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sábado, 10 de junho de 2017

Você sabe qual lugar do Brasil com maior número de uniões homoafetivas? Um estado concentra 20% das uniões deste ano. Confira:

São Paulo é o estado brasileiro com maior número de registro de união estável entre pessoas do mesmo sexo, indica o levantamento do Colégio Notarial do Brasil – Seção São Paulo (CNB/SP). Foram lavradas 735 escrituras no país de janeiro a maio deste ano, segundo dados Central Notarial de Serviços Eletrônicos Compartilhados (Censec). O estado paulista é responsável por 20% deste total. Foram celebradas 144 uniões homoafetivas. No domingo, dia 18, a cidade de São Paulo receberá a 21ª edição da Parada do Orgulho LGTB.
O Rio de Janeiro é o segundo estado com mais lavraturas: são 94 uniões, que representam 12,8% do total. A publicitária Júlia Reis, 34 anos, que reside em Rio das Ostras, disse que em um relacionamento anterior, celebrou um contrato de união estável com a então companheira, o qual foi desfeito com a ajuda de um advogado. Neste sábado (10), ela vai casar com a hair stylist Nayara Camargo, de 32 anos. “Vou realizar um sonho. É a vitória dos nossos direitos. Queremos direitos iguais, não somos diferentes. É a vitória do amor”, afirmou.
Andrey Guimarães Duarte, presidente do CNB/SP, entidade que congrega os cartórios de notas paulistas, explica que atualmente, nos aspectos substanciais do direito, não há mais distinção entre o casamento e a união estável. “Há uma questão ainda cultural. O casamento tem uma carga maior, de formalidade. É uma instituição secular. Está enraizada nas pessoas. E tem todo um cerimonial”, disse. Ele destaca que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em reconhecer o direito sucessório também nos casos de união estável torna as diferenças ainda mais tênues.
Casamento
Aos casais do mesmo sexo não é permitida apenas a união estável, mas também o casamento civil. “A partir do momento que o STF reconheceu a união homoafetiva estável como entidade familiar, a lei acabou permitindo que [a união estável] seja convertida e equiparada ao casamento”, explica Duarte, referindo-se à decisão unânime, de 2011, do plenário do STF. Dois anos depois, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou resolução que obriga cartórios a celebrar o casamento civil e converter a união estável homoafetiva em casamento.
Um desses casais é o estudante de biomedicina Pietro Pisani, de 27 anos, e o designer gráfico Tristan Roding, de 32 anos. Há dois anos juntos, eles não tinham pensado em oficializar a relação até que, em março, decidiram casar para poder solicitar um visto permanente no Brasil para Tristan, que é australiano. “Fiquei surpreso com a facilidade. Porque eu sabia que a união estável era reconhecida, mas o casamento, não. Essa questão burocrática não passava pelas nossas cabeças, mas, no fim, foi bom. Sinto que estou seguro pela lei e que vamos ter direitos como qualquer outro casal”, disse.
Ainda de acordo com o levantamento, o número de uniões estáveis homoafetivas estabilizou nos últimos anos depois de um crescimento de 153% em 2011. Entre 2014 e 2016, o volume anual ficou em torno de 1.900 lavraturas. Percentualmente, as uniões deste tipo entre casais do mesmo sexo continuam crescendo em maior ritmo do que entre as relações heterossexuais.
De acordo com CNB/SP, entre as vantagens da formalização está a comprovação de início de convivência, a possibilidade de estipular um regime de bens (comunhão parcial, universal, separação de bens) e a facilidade para incluir o companheiro como dependente em planos de saúde, odontológicos, clubes e órgãos previdenciários.
Portal no Ar

sábado, 6 de maio de 2017

Ex-BBB Cristiano assume romance com modelo bombado; veja fotos

Apesar de gay, Cristiano nunca falou sobre sua sexualidade dentro do reality show
O ex-participante do reality show publicou diversas fotos com o novo amor, em seu perfil no Instagram

