Mostrando postagens com marcador beatificação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador beatificação. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 23 de março de 2017

Papa Francisco aprova canonização dos Protomártires do RN

Passada a aprovação agora será marcada uma data para a solenidade de santificação

O Papa Francisco recebeu em audiência nesta quinta-feira, 23 de março, o Cardeal Angelo Amato, S.D.B., Prefeito da Congregação das Causas dos Santos. Durante o encontro o pontífice aprovou os votos favoráveis da Sessão Ordinária dos Cardeais e Bispos Membros da Congregação sobre a canonização de Beatos.
Entre os beatos estão Andrea de Soveral e Ambrogio Francesco Ferro, sacerdotes diocesanos, e Matteo Moreira, Leigo, como também de 27 Companheiros, Mártires, massacrados por ódio à Fé no Rio Grande do Norte em 16 de julho de 1645 e 03 de outubro de 1645.
Passada a aprovação pelo Papa Francisco agora será marcada uma data para a solenidade de santificação.
Protomártires do Brasil
Mártires de Cunhaú e Uruaçu, protomártires do Brasil, é o título dado aos 30 cristão martirizados no interior do Rio Grande do Norte. Foram vítimas de dois morticínios, em 1645, nas invasões holandesas ao Brasil. O primeiro, na capela de Nossa Senhora das Candeias, no engenho de Cunhaú, em Canguaretama; o outro em Uruaçu, em São Gonçalo do Amarante. Foram beatificados pelo papa João Paulo II em 5 de março de 2000.
Portal no Ar

quarta-feira, 16 de março de 2016

O que Madre Teresa de Calcutá não tinha de santa?

Negligência com doentes terminais, sadismo, conversões disfarçadas e amizades tenebrosas sujam o manto da freira que será canonizada pelo papa Francisco no Vaticano
Madre Teresa acena na cidade de Calcutá, na Índia (Crédito: Reuters)
A freira de família albanesa Agnes Gonxha (1910-1997), que atendia doentes terminais em Calcutá, na Índia, ganhou o Nobel da Paz em 1979 e será canonizada pelo Vaticano no dia 4 setembro. Mas sua biografia não é tão limpa como se pensa.
Negligência com doentes terminais. Dentro da instituição Missionárias da Caridade, as pessoas ficavam deitadas em colchões no chão o tempo todo, sem acesso a antibióticos e analgésicos. Médicos não eram autorizados a examinar os pacientes para fazer um diagnóstico. Os doentes não podiam ser levados a um hospital para tratamento adequado. Seringas eram usadas em vários doentes e lavadas na torneira.
Sadismo. O atendimento ruim não era uma consequência da falta de dinheiro. A organização de Madre Teresa acumulou centenas de milhões de dólares e abriu unidades em mais de 100 países. A questão é ela nutria uma fascinação pelo sofrimento dos mais humildes. “Eu acho muito bonito para o pobre aceitar o seu destino, dividir isso com a paixão de Cristo. Eu acho que o mundo tem sido muito ajudado pelo sofrimento das pessoas pobres”, disse ela em uma coletiva de imprensa. Em outro momento, ela diz para um paciente terminal: “você está sofrendo como Cristo na cruz, Então Jesus deve estar te beijando”.
Amizades tenebrosas. Madre Teresa visitou a esposa de Jean Claude Duvalier, o Baby Doc, ditador do Haiti. Sobre o encontro, ela disse que nunca tinha visto pobres tão familiares com o seu chefe de Estado. “Foi uma linda lição para mim”, disse. Estima-se que Baby Doc e seu pai, Papa Doc, tenham desviado 100 milhões de dólares em obras sociais no Haiti.
Batismos disfarçados. Quando bebês, crianças ou adultos estavam à beira da morte, as freiras e os religiosos os batizavam com discrição. Às vezes, jogando água na testa. A prática revoltou muitos familiares muçulmanos e hindus, que não deram autorização para tal.
Descaso com dinheiro alheio. Madre Teresa recebeu 1 milhão de dólares do americano Charles Keating, que foi condenado por montar um esquema fraudulento para se apropriar do dinheiro de pequenos investidores nos Estados Unidos. Em seu julgamento, Madre Teresa mandou uma carta ao juiz pedindo clemência. O promotor enviou uma carta a ela solicitando que ela devolvesse o dinheiro das doações, pois esse tinha sido obtido de maneira fraudulenta. Não recebeu resposta.
veja

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Mártires de Cunhaú e Uruaçu poderão se tornar santos em 2017

Expectativa da Arquidiocese de Natal é de que os Mártires sejam canonizados em 2017


