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terça-feira, 15 de novembro de 2016

Michelle Obama é chamada de “macaca de salto alto” na internet

A primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, durante o primeiro dia da Convenção nacional do Partido Democrata americano, realizada em Filadélfia (EUA) - 25/07/2016 (Nicholas Kamm/Reuters)

A primeira-dama foi vítima de um comentário racista que gerou polêmica no condado de Clay, na Virgínia Ocidental

Uma postagem racista sobre a primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, gerou controvérsias em uma pequena cidade da Virgínia Ocidental, nos Estados Unidos. Após a eleição de Donald Trump, Pamela Taylor, representante de uma instituição sem fins lucrativos no condado de Clay, publicou em seu perfil no Facebook: “Será revigorante ter uma primeira-dama elegante, bonita e digna na Casa Branca. Estou cansada de ver uma macaca de salto alto”.

A postagem infeliz ainda recebeu um comentário de Beverly Whaling, prefeita da cidade de Clay. “Apenas fez meu dia, Pam”, escreveu. Com 491 habitantes, a cidade não tem moradores negros, de acordo com censo de 2010. Em todo o condado de Clay, que conta com 9.000 habitantes, mais de 98% são brancos.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Filha de Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank, Titi é vítima de racismo: “Parece uma macaquinha”

Os comentários racistas e maldosos na web não estão reservados apenas aos adultos. A filha de Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank, de apenas 2 anos, foi alvo de um comentário preconceituoso nesta terça (8).
No espaço de comentários de uma selfie postada por Giovanna, o racismo foi direcionado à filha da atriz com Bruno Gagliasso, Titi. “Você e seu marido até que combina mas a criança que vcs adotado não combinou muito pq ela é pretinha e lugar de preto é na África”, escreveu, com erros de português, o usuário.
No mesmo post, essa pessoa seguiu: “Vcs tinham que adotar uma menina de olhos azuis isso sim iria combinar e não aquela pretinha parece uma macaquinha #lugardepretoénaafrica!!!”.
Não é a primeira vez que o mesmo perfil ataca. Nessa semana, ele também criticou a cantora  Gaby Amarantos, na qual postou a capa de uma revista que fez uma reportagem com ela. O mesmo perfil postou a hashtag “#Forapretos!”, também dizendo que a cantora paraense, por ser negra, devia estar na África.
tv foco

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Juiz declara inconstitucional lei de cotas para negros em concursos públicos


martelo juizA aplicação da lei de cotas raciais em concursos públicos (Lei 12.990), que reserva 20% das vagas a candidatos que se autodefinem pretos ou pardos, foi declarada inconstitucional pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da Paraíba, no julgamento de um caso de nomeação postergada pelo Banco do Brasil. De acordo com a sentença do juiz Adriano Mesquita Dantas, a legislação viola três artigos da Constituição Federal (3º, IV; 5º, caput; e 37, caput e II), além de contrariar os princípios da razoabilidade e proporcionalidade. Segundo o advogado da causa, essa é a primeira vez que um juiz declara a inconstitucionalidade da legislação, em vigor desde 2014.
De acordo com a sentença, proferida nesta segunda-feira (18/1), a cota no serviço público envolve valores e aspectos que não foram debatidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), quando tratou da constitucionalidade da reserva de vagas nas universidades públicas. Segundo Dantas, naquele caso estava em jogo o direito humano e fundamental à educação, o que não existe com relação ao emprego público.
Robson Pires

