quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Odetinha: cariocas podem ter sua primeira santa


Procissão de devotos no túmulo da pequena Odette Vidal de Oliveira já dura mais de sete décadas. \"Odetinha\", a \"Santinha do São João Batista\",


A Arquidiocese do Rio de Janeiro inicia na próxima sexta-feira (18/01/2013) uma série de preparativos para a abertura do processo de beatificação da menina Odette Vidal de Oliveira, conhecida como Odetinha. Ela ficou conhecida pela devoção aos pobres e morreu aos nove anos.
Na semana passada, os restos mortais de Odetinha foram exumados, 74 anos após sua morte. Representantes da Congregação para as Causas dos Santos, do Vaticano, acompanharam o procedimento em uma cerimônia restrita.
Na sexta,18 de janeiro de 2013,  haverá um ato canônico para marcar o início do processo na Igreja Nossa Senhora da Glória, no Largo do Machado, na Zona Sul. A urna com os restos mortais da menina vai passar, no domingo (20), pela Igreja dos Capuchinhos, Catedral Metropolitana e Igreja da Imaculada Conceição, onde foi construído um túmulo.
Um pouco da história
Ela nasceu em Madureira, cresceu em Botafogo e morreu aos 9 anos. Mas a procissão de devotos no túmulo da pequena Odette Vidal de Oliveira já dura mais de sete décadas. "Odetinha", a "Santinha do São João Batista", o "Lírio de Pureza e Caridade" — títulos usados por católicos que eternizam a fé na menina — pode se tornar a primeira santa carioca.
As placas com agradecimentos de devotos e os vasos com flores recentes não deixam dúvidas. O túmulo de Odetinha é um dos mais visitados no Cemitério São João Batista, em Botafogo. Mas a fama de milagreira da menina vai muito além da Zona Sul do Rio. Em sua sepultura, há homenagens feitas por fiéis do Piauí, de Pernambuco e do Paraná.
Ao todo, dez placas e 13 vasos com flores decoram o jazigo de Odetinha. Em cima dele, há uma estátua dourada que reproduz a criança. Logo adiante, em frente ao túmulo de Odette, estão sepultados os pais da garota. Ali, mais placas foram depositadas para retribuir os milagres atribuídos à menina.

Túmulo de Odetinha, no Cemitério São João Batista, em Botafogo, no Rio de Janeiro Segundo funcionários, o túmulo é um dos mais procurados do cemitério. 





















Odetinha morreu vítima de paratifo, doença infecciosa de origem bacteriana. Foram 49 dias de sofrimento, assistido de perto pela sociedade carioca e pelos pobres que ajudava. A menina dizia: "Eu vos ofereço, ó meu Jesus, todos os meus sofrimentos pelas missões e pelas crianças pobres". No dia da morte, 25 de novembro de 1939, ela declarou: "Meu Jesus, meu amor, minha vida, meu tudo".

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