Por Hana Dourado
Expectativa da Arquidiocese de Natal é de que os Mártires sejam canonizados em 2017 (Foto: Hana Dourado/Portal NoaR)
Arcebispo de Natal acredita que os Mártires sejam canonizados em 2017 (Foto: Hana Dourado/Portal Noar)
O processo para a santificação dos mártires de Cunhaú e Uruaçu já está na reta final. É o que afirmou o arcebispo de Natal, Dom Jaime Viera Rocha, que esteve em Roma na última sexta-feira (27). A expectativa da Arquidiocese é de que os mártires se tornem santos no ano de 2017.
Segundo Dom Jaime, durante a visita a Roma, uma pessoa da arquidiocese de Natal foi designada para fazer o intermédio e demais trâmites necessários quanto ao processo de canonização.
“Recebemos uma carta escrita em punho pelo próprio Papa Francisco. Na carta ele solicita que sejam iniciados os trabalhos e orientações para a canonização dos mártires. Temos expectativas de que em 2017, durante a visita do Papa ao Brasil sejam canonizados”, informou.
Os Mártires de Cunhaú e Uruaçu são os primeiros mártires brasileiros. Eles foram beatificados no ano 2000, pelo então papa João Paulo II, na Praça de São Pedro, em Roma.
Santuário de Fátima
Entre os dias de 26 e 27 de outubro,o arcebispo de Natal, Dom Jaime Vieira Rocha, o pároco do santuário de Nossa Senhora de Fátima em Natal, padre João Maria, e o prefeito Carlos Eduardo, tiveram um encontro com o administrador do Santuário de Nossa Senhora de Fátima, em Portugal, o padre Carlos Manuel Pedrosa.
O encontro segundo o arcebispo de Natal foi realizado com objetivo de conseguir a autorização da construção de uma réplica da Capelinha das Aparições.
“Tivemos uma reunião e conseguimos a autorização. A única diferença da capelinha que será construída em Natal será na cobertura, que por questões de direitos autorais precisa ser diferente”, discorreu. Ainda segundo Dom Jaime, além da autorização, a arquidiocese recebeu uma réplica da imagem de Nossa Senhora de Fátima.
A Capelinha das Aparições será construída no Santuário de Nossa Senhora de Fátima, no Parque das Dunas. O espaço em que será construído tem 7 mil m² e foi cedido pela Prefeitura. Ainda não há previsões de quando será construída ou de quanto será investido para a construção.
No dia 13 de dezembro deste ano, será firmada a pedra fundamental da Capelinha no Parque das Dunas. Durante o evento, a réplica de Nossa Senhora de Fátima será exposta pela primeira vez aos fiéis.
Portal no Ar

sábado, 6 de junho de 2015

Papa reconhece milagre de padre Victor, candidato a 1º santo negro do Brasil

Imagem do padre Francisco de Paula Victor(Reprodução/VEJA)

O papa Francisco reconheceu um milagre atribuído ao padre brasileiro e venerável servo de Deus Francisco de Paula Victor, informou a Santa Sé neste sábado. O milagre, que não foi detalhado pela Santa Sé, dá continuidade ao processo de canonização do sacerdote - o próximo passo é a beatificação. Ele pode se tornar o primeiro santo negro brasileiro.

A Santa Sé explicou que o aval do papa Francisco à Congregação para as Causas dos Santos para o reconhecimento do milagre de padre Victor ocorreu nesta sexta-feira, em uma audiência privada que teve com o cardeal Angelo Amato, governador regional da congregação.

Para ser canonizado - e adquirir a condição de santo - é necessário que a Igreja Católica certifique a existência de um segundo milagre atribuído à intercessão do padre, o que deverá ocorrer depois de ele ser proclamado beato.

Porém, este requisito nem sempre é cumprido, uma vez que o santo João XXIII foi canonizado no último dia 27 de abril sem a existência de um segundo prodígio.

Vida - Filho de escravos, o padre Francisco de Paula Victor nasceu em Campanha, Minas Gerais, em 12 de abril de 1827 e morreu em Três Pontas, no mesmo Estado, no dia 23 de setembro de 1905. Foi criado no seio de uma família humilde e sem recursos e sempre se destacou por seu comportamento piedoso e modesto. Ainda menino aprendeu o ofício de alfaiate, mas, aos 21 anos, compreendeu que seu destino era dedicar sua vida à religião católica.

