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sábado, 3 de junho de 2017

Governador italiano é criticado por postar foto com jogador negro

O governador do Vêneto, na Itália, Luca Zaia, recebeu uma enxurrada de críticas após ter postado em sua página no Facebook uma foto com Isaac Donkor, jogador negro e ítalo-ganense que atua pelo Cesena.
A região que ele governa fica no nordeste da Itália e é um dos bastiões do partido de extrema direita, eurocético e ultranacionalista Liga Norte, do qual Zaia é um dos expoentes. A imagem foi feita durante um comício na cidade de Santa Lucia di Piave, que terá eleições municipais na semana que vem.
“Chegará o dia em que, ao invés de governar, você terá de mendigar pelos votos deles”, disse um usuário, em referência aos imigrantes. “Parece ter desembarcado de um bote”, escreveu outro. Alguns também publicaram emojis de vômito.
O governador afirmou que repetiria a foto outras “mil vezes”. Donkor, de 21 anos, reside em Santa Lucia di Piave e pertence à Inter de Milão, mas foi emprestado para o Cesena. Ele está na Itália desde 2003.
“Será que as críticas não dependem do fato de ele não estar usando a camisa da Inter? Se tivesse, eles não teriam aberto a boca. As pessoas que escrevem essas coisas são as mesmas que não sabem usar o italiano”, disse Zaia.
Neste sábado 3, Zaia republicou a imagem e pediu para os internautas provarem que o Vêneto “não é racista”. “Quando uma pessoa se comporta bem, é honesta, respeita as regras e nossos valores, trabalha, não admitimos nenhuma distinção com base na cor da pele. A distinção é entre pessoas de bem e delinquentes”, escreveu.
O partido do governador, a Liga Norte, defende o fechamento das fronteiras italianas e a expulsão em massa de imigrantes clandestinos. Atualmente, é a terceira legenda mais popular do país.
Agora RN

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Garoto morto por mãe registrou queixa contra tio por homofobia

O jovem Itaberli Lozano, de 17 anos (Reprodução/Facebook)

Itaberli Lozano, 17 anos, assassinado a facadas, disse à polícia de Cravinhos que era ofendido e ameaçado pelo parente devido a sua identidade sexual

O jovem Itaberli Lozano, de 17 anos, que foi morto a facadas pela mãe, a gerente de supermercado Tatiana Ferreira Lozano, de 32 anos, em Cravinhos, interior de São Paulo, registrou queixa na delegacia local contra um tio materno por homofobia em março de 2015.
À polícia o garoto disse que vinha sendo ameaçado pelo tio há sete dias. No dia 9 de março de 2015, o parente teria ido até a casa onde ele morava com a avó e gritado: “Vou enfiar uma faca no seu c…, pra quando alguém for comer não vai ter trabalho. Se não te pegar na rua, vou te pegar na sua casa”, relata o jovem em boletim de ocorrência lavrado no dia 12 de março de 2015.
Diante das hostilidades, o jovem afirmou que se sentia com medo de sair de casa porque toda vez que o tio o ofendia e o ameaçava fazendo referência a sua homossexualidade.
Na hora de protocolar a queixa, Itaberli estava acompanhado da mãe, que está presa temporariamente sob acusação de tê-lo matado e, com a ajuda do marido Alex Canteli, de 30 anos, ter queimado o corpo em um canavial.
A polícia diz que a mãe não cometeu o crime por homofobia, mas por motivo fútil. Tatiana confessou o assassinato, mas contou que o fez em legítima defesa. O tio materno não tem nenhuma relação com o assassinato.
A Polícia Civil disse à VEJA que o garoto não deu prosseguimento à queixa e, por isso, a ocorrência não foi investigada.

