.
“As ferramentas de análise estavam disponíveis, mas nunca haviam sido usadas para calcular a população de elefantes. Agora, os resultados nos fornecem marcos referenciais para sabermos se os esforços de conservação estão sendo bem-sucedidos e identificar áreas que precisamos fortificar os trabalhos”, afirmou Griffin. “Espero que números tão deprimentes quanto esses sirvam como um estímulo para a ação e mudança. O Great Elephant Census nos informou que precisamos agir agora”, disse o vice-diretor executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Ibrahim Thiaw, em comunicado.
veja

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Quase um milhão de crianças sofrem de desnutrição aguda grave na África, alerta Unicef



Por Agência Brasil
Após dois anos de seca, quase um milhão de crianças em países do Leste do continente africano – África Oriental e Austral – sofrem de “desnutrição aguda grave”. O alerta foi feito nesta quarta-feira (17) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef.
As crianças das regiões leste e sul do continente enfrentam uma situação de falta de alimentos e de água, agravada pelo aumento dos preços, que força as famílias a pularem refeições e venderem os bens que têm para adquirir alimentos.
A “desnutrição aguda grave” é definida como fome extrema e é a principal causa de morte de crianças até 5 anos no mundo, segundo o Unicef.
Angola é um dos países que desperta a preocupação da ONU. O país tem cerca de 1,4 milhão de pessoas afetadas por condições meteorológicas extremas e cerca de 800 mil que necessitam de ajuda alimentar, a maioria nas províncias mais áridas, ao Sul do país.
A agência da ONU apelou hoje para aportes financeiros a fundos humanitários de emergência em sete países, sendo os principais de $ 78 milhões de euros para a Etiópia; $ 23,3 milhões de euros para a Angola; e $ 13,4 milhões de euros para a Somália.
“O fenômeno meteorológico El Niño vai diminuir, mas o custo para as crianças – muitas das quais já lutavam para sobreviver – será sentido durante anos”, disse a diretora regional da Unicef, Leila Gharagozloo-Pakkala, citada pela agência France Presse.
“Os governos respondem com os recursos disponíveis, mas esta é uma situação sem precedente. A sobrevivência das crianças depende de ações a serem tomadas hoje”, acrescentou.
Lesoto, Zimbabue e a maior parte da África do Sul declararam emergência por causa da seca.
Na Etiópia, o número de pessoas que precisam de ajuda alimentar deve aumentar este ano de 10 milhões para 18 milhões, e no Malaui a situação é a mais grave dos últimos nove anos: 2,8 milhões de pessoas, o equivalente a mais de 15% da população, estão em risco de desnutrição aguda grave.
“As estatísticas são impressionantes”, disse Megan Gilgan, consultora do Unicef. “A situação deve agravar-se ao longo deste ano e em 2017”.
O Programa Alimentar Mundial (PAM) já tinha alertado em janeiro que 14 milhões de pessoas podem ficar sem comida suficiente este ano nestas regiões da África.
Portal no Ar

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Papa visita mesquita na África e pede paz entre cristãos e muçulmanos

O papa Francisco visitou hoje a mesquita central de Bangui, na República Centro-Africana, onde recordou que cristãos e muçulmanos são “irmãos” e pediu que acabem com a violência no país, envolvido em um conflito étnico e religioso.

“Juntos digam ‘não’ ao ódio, à vingança, à violência, em particular a que se comete em nome de uma religião ou de Deus. Deus é paz, salam”, afirmou o pontífice, usando a saudação árabe, após um encontro com a comunidade muçulmana na mesquita.

O papa recordou que, como “irmãos”, cristãos e muçulmanos têm de “permanecer unidos para que cesse toda a ação que, venha de onde vier, desfigura o rosto de Deus e, no fundo, tem como objetivo a defesa última dos interesses particulares em detrimento do bem comum”.


Agência Lusa*
Agência Brasil

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Foto de criança síria afogada na Turquia choca o mundo e gera revolta

Imagem forte, porém importante, da realidade de centenas de milhares de pessoas que tentam fugir da guerra, da fome e da miséria é alerta para o mundo civilizado de que algo precisa ser feito.