(com Agência Efe)

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Começa oficialmente o processo de beatificação de Dom Hélder Câmara

Dom Hélder Câmara era cearense e ficou conhecido pela luta em defesa dos pobres


Dom Helder Câmara, arcebispo emérito de Olinda e Recife, falecido em 1999, agora é um Servo de Deus. Este título foi concedido pelo Vaticano e marca o início do processo de beatificação e canonização do “Dom da Paz”. Os detalhes sobre os procedimentos para que o religioso seja considerado Santo oficialmente pela Igreja foram divulgados, nesta quarta-feira (8), em coletiva de imprensa, na sede da Cúria Metropolitana do Recife.
O processo deve ser oficialmente aberto com uma missa, marcada para o dia 3 de maio, na Catedral da Sé, em Olinda, às 9h. Na ocasião, vai ser instalado um tribunal com o objetivo de receber e analisar os textos e depoimentos de pessoas que tiveram contato com Dom Hélder. De acordo com o arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido, qualquer um pode entregar ao tribunal materiais, a exemplo de fotos ou cartas.
Concluídos, os relatórios devem ser enviados ao Vaticano e analisados. Com o aval do Papa Francisco, o Dom da Paz recebe o título de Venerável Servo do Senhor. Só depois de anexadas outras provas de santidade, o religioso torna-se Beato para ainda ser considerado Santo. Tudo isso não tem prazo para ser concluído e pode durar anos.
O frei Jociel Gomes foi escolhido pela arquidiocese como o organizador do processo no Recife. Ele aponta que outros dois nomes marcantes para a história de Pernambuco também estão com processo de beatificação e canonização em andamento no Estado: Frei Damião e Dom Vital.
Dom Hélder Câmara era cearense e ficou conhecido pela luta em defesa dos pobres. Os restos mortais dele estão na Catedral da Sé, em Olinda.
Fonte: NE10

domingo, 19 de outubro de 2014

Papa Paulo Vi é beatificado em cerimônia no Vaticano

O papa Paulo VI foi beatificado neste domingo (19) pelo papa Francisco. Giovanni Battista Enrico Antonio Maria Montini viveu entre 1897 e 1978 e comandou a Igreja Católica entre 1963 até sua morte.

Segundo Francisco, Paulo VI "guiou com sabedora e visão de futuro - e talvez sozinho - o leme da barca de Pedro". Durante a homilia, o papa lembrou que foi Paulo VI adaptou método de apostolado às condições da sociedade, instituiu o Sínodo dos Bispos.
Andrew MedichiniBeatificação de Paulo VI aconteceu neste domingo no VaticanoBeatificação de Paulo VI aconteceu neste domingo no Vaticano


"O papa Montini guiou a Igreja para que fosse ao mesmo tempo mãe amorosa de todos os homens e dispensador da salvação", disse Francisco. "Olhando para este grande papa, este cristão comprometido, este apóstolo incansável, diante de Deus, hoje, só posso dizer uma palavra tão simples quanto sincera e importante: 'Obrigado'", afirmou o papa.

Paulo VI

Giovanni Montini era arcebispo em Milão quando foi escolhido papa em junho de 1963 após a morte de João XXIII, canonizado em abriu deste ano. Ao assumir o cargo, ele enfrentou um pontificado de crises, desafios e contradições que marcaram a Igreja.
DivulgaçãoPaulo VI comandou a Igreja Católica entre 1963 e 1978Paulo VI comandou a Igreja Católica entre 1963 e 1978


"O cargo é único. Impõe grande solidão. Eu já era solitário, porém agora minha solidão se torna completa e assustadora... Minha solidão vai aumentar. Não posso ter medo, não posso pedir ajuda externa que me absolva de meu dever; meu dever é planejar, decidir, assumir toda a responsabilidade de guiar os demais, mesmo que pareça ilógico, absurdo talvez. E sofro sozinho. Eu e Deus", escreveu ele um mês após ter sido eleito.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Campanha pela beatificação do Padre João Maria será lançada nesta sexta-feira

 

Igreja católica lançará nesta sexta-feira, dia 3 de outubro de 2014 a campanha em prol da beatificação do Padre João Maria

asA Arquidiocese de Natal lançará nesta sexta-feira (3/10) – feriado estadual em homenagem aos Mártires de Cunhaú e Uruaçu – a campanha em prol da beatificação do Padre João Maria, importante personagem potiguar da história da Igreja Católica, que se dedicou à comunidade e à prática constante da caridade.
O lançamento da campanha, que recebe o apoio do cemitério e crematório Morada da Paz, ocorrerá durante a concelebração eucarística presidida pelo Arcebispo de Natal, Dom Jaime Vieira da Rocha, a partir das 18h, durante as festividades dos mártires de Cunhaú e Uruaçu, que acontece anualmente no Monumento dos Mártires, em São Gonçalo do Amarante (RN).
A proposta da campanha é intensificar a divulgação da causa pró-beatificação do Padre João Maria, alcançando toda a sociedade potiguar. O Morada da Paz doou toda a criação da campanha, que inclui diversas ações – desde a logomarca com a imagem do Padre João Maria com o lema “O Santo da Caridade”, produção de folder com a história do Padre João Maria, detalhes sobre o processo de beatificação e a oração do Padre, e ainda a criação do site www.padrejoaomaria.com.br, que já está no ar e traz todas as informações sobre o candidato a Beato.
Robson Pires

