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sábado, 3 de junho de 2017

Homem é preso após furtar imagem sacra e trocar por drogas em boca de fumo

O fato ocorreu na cidade de Espirito Santo; Maconha e cocaína foram apreendidas durante a ação policial

Três pessoas foram presas na noite desta quinta-feira (01), no município de Espírito Santo, distante 76 quilômetros de Natal suspeitas de tráfico de drogas e envolvimento no furto de uma imagem sacra ocorrido na igreja da Cidade. Durante a ação policial foram apreendidas maconha, crack, dinheiro e uma balança de precisão.
De acordo com o Capitão Henrique, comandante da terceira companhia do 8° Batalhão as investigações começaram após o furto de uma imagem sacra na igreja da cidade, a apuração feita pela Polícia Civil que chegou até o principal suspeito do crime, o homem confessou onde vendeu a imagem. " Com a confissão fomos até o local e descobrimos que se tratava de uma boca de fumo", disse.
Ainda segundo o Capitão no interior da residência um homem foragido da justiça identificado como Fernando Andriê da Silva Coelho e a companheira dele guardavam maconha, cocaína e balança de precisão. Fernando ainda tentou fugir, mas foi surpreendido por policiais militares que cercaram todo o perímetro. Dalvan Soares de Souza que assumiu ter arrombado a igreja, furtado a imagem e vendido na boca de fumo foi autuado por furto e associação criminosa.
Portal BO

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

"Santo popular", Padre Cícero tem direitos sacerdotais devolvidos pela Igreja

Padre Cícero foi excomungado pela Igreja Católica há mais de um século; reconciliação foi confirmada neste domingo

A diocese da cidade do Crato, no interior do Ceará, confirmou neste domingo (13) que o Vaticano devolveu os direitos sacerdotais do Padre Cícero Romão Batista. O ato de reconciliação com a Igreja é o primeiro passo para os processos de beatificação e santificação do Padre Cícero, considerado santo em praticamente todo o Nordeste.
Fiéis comemoram reconciliação da Igreja Católica com o padre Cícero durante missa neste domingo na Catedral Nossa Senhora da Penha, no Crato

Segundo o bispo da diocese do Crato, dom Fernando Panico, o papa Francisco enviou uma carta, através de seu Secretário de Estado, cardeal Pietro Parolin, na qual autoriza a reconciliação do Padre Cícero junto à Igreja. O documento, que foi parcialmente ainda no domingo, relata que o religioso viveu uma fé simples, em sintonia com o seu povo.
"É inegável que o padre Cícero Romão Batista, no arco de sua existência, viveu uma fé simples, em sintonoa com o seu povo e, por isso mesmo, desde o início, foi compreendido e amado por este mesmo povo", diz o trecho do documento divulgado pela diocese.

Em declaração divulgada na sua conta pessoal no Facebook, o governador do Ceará, Camilo Santana (PT) afirma que recebeu "com muita alegria" a notícia da reconciliação. "Recebi com muita alegria a informação da reconciliação da Igreja Católica com o querido Padre Cícero Romão Batista, nosso Padim. A reconciliação é o primeiro passo para a reabilitação de Padre Cícero na Igreja Católica após as punições impostas há mais de um século", declara ele.

O rompimento de Padre Cícero com a Igreja Católica ocorreu no final do século XIX, no episódio conhecido na crença popular como "o milagre da hóstia". Na ocasião, uma hóstia dada pelo sacerdote durante uma missa na cidade de Juazeiro do Norte à beata Maria de Araújo teria se transformado em sangue, fenômeno esse que teria ocorrido no seguidamente durante dois anos. 


O caso levou o então bispo do Ceará, dom Joaquim José Vieira, a suspender as ordens sacerdotais do Padre Cícero, que ainda tentou recorrer ao próprio Vaticano para continhar padre. O religioso até chegou a ser perdoado, mas a decisão foi revista pela Igreja e ele acabou excomungado.

Mesmo fora da Igreja, Padre Cícero continuou sendo considerado por fiéis de toda região Nordeste como santo. Ele morreu no dia 20 de julho de 1934, aos 90 anos, na cidade de Juazeiro do Norte.

TN

sábado, 6 de junho de 2015

Papa reconhece milagre de padre Victor, candidato a 1º santo negro do Brasil

Imagem do padre Francisco de Paula Victor(Reprodução/VEJA)

O papa Francisco reconheceu um milagre atribuído ao padre brasileiro e venerável servo de Deus Francisco de Paula Victor, informou a Santa Sé neste sábado. O milagre, que não foi detalhado pela Santa Sé, dá continuidade ao processo de canonização do sacerdote - o próximo passo é a beatificação. Ele pode se tornar o primeiro santo negro brasileiro.