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

“Todo e qualquer negro sofre preconceito neste país”, desabafa Tais Araújo

Conforme o TV Foco informou recentemente, Taís Araújo foi também uma vítima de ataques racistas no Facebook. Por conta disso, a esposa de Lazaro Ramos voltou a falar no assunto.
Taís fez um desabafo ao falar sobre o assunto em entrevista à revista ‘Estilo’. Ela é capa do mês de dezembro do folhetim, que chega às bancas na quinta-feira (3).
“As pessoas ficam impressionadas quando a gente fala que o Brasil é preconceituoso. Todo e qualquer negro sofre preconceito neste país. Mesmo depois de famoso e da ascensão social. Quando era mais nova, era carente de ícones”, disse.
E prosseguiu: “Você só via aquelas bonecas louras e de olhos azuis no mercado e esse era um padrão de beleza impossível de alcançar. Isso é cruel. Sinto-me orgulhosa em ser uma referência”, contou.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Dia da Consciência Negra pode virar feriado nacional


negra_intHoje (20) é Dia da Consciência Negra, mas o feriado só é comemorado em algumas idades brasileiras. O projeto que torna a data feriado nacional teve parecer pela aprovação na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.
A mesa da Câmara pediu ontem que o projeto do deputado Valmir Assunção (PT/BA) passe por uma nova Comissão – a de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços – antes de ser votada no plenário.

Robson Pires

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Aplicativo vai monitorar mensagens de ódio e racismo nas redes sociais

racismo internet
Um aplicativo na internet vai monitorar postagens nas redes sociais que reproduzam mensagens de ódio, racismo, intolerância e que promovam a violência. Criado pelo Laboratório de Estudos em Imagem e Cibercultura da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), o instrumento será lançado este mês e permitirá que usuários sejam identificados e denunciados.
De acordo com o professor responsável pelo projeto, Fábio Malini, os direitos humanos são vistos de maneira pejorativa na internet e discursos de ódio tem ganhado fôlego. “É preciso desmantelar esse processo”, defende. Por meio da disponibilização dos dados, ele acredita que é possível criar políticas públicas “que amparem e empoderem as vítimas”.
Encomendado pelo Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, o Monitor de Direitos Humanos, como foi batizado o aplicativo, buscará palavras-chaves em conversas que estimulem violência sexual contra mulheres, racismo e discriminação contra negros, índios, imigrantes, gays, lésbicas, travestis e transexuais. Os dados ficarão disponíveis online.
Robson Pires

domingo, 19 de julho de 2015

Movimento negro pede regulamentação de cotas em concursos públicos

Em vigor desde 9 de junho do ano passado, a Lei 12.990, que reserva 20% das vagas em concursos da administração pública federal para candidatos negros, completou um ano e um mês em meio a dificuldades na aplicação. Alguns concursos feitos sob as novas regras têm sido alvo de ações judiciais. Por isso, representantes do movimento negro defendem a regulamentação da lei. A política de cotas é uma das ações afirmativas previstas no Estatuto da Igualdade Racial, que completa cinco anos nesta segunda-feira (20).

Este ano, pelo menos três concursos da administração federal foram questionados judicialmente por questões relacionadas à nova lei. O motivo da discórdia, nesses casos, foi a forma de cálculo das vagas que devem ser destinadas ao sistema de cotas. Os editais dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA) e de São Paulo (IFSP) fracionaram as vagas segundo a área e a lotação. Como a maioria das áreas de conhecimento oferecia uma ou duas vagas, e a legislação prevê as cotas quando há três ou mais vagas, na prática, não houve reserva para negros.
Os dois concursos foram contestados, respectivamente pela Defensoria Pública da União (DPU) e pelo Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP). Na seleção do IFMA, uma decisão liminar da 3ª Vara Federal do Maranhão determinou que, do total de 210 vagas para professor, 42 fossem destinadas a negros. No concurso do IFSP, a ação ainda tramita na 7ª Vara Cível de São Paulo. As ações da DPU e do MPF-SP defenderam também a reserva de vagas para deficientes.
Robson Pires