domingo, 11 de maio de 2014

Vaticano vai beatificar papa Paulo VI em outubro

papa Paulo VI
                              

O Vaticano informou neste sábado que a cerimônia de beatificação do papa Paulo VI foi marcada para 19 de outubro, após o reconhecimento de um milagre atribuído a ele. Esse é o primeiro passo para a elevação do pontífice, morto em 1978, à santidade.
O aparente milagre identificado pela Congregação para as Causas dos Santos – órgão da Igreja Católica responsável pelos processos de santificação – foi a cura de um feto que estava com uma doença relatada pelos médicos como incurável.
Paulo VI, nascido Giovanni Montini na Itália em 1897, governou a Igreja Católica entre 1963 e 1978. Ele foi o responsável por dar continuidade ao Concílio Vaticano II, encontro das autoridades eclesiásticas convocado pelo antecessor João XXIII e que tinha como objetivo modernizar o catolicismo.
Marcos Dantas

sexta-feira, 4 de abril de 2014

RN aguarda beatificação de Padre João Maria

Envolto na agitação do centro de Natal, a praça Padre João Maria, guarda o busto do potiguar e a prece de seus devotos, embala por velas, flores e olhares de admiração. O padre que ajudou na construção da antiga Catedral, em Cidade Alta, e morreu em 1905, aos 57 anos, por varíola, poderá ser o primeiro santo do Rio Grande do Norte. Desde 2002 se espera que isso aconteça. O único empecilho para a concretização é a comprovação científica de um milagre.
João Maria AlvesNa Praça Pe. João Maria, fiéis agradecem graças alcançadasNa Praça Pe. João Maria, fiéis agradecem graças alcançadas

O processo foi aberto e permanece em Roma, onde consta histórico do padre, assim como a comprovação de devoção e localização de santuários - além da praça em seu nome, em Natal também existe uma igreja chamada Padre João Maria, no bairro Tirol. O cônego José Mário, pároco da igreja Bom Jesus das Dores, na Ribeira, e postulador da Causa dos Santos, já esteve em Roma por três vezes no ano passado para tratar de questões relativas ao processo.

“A igreja aguarda apenas o milagre. Ele já é santo no coração dos potiguares”, declara o vigário paroquial da igreja Nossa Senhora de Lourdes, padre Robério Camilo. Ele recorda ainda  de outros beatificados potiguares, como a irmã Lindalva, recentemente reconhecida, e os mártires de Cunhaú e Uruaçu.

O padre João Maria nasceu em uma fazenda que pertencia ao município de Caicó, mas que hoje fica localizada em Jardim de Piranhas. Era reconhecido pela sua piedade, na ajuda aos pobres, especialmente nos tempos de seca, conta Camilo. Também era destacado por abrir mão de presentes de valor financeiro, e preferir distribuir, ou doar, com os pobres. 

saiba  mais

“Naquele tempo, quando tinha seca no sertão, ele acolhia os retirantes. Assim como acolhia os doentes durante as epidemias”, relata padre Robério. Inclusive foi assim que ele morreu, acometido de varíola; doença que combateu com fervor durante a epidemia que invadiu o Nordeste brasileiro nas três décadas finais de sua vida.

Passados os anos, o acolhimento ainda está na mente e coração de seus devotos, a exemplo de Georgina Maria da Silva, 52. Ela conta que todas as vezes que está na cidade se desloca até a praça a fim de fazer uma oração ao padre. “Para mim ele é santo há muitos anos. Mas, como tem que beatificar, que seja beatificado”, diz.

Além de novas preces, a doméstica vai ao padre para agradecer por dois milagres: um relacionado a seu neto, que nasceu com deficiência no braço. “Ele nasceu com o cordão umbilical enrolado ao braço. Não tinha força para movimentar”, diz. Quando o garoto fez dois anos, sadio, ela levou uma foto e pregou no santuário do padre.

Francisco Canindé Pessoa, 70, vai todos os dias à praça. Ele para em frente da imagem, molha as mãos com água já depositada num balde, e se benze com gestos de cruz sobre a cabeça. “Ele é milagroso. O que pedir a ele, se alcança. Para mim, ele já é santo”, relata.
 