A Santa Sé explicou que o aval do papa Francisco à Congregação para as Causas dos Santos para o reconhecimento do milagre de padre Victor ocorreu nesta sexta-feira, em uma audiência privada que teve com o cardeal Angelo Amato, governador regional da congregação.

Para ser canonizado - e adquirir a condição de santo - é necessário que a Igreja Católica certifique a existência de um segundo milagre atribuído à intercessão do padre, o que deverá ocorrer depois de ele ser proclamado beato.

Porém, este requisito nem sempre é cumprido, uma vez que o santo João XXIII foi canonizado no último dia 27 de abril sem a existência de um segundo prodígio.

Vida - Filho de escravos, o padre Francisco de Paula Victor nasceu em Campanha, Minas Gerais, em 12 de abril de 1827 e morreu em Três Pontas, no mesmo Estado, no dia 23 de setembro de 1905. Foi criado no seio de uma família humilde e sem recursos e sempre se destacou por seu comportamento piedoso e modesto. Ainda menino aprendeu o ofício de alfaiate, mas, aos 21 anos, compreendeu que seu destino era dedicar sua vida à religião católica.

(com Agência Efe)

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Encontrado manuscrito inédito sobre vida de São Francisco

Biografia inédita de São Francisco foi escrita por Tomás de Celano, no século XIII

Texto do século XIII revela novos detalhes sobre a vida do santo pobre, como seu choque ao conhecer os mendigos

O francês Jacques Dalarun, especialista em estudos franciscanos, descobriu biografia inédita de São Francisco de Assis com novos dados sobre a vida do santo pobre. O jornal da Santa Sé, L'Osservatore Romano, informou nesta segunda-feira sobre a descoberta, feita em biblioteca particular. Aquilo que parecia ser “um manuscrito insignificante” apresenta detalhes como a passagem que narra uma viagem de Francisco, filho de um rico mercador, a Roma, segundo entrevista com o historiador publicada no periódico. 
Esta versão conta que “Il Poverello” (“O Pobrezinho”, em português), como ficou conhecido, fez a viagem não como peregrino, como se acreditava, mas como um negociante surpreendido com o sofrimento dos mendigos que se amontoavam em sua passagem. “Não tem nada a ver com a versão edulcorada que se divulgou sucessivamente: um Francisco já religioso que sofre com os mendigos. Nesta versão, o contraste é muito mais forte. Não é uma mudança paulatina, mas um verdadeiro choque', explicou Dalarun.
A obra descoberta por Dalarun é datada de 1237 a 1239 e tem 122 páginas cobertas de minúsculos caracteres latinos.“Estava procurando o texto há sete anos. Durante meus estudos, encontrei fragmentos soltos e tudo indicava a existência de algo intermediário de Tomás de Celano, sucessiva à primeira versão e precedente à segunda biografia que conhecemos”, disse o historiador.
Ele afirmou que ainda resta muito por compreender, mas encontrou entre suas páginas elementos de interesse, como um resumo escrito entre 1232 e 1239 da primeira versão. “É um texto amplo: a edição latina conta com 64 partes com algumas folhas de papéis. Muitos comentários acrescentados na primeira versão foram eliminados e há alguns pontos novos”, explicou Dalarun.
Na nova biografia, “ressalta-se muito mais a experiência da pobreza, não em sentido simbólico ou meramente espiritual, mas real”, afirmou. Além disso, o autor aprofunda sobre a questão da fraternidade com a criação, um traço essencial da filosofia franciscana.
Além disso, o livro revela outros detalhes “muito concretos e realistas” sobre, por exemplo, a forma como Francisco remendava sua túnica, usando fibras extraídas das cortiças das árvores.