Cristiano Carnevale, BBB da edição de 2004 que ganhou fama após defender a participante Juliana depois de uma briga dela com Marcela Mama e Tatiana, acaba de assumir romance com Mister Fernando de Noronha 2016 e engenheiro civil Charles Giacon. A informação é do site TVFoco.
O ex-participante publicou diversas fotos com o novo amor, em seu perfil no Instagram. Em um dos posts, ele escreveu: “Ainda há algum tempo atrás nós não éramos nada um para o outro, mas você se tornou especial e agora é tudo para mim. Nossa história está apenas começando”.
O modelo fitness acrescentou, em outra foto: “É o momento mais feliz da minha vida”, lembrando que Cristiano trabalhou como assistente de palco do “Tudo por audiência”, programa que Tatá Werneck e Fábio Porchat tinham no Multishow.
Apesar de gay, Cristiano nunca falou sobre sua sexualidade dentro do reality show. De qualquer forma, fora da casa ele se assumiu. Em janeiro, o rapaz anunciou que estava namorando o Mister Bahia, Aron Freitas, mas o romance acabou não dando certo.
Fonte: Notícias ao Minuto

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Garoto morto por mãe registrou queixa contra tio por homofobia

O jovem Itaberli Lozano, de 17 anos (Reprodução/Facebook)

Itaberli Lozano, 17 anos, assassinado a facadas, disse à polícia de Cravinhos que era ofendido e ameaçado pelo parente devido a sua identidade sexual

O jovem Itaberli Lozano, de 17 anos, que foi morto a facadas pela mãe, a gerente de supermercado Tatiana Ferreira Lozano, de 32 anos, em Cravinhos, interior de São Paulo, registrou queixa na delegacia local contra um tio materno por homofobia em março de 2015.
À polícia o garoto disse que vinha sendo ameaçado pelo tio há sete dias. No dia 9 de março de 2015, o parente teria ido até a casa onde ele morava com a avó e gritado: “Vou enfiar uma faca no seu c…, pra quando alguém for comer não vai ter trabalho. Se não te pegar na rua, vou te pegar na sua casa”, relata o jovem em boletim de ocorrência lavrado no dia 12 de março de 2015.
Diante das hostilidades, o jovem afirmou que se sentia com medo de sair de casa porque toda vez que o tio o ofendia e o ameaçava fazendo referência a sua homossexualidade.
Na hora de protocolar a queixa, Itaberli estava acompanhado da mãe, que está presa temporariamente sob acusação de tê-lo matado e, com a ajuda do marido Alex Canteli, de 30 anos, ter queimado o corpo em um canavial.
A polícia diz que a mãe não cometeu o crime por homofobia, mas por motivo fútil. Tatiana confessou o assassinato, mas contou que o fez em legítima defesa. O tio materno não tem nenhuma relação com o assassinato.
A Polícia Civil disse à VEJA que o garoto não deu prosseguimento à queixa e, por isso, a ocorrência não foi investigada.

O crime

No dia 29 de dezembro, mãe e filho tiveram uma briga na casa onde moravam. Tatiana, que é bem mais robusta que o filho, acabou pegando uma faca na cozinha e o golpeando três vezes no pescoço, matando-o na hora — ela alega que o filho era usuário de drogas e que fazia constantes ameaças a ela e à família. Durante a confusão, o marido estaria dormindo e não acordou por causa do barulho do ventilador e por ter sono pesado, conforme ele contou à polícia, que desconfia das declarações.
Após cometer o ato, Tatiana correu para acordar Pereira “desesperada”. Eles, então, enrolaram a vítima em um edredom, colocaram-no no carro do marido e o levaram até o meio de um canavial, onde o incendiaram. “Tirei gasolina do tanque do carro e joguei sobre o corpo e coloquei fogo. Usei uma mangueira e coloquei a gasolina num galão que estava no carro. O fósforo já trouxemos de casa. Voltamos para casa e a Tatiana limpou todo o quarto”, disse Canteli no depoimento à polícia.
Os restos mortais de Itaberli só foram encontrados pela polícia no dia 7 de janeiro, mas as autoridades não sabiam que se tratava do garoto. Dois dias depois, a avó paterna, Julia Gabriel Rosa, registrou o desaparecimento. O pai do menino é falecido.
Junto das cinzas, a polícia achou uma pulseira que parecia a mesma usada por Itaberli em fotos publicadas no Facebook. Com isso, pediram um mandado na Justiça para vasculhar a casa do garoto, que foi deferido nesta quarta-feira. Ao chegar ao local, a mãe confessou o crime à polícia.
veja

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Família homofóbica muda de ideia depois que filho gay ganha na loteria

Seus pais, que até então o evitavam, agora exigem parte da bolada. O que você faria?