TN

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Padre Anchieta será canonizado nesta quarta-feira

          



PadreJAnchieta7
O beato José de Anchieta, um dos jesuítas fundadores da cidade de São Paulo, vai ser canonizado pelo papa Francisco, que publicará nesta quarta-feira (02) o decreto que o proclama santo. José de Anchieta será canonizado juntamente com dois beatos nascidos na França, ligados à evangelização do Canadá – Maria da Encarnação Guyart e o bispo Francisco de Montmorency-Laval. O papa João Paulo II beatificou o “apóstolo do Brasil” em 22 de junho de 1980.
Para a canonização equipolente são necessários três requisitos: prova do culto antigo ao candidato a santo, atestado histórico incontestável da fé católica e das virtudes do candidato e a fama ininterrupta de milagres intermediados pelo candidato. São inúmeros os milagres e graças atribuídos à intercessão de José Anchieta, que é venerado como “bem-aventurado”, aquele que está junto de Deus, quer por brasileiros, quer por católicos das ilhas espanholas Canárias.

Marcos Dantas

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Processo de beatificação de Dra. Zilda Arns será aberto em 2015 pelo Vaticano

O processo de beatificação da médica pediatra e sanitarista Zilda Arns Neumann (Dra. Zilda) será aberto em 2015, anunciou o Arcebispo da Paraíba, Dom Aldo Di Cillo Pagotto, Presidente do Conselho Diretor da Pastoral da Criança, durante o congresso nacional da entidade em Aparecida.

Fundadora da Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa, Dra. Zilda morreu em missão, vítima do terremoto que assolou o Haiti, em 2010. O pleito pela beatificação e santificação não pode ser apresentado antes dos primeiros cinco anos de sua morte, esclareceu o bispo que já convidou os participantes do congresso e voluntários de todo o país para a peregrinação a Curitiba, que vai marcar em 2015 a abertura da causa.

A introdução ao processo de beatificação não é tão complicada ou difícil como se pensa, observa Dom Aldo. "Como grupo somos mais de 200 mil voluntários na Pastoral da Criança, além de bispos e padres. Há o desejo de que as virtudes de Dra. Zilda sejam reconhecidas, um pleito que terá fácil aprovação e aplauso", disse ele.

Marcos Dantas

sábado, 4 de maio de 2013

Negra e filha de escrava, Nhá Chica é beatificada em Baependi, MG


Nhá Chica é beatificada em Baependi. Agora é oficial. Francisca de Paula de Jesus, a "Mãe dos Pobres" de Baependi (MG), é a primeira negra, analfabeta e filha de escrava a receber o título de beata pela Igreja Católica no Brasil. A cerimônia que concedeu o título à mulher que viveu a maior parte de sua vida no Sul de Minas começou pontualmente às 15h deste sábado (4).
Usando sombrinhas e proteções, milhares de fiéis acompanharam a cerimônia sob o sol, do jeito que puderam. Pessoas de todas as idades, desde crianças até idosos, participaram da celebração. Além dos fiéis, também estiveram presentes autoridades religiosas do Vaticano e da Igreja Católica brasileira. Gilberto Carvalho, secretário geral da Presidência da República representou a presidente Dilma Rousseff. O governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia, também acompanhou a cerimônia.
O processo de beatificação começou em 1993, mas foi em 1995 que o processo ganhou um capítulo decisivo. Em julho daquele ano, a professora Ana Lúcia Leite descobriu que tinha um problema congênito no coração. Na véspera de fazer uma cirurgia, ela sentiu uma forte febre e exames posteriores revelaram que o problema havia desaparecido. Ana Lúcia havia rezado a Nhá Chica e considera que foi curada por intermédio dela
Nhá Chica

Francisca de Paula de Jesus, a Nhá Chica, será a primeira beata negra do país. Leiga, ela não pertencia a nenhuma ordem religiosa. Analfabeta, não lia a bíblia, mas aplicava no dia a dia o amor ao próximo e a caridade, o que a fez ser conhecida como "Mãe dos Pobres". Nhá Chica nasceu em São João Del Rei (MG) mas viveu a maior parte da sua vida em Baependi (MG), onde morreu no dia 14 de junho de 1895. Desde então, os relatos de cura por intercessão de Nhá Chica são vários.

Em 1998, o provável milagre foi enviado ao Vaticano. Em janeiro de 2011, o Papa Bento XVI aprovou as virtudes heróicas da religiosa e designou o título de Venerável a Nhá Chica. Em outubro do mesmo ano, a comissão médica da Congregação das Causas dos Santos do Vaticano aprovou o milagre atribuído a Nhá Chica, concordando que a cura não tem explicação científica. A comissão de cardeais do Vaticano atestou o milagre em junho de 2012 e no mesmo mês, o Papa Bento XVI assinou o decreto de beatificação de Nhá Chica
G1

Nhá Chica será beatificada neste sábado no interior de Minas Gerais


A filha de escravos Francisca de Paula de Jesus, ou "Nhá Chica", como é carinhosamente chamada por seus fiéis, se tornará beata neste sábado em cerimônia que deverá atrair cerca de 60 mil católicos à pequena cidade de Baependi (MG). A missa de beatificação será presidida pelo prefeito da Congregação para a Causa dos Santos no Vaticano, cardeal Angelo Amato.