O crime

No dia 29 de dezembro, mãe e filho tiveram uma briga na casa onde moravam. Tatiana, que é bem mais robusta que o filho, acabou pegando uma faca na cozinha e o golpeando três vezes no pescoço, matando-o na hora — ela alega que o filho era usuário de drogas e que fazia constantes ameaças a ela e à família. Durante a confusão, o marido estaria dormindo e não acordou por causa do barulho do ventilador e por ter sono pesado, conforme ele contou à polícia, que desconfia das declarações.
Após cometer o ato, Tatiana correu para acordar Pereira “desesperada”. Eles, então, enrolaram a vítima em um edredom, colocaram-no no carro do marido e o levaram até o meio de um canavial, onde o incendiaram. “Tirei gasolina do tanque do carro e joguei sobre o corpo e coloquei fogo. Usei uma mangueira e coloquei a gasolina num galão que estava no carro. O fósforo já trouxemos de casa. Voltamos para casa e a Tatiana limpou todo o quarto”, disse Canteli no depoimento à polícia.
Os restos mortais de Itaberli só foram encontrados pela polícia no dia 7 de janeiro, mas as autoridades não sabiam que se tratava do garoto. Dois dias depois, a avó paterna, Julia Gabriel Rosa, registrou o desaparecimento. O pai do menino é falecido.
Junto das cinzas, a polícia achou uma pulseira que parecia a mesma usada por Itaberli em fotos publicadas no Facebook. Com isso, pediram um mandado na Justiça para vasculhar a casa do garoto, que foi deferido nesta quarta-feira. Ao chegar ao local, a mãe confessou o crime à polícia.
veja

domingo, 4 de dezembro de 2016

Aids chega aos 35 anos envolta em preconceito

O tratamento disponível para a doença passou por uma revolução durante as quase três décadas que separam as duas histórias. O preconceito, no entanto, continua quase o mesmo.


Por Estadão Conteúdo
Quando descobriu estar infectado pelo vírus da aids, o educador José Araújo Lima, de 57 anos, não temeu a morte, mas, sim, ver as pessoas que amava se afastarem. Só abriu o diagnóstico para o primo, com quem dividia um quarto. A partir de então, o parente não aceitou dormir no mesmo cômodo que ele. O resultado positivo para o exame de HIV também fez o professor Bruno, de 23 anos, sentir-se excluído. Os amigos se afastaram e ele foi demitido do emprego quando o chefe descobriu a doença.
Lima se infectou em 1985. Bruno, em 2014. O tratamento disponível para a doença passou por uma revolução durante as quase três décadas que separam as duas histórias. O preconceito, no entanto, continua quase o mesmo.
“Naquela época, quem descobria ser soropositivo vivia na sombra. O preconceito era tão violento que você preferia a morte do que ter de lidar com ele. O tratamento evoluiu, mas a pessoa que descobre hoje o vírus tem os mesmos medos e as mesmas dores que eu carreguei em 1985. A principal delas é o terror do preconceito”, conta Lima, hoje integrante do Movimento Paulistano de Luta contra a Aids (Mopaids).
Também com medo da discriminação, Bruno enfrentou todos os efeitos colaterais dos medicamentos antirretrovirais sozinho, sem a ajuda de parentes nem de amigos, que se afastaram. “Um dia fui a uma festa e percebi que algumas pessoas se afastavam, não conversavam direito. Um deles se aproximou e perguntou se era verdade o que estavam comentando. Até hoje, ninguém fala mais comigo”, conta ele, que encontrou apoio em uma entidade que dá auxílio a jovens soropositivos, a Fundação Poder Jovem.
A maior dificuldade deles é lidar com a segregação. Reunimos jovens com e sem o vírus para participarem juntos dos projetos. Eles fazem palestras em escolas e acolhimento a adolescentes que acabaram de descobrir o diagnóstico ou que estão internados”, conta Sandra Conceição dos Santos, de 48 anos, presidente da fundação.
É participando das atividades da entidade que Caliane Araújo da Silva, de 21 anos, tem tentado superar os traumas deixados pelo preconceito. Infectada pela mãe durante o nascimento, ela é uma das jovens que faz palestras e acolhimento. Cinco anos atrás, ela abandonou a escola justamente por sofrer bullying por causa da sua condição. “Quando vou para o acolhimento, temos uma troca de energia muito boa. Como eu já passei pelo que o jovem passa, tento mostrar que estamos juntos, que é possível conviver com isso de cabeça erguida.”
“Só tem uma alternativa ao preconceito: a informação. A falta dela abre espaço para qualquer pensamento e dificulta as ações de prevenção”, diz Luiz Carlos Pereira Junior, diretor do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Portal no Ar

terça-feira, 15 de novembro de 2016

Michelle Obama é chamada de “macaca de salto alto” na internet

A primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, durante o primeiro dia da Convenção nacional do Partido Democrata americano, realizada em Filadélfia (EUA) - 25/07/2016 (Nicholas Kamm/Reuters)