Muitos buscam a solução para o preconceito de sua família quanto à sexualidade ou identidade de gênero de um filho ou parente. É um problema que faz sofrer milhares de pessoas LGBT. Mas não é nada que alguns milhões de dólares não resolvam, como descobriu um sortudo.
O usuário do Reddit idontwanttogivitup foi recentemente a um fórum neste site para pedir conselho para seu dilema. Depois de ganhar mais de 15 milhões de dólares na loteria, seus pais estão pressionando-o para que recebam um quarto da bolada. Agora, aparentemente, ficou fácil esquecer todas as ressalvas que fizeram quando o expulsaram de casa aos 15 anos e o mantiveram isolado da família até que ele completasse 20. Como o próprio conta:
“Olá pessoal, me disseram que eu devia trazer meu problema para o reddit para descobrir o que as pessoas acham. Mas antes de começar, eu preciso dizer que eu sei que esse é um tipo de problema que todos gostariam de ter, e não estou me debulhando em lágrimas por causa disso. É apenas algo que está pesando para mim.
Então. Eu sou um cara de 29 anos e ganhei na loteria. E é uma quantia alta o suficiente para que eu não tenha que trabalhar nunca mais na vida se eu não quiser (mais de 15 milhões de dólares). Meus planos são fazer alguns cursos de administração e finanças por um tempo, para que eu possa tomar decisões inteligentes sobre meus investimentos e aja responsavelmente com meu dinheiro. Eu sou terrível na administração de dinheiro. Quero fazer com que ele se transforme em mais dinheiro e, espero, me envolver com projetos de caridade. Eu sei que é altruísta, mas eu sempre fiz trabalho voluntário, e faz parte do meu jeito de ser.
Meu problema? Minha família, principalmente meus pais, acham que têm direito a 1/4 da quantia. Eu me ofereci para pagar o financiamento da casa deles, e dar também uma pequena quantia, mas isso não basta para eles depois que eles descobriram o valor total. Minha família e eu temos uma relação cordial, mas eu fui morar a uma hora de distância deles para me afastar da minha mãe opressora e meu pai ausente. Minhas irmãs são pessoas legais, mas nós não temos realmente um relacionamento. A definição da família branca de classe média dispersa. Buá buá, eu sei.
No fim das contas, eu não acho que eles têm direito a nada, e eu já estou sendo o mais generoso possível (eu nunca disse isso para eles exatamente assim, mas, em retrospecto, acho que isso ficou implícito). A conversa ficou feia e quando minha mãe me falou “nós criamos você”, eu pensei imediatamente sobre como meu pai e minha mãe não falaram comigo por 5 anos (entre os 15 e 20 anos) depois de descobrirem que eu sou gay. E eu quase tive que largar o ensino médio por causa disso. Isso é criar alguém? É claro que eu guardo rancores.
Como eu faço para explicar para eles mais uma vez quais são meus planos, e que eles não estão incluídos neles? Eu deveria conversar com meu advogado por via das dúvidas? Eu não acho que eles vão entrar com um processo, mas as pessoas fazem coisas idiotas. Eu não quero arruinar nossas relações, mas acho que o dano já foi feito. Acho que muita gente vai me dizer para mandar eles se fuderem.”
Muitos membros do fórum tiveram exatamente essa reação, e muitos afirmam que ele já está sendo generoso até demais ao pagar o financiamento da casa dos pais. Particularmente, eu acho que ele não precisaria doar um quarto de seu prêmio mesmo que seus pais tivessem sido compreensivos quando ele se declarou gay. Mas, até aí, pais assim certamente não seriam mesquinhos a ponto de exigir que seu filho lhes doe qualquer coisa. Provavelmente a sorte desse felizardo aconteceu na verdade quando passou cinco anos importantes de sua formação afastado de seus pais, e com isso aprendeu a ser generoso e a ter empatia pelo sofrimento alheio.