sábado, 4 de julho de 2015

MP instaura inquérito para apurar ataques racistas contra jornalista


O Ministério Público do Estado (MPE) informou nesta sexta-feira, 3, que instaurou um procedimento investigatório criminal para apurar os comentários racistas direcionados à jornalista Maria Júlia Coutinho, do “Jornal Nacional”, da TV Globo.
“As pessoas acham que estão navegando em um oceano de impunidade, mas já presidi várias investigações (sobre crimes de racismo na internet) e tive sucesso”, afirma o promotor de Justiça Criminal Christiano Jorge Santos, que também é professor de Direito Penal da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
Santos diz que o órgão teve acesso ao caso por meio do controle interno que é feito no MPE e que a investigação logo foi aberta. Ele diz que o fato de a jornalista ser uma figura pública não interferiu no processo. “Para nós, não faz diferença se é conhecida ou não”.
Robson Pires

sábado, 6 de junho de 2015

Papa reconhece milagre de padre Victor, candidato a 1º santo negro do Brasil

Imagem do padre Francisco de Paula Victor(Reprodução/VEJA)

O papa Francisco reconheceu um milagre atribuído ao padre brasileiro e venerável servo de Deus Francisco de Paula Victor, informou a Santa Sé neste sábado. O milagre, que não foi detalhado pela Santa Sé, dá continuidade ao processo de canonização do sacerdote - o próximo passo é a beatificação. Ele pode se tornar o primeiro santo negro brasileiro.

A Santa Sé explicou que o aval do papa Francisco à Congregação para as Causas dos Santos para o reconhecimento do milagre de padre Victor ocorreu nesta sexta-feira, em uma audiência privada que teve com o cardeal Angelo Amato, governador regional da congregação.

Para ser canonizado - e adquirir a condição de santo - é necessário que a Igreja Católica certifique a existência de um segundo milagre atribuído à intercessão do padre, o que deverá ocorrer depois de ele ser proclamado beato.

Porém, este requisito nem sempre é cumprido, uma vez que o santo João XXIII foi canonizado no último dia 27 de abril sem a existência de um segundo prodígio.

Vida - Filho de escravos, o padre Francisco de Paula Victor nasceu em Campanha, Minas Gerais, em 12 de abril de 1827 e morreu em Três Pontas, no mesmo Estado, no dia 23 de setembro de 1905. Foi criado no seio de uma família humilde e sem recursos e sempre se destacou por seu comportamento piedoso e modesto. Ainda menino aprendeu o ofício de alfaiate, mas, aos 21 anos, compreendeu que seu destino era dedicar sua vida à religião católica.

(com Agência Efe)

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Renato Aragão desabafa: ‘Feios, negros e gays não se ofendiam antes’

Renato Aragão, no especial 'Didi, O Peregrino', da TV Globo. Foto: Divulgação
Renato Aragão, no especial ‘Didi, O Peregrino’, da TV Globo. Foto: Divulgação


O comediante Renato Aragão, que completa 80 anos na próxima terça-feira, falou sobre a dificuldade de se fazer humor atualmente com a patrulha do politicamente correto. “Hoje todas as classes sociais ganharam a sua praia, e a gente tem que respeitar muito isso. Eu sou até a favor. Mas, naquela época, essas classes dos feios, dos negros, dos homossexuais, elas não se ofendiam. Elas sabiam que não era para sacanear”, diz o ator em entrevista à edição de janeiro da PLAYBOY, da Editora Abril, que também publica VEJA.
Na revista, que chega nesta terça-feira às bancas, o humorista defende que ele e Mussum, seu companheiro de Trapalhões, se divertiam com as piadas raciais. “Na época, a gente fazia como uma brincadeira. Como se fôssemos duas crianças em casa brincando. A intenção não era ofender ninguém.” Apesar da reflexão sobre o humor de antigamente e a mudança da opinião pública, o intérprete de Didi alfinetou o trabalho feito pelo grupo Porta dos Fundos. “Eles só estão errando porque pegam pesado demais. Não precisa.”
Aragão também aponta que nunca agradou à crítica especializada com seus programas de TV e filmes de cinema pelo estigma de ser nordestino. “Os pseudocineastas ficavam umas araras porque os filmes deles não encostavam [em bilheteria]. Chegava um nordestino com um rolo compressor e passava por cima”, diz.
Fonte: VEJA