A primeira-dama foi vítima de um comentário racista que gerou polêmica no condado de Clay, na Virgínia Ocidental

Uma postagem racista sobre a primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, gerou controvérsias em uma pequena cidade da Virgínia Ocidental, nos Estados Unidos. Após a eleição de Donald Trump, Pamela Taylor, representante de uma instituição sem fins lucrativos no condado de Clay, publicou em seu perfil no Facebook: “Será revigorante ter uma primeira-dama elegante, bonita e digna na Casa Branca. Estou cansada de ver uma macaca de salto alto”.

A postagem infeliz ainda recebeu um comentário de Beverly Whaling, prefeita da cidade de Clay. “Apenas fez meu dia, Pam”, escreveu. Com 491 habitantes, a cidade não tem moradores negros, de acordo com censo de 2010. Em todo o condado de Clay, que conta com 9.000 habitantes, mais de 98% são brancos.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Família homofóbica muda de ideia depois que filho gay ganha na loteria

Seus pais, que até então o evitavam, agora exigem parte da bolada. O que você faria?

Muitos buscam a solução para o preconceito de sua família quanto à sexualidade ou identidade de gênero de um filho ou parente. É um problema que faz sofrer milhares de pessoas LGBT. Mas não é nada que alguns milhões de dólares não resolvam, como descobriu um sortudo.
O usuário do Reddit idontwanttogivitup foi recentemente a um fórum neste site para pedir conselho para seu dilema. Depois de ganhar mais de 15 milhões de dólares na loteria, seus pais estão pressionando-o para que recebam um quarto da bolada. Agora, aparentemente, ficou fácil esquecer todas as ressalvas que fizeram quando o expulsaram de casa aos 15 anos e o mantiveram isolado da família até que ele completasse 20. Como o próprio conta:
“Olá pessoal, me disseram que eu devia trazer meu problema para o reddit para descobrir o que as pessoas acham. Mas antes de começar, eu preciso dizer que eu sei que esse é um tipo de problema que todos gostariam de ter, e não estou me debulhando em lágrimas por causa disso. É apenas algo que está pesando para mim.
Então. Eu sou um cara de 29 anos e ganhei na loteria. E é uma quantia alta o suficiente para que eu não tenha que trabalhar nunca mais na vida se eu não quiser (mais de 15 milhões de dólares). Meus planos são fazer alguns cursos de administração e finanças por um tempo, para que eu possa tomar decisões inteligentes sobre meus investimentos e aja responsavelmente com meu dinheiro. Eu sou terrível na administração de dinheiro. Quero fazer com que ele se transforme em mais dinheiro e, espero, me envolver com projetos de caridade. Eu sei que é altruísta, mas eu sempre fiz trabalho voluntário, e faz parte do meu jeito de ser.
Meu problema? Minha família, principalmente meus pais, acham que têm direito a 1/4 da quantia. Eu me ofereci para pagar o financiamento da casa deles, e dar também uma pequena quantia, mas isso não basta para eles depois que eles descobriram o valor total. Minha família e eu temos uma relação cordial, mas eu fui morar a uma hora de distância deles para me afastar da minha mãe opressora e meu pai ausente. Minhas irmãs são pessoas legais, mas nós não temos realmente um relacionamento. A definição da família branca de classe média dispersa. Buá buá, eu sei.
No fim das contas, eu não acho que eles têm direito a nada, e eu já estou sendo o mais generoso possível (eu nunca disse isso para eles exatamente assim, mas, em retrospecto, acho que isso ficou implícito). A conversa ficou feia e quando minha mãe me falou “nós criamos você”, eu pensei imediatamente sobre como meu pai e minha mãe não falaram comigo por 5 anos (entre os 15 e 20 anos) depois de descobrirem que eu sou gay. E eu quase tive que largar o ensino médio por causa disso. Isso é criar alguém? É claro que eu guardo rancores.
Como eu faço para explicar para eles mais uma vez quais são meus planos, e que eles não estão incluídos neles? Eu deveria conversar com meu advogado por via das dúvidas? Eu não acho que eles vão entrar com um processo, mas as pessoas fazem coisas idiotas. Eu não quero arruinar nossas relações, mas acho que o dano já foi feito. Acho que muita gente vai me dizer para mandar eles se fuderem.”
Muitos membros do fórum tiveram exatamente essa reação, e muitos afirmam que ele já está sendo generoso até demais ao pagar o financiamento da casa dos pais. Particularmente, eu acho que ele não precisaria doar um quarto de seu prêmio mesmo que seus pais tivessem sido compreensivos quando ele se declarou gay. Mas, até aí, pais assim certamente não seriam mesquinhos a ponto de exigir que seu filho lhes doe qualquer coisa. Provavelmente a sorte desse felizardo aconteceu na verdade quando passou cinco anos importantes de sua formação afastado de seus pais, e com isso aprendeu a ser generoso e a ter empatia pelo sofrimento alheio.