Biografias não oficiais — Francisco de Assis morreu em 1226, tornou-se santo em 1228 e, no ano de 1260, o Capítulo Geral da Ordem Franciscana encomendou uma biografia oficial para acabar com todas as versões não aprovadas pela congregação. No entanto, com o passar dos séculos, foi possível encontrar obras anteriores que ficaram esquecidas.
Trata-se dos relatos de Tomás de Celano, um dos homens mais próximos a São Francisco, que no ano 1228 recebeu a incumbência do papa Gregório IX (pontífice entre 1227 e 1241) de narrar a vida do santo. Esta primeira biografia foi encontrada no século XVIII, enquanto em 1806 foi descoberta uma posterior, redigida pelo mesmo autor em 1244.
“Estava procurando o texto há sete anos. Durante meus estudos, encontrei fragmentos soltos e tudo indicava a existência de algo intermediário de Tomás de Celano, sucessiva à primeira versão e precedente à segunda biografia que conhecemos”, disse o historiador.
Ele afirmou que ainda resta muito por compreender, mas encontrou entre suas páginas elementos de interesse, como um resumo escrito entre 1232 e 1239 da primeira versão. “É um texto amplo: a edição latina conta com 64 partes com algumas folhas de papéis. Muitos comentários acrescentados na primeira versão foram eliminados e há alguns pontos novos”, explicou Dalarun.
Na nova biografia, “ressalta-se muito mais a experiência da pobreza, não em sentido simbólico ou meramente espiritual, mas real”, afirmou. Além disso, o autor aprofunda sobre a questão da fraternidade com a criação, um traço essencial da filosofia franciscana.
(Com Agência EFE)

terça-feira, 2 de julho de 2013

Bispos e cardeais aprovam segundo milagre do papa João Paulo 2º

Papa João Paulo 2º em 2003; bispos e cardeais reconhecem segundo milagre, abrindo caminho para canonização 


A Congregação para a Causa dos Santos aprovou nesta terça-feira o segundo milagre atribuído ao papa João Paulo 2º, morto em 2005. Com isso, é aberto o caminho para a canonização, processo que o proclamará como santo.

 O pontífice, que comandou a igreja de 1979 até a sua morte, é apontado como o responsável pela cura de uma mulher italiana que sofria de câncer. Ela se curou em 1º de maio de 2011, mesma data da beatificação de João Paulo 2º, de maneira inexplicável para a ciência.  

O milagre foi aprovado por bispos e cardeais que compõem a comissão, uma das instâncias de avaliação para determinar a santidade de alguma pessoa perante à Igreja Católica. O primeiro aval foi dado em 18 de junho, após a avaliação de laudo médico.

Agora só falta o papa Francisco promulgar o decreto pelo qual se reconhece este milagre, que abre caminho para a canonização de João Paulo II, o que poderia ocorrer em dezembro. A data da cerimônia será fixada pelo pontífice em um conselho de cardeais.

João Paulo 2º foi beatificado há dois anos, após ser provado que a freira francesa Marie Simon Pierre se curou de mal de Parkinson após o papa interceder.

O caminho rumo à santidade tem várias etapas: a primeira é ser proclamado venerável servo de Deus, a segunda beato e a terceira santo.

Venerável Servo de Deus é o título que se dá para uma pessoa morta que reconhecidamente viveu suas virtudes de maneira heróica.

Para que um venerável seja beatificado é necessário que tenha se produzido um milagre por sua intercessão. Enquanto que para ser canonizado é necessário um segundo milagre. Esse segundo milagre deve ocorrer após a beatificação.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

A comprovação de um milagre é o que está faltando para a beatificação do padre João Maria potiguar nascido em Jardim de Piranhas


O Padre João Maria (imagem acima) nasceu em Jardim de Piranhas – RN na Fazenda Logradouros a 23 de junho de 1848, onde sua mãe veio a lhe chamar João por causa da sua devoção a São João.


Seus pais foram Amaro Cavalcanti Soares de Brito e Ana de Barros Cavalcanti de Brito.
Entrou no Seminário de Olinda (PE), aos 13 anos. Ordenou-se sacerdote no Seminário de Prainha em Fortaleza (CE) no dia 30 de novembro de 1871. Celebrou a sua primeira Missa em Caicó, sua terra natal.
Assumiu a Paróquia de Nossa Senhora da Apresentação em Natal (RN) em 07 de agosto de 1881. Passou 24 anos como vigário desta Paróquia.
O zelo sacerdotal e a fidelidade à vocação, fizeram de sua caminhada um exemplo para todos, onde a oração e o serviço ao próximo foram o centro de sua vida. Foi um padre de vida espiritual intensa, conseguindo grande freqüência de fiéis aos atos religiosos. Junto aos poderes públicos obteve um terreno para construir uma nova Igreja. Hoje nesse terreno está erguida a Catedral de Nossa Senhora da Apresentação em Natal (RN).

