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terça-feira, 23 de maio de 2017

PM pega pais de santo em roubo de imagens no cemitério de Currais Novos - Eles estavam com quatro esculturas subtraídas dos túmulos

Nem os santos escaparam de assaltantes em Currais Novos, no Seridó Potiguar. Na noite dessa segunda-feira, 22, dois homens foram surpreendidos pela Polícia Militar quando furtavam esculturas religiosas do cemitério da cidade.
João Paulo Costa de Araújo, de 20 anos, e Genilson Aires da Silva, de 31, são pais de santo – de acordo com Jota Dantas, policial e blogueiro da região do Seridó. Eles estavam com quatro esculturas subtraídas dos túmulos.
A reportagem buscou ajuda de fiéis para identificar as imagens. Elas são do Padre Cícero Romão Batista, de grande devoção no Nordeste mesmo sem a canonização pela Igreja Católica, da Sagrada Família, do Divino Pai Eterno e de Jesus Ressuscitado.
Os dois ladrões foram conduzidos para prestar esclarecimentos na delegacia da Polícia Civil de Caicó.
Portal no Ar

domingo, 29 de março de 2015

Dilma deve se proteger de Eduardo Cunha, diz pai de santo no Planalto

Identificado como Uzêda, o babalorixá conseguiu entrar com autorização de uma funcionária da Secretaria de Relações Institucionais

Um pai de santo procurou a presidente Dilma Rousseff na tarde desta quinta-feira (26) no Palácio do Planalto para entregar-lhe uma carta em que mostrava para a presidente que ela precisa se defender de alguns políticos, principalmente do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Identificado como Pai Uzêda, o babalorixá conseguiu entrar no Planalto com autorização de uma funcionária da Secretaria de Relações Institucionais. Ele permaneceu no quarto andar do palácio por cerca de meia hora e foi convidado a se retirar por seguranças, segundo informou a coluna Radar Online, da revista “Veja’.
O local abriga os gabinetes dos ministros Aloízio Mercadante (Casa Civil), Pepe Vargas (Relações Institucionais), Miguel Rossetto (Secretaria-Geral). O gabinete de Dilma fica no terceiro andar e tem acesso restrito. “O Eduardo Cunha é a besta. O trabalho dele é destituir a Dilma. Ele é um pai de santo de mão cheia, ele entende do canjerê. Basta olhar para a sua aura”, afirmou Pai Uzêda à Folha. “Se deixar, ele vai ser o presidente do Brasil. Ele é protegido pelo povo de rua, ele tem o poder sobre o mal”, completou.
Pai Uzêda disse ainda que escreveu a carta a Dilma por “questão de ética e de amor à presidente”. Nela, ele descreve ter identificado 3 trabalhos contra a saúde da petista, 7 contra ministros e 2 macumbas com caveira de burro em frente ao Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência.
“Ela [Dilma] está desprotegida mas ainda está em tempo de se recuperar. Eu sou fã dela, mas ela precisa ser mais humilde.
A mosca azul mordeu ela. Ela mexeu nos direitos dos trabalhadores. Ela não pode desfazer o que Lula, seu mentor, fez antes”, disse Pai Uzêda, explicando que ser mordido pela mosca azul significa que ela, eleita pelo povo, não se importa mais com ele. Pai Uzêda é conhecido na Câmara dos Deputados, onde é comum vê-lo tentando abordar deputados e servidores.
 Fonte: Folha de SP

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa é celebrado hoje (21/01/2015).Líderes de crenças africanas alertam sobre a discriminação