Fonte: Lado Bi

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Filha de Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank, Titi é vítima de racismo: “Parece uma macaquinha”

Os comentários racistas e maldosos na web não estão reservados apenas aos adultos. A filha de Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank, de apenas 2 anos, foi alvo de um comentário preconceituoso nesta terça (8).
No espaço de comentários de uma selfie postada por Giovanna, o racismo foi direcionado à filha da atriz com Bruno Gagliasso, Titi. “Você e seu marido até que combina mas a criança que vcs adotado não combinou muito pq ela é pretinha e lugar de preto é na África”, escreveu, com erros de português, o usuário.
No mesmo post, essa pessoa seguiu: “Vcs tinham que adotar uma menina de olhos azuis isso sim iria combinar e não aquela pretinha parece uma macaquinha #lugardepretoénaafrica!!!”.
Não é a primeira vez que o mesmo perfil ataca. Nessa semana, ele também criticou a cantora  Gaby Amarantos, na qual postou a capa de uma revista que fez uma reportagem com ela. O mesmo perfil postou a hashtag “#Forapretos!”, também dizendo que a cantora paraense, por ser negra, devia estar na África.
tv foco

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Lázaro Ramos se recusa a receber homenagem no Senado

O ator Lázaro Ramos se recusou a receber uma condecoração no Senado Federal. Ele iria ser agraciado com a Comenda Abdias Nascimento, uma das maiores honrarias que a casa pode oferecer. Ela foi criada em 2013 com a intenção de “homenagear os que contribuem para a proteção e promoção da cultura afro-brasileira”.
O artista da Globo avisou ao senador Paulo Paim (PT-RS), presidente do conselho responsável pela definição dos agraciados com a comenda, sobre sua decisão de não recebê-la. Ele ainda enviou um texto se justificando formalmente.
“Abdias do Nascimento foi um homem que estava na trincheira da luta pelos direitos da população negra e menos assistida do país. Tem uma história de luta que é referência para todos nós que queremos um país mais igualitário”, escreveu.
“Neste momento não me sinto confortável e nem desejoso de nenhuma homenagem pois acho que o momento do país é de conscientização, de organização para compreender em que momento histórico estamos e quais passos precisamos dar para fazer com que a tão sonhada igualdade aconteça um dia de verdade”, continuou.
“Então, por esse motivo, recuso essa homenagem na esperança de que tenhamos consciência de que o importante não é o aplauso pelo que foi feito e sim o próximo passo a ser dado”, completou.
Vale lembrar que, durante o processo de impeachment de Dilma Rousseff, Ramos teceu duras críticas ao então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), e ao cenário político nacional como um todo.
RD1

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Denúncias de intolerância religiosa crescem 3.606% nos últimos 5 anos no Brasil