Durante seu ministério em Natal houve vários períodos de seca e grande epidemia de varíola no estado, causando grande emigração do interior para a capital.
Para esses flagelados, o Pe. João Maria foi o sacerdote, o médico, o enfermeiro e o amigo, levando confortoespiritual (os sacramentos e a catequese) e o apoio material de tudo o que podia dispor, para aliviar o seu sofrimento. Pois, o seu lema era “Tudo para todos”.
Integrou o movimento abolicionista, fundando a Sociedade Libertadora Norte-Riograndense.
Fundou a imprensa católica no RN dirigindo o periódico “O Oito de Setembro”.
Devido ao grande esforço dispendido nessas atividades, adoeceu. Por ordem médica, afastou-se da paróquia e foi para uma casa de amigos situada no Alto do Juruá, em Petrópolis (Natal), onde veio a falecer em 16 de outubro do ano de 1905. Neste mesmo local foi construída a Igreja de Nossa Senhora de Lourdes, de quem Pe. João Maria era devoto. O altar dessa honrosa igreja foi erguido onde era o quarto em que o servo de Deus morreu. Hoje, nessa Igreja está o seu Mausoléu com os seus restos mortais que foram transladados do Mausoléu do Cemitério do Alecrim no dia 17 de julho de 1979 por ordem do Arcebispo Dom Nivaldo Monte, com a presença do Mons. Geraldo Ribeiro de Almeida e Mons. Ermard L’ Eraisfre Monteiro. Além de uma lembrança inesquecível que cada dia mais se arraiza nos corações natalenses, existem três monumentos em sua memória: o busto na Praça Pe. João Maria na Rua João Pessoa, no centro de Natal e a placa comemorativa na casa que foi longos anos sua residência, o Orfanato Pe. João Maria onde se faz a caridade pública e no Heremitério Santo Lenho na estrada do município de Macaíba (RN)




PROCESSO DE BEATIFICAÇÃO EM ANDAMENTO
O padre morreu em 1905, aos 57 anos, em decorrência de uma varíola. 

O processo de beatificação do Padre João Maria  teve início efetivo em 2002, com a abertura do processo de beatificação do padre morto em 1905, aos 57 anos, por varíola – doença que combateu com fervor durante a epidemia que grassou o Nordeste brasileiro nas três décadas finais de sua vida. Na primeira escala para transformá-lo em beato, o processo foi encaminhado a Roma, onde permanece engavetado.
“Quando o processo é aberto, ele já se torna Servo de Deus. Agora depende de um milagre feito por ele, para apresentarmos novas evidências do que já é consagrado pelo povo de Natal. O que ele representa no imaginário popular, com uma vida pobre, simples, caridosa, que acolhia os migrantes da seca, dando roupa, remédios, comida, isso tudo já o transforma em um santo”, diz o padre Robério Camilo da Silva, pároco da igreja que um dia serviu de morada para o fundador da imprensa católica no Estado, ao lançar o jornal Oito de Setembro. Política e paciência estão no cerne da expectativa por sua beatificação.
Para tanto, o cônego José Mário, pároco da igreja Bom Jesus das Dores, na Ribeira, e Postulador da Causa dos Santos, está na capital italiana para concluir um curso de três meses, que envolve ensinamentos sobre a burocracia no processo. “Desde 1950 se fala nesse processo. Na época do Papa João Paulo II, houve uma desburocratização, uma abertura maior. Infelizmente, não posso garantir um prazo para isso ser concluído. Como eu disse, estamos aguardando por um novo milagre do padre João Maria”, diz Padre Robério Camilo.
 Todo dia 16, data da morte do padre (16 de outubro de 1905), é celebrada uma missa para conclamar pela sua beatificação.
Com as mudanças sociais, econômicas e ideológicas ocorridas ao longo dos últimos 107 anos (tempo em que registra a morte de padre João Maria), a Igreja se viu forçada a reformular a abordagem no contato com fiéis. A medida serviu para agregar novidades, como cultos musicais e envolvimento direto com a política – caso do arcebispo de São Paulo, Dom Paulo Evaristo Arns, atuante na abertura pós-Regime Militar. Nesse caminho, oportunistas usam a força da religião para benefício próprio, na contramão do que o filho do Seridó pregava – ele nasceu em uma fazenda que pertencia ao município de Caicó, mas hoje é lotada em Jardim de Piranhas.
“No tempo dele, roupas, comida e remédio bastavam como ajuda material aos devotos. Hoje, as pessoas muitas vezes querem bens que não condizem com a postura católica. A Igreja está antenada com a política, com os direitos da sociedade, conscientizando as pessoas de que o Poder é nosso, do povo, não dessa turma que está aí”, atenta padre Robério. Como seguidor de um ser especial que atraiu a simpatia da então incipiente sociedade potiguar, ele sabe o valor de um símbolo do catolicismo no Estado para manter o diálogo permanente.
Fonte: JH