Principais vítimas são oriundas das religiões de matriz africana

m outubro de 1999, o jornal Folha Universal estampou em sua capa uma foto da iyalorixá Gildásia dos Santos e Santos, a Mãe Gilda, em publicação com o título “Macumbeiros charlatões lesam o bolso e a vida dos clientes”. A casa da Mãe Gilda foi invadida, seu marido foi agredido verbal e fisicamente e seu terreiro, depredado por integrantes de outro segmento religioso. Mãe Gilda morreu em 21 de janeiro de 2000, vítima de um infarto. Para combater atitudes descriminatórias e prestar homenagem a Mãe Gilda, foi instituído, em 27 de dezembro de 2007, pela Lei 11.635, o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, celebrado hoje (21).
Casos como o de Mãe Gilda não são isolados. Em 2014, o Disque 100 registrou 149 denúncias de discriminação religiosa no país. Mais de um quarto (26,17%) ocorreu no estado do Rio de Janeiro e 19,46%, em São Paulo. O número total caiu em relação a 2013, quando foram registradas 228 denúncias, mas, mesmo assim, mostra que a questão não foi superada no país. As principais vítimas são as religiões de matriz africana, como o candomblé e a umbanda.
“No ano passado, tivemos diferentes ações contra a intolerância religiosa, como manifestações, publicação de vídeos. Não acho que diminuiu imediatamente, mas os grupos têm reagido. Não quer dizer que tivemos menos invasões de casas e agressão pela não permissão do uso de idumentárias em espaços públicos”, analisa a coordenadora da organização não governamental (ONG) Criola, Lúcia Xavier.
Para ela, a discriminação das religiões de matriz africana está ligada ao racismo. De acordo com os dados do Disque 100, no ano passado, 35,39% das vítimas eram negros. Os brancos correspoderam a 21,35% e os indígenas, a 0,56%. Os demais não informaram. “Tem a ver também com a ideia de que as religiões de matriz africana são primitivas, usam sacrifícios de animais, têm ritos diferenciados”, diz Lúcia.
“Acho que, embora tenham ocorrido alguns avanços nos último anos, um desafio muito grande é o de esclarecimento. A religião é demonizada, acham que cometemos barbáries. Não é nada disso. As pessoas precisam de mais informação, de saber mais a respeito”, diz a ialorixá Dora Barreto, do terreiro Ilê Axé T’Ojú Labá, no Distrito Federal.
Segundo o professor de filosofia da religião da Universidade de Brasília Agnaldo Cuoco Portugal, muitas vezes, a intolerância extrapola a religião e relaciona-se com questões socioeconômicas e políticas. “O Brasil é um país relativamente pacífico em termos de violência religiosa”, compara. Entre casos extremos de intolerância, ele cita o recente ataque à redação do semanário francês Charlie Hebdo e os ataques consequentes a mesquitas.
No Brasil, ele defende que para combater a intolerância é necessária uma imprensa ativa, canais de participação e acesso a denúncias pela sociedade e a própria educação religiosa. “A ideia de educação religiosa na escola pública no Brasil é interessante. Só acho uma pena que ela seja entregue às igrejas. A minha visão é de que seja assunto de estudo científico, como qualquer outro, deveria ser o estudo das religiões para saber o que pensam os grupos, de forma científica e não catequética”, defende Portugal.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Polícia procura corpo de adolescente que teria sido morta em ritual macabro

Agentes e peritos do Itep passaram a manhã em busca do cadáver.

Policiais civis da Delegacia Especializada em Capturas (Decap) e peritos do Instituto Técnico Científico de Polícia do Rio Grande do Norte (Itep/RN) passaram a manhã desta sexta-feira (31/05/2013)  procurando o cadáver de uma adolescente de 13 anos, que teria sido morta em um ritual macabro. A vítima teria sido executada pelos mesmos assassinos da comerciante Edilma Dantas de Souza, cujo corpo foi encontrado enterrado na casa de João Maria Guedes da Silva, o “João Macumbeiro”, em Nordelândia, na zona Norte de Natal.
Segundo o delegado da Decap, Ben-hur Medeiros, quando foi preso, há cerca de duas semanas, João confessou que ajudou Jarbas Gomes Menezes a ocultar o cadáver da adolescente, jogando-o na Lagoa de Extremoz. Entretanto, dias depois, o réu confesso voltou atrás e revelou que o corpo havia sido jogado em uma fossa séptica no quintal de uma casa alugada por Jarbas, no bairro de Lagoa Nova.
“Só que já esgotamos a fossa e não encontramos nada. Por isso, resolvemos cavar o quintal, para tentar localizar algum resto mortal desta vítima. O Jarbas nega tudo, mas o João foi categórico ao dizer que o corpo estava aqui no imóvel, então, como se trata de uma confissão, temos a obrigação de procurar o corpo”, disse Ben-hur.
O delegado afirmou ainda que, apesar da confissão de João Maria, não há registro algum de desaparecimento de criança ou adolescente na polícia e que, por isso, fica mais difícil ter certeza de que realmente houve homicídio. “Se tem alguma família nesta situação, com uma adolescente desaparecida, que nos procure, para que possamos trabalhar com mais subsídios”, alertou.
Durante as escavações, feitas pelos acusados João Maria e Jarbas Gomes, os dois não se falaram. Cada um cavou em um local diferente e, por volta das 11h, o primeiro deixou escapar que acreditava que Jarbas tenha retirado o cadáver de dentro da fossa e que tenha enterrado em algum lugar secreto. “Ele pode ter ficado com medo de ser descoberto e fez isso”, disse João.
Dona da casa relata cenário macabro
Acompanhando o trabalho da Polícia Civil e do Itep/RN, a proprietária do imóvel alugado por Jarbas Gomes por oito meses, Maria José do Nascimento, disse que teve um choque ao entrar na residência após a prisão do acusado. Ela revelou ainda que tinha medo de receber o dinheiro do aluguel pessoalmente, com o inquilino e que, por isso, não ia ao local.
“As pessoas comentavam coisas dele, e eu, com medo, não vinha cobrar o aluguel. Só entrei aqui no dia em que ele foi preso e fiquei assustada. Tinha muitas garrafas de cachaças, de mel, galinhas mortas, cabeça de bode e de boi, chifres e outras coisas que ele usava nos rituais. Era horrível”, desabafou Maria José.
Os moradores próximos à residência onde Jarbas morava, na Rua Capitão Carlos Del Prete, também tinham medo do vizinho e que, por causa disso, ninguém deixava as crianças brincando na rua. E que, mesmo com a prisão do acusado, eles ainda têm medo de uma possível represália, por parte da família deste, que teria ameaçado os moradores.
“Toda noite era uma barulheira enorme, de chocalhos, tambores, pessoas falando com voz alteradas e teve gente que viu ele várias vezes, usando uma capa preta e vermelha. Todo mundo sabia que ele fazia macumba, por isso, todos tinham medo dele. Mesmo com ele preso, temos muito pavor”, disse um morador, que não quis se identificar.
Além dos dois acusados, os policiais da Decap prenderam ainda Gildásio Cardoso Gomes. Os três são apontados como os assassinos de Edilma, que estava desaparecida desde o dia 1º de abril passado, quando saiu de casa dizendo que retornaria em breve.