O número de denúncias de intolerância religiosa aumentou 3.606% nos últimos cinco anos, segundo relatório da Secretaria de Direitos Humanos, vinculado ao Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania. O dado mostra a relevância da abordagem do tema “O combate à intolerância religiosa no Brasil” na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2016.
O Disque 100, principal canal da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, passou a receber registro desse tipo de violência em 2011, quando houve apenas 15 denúncias. Em 2015, foram denunciados 556 casos. Para especialistas, o aumento do número é consequência do esclarecimento de que esse conflito é crime.
A antropóloga Christina Vital, do departamento de Sociologia da Universidade Federal Fluminense (UFF), avalia que o Brasil começou a viver, a partir do anos 1990, um incômodo cultural. Segundo ela, o aumento do número de igrejas e fiéis pentecostais, principalmente na periferia e nas favelas, revelou a acomodação social em que vivia a Igreja Católica, que ao longo da história promoveu a intolerância entre religiões.
“Agora estamos percebendo a importância de as novas gerações estarem atentas à intolerância religiosa.”
A antropóloga lembrou o aumento de ações dos governos e dos movimentos sociais em aumentar os canais de comunicação, publicidade e campanhas de conscientização do que é o crime de intolerância religiosa.
A especialista ressaltou que a maior incidência desses crimes é contra as religiões africanas. O dado está em linha com o relatório da Secretaria de Direitos Humanos, que aponta ser crescente o número de casos de terreiros invadidos e queimados.
Em maio deste ano, o governo federal, ainda no comando da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), inaugurou o programa “Filhos do Brasil” para conscientizar a população e diminuir casos violentos de intolerância.
Agora RN

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Polícia apreende adolescentes suspeitos de ataques racistas à Preta Gil

A Polícia Civil de Sorocaba (SP) apreendeu nesta terça-feira (1) dois adolescentes suspeitos de terem postado na internet ofensas racistas contra a cantora Preta Gil em julho deste ano.
Foram apreendidos um menino de 15 anos e uma menina de 14. A mãe da garota também foi detida. Todos foram encaminhados à Delegacia de Investigações Gerais para prestar esclarecimentos sobre o fato, mas foram liberados a seguir.
Na época, a cantora fez um desabafo na internet e narrou o episódio: “Ontem fui atacada com diversas mensagens de ódio em minha pagina no Facebook; uns atacaram minha cor, meu trabalho,meu corpo, outros tentando fazer piadas de péssimo gosto apenas para tentar me denegrir ou magoar, eles assinaram todos os posts com uma # agiram em bando, são organizados e cruéis. SAIBAM esse tipo de ataque só me fortalece, eu conheço o meu VALOR !!!”

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Atriz vai à Câmara dos Deputados defender animais e ataca nordestinos

Após a declaração, a sessão foi tomada por discussões e manifestações contrária à fala da atriz

A atriz Alexia Dechamps participou na terça-feira de uma audiência pública na Câmara dos Deputados sobre a prática da vaquejada, recentemente proibida pelo Supremo Tribunal Federal. Defensora dos animais, Alexia deu mostras de que não dedica respeito similar aos seres humanos. Dirigindo-se aos nordestinos que defendiam a vaquejada na sessão, afirmou: “Calem a boca que nós já pagamos o Bolsa Família de vocês”.
Após a declaração, a sessão foi tomada por discussões e manifestações contrária à fala da atriz. O deputado Domingos Neto (PSD-CE) protestou em plenário e exigiu providências contra o comportamento da atriz. “Toda bancada nordestina foi cruelmente atingida pela afirmação da convidada. Não podemos ficar calados com o que aconteceu aqui hoje”.
No último dia 6 de outubro, o Supremo Tribunal Federal (STF) tornou inconstitucional a prática de vaquejada no país por estar relacionada a maus-tratos de animais.
Fonte: Veja