A cerimônia também será acompanhada pelo presidente da CNBB, Raymundo Damasceno, assim como bispos e religiosos de várias dioceses de Minas Gerais.


O Brasil já conta com dois santos (Frei Galvão e Madre Paulina, nascida na Itália), e mais de 30 beatos. A eles se junta a mulher que é considerada por muitos mineiros a "mãe dos pobres", e que durante o século XIX, ainda em vida, chegou a ser tratada como santa. O processo para reconhecer os milagres de Nhá Chica foi iniciado em 1989, quase 100 anos após sua morte, e sua beatificação foi determinada em junho do ano passado, pelo então papa Bento XVI.


A futura beata nasceu em 1808, em São João del-Rei, também em Minas Gerais, de uma família de escravos, tendo ficado órfã aos 10 anos. Apesar de ter herdado a fortuna de um irmão, Nhá Chica renunciou aos bens e riquezas, distribuindo-as entre os pobres, além de possibilitar a construção de uma capela dedicada à Imaculada Conceição, onde hoje está seu santuário.

Embora não tenha optado pela vida religiosa, a futura beata preferiu nunca se casar para dedicar sua vida a caridade e oração, até sua morte, em 14 de junho de 1885. Em 1991, o papa João Paulo II concedeu para Nhá Chica o título de "Serva de Deus", e em 2007 a Congregação para a Causa dos Santos começou a analisar um dos milagres que milhares de fiéis lhe atribuem: a cura de uma professora da cidade mineira de Caxambu.
O processo de beatificação é o primeiro passo antes da canonização, mas para que a brasileira possa ser declarada santa, o Vaticano tem que confirmar outros dois milagres. Neste sábado pela manhã, está prevista a realização de uma missa solene na igreja matriz de Baependi. À tarde, será a vez da cerimônia de beatificação, em um local aberto ao público, próximo ao principal acesso à cidade.
No domingo também está marcada uma celebração na igreja matriz, além de uma missa de ação de graças no local da beatificação e uma procissão até o santuário da Imaculada Conceição.
terra

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

A comprovação de um milagre é o que está faltando para a beatificação do padre João Maria potiguar nascido em Jardim de Piranhas


O Padre João Maria (imagem acima) nasceu em Jardim de Piranhas – RN na Fazenda Logradouros a 23 de junho de 1848, onde sua mãe veio a lhe chamar João por causa da sua devoção a São João.


Seus pais foram Amaro Cavalcanti Soares de Brito e Ana de Barros Cavalcanti de Brito.
Entrou no Seminário de Olinda (PE), aos 13 anos. Ordenou-se sacerdote no Seminário de Prainha em Fortaleza (CE) no dia 30 de novembro de 1871. Celebrou a sua primeira Missa em Caicó, sua terra natal.
Assumiu a Paróquia de Nossa Senhora da Apresentação em Natal (RN) em 07 de agosto de 1881. Passou 24 anos como vigário desta Paróquia.
O zelo sacerdotal e a fidelidade à vocação, fizeram de sua caminhada um exemplo para todos, onde a oração e o serviço ao próximo foram o centro de sua vida. Foi um padre de vida espiritual intensa, conseguindo grande freqüência de fiéis aos atos religiosos. Junto aos poderes públicos obteve um terreno para construir uma nova Igreja. Hoje nesse terreno está erguida a Catedral de Nossa Senhora da Apresentação em Natal (RN).

Durante seu ministério em Natal houve vários períodos de seca e grande epidemia de varíola no estado, causando grande emigração do interior para a capital.
Para esses flagelados, o Pe. João Maria foi o sacerdote, o médico, o enfermeiro e o amigo, levando confortoespiritual (os sacramentos e a catequese) e o apoio material de tudo o que podia dispor, para aliviar o seu sofrimento. Pois, o seu lema era “Tudo para todos”.
Integrou o movimento abolicionista, fundando a Sociedade Libertadora Norte-Riograndense.
Fundou a imprensa católica no RN dirigindo o periódico “O Oito de Setembro”.
Devido ao grande esforço dispendido nessas atividades, adoeceu. Por ordem médica, afastou-se da paróquia e foi para uma casa de amigos situada no Alto do Juruá, em Petrópolis (Natal), onde veio a falecer em 16 de outubro do ano de 1905. Neste mesmo local foi construída a Igreja de Nossa Senhora de Lourdes, de quem Pe. João Maria era devoto. O altar dessa honrosa igreja foi erguido onde era o quarto em que o servo de Deus morreu. Hoje, nessa Igreja está o seu Mausoléu com os seus restos mortais que foram transladados do Mausoléu do Cemitério do Alecrim no dia 17 de julho de 1979 por ordem do Arcebispo Dom Nivaldo Monte, com a presença do Mons. Geraldo Ribeiro de Almeida e Mons. Ermard L’ Eraisfre Monteiro. Além de uma lembrança inesquecível que cada dia mais se arraiza nos corações natalenses, existem três monumentos em sua memória: o busto na Praça Pe. João Maria na Rua João Pessoa, no centro de Natal e a placa comemorativa na casa que foi longos anos sua residência, o Orfanato Pe. João Maria onde se faz a caridade pública e no Heremitério Santo Lenho na estrada do município de Macaíba (RN)