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Ronaldinho Gaúcho é xingado de macaco no México

ronaldinho mexico
Ronaldinho Gaúcho foi apresentado pelo Querétaro, seu novo clube no México, no meio da última semana. Dias depois, foi alvo de racismo. Ele foi chamado de macaco por um político local no Facebook. “Sou tolerante, mas detesto futebol, e o fenômeno idiota que produz. Detesto mais ainda porque as pessoas inundam as ruas e nos atrasam para chegar em casa. E isso tudo para ver um macaco. Brasileiro mas macaco sim. É um circo ridículo”, escreveu Carlos Treviño, político em Querétaro.

Durante a apresentação do meia brasileiro na última sexta-feira, o tráfego na cidade de Querétaro aumentou consideravelmente, levando Treviño a publicar tal frase em sua rede social. A informação foi publicada no jornal Récord, do México, neste domingo – a postagem ocorreu no último sábado. Nem o clube nem o jogador se manifestaram sobre a situação até o momento.
Robson Pires

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Ministério Público denuncia 4 por amarrarem jovem negro a poste

     

MP indicia jovens acusados de amarram jovem a poste. Foto: Divulgação
MP indicia jovens acusados de amarram jovem a poste. Foto: Divulgação
Quatro pessoas que amarraram um jovem num poste após um assalto no bairro do Flamengo foram denunciadas pelo Ministério Público nesta quinta-feira (11/09/2014). Os promotores pediram a prisão preventiva de João Victor Andrade de Moraes, Raphael Silva Fernandes dos Santos, Yuri Nogueira Maimone e Leonardo Bollinger Scherer. Todos são acusados de cárcere privado, lesão corporal e formação de quadrilha. Além do jovem amarrado ao poste, outros dois adolescentes foram agredidos.
 
O grupo responsável pelo ataque era formado por cerca de 30 pessoas que circulavam em 15 motocicletas portando capacetes, tacos de baseball e correntes e se dizia que patrulhava o bairro do Flamengo contra delinqüentes. Um dos envolvidos portava também uma arma de fogo. Dos 30 participantes, o MP conseguiu identificar, até o momento, apenas os quatro denunciados.
 
Ainda de acordo com o MP, João Victor golpeou um dos menores com o capacete e Raphael com uma corrente. Por conta dos golpes o menor ficou desacordado e assim foi levado até um poste na avenida Oswaldo Cruz, onde foi amarrado pelo pescoço com ajuda de um cadeado de moto. Os outros dois rapazes que conseguiram fugir foram perseguidos e agredidos pelo restante do grupo em ruas próximas.
Fonte: Terra

terça-feira, 20 de maio de 2014

Senado aprova cota para negros em concursos públicos

 

negros concurso
O Senado aprovou nesta terça-feira (20) a reserva de vagas para negros ou pardos em concursos públicos federais. Em votação simbólica, os senadores aprovaram o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 29/2014, que garante aos candidatos negros 20% das vagas de concursos a serem realizados por órgãos da administração pública federal, autarquias, fundações, empresas públicas e sociedades de economia mista controladas pela União.
Durante a votação, o Plenário e as galerias contavam com a presença de deputados e representantes de entidades de defesa da igualdade racial. Para entrar em vigor, a reserva só precisa ser sancionada pela presidente da República, Dilma Rousseff.
Pelo texto, de iniciativa do próprio Poder Executivo, os candidatos deverão se declarar negros ou pardos no ato da inscrição do concurso, conforme o quesito de cor ou raça usado pelo IBGE. Esses candidatos concorrerão em duas listas: a de ampla concorrência e a reservada. Uma vez classificado no número de vagas oferecido no edital do concurso, o candidato negro será convocado pela lista de ampla concorrência. A vaga reservada será ocupada pelo próximo candidato negro na lista de classificação.