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Juiz declara inconstitucional lei de cotas para negros em concursos públicos


martelo juizA aplicação da lei de cotas raciais em concursos públicos (Lei 12.990), que reserva 20% das vagas a candidatos que se autodefinem pretos ou pardos, foi declarada inconstitucional pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da Paraíba, no julgamento de um caso de nomeação postergada pelo Banco do Brasil. De acordo com a sentença do juiz Adriano Mesquita Dantas, a legislação viola três artigos da Constituição Federal (3º, IV; 5º, caput; e 37, caput e II), além de contrariar os princípios da razoabilidade e proporcionalidade. Segundo o advogado da causa, essa é a primeira vez que um juiz declara a inconstitucionalidade da legislação, em vigor desde 2014.
De acordo com a sentença, proferida nesta segunda-feira (18/1), a cota no serviço público envolve valores e aspectos que não foram debatidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), quando tratou da constitucionalidade da reserva de vagas nas universidades públicas. Segundo Dantas, naquele caso estava em jogo o direito humano e fundamental à educação, o que não existe com relação ao emprego público.
Robson Pires

sábado, 12 de dezembro de 2015

Padre Fábio de Melo posa com travesti: 'Não cabe julgamento'

Padre Fabio de Melo com a travesti Luana Muniz na quadra da escola de samba  Mangueira(VEJA.com/Reprodução)

O padre Fábio de Melo relatou em uma palestra durante o Hosana Brasil - evento de peregrinos realizado em Cachoeira Paulista (SP), no fim de semana - o encontro que teve com a travesti Luana Muniz, na festa de aniversário da cantora Alcione. Ele afirma que chegou a ficar sem graça com a situação, quando ela pediu por uma foto. Em tom de confissão, o eclesiástico disse que o fato de ter se sentido incomodado com a situação é "vergonhoso".
A travesti, segundo o relato, o abordou e perguntou se ele costumava tirar fotos com pecadoras. Ele então disse que descobriu, através da irmã da sambista, que Luana era líder de um grupo que ajuda moradores de rua no bairro da Lapa, no Rio de Janeiro, onde vive.
Ao tomar conhecimento da história, Melo conta que se sentiu um hipócrita e aprendeu a não deixar o desconforto que o diferente causa levar a conclusões precipitadas sobre a vida dessa pessoa. "Não cabe nenhum julgamento. Quando Deus coloca pessoas diferentes diante de nós, é para desmoronar as ilusões que criamos", disse aos fiéis.
O depoimento completo pode ser conferido no vídeo abaixo, a partir da marca dos 7 minutos.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

“Todo e qualquer negro sofre preconceito neste país”, desabafa Tais Araújo

Conforme o TV Foco informou recentemente, Taís Araújo foi também uma vítima de ataques racistas no Facebook. Por conta disso, a esposa de Lazaro Ramos voltou a falar no assunto.
Taís fez um desabafo ao falar sobre o assunto em entrevista à revista ‘Estilo’. Ela é capa do mês de dezembro do folhetim, que chega às bancas na quinta-feira (3).
“As pessoas ficam impressionadas quando a gente fala que o Brasil é preconceituoso. Todo e qualquer negro sofre preconceito neste país. Mesmo depois de famoso e da ascensão social. Quando era mais nova, era carente de ícones”, disse.
E prosseguiu: “Você só via aquelas bonecas louras e de olhos azuis no mercado e esse era um padrão de beleza impossível de alcançar. Isso é cruel. Sinto-me orgulhosa em ser uma referência”, contou.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Dia da Consciência Negra pode virar feriado nacional


negra_intHoje (20) é Dia da Consciência Negra, mas o feriado só é comemorado em algumas idades brasileiras. O projeto que torna a data feriado nacional teve parecer pela aprovação na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.
A mesa da Câmara pediu ontem que o projeto do deputado Valmir Assunção (PT/BA) passe por uma nova Comissão – a de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços – antes de ser votada no plenário.