PROCESSO DE BEATIFICAÇÃO EM ANDAMENTO
O padre morreu em 1905, aos 57 anos, em decorrência de uma varíola. 

O processo de beatificação do Padre João Maria  teve início efetivo em 2002, com a abertura do processo de beatificação do padre morto em 1905, aos 57 anos, por varíola – doença que combateu com fervor durante a epidemia que grassou o Nordeste brasileiro nas três décadas finais de sua vida. Na primeira escala para transformá-lo em beato, o processo foi encaminhado a Roma, onde permanece engavetado.
“Quando o processo é aberto, ele já se torna Servo de Deus. Agora depende de um milagre feito por ele, para apresentarmos novas evidências do que já é consagrado pelo povo de Natal. O que ele representa no imaginário popular, com uma vida pobre, simples, caridosa, que acolhia os migrantes da seca, dando roupa, remédios, comida, isso tudo já o transforma em um santo”, diz o padre Robério Camilo da Silva, pároco da igreja que um dia serviu de morada para o fundador da imprensa católica no Estado, ao lançar o jornal Oito de Setembro. Política e paciência estão no cerne da expectativa por sua beatificação.
Para tanto, o cônego José Mário, pároco da igreja Bom Jesus das Dores, na Ribeira, e Postulador da Causa dos Santos, está na capital italiana para concluir um curso de três meses, que envolve ensinamentos sobre a burocracia no processo. “Desde 1950 se fala nesse processo. Na época do Papa João Paulo II, houve uma desburocratização, uma abertura maior. Infelizmente, não posso garantir um prazo para isso ser concluído. Como eu disse, estamos aguardando por um novo milagre do padre João Maria”, diz Padre Robério Camilo.
 Todo dia 16, data da morte do padre (16 de outubro de 1905), é celebrada uma missa para conclamar pela sua beatificação.
Com as mudanças sociais, econômicas e ideológicas ocorridas ao longo dos últimos 107 anos (tempo em que registra a morte de padre João Maria), a Igreja se viu forçada a reformular a abordagem no contato com fiéis. A medida serviu para agregar novidades, como cultos musicais e envolvimento direto com a política – caso do arcebispo de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns, atuante na abertura pós-Regime Militar. Nesse caminho, oportunistas usam a força da religião para benefício próprio, na contramão do que o filho do Seridó pregava – ele nasceu em uma fazenda que pertencia ao município de Caicó, mas hoje é lotada em Jardim de Piranhas.
“No tempo dele, roupas, comida e remédio bastavam como ajuda material aos devotos. Hoje, as pessoas muitas vezes querem bens que não condizem com a postura católica. A Igreja está antenada com a política, com os direitos da sociedade, conscientizando as pessoas de que o Poder é nosso, do povo, não dessa turma que está aí”, atenta padre Robério. Como seguidor de um ser especial que atraiu a simpatia da então incipiente sociedade potiguar, ele sabe o valor de um símbolo do catolicismo no Estado para manter o diálogo permanente.
Fonte: JH

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Odetinha: cariocas podem ter sua primeira santa


Procissão de devotos no túmulo da pequena Odette Vidal de Oliveira já dura mais de sete décadas. \"Odetinha\", a \"Santinha do São João Batista\",