Robson Pires

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Dilma defende fim da discriminação salarial para mulheres e negros

Presidente defendeu que a promoção do trabalho decente não deve ser levantada apenas durante o Mundial (Foto:José Cruz/Agência Brasil)


Por Paulo Victor Chagas/Agência Brasil
Ao participar de ato que celebrou o compromisso com empregadores e centrais sindicais para a melhoria das condições de trabalho durante a Copa do Mundo, a presidente Dilma Rousseff defendeu que a promoção do trabalho decente não deve ser levantada apenas durante o Mundial.
Para a presidente, a Copa é um momento especial para que sejam exibidos os avanços da sociedade brasileira sobre o tema. “Em épocas passadas, não tínhamos de fato trabalho decente aqui no Brasil, qualquer emprego bastava, qualquer ocupação servia. Muitas vezes, as pessoas viviam no trabalho informal”, declarou a presidente durante a cerimônia.
Segundo Dilma, os principais desafios para o trabalho decente no Brasil passam pela maior qualificação e condições igualitárias de emprego e renda. “No caso das mulheres, nós sempre devemos lembrar da necessidade de lutar por salário igual para trabalho igual. Para nossa população negra, é muito importante que tenhamos foco nessa questão, [e também em] um combate sem tréguas ao trabalho escravo e ao racismo”, completou.
 
 
O evento desta quinta-feira (15) marcou a assinatura de empresas e trabalhadores a dois compromissos que visam ao desenvolvimento de iniciativas de aperfeiçoamento das condições de trabalho, de combate ao trabalho infantil e contra a exploração sexual de crianças e adolescentes. Eles terão até 31 de agosto para promoverem medidas que assegurem a qualidade dos empregos, a economia solidária e a segurança e a saúde no trabalho.
Segundo o assessor especial José Lopez Feijóo, da Secretaria-Geral da Presidência da República, cerca de 1,5 mil entidades já aderiram ao compromisso, e há a expectativa que, ao todo, 6 mil instituições o façam.
No próximo dia 3, a secretaria-geral promoverá um seminário entre os membros dos comitês que acompanharão o andamento das obras. Para Dilma, esse método de diálogo com setores trabalhistas e representantes dos funcionários, como a Central Única dos Trabalhadores, mostra que o governo não evita os problemas, mas busca o caminho da solução.
 
Ao defender mais uma vez que o Mundial será a “Copa das Copas”, a presidente disse que a competição deixará aos brasileiros um legado que não poderá ser levado por nenhum turista de volta a seus países. “O que eles podem levar na mala? É a garantia e a certeza de que este é um país alegre e hospitaleiro. Pode levar isso na mala. Agora, os aeroportos ficam para nós, as obras de mobilidade ficam para nós, os estádios ficam pra nós”, declarou Dilma, que disse ser essa a questão central do Mundial.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA-Mais de 300 anos após a morte de Zumbi, negro ainda sofre com discriminação

 
Comemorado hoje (20), data da morte de Zumbi dos Palmares, o Dia da Consciência Negra deve servir para que os brasileiros reflitam sobre a desigualdade, a intolerância e o preconceito ainda existentes na sociedade. É o que revela nota técnica do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) ao mostrar, por exemplo, que, em Alagoas, os homicídios reduziram a expectativa de vida de homens negros em quatro anos.
A nota Vidas Perdidas e Racismo no Brasil aponta que, além de Alagoas, estados como o Espírito Santo e a Paraíba concentram o maior número de negros vítimas de homicídio. “Enquanto a simples contagem da taxa de mortos por ações violentas não leva em conta o momento em que se deu a vitimização, a perda de expectativa de vida é tanto maior quanto mais jovem for a vítima”, revela o estudo.
Os autores Daniel Cerqueira e Rodrigo Leandro de Moura, ambos da Fundação Getúlio Vargas (FGV), analisaram até que ponto as diferenças nos índices de mortes violentas de negros e não negros estão relacionadas com questões como as diferenças econômicas, ao racismo e de ordem demográfica. “O componente de racismo não pode ser rejeitado para explicar o diferencial de vitimização por homicídios entre homens negros e não negros no país”, concluíram os pesquisadores da FGV.