Robson Pires

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Aplicativo vai monitorar mensagens de ódio e racismo nas redes sociais

racismo internet
Um aplicativo na internet vai monitorar postagens nas redes sociais que reproduzam mensagens de ódio, racismo, intolerância e que promovam a violência. Criado pelo Laboratório de Estudos em Imagem e Cibercultura da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), o instrumento será lançado este mês e permitirá que usuários sejam identificados e denunciados.
De acordo com o professor responsável pelo projeto, Fábio Malini, os direitos humanos são vistos de maneira pejorativa na internet e discursos de ódio tem ganhado fôlego. “É preciso desmantelar esse processo”, defende. Por meio da disponibilização dos dados, ele acredita que é possível criar políticas públicas “que amparem e empoderem as vítimas”.
Encomendado pelo Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, o Monitor de Direitos Humanos, como foi batizado o aplicativo, buscará palavras-chaves em conversas que estimulem violência sexual contra mulheres, racismo e discriminação contra negros, índios, imigrantes, gays, lésbicas, travestis e transexuais. Os dados ficarão disponíveis online.
Robson Pires

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Após repercussão, policial que agrediu aluna negra nos EUA é demitido

Agente já tinha se submetido à licença administrativa durante investigação do FBI

O policial americano flagrado derrubando violentamente uma estudante negra e arrastando a adolescente em uma escola de ensino médio na capital da Carolina do Sul, Columbia, foi demitido nesta quarta-feira, informou o xerife local Leon Lott. O agente em questão, Ben Fields, já tinha sido submetido à licença administrativa durante a investigação. Segundo o xerife, ele estava sentido pelo ocorrido e se defendeu dizendo que estava apenas tentando fazer seu trabalho.
— Eu posso dizer que ele não deveria ter feito isso, ele não deveria ter jogado aquela estudante — disse Lott durante uma entrevista coletiva.
No vídeo, divulgado nas redes sociais, o policial se aproxima da aluna, sentada na carteira, agarra a menina depois que ela aparentemente se recusou a entregar seu telefone celular para um professor. O agente então passa o braço em volta do pescoço dela e diz: “Ou você vai comigo ou eu vou pegar você”, e derruba a menina do assento.
Em seguida, ele a arrasta pela sala, até imobilizá-la e prendê-la. O incidente ocorreu na escola Spring Valley High School. A estudante foi detida sob a acusação de perturbação na escola. Lott, disse que ela não ficou ferida, mas o advogado da jovem disse ao programa Good Morning America, da ABC, que ela sofreu ferimentos depois de ser “brutalmente atacada”.
— Ela agora tem ferimentos no braço e lesões nos pescoço e nas costas. Ele está com um curativo na cabeça que foi queimada após ela ser arrastada no tapete — disse o advogado Todd Rutherford.
Fields, de 34 anos, foi suspenso da polícia depois que o filme teve uma ampla repercussão, com críticos acusando o agente de crime racial, o que ele nega. A favorita democrata à Presidência, Hillary Clinton, condenar mais a agressão policial.
“Não há desculpas para violência em uma escola. A agressão é inaceitável. Escolas devem ser locais seguros”, escreveu ela no Twitter.
Fonte: O Globo

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

1º DE OUTUBRO É COMEMORADO DIA INTERNACIONAL DO IDOSO - Denúncia de maus tratos a idosos está entre as mais comuns em Natal

Na data em que se comemorou  o Dia Internacional do Idoso, a Delegacia Especializada em Proteção aos Idosos informou que do total de denúncias registradas em Natal, a maioria é de maus tratos. Os dados estatísticos apontam que, de janeiro a setembro de 2015, foram registradas mais de 200 denúncias de violência contra a população da chamada terceira idade.
De acordo com o delegado Matias Laurentino, titular da delegacia especializada, o número de casos relacionados a maus tratos a idosos têm crescido vertiginosamente nos últimos anos. Um dos principais fatores, segundo ele, é o aumento da expectativa de vida do brasileiro que atualmente chega aos 74 anos.
No entanto, o delegado pondera que, na prática, o número total de denúncias não corresponde necessariamente à realidade. Ele explica que sempre que há uma denúncia, é realizada uma investigação prévia que nem sempre se configura como violência ao idoso.
O titular da delegacia do idoso, no entanto, alerta que é preciso ficar atento. Segundo ele, é importante que as pessoas não deixem de denunciar, pois esta é uma realidade muito presente em muitos lares.
Outra questão levantada pelo delegado é a falta de estrutura dos órgãos de proteção ao idoso. Para ele, o governo tem sido omisso em não oferecer abrigos públicos onde esses idosos possam receber acompanhamento e tratamento adequados.
“Muitos cuidadores não tem o menor preparo e acabam dificultando a vida do idoso. É importante que o estado e o município estejam atentos a essa realidade. Nossa população idosa está crescendo e se não houver uma atenção especial para isso teremos problemas”, alertou ele.
Portal no Ar