Pelo menos 12 imigrantes sírios que fugiam do Estado Islâmico e da guerra civil no país, entre eles oito crianças, morreram nesta quarta-feira na costa da Turquia, quando tentavam cruzar o Mar Egeu e chegar à Grécia, informou a agência de notícias estatal turca Anadolu. Um bebê de nove meses e crianças de entre um ano e meio e 11 anos estavam entre os mortos, segundo relatório da autópsia citado pela agência. A imagem chocante da criança morta afogada percorreu o mundo e provocou revolta nas redes sociais.
Apesar do choque causado pela imagem, a foto do bebê encontrado morto deve se tornar um símbolo do drama dos refugiados que tentam chegar à Europa fugindo de conflitos e da pobreza no Oriente Médio e no norte da África. A tragédia causou comoção na Turquia e as imagens do bebê afogado na praia se disseminaram rapidamente. Milhares de usuários usaram as redes sociais para lamentar o custo humano da crise imigratória e o assunto era um dos mais comentados no Twitter. A Guarda Costeira ainda buscava duas pessoas desaparecidas.
Os imigrantes tentam cruzar a nado a distância de 5 quilômetros entre o popular resort de verão de Bodrum, no sudoeste turco, e a ilha grega de Kos. Dois barcos que tentavam fazer a jornada naufragaram em águas internacionais, segundo a agência turca Dogan. Uma embarcação de 2 metros com nove imigrantes do Paquistão foi forçada a retornar por autoridades turcas.
A maioria dos imigrantes tenta fazer esse trajeto durante a noite, aumentando os riscos, segundo moradores na região. Um refugiado sírio, Omer Mohsin, disse à agência Dogan que seu barco naufragou pouco após zarpar, às 2h (hora local). Segundo o refugiado, caberiam dez pessoas no barco, mas foram colocadas 17, cada uma pagando 2.050 euros aos traficantes de pessoas. O irmão de Mohsin está desaparecido.
Fonte: Istoé

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Conheça a doença provocada pela fome que está devastando a África

Essa doença atinge muitas crianças – 80% dos pacientes têm menos de 10 anos de idade


Ela é vista em países subdesenvolvidos, especialmente nas áreas mais pobres da África, em algumas partes da Ásia e na América Latina. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 100.000 pessoas são afetadas por ano.
Algumas culturas não tratam a doença, já que ela é considerada um tabu. Isso resulta em uma barreira para a detecção da enfermidade e para o início do tratamento adequado. A causa ainda é desconhecida, embora suspeite-se que a desnutrição seja um fator determinante.
Cancrum oris, conhecida também como Noma, é uma inflamação gangrenosa aguda dos tecidos orais e faciais, e atinge mais frequentemente pacientes gravemente desnutridos. Primeiramente, ela surge como uma úlcera dolorosa na gengiva e evolui posteriormente para uma necrose do tecido bucal, chegando a atingir os dentes e os ossos. O tratamento é feito com doses altas de penicilina e acompanhamento médico constante.
Além da desnutrição, fatores como higiene oral inadequada, saneamento básico ineficiente, água impura, ocorrência recente de outra doença debilitadora, são geralmente encontrados nas pessoas que contraem Noma.
A doença possui uma alta taxa de mortalidade. Estima-se que 80% a 90% das pessoas afetadas não conseguem sobreviver. Porém, sua evolução pode ser freada com antibióticos e com a melhora da alimentação. Entretanto, os danos causados pela necrose e pelas úlceras são permanentes, sendo necessária cirurgia plástica para reparar o rosto do paciente.
Fonte: R7

domingo, 31 de maio de 2015

As dez capitais mais perigosas e suscetíveis a atentados terroristas do mundo

1º - Bagdá, Iraque

2º - Cabul, Afeganistão

3º - Mogadíscio, Somália

4º - Abuja, Nigéria

5º - Sana, Iêmen

6º - Beirute, Líbano

7º - Damasco, Síria

8º - Jerusalém, Israel

9º - Islamabad, Paquistão

10º - Cairo, Egito

A capital iraquiana Bagdá foi considerada a mais suscetível a sofrer um atentado terrorista em todo o mundo. Um estudo da companhia britânica Verisk Maplecroft, especializada em análises de situações de risco, estipulou um ranking de acordo com a intensidade e a frequência com que ocorreram ataques nos doze meses seguintes a fevereiro de 2014. Os números foram combinados com a gravidade dos incidentes dos últimos cinco anos. O levantamento apontou que 64 cidades ao redor do mundo apresentam "risco extremo" de sofrer um atentado terrorista, informou o jornal Daily Telegraph.

O Oriente Médio é a região mais perigosa do mundo, com 27 cidades entre as mais ameaçadas por extremistas. A Ásia aparece em segundo, com 19, e a África em terceiro, com 14. Somente três estão localizadas na Europa, todas no leste do continente: Lugansk (46) e Donetsk (56), ambas na Ucrânia, e Grozy (54), na Rússia. O município de Cali, na Colômbia, é o único da América do Sul a figurar na relação dos 64 locais mais arriscados.
Veja

domingo, 1 de março de 2015

Sobrinho de Lula faz grande fortuna com negócios em Cuba e na África

O personagem ao nesta página, com ar de Che Guevara playboy, se chama Taiguara Rodrigues dos Santos. É figura conhecida na rede de negócios de empresas brasileiras em Cuba, na África e na Europa. Até 2009, ele ganhava a vida em Santos, no litoral de São Paulo, onde se estabelecera como pequeno empresário, dono de 50% de uma firma especializada em fechar varandas de apartamentos.