JH

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Natal, RN: populares queimam casa de homem que matou mulher durante ritual e enterrou corpo no quintal.


Corpo de Edilma Dantas (foto) foi encontrado na última terça-feira (21); caso aconteceu em Natal, Rio Grande do Norte.

Comerciante foi deitada em um lençol, banhada com sangue de um bode  e depois sufocadaReprodução/Rede Record
A casa do João Macumbeiro, onde ele confessou ter enterrado o corpo da comerciante Edilma Dantas no quintal,  foi queimada e depredada por populares após a descoberta do crime. A residência fica localizada no bairro Jardim Progresso, em Natal, no Rio Grande do Norte.
O crime ocorreu no dia 1° de abril, mas o corpo da mulher só foi encontrado na última terça-feira (21).  A comerciante teria sido vítima de um ritual de magia negra.
Edilma teria procurado João Macumbeiro para fazer um trabalho espiritual para atrair um homem casado com quem queria se relacionar, mas ele não estava respondendo as ligações.
Com essa informação, João teria ligado para outro homem, conhecido como Bruxo, e convencido o suspeito a matar a comerciante para um sacrifício.
Ritual
Ele contou, durante o interrogatório na polícia, que junto com mais dois suspeitos, embebedou Edilma, alegando que seria necessário para o ritual. Quando ela estava tonta, a deitaram em um lençol e mataram um bode. O sangue do animal foi jogado nela e depois o Bruxo a teria matado sufocada. Em seguida, o corpo foi enterrado no quintal.
A família dela registrou o desaparecimento no dia 3 de abril. Os outros suspeitos foram presos, mas negam o crime. A polícia informou que a versão apresentada por João coincide com as provas encontradas.
A polícia também investiga a possibilidade de mais três pessoas terem sido vítimas do ritual de magia negra, dentre elas, uma garota de 13 anos. O corpo teria sido jogado em uma lagoa no município de Extremoz, no Rio Grande do Norte, há um ano.
João Macumbeiro teria denunciado os casos e afirmou que teria ajudado a se livrar do corpo da adolescente. Já as outras vítimas, ele não forneceu os nomes nem idade. Já o Bruxo negou o crime. Além dos dois, a polícia prendeu mais um suspeito de participação nos rituais.
Segundo o delegado titular da delegacia de capturas de Natal, Ben-hur de Medeiros, a polícia trabalha agora para tentar localizar os parentes da garota de 13 anos, que seria uma possível vítima, mas até o momento ninguém deu queixa do desaparecimento de uma jovem.
— Nós não iremos parar. Conclui Ben Hur.
R7