Considerando o universo dos indivíduos vítimas de morte violenta no país entre 1996 e 2010, o estudo mostra que, para além das características socioeconômicas – escolaridade, gênero, idade e estado civil –, a cor da pele da vítima, quando preta ou parda, aumenta a probabilidade do mesmo ter sofrido homicídio em cerca de oito pontos percentuais.

“O negro é duplamente discriminado no Brasil, por sua situação socioeconômica e por sua cor de pele”, dizem os técnicos. No estudo, eles concluem que essas discriminações combinadas podem explicar a maior prevalência de homicídios de negros quando comparada aos índices do restante da população.

Coincidentemente, Alagoas, líder de mortes violentas, especialmente o homicídio, contra negros e pardos também simboliza a luta dos africanos escravizados trazidos da África, no século 19, para trabalhar nos canais. A personificação desta luta que, pelos índices apresentados no estudo do Ipea, ainda perdura é Zumbi dos Palmares. Alagoano de nascença e natural de União dos Palmares, Zumbi – duende na língua do povo Banto, de Angola – liderou o maior quilombo do país.

Aos 7 anos, em 1670, ele foi capturado por soldados e entregue ao padre Antônio Melo, responsável por sua formação. Com o passar do tempo, Zumbi, batizado na igreja Católica com o nome de Francisco, fugiu para o Quilombo dos Palmares onde impressiona os demais escravos fugidos de fazendas de engenho pela sua habilidade em lutas. Aos 20 anos, ele já tinha se tornado o maior estrategista militar e guerreiro, responsável pela derrota imposta pelos quilombolas na luta contra soldados fiéis ao império português.

Com informações da Agência Brasil.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Universidades federais criam cotas em pós-graduação

Negros e índios começam a ter cotas em cursos de mestrado e doutorado

Um ano após a Lei de Cotas, algumas universidades federais começam a reservar vagas para negros e índios também em mestrados e doutorados. A pós-graduação em antropologia social do Museu Nacional da UFRJ, por exemplo, reservará ao menos duas vagas aos indígenas. Para negros, haverá nota de corte menor do que de outros concorrentes e adicional de 20% de vagas. Neste ano, nove candidatos já se declararam indígenas e 27, negros. Os primeiros cotistas devem começar em 2014.
O subcoordenador do programa, João Pacheco, afirmou não acreditar em piora de qualidade da produção acadêmica. "Não é só fazer justiça social. É uma experiência importante para a área de antropologia, que se propõe a estudar o outro", afirmou.
Já na UnB, a reserva de 20% das vagas de mestrado e doutorado para negros foi aprovada em julho no departamento de sociologia. Uma comissão de professores e alunos tem até o fim deste mês para concluir a proposta, que ainda precisa do aval do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da universidade. A expectativa é de que as cotas comecem a valer no início de 2015. 
Autonomia - O Ministério da Educação (MEC) não exige reserva de vagas na pós-graduação, mas cada departamento ou instituição pode fixar seus próprios critérios de seleção. Um exemplo é a pós em direitos humanos da Universidade de São Paulo (USP), instituição historicamenterefratária a cotas. Desde 2006, um terço das vagas no curso é separada para negros, indígenas, pobres e deficientes físicos. Na Universidade Estadual da Bahia (Uneb), 40% das vagas vão para negros e 5% para indígenas em todos os cursos da pós desde 2007.
O especialista em educação e articulista de VEJA Cláudio de Moura Castro considera as cotas injustas. "Na pesquisa, deve prevalecer a meritocracia, em que os candidatos atingem o nível exigido", afirma. 
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