sábado, 4 de julho de 2015

MP instaura inquérito para apurar ataques racistas contra jornalista


O Ministério Público do Estado (MPE) informou nesta sexta-feira, 3, que instaurou um procedimento investigatório criminal para apurar os comentários racistas direcionados à jornalista Maria Júlia Coutinho, do “Jornal Nacional”, da TV Globo.
“As pessoas acham que estão navegando em um oceano de impunidade, mas já presidi várias investigações (sobre crimes de racismo na internet) e tive sucesso”, afirma o promotor de Justiça Criminal Christiano Jorge Santos, que também é professor de Direito Penal da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
Santos diz que o órgão teve acesso ao caso por meio do controle interno que é feito no MPE e que a investigação logo foi aberta. Ele diz que o fato de a jornalista ser uma figura pública não interferiu no processo. “Para nós, não faz diferença se é conhecida ou não”.
Robson Pires

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Dilma diz que sofre ‘preconceito sexual’



Presidenta diz que sofre preconceito (Foto: DANIEL TEIXEIRA/ESTADÃO CONTEÚDO)

Ao comentar estilo centralizador de governar, presidente diz que existe 'preconceito sexual'



A presidente Dilma Rousseff disse ao jornal “The Washigton Post” que existe “um pouco de preconceito sexual” em sua forma de governar. Ela deverá chegar aos Estados Unidos neste sábado, onde cumprirá agenda oficial.
“Alguma vez você já ouviu dizer que um presidente do sexo masculino coloca o dedo em tudo”, indagou a presidente, ao ser questionada sobre seu estilo controlador.
“Eu acredito que há um pouco de preconceito sexual. Sou descrita como uma mulher dura e forte que coloca o nariz em tudo, e eu estou [me dizem] cercada por homens muito bonitos”, completou.
A presidente chegará aos EUA no momento em que vive crise em sua popularidade e enfrenta dificuldades na economia.
Portal no Ar

quinta-feira, 19 de março de 2015

DANDO O QUE FALAR - Bancada Evangélica propõe boicote a novela da Globo após beijo gay

Documento assinado por autor da “cura gay” trata homossexualidade como “modismo” e diz que beijo gay é “estupro moral
A Frente Parlamentar Evangélica do Congresso Nacional divulgou nesta quinta-feira uma nota de repúdio contra o beijo gay protagonizado pelas atrizes Fernanda Montenegro e Nathália Timberg na novela Babilônia, da TV Globo.
Na nota, assinada pelo deputado João Campos (PSDB-GO), autor do projeto que ficou conhecido como “cura gay” – já arquivado –, os parlamentares convocam os evangélicos a boicotarem a novela e seus anunciantes.
“A Frente Parlamentar Evangélica convoca todos os evangélicos, todos os cristãos, bem como as pessoas que se sentem violentadas por esses constantes estupros morais impostos pela mídia liberal, a não assistirem à novela Babilônia. Da mesma forma, a título de protesto, recomenda que não consumam os produtos dos anunciantes que patrocinam essa telenovela”, diz a nota.
O texto trata a homossexualidade como “modismo” e diz que a novela tem o objetivo de “afrontar”.
“(Babilônia), assim como outras anteriormente exibidas pela Rede Globo, tem a clara intenção de afrontar os cristãos em suas convicções e princípios, querendo trazer, de forma impositiva, para quase toda a sociedade brasileira, o modismo denominado por eles de ‘outra forma de amar’, contrariando nossos costumes, usos e tradições. Essa é a forma encontrada para disseminar a ideologia de gênero, atacando diretamente a família natural e aqueles que eles denominam de ‘conservadores’, pelo simples fato de coadunarem com essas práticas.”
A nota ainda lembra que as atrizes, “ambas com 85 anos de idade”, têm “reconhecido talento e conceito artístico”.
Fonte: Terra