Segundo a veja, Taiguara tinha uma rotina compatível com seus rendimentos. Seu apartamento era um quarto e sala. Na garagem, um carro velho. A partir de 2009 a vida dele começou a mudar para melhor — muito melhor. De pequeno empresário do ramo de fechamento de varandas, ele se reinventou como desbravador de fronteiras de negócios no exterior. Abriu duas empresas de engenharia e, em questão de meses, fechou negócios em Angola.
O primeiro contrato no país africano destinava-se a construir casas pré-moldadas e tinha o valor de 1 milhão de dólares, conforme registro no Ministério das Relações Exteriores. No segundo, de 750 000 dólares, comprometia-se a construir uma casa de alto padrão. Até aqui o que se tem é um empreendedor ambicioso que vislumbrou oportunidades de mudar de patamar vendendo seus serviços em países com os quais o governo Lula estabelecera inéditos laços de cooperação comercial. Mas a história de Taiguara é, digamos, bem mais complexa.
Robson Pires

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

2 de fevereiro, dia de Iemanjá: enquanto festejos acontecem pelo Brasil, vândalos maculam estátua em Natal/RN

Nesta segunda-feira, dia 2 de fevereiro, comemora-se o Dia de Iemanjá, orixá considerada pela umbanda a divindade do mar. Em Natal, a estátua fica na praia do Meio, Zona Leste da cidade. E, mais uma vez, ela foi alvo de vandalismo. A imagem foi danificada no pescoço e parte do busto. A polícia, no entanto, ainda não sabe se o monumento foi apedrejado ou alvo de tiros.
Feita de concreto e ferro, a estátua tem 15 anos e é mantida pela Federação de Umbanda e Candomblé do Rio Grande do Norte. Ao longo deste período, o monumento  já foi alvo de vandalismo várias vezes. Em março do ano passado, a estátua teve parte do braço esquerdo destruído. Já em janeiro de 2012, na véspera do Dia de Iemanjá, a imagem teve as duas mãos arrancadas."A gente vê a questão do preconceito como uma fobia", desabafa Cláudio Macário, representante da Comissão dos Terreiros de Umbanda e Candomblé de Natal.
G1
CONHEÇA MAIS SOBRE ESTE ORIXÁ AFRICANO

O Dia de Iemanjá é comemorado em 2 de Fevereiro. 

Iemanjá, também conhecida como "Rainha do Mar" é um orixá africano, e faz parte da religião do candomblé e de outras religiões afro-brasileiras. O Dia de Iemanjá é a maior festa de Iemanjá, onde milhares de pessoas se vestem de branco e vão à praia depositar oferendas, como espelhos, jóias, comidas, perfumes e outras objetos.

Origem do Dia de Iemanjá

Inicialmente, o Dia de Iemanjá era comemorado em conjunto com a Igreja Católica, porque dia 2 de fevereiro também é dia de Nossa Senhora da Conceição. Porém, nos anos 60, houve uma reação da Igreja, que começou a considerar a celebração um culto pagão, e atualmente a data conta com devotos do candomblé e da umbanda, em sua maioria.
Existe ainda uma ligação com o catolicismo, no entanto. O dia de Iemanjá é também oDia de Nossa Senhora dos Navegantes, uma santa católica. No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina ainda existe esse sincretismo entre Iemanjá e Nossa Senhora dos Navegantes. No Rio de Janeiro Iemanjá é sincretizada com Nossa Senhora da Glória.

História de Iemanjá

Iemanjá é também conhecida por YemanjáIyemanjáYemayaYemoja ou Iemoja. O nome Iemanjá é derivado da expressão Iorubá, que quer dizer "mãe cujos filhos são peixes".
Iemanjá era a orixá de uma nação iorubá, os Egba, que viviam inicialmente em um local no sudoeste da Nigéria, entre Ifé e Ibadan, onde há um rio chamado Yemanjá. No século XIX, por causa das guerras entre povos iorubás, os Egba foram obrigados a se afastar do rio Iemanjá e passaram a viver em Abeokuta. No entanto, continuaram cultuando a divindade, que segundo a tradição, passou a viver em um novo rio, o Ògùn.