A Arquidiocese do Rio de Janeiro inicia na próxima sexta-feira (18/01/2013) uma série de preparativos para a abertura do processo de beatificação da menina Odette Vidal de Oliveira, conhecida como Odetinha. Ela ficou conhecida pela devoção aos pobres e morreu aos nove anos.
Na semana passada, os restos mortais de Odetinha foram exumados, 74 anos após sua morte. Representantes da Congregação para as Causas dos Santos, do Vaticano, acompanharam o procedimento em uma cerimônia restrita.
Na sexta,18 de janeiro de 2013,  haverá um ato canônico para marcar o início do processo na Igreja Nossa Senhora da Glória, no Largo do Machado, na Zona Sul. A urna com os restos mortais da menina vai passar, no domingo (20), pela Igreja dos Capuchinhos, Catedral Metropolitana e Igreja da Imaculada Conceição, onde foi construído um túmulo.
Um pouco da história
Ela nasceu em Madureira, cresceu em Botafogo e morreu aos 9 anos. Mas a procissão de devotos no túmulo da pequena Odette Vidal de Oliveira já dura mais de sete décadas. "Odetinha", a "Santinha do São João Batista", o "Lírio de Pureza e Caridade" — títulos usados por católicos que eternizam a fé na menina — pode se tornar a primeira santa carioca.
As placas com agradecimentos de devotos e os vasos com flores recentes não deixam dúvidas. O túmulo de Odetinha é um dos mais visitados no Cemitério São João Batista, em Botafogo. Mas a fama de milagreira da menina vai muito além da Zona Sul do Rio. Em sua sepultura, há homenagens feitas por fiéis do Piauí, de Pernambuco e do Paraná.
Ao todo, dez placas e 13 vasos com flores decoram o jazigo de Odetinha. Em cima dele, há uma estátua dourada que reproduz a criança. Logo adiante, em frente ao túmulo de Odette, estão sepultados os pais da garota. Ali, mais placas foram depositadas para retribuir os milagres atribuídos à menina.

Túmulo de Odetinha, no Cemitério São João Batista, em Botafogo, no Rio de Janeiro Segundo funcionários, o túmulo é um dos mais procurados do cemitério. 





















Odetinha morreu vítima de paratifo, doença infecciosa de origem bacteriana. Foram 49 dias de sofrimento, assistido de perto pela sociedade carioca e pelos pobres que ajudava. A menina dizia: "Eu vos ofereço, ó meu Jesus, todos os meus sofrimentos pelas missões e pelas crianças pobres". No dia da morte, 25 de novembro de 1939, ela declarou: "Meu Jesus, meu amor, minha vida, meu tudo".

Mineira filha de escravos, Nhá Chica será beatificada em maio de 2013 em Minas Gerais

Estátua na igreja de Nossa Senhora da Conceição, também conhecida como igreja de Nhá Chica, em Baependi

Francisca de Paula de Jesus, mineira conhecida como Nhá Chica, será a próxima beata brasileira. Filha de escravos, nasceu em 1810 em distrito de São João del Rei e morreu 1895. A cerimônia está marcada para o dia 11 de maio em Baependi, no sul de Minas, onde ela viveu.

O Brasil atualmente tem 36 beatos natos e 44 estrangeiros que atuaram no país. José de Anchieta é um deles, nascido nas Ilhas Canárias e declarado beato em 1980, estando ainda dependendo de um milagre para ser canonizado. Roma tem cerca de 60 causas de beatificação e canonização.

Santos, o Brasil tem apenas dois. Frei Galvão, nascido em Guaratinguetá, e Madre Paulina, italiana que veio como emigrante ainda criança. 

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Vaticano aprova beatificação da brasileira Nhá Chica, filha de escravos


Altar com imagens de Nhá Chica cuja beatificação foi autorizada pelo papa Bento XVI

O papa Bento XVI autorizou a beatificação da brasileira Francisca Paula de Jesus, mais conhecida como Nhá Chica, considerada, no século XIX, uma santa em vida por sua defesa dos mais pobres, indicou nesta quinta-feira o Vaticano.

A data da cerimônia ainda não está definida. O anúncio foi feito pelo gabinete de imprensa de Santa Sé, que divulgou a lista com os decretos assinados pelo papa. O documento cita, sem dar detalhes, um milagre ocorrido por intercessão da brasileira.
Nascida em 1808 na cidade de São João Del Rei, em Minas Gerais, Nhá Chica, que era filha de escravos, ficou órfã aos dez anos e dedicou toda a sua vida à caridade. Era considerada "a mãe dos pobres", segundo sua biografia oficial. Ela morreu no dia 14 de junho de 1895, sem nunca ter pertencido a uma organização religiosa.

Em 1991, o Papa João Paulo II concedeu a ela o título de "Serva de Deus" e desde 2007 a Congregação para as Causas dos Santos do Vaticano examinava um milagre, que foi aprovado por Bento XVI.

Processo - A beatificação é um passo para decisivo para uma pessoa ser considerada santa. Antes da canonização, porém, um segundo milagre tem de ser reconhecido.
Segundo a imprensa especializada, o milagre aprovado foi a cura inexplicável da professora Ana Lucia Meirelles Leite, de Caxambu, que sofria de uma cardiopatia congênita. Ela se livrou do problema em 1996 sem a necessidade de intervenção cirúrgica.

A igreja brasileira registrou milhares de graças alcançadas por meio da intercessão de Nhá Chica, afirma a mesma fonte, e acrescenta que em 2010 seus devotos, entre eles o escritor Paulo Coelho, celebraram os 200 anos do batismo da mulher.
 
(Com agência AFP)