Dia de Iemanjá na Umbanda

No Brasil o Dia de Iemanjá pode ser comemorado em dias diferentes dependo do estado. Embora o principal seja o dia 2 de fevereiro, em São Paulo a comemoração é no dia 8 de dezembro, e no Rio de Janeiro é muito celebrada no Réveillon, no dia de Ano Novo, com vários rituais de Passagem de Ano.

domingo, 25 de janeiro de 2015

“Rei africano mora na Alemanha e governa pela internet”

Ele sobrevive trabalhando em sua oficina mecânica durante o dia

Gbi é uma das mais pobres regiões africanas. É por meio de tecnologia, no entanto, que o país vem sendo governado pelo rei Céphas Bansah – ele vive a cerca de 7 mil quilômetros de distância, na cidade alemã de Ludwigshafen, e comanda seus súditos na África por meio de e-mails, redes sociais e software de chamadas telefônicas online.
“Governo nessas condições para ficar mais próximo das novas tendências e tecnologias e, assim, introduzi-las mais facilmente em minha nação” – na verdade, em seu país falta remédio e comida, mas não falta internet.
Bansah chegou ao trono antes de seu pai e de seu irmão mais velho porque ambos são canhotos e em Gbi não se admite que pessoas não destras tenham funções de destaque. Justiça seja feita, porém, à austeridade do rei: ele não vive com dinheiro enviado por seus súditos nem conta com a ajuda do governo alemão.
Sobrevive trabalhando em sua oficina mecânica durante o dia. E dorme pouco porque à noite cuida de seu país por meio da internet.
Fonte: ISTOÉ

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa é celebrado hoje (21/01/2015).Líderes de crenças africanas alertam sobre a discriminação

Principais vítimas são oriundas das religiões de matriz africana

m outubro de 1999, o jornal Folha Universal estampou em sua capa uma foto da iyalorixá Gildásia dos Santos e Santos, a Mãe Gilda, em publicação com o título “Macumbeiros charlatões lesam o bolso e a vida dos clientes”. A casa da Mãe Gilda foi invadida, seu marido foi agredido verbal e fisicamente e seu terreiro, depredado por integrantes de outro segmento religioso. Mãe Gilda morreu em 21 de janeiro de 2000, vítima de um infarto. Para combater atitudes descriminatórias e prestar homenagem a Mãe Gilda, foi instituído, em 27 de dezembro de 2007, pela Lei 11.635, o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, celebrado hoje (21).
Casos como o de Mãe Gilda não são isolados. Em 2014, o Disque 100 registrou 149 denúncias de discriminação religiosa no país. Mais de um quarto (26,17%) ocorreu no estado do Rio de Janeiro e 19,46%, em São Paulo. O número total caiu em relação a 2013, quando foram registradas 228 denúncias, mas, mesmo assim, mostra que a questão não foi superada no país. As principais vítimas são as religiões de matriz africana, como o candomblé e a umbanda.
“No ano passado, tivemos diferentes ações contra a intolerância religiosa, como manifestações, publicação de vídeos. Não acho que diminuiu imediatamente, mas os grupos têm reagido. Não quer dizer que tivemos menos invasões de casas e agressão pela não permissão do uso de idumentárias em espaços públicos”, analisa a coordenadora da organização não governamental (ONG) Criola, Lúcia Xavier.
Para ela, a discriminação das religiões de matriz africana está ligada ao racismo. De acordo com os dados do Disque 100, no ano passado, 35,39% das vítimas eram negros. Os brancos correspoderam a 21,35% e os indígenas, a 0,56%. Os demais não informaram. “Tem a ver também com a ideia de que as religiões de matriz africana são primitivas, usam sacrifícios de animais, têm ritos diferenciados”, diz Lúcia.
“Acho que, embora tenham ocorrido alguns avanços nos último anos, um desafio muito grande é o de esclarecimento. A religião é demonizada, acham que cometemos barbáries. Não é nada disso. As pessoas precisam de mais informação, de saber mais a respeito”, diz a ialorixá Dora Barreto, do terreiro Ilê Axé T’Ojú Labá, no Distrito Federal.
Segundo o professor de filosofia da religião da Universidade de Brasília Agnaldo Cuoco Portugal, muitas vezes, a intolerância extrapola a religião e relaciona-se com questões socioeconômicas e políticas. “O Brasil é um país relativamente pacífico em termos de violência religiosa”, compara. Entre casos extremos de intolerância, ele cita o recente ataque à redação do semanário francês Charlie Hebdo e os ataques consequentes a mesquitas.
No Brasil, ele defende que para combater a intolerância é necessária uma imprensa ativa, canais de participação e acesso a denúncias pela sociedade e a própria educação religiosa. “A ideia de educação religiosa na escola pública no Brasil é interessante. Só acho uma pena que ela seja entregue às igrejas. A minha visão é de que seja assunto de estudo científico, como qualquer outro, deveria ser o estudo das religiões para saber o que pensam os grupos, de forma científica e não catequética”, defende Portugal.