Fonte: Lado Bi

quinta-feira, 16 de junho de 2016

[Vídeo] Médico ofende casal de lésbicas e diz que ‘gay tem que matar’


Caso, que foi filmado e ganhou repercussão nas redes sociais, aconteceu em uma loja de conveniência de um posto de combustível



Por Estadão Conteudo
 

Sem a regulamentação de homofobia como crime, o delegado do 1º Distrito Policial de Goiânia, Isaias Pinheiro, deve enquadrar a conduta do médico Ricardo Dourado como injúria, perturbação do sossego e ameaça. O caso, que foi filmado e ganhou repercussão nas redes sociais, aconteceu na madruga da quarta-feira, 15, em uma loja de conveniência de um posto de combustível, no centro da capital goiana. O vídeo foi registrado pela agente de turismo Angélica Santana, de 27 anos.
Na gravação, difundida pelas redes sociais, Ricardo se dirige de forma alterada a Angélica e sua namorada, a turismóloga Giovana Alves, de 36 anos. “Veado, gays se pegar, tem que matar aquela desgraça (sic). O mundo não é para isso, as aberrações. Esquece isso.”
A reação teria acontecido após a abordagem do médico às mulheres quando Angélica teria pedido que Dourado não tocasse em Giovana dizendo que as duas são namoradas.
Após o episódio, as duas mulheres procuraram a Polícia Civil e, segundo informou o delegado, o médico será intimado para prestar depoimento. “Não fui eu quem me expus, não fui. Não estava aos beijos, poderia estar, mas não estava. Apenas foi dito: ‘não encosta nela, ela não quer nada com você’. Poucas palavras, porém suficientes para desabrochar um homofóbico”, relatou Angélica em sua página pessoal no Facebook.
Em entrevista ao portal G1, o médico confirmou a discussão no local e argumentou que se manifestou porque o casal estava “se exibindo”. Dourado disse que não se lembra exatamente o que falou porque tinha bebido cerveja e estava com “ânimos exaltados”.
O médico ainda disse que não considerou sua atitude como crime, pois ele teria sido provocado. Por fim, ele ameaça entrar na Justiça contra Angélica pela veiculação do vídeo nas redes sociais.

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Príncipe Charles é flagrado aos beijos com rapaz mais jovem, segundo revista americana

A revista americana Globe Magazine fez uma revelação bombástica ao mostrar fotos do príncipe Charles, da Inglaterra, aos beijos com um rapaz mais jovem.
“O segredo do príncipe foi desmascarado por sequência chocante de fotos. Fontes no Palácio garantem que a revelação praticamente sepultou as aspirações de Charles rumo à monarquia”, diz trecho da matéria.
A revista ainda diz que a rainha Elizabeth II, mãe de Charles, estaria arrasada com a descoberta e que estaria planejando ignorar o filho na linha sucessória e entregar a coroa ao neto, William, casado com Kate Middleton.
Para quem não sabe, em 2013, o Globe Magazine já havia publicado uma matéria na qual afirmava que Charles namorava com homens e que seu casamento com a princesa Diana teria sido uma farsa. Charles, no entanto, não se posicionou a respeito dos boatos na época.
tv foco

quarta-feira, 9 de março de 2016

‘Odeio história de bicha’, diz Benedito Ruy Barbosa, autor de “Velho Chico” próxima novela da Globo que substituirá "A Regra do Jogo"

O autor Benedito Ruy Barbosa, causou polêmica na festa de lançamento de sua nova novela, “Velho Chico”, que marca sua volta ao horário após 15 anos. Em entrevista ao jornal ‘extra’, o autor disse que não gosta de fazer tramas com personagens gays, a declaração do autor causou desconforto em sua filha Edmara Barbosa, que estava do lado do pai quando ele deu essa declaração.
“Odeio história de bicha. Pode existir, pode aceitar, mas não pode transformar isso em aula para as crianças. Tenho dez netos, quatro bisnetos e tenho um puta orgulho porque são tudo macho pra cacete”, esbravejou o autor, após a declaração, sua filha tentou fazer o pai parar de falar, mostrando visível desconforto.
E apesar dessa declaração, o autor ainda disse que não se considera preconceituoso: “Não sou contra, não acho errado. O que acho é que quando eu tenho na mão 80 milhões assistindo minha novela, tenho que ter responsabilidade com as pessoas que estão me assistindo. Tenho que saber que tem muito pai que não quer que o filho veja, porque eles não sabem explicar, não sabem como colocar. Muita gente reclama disso para mim. O que não é justo é você transformar: só é normal o cara que é bicha, o que não é bicha não é normal. A mulher que é sapatona é perfeita, a que não é sapatona não é legal. É assim que estamos vivendo”, disse.
“Velho Chico” estreia na próxima segunda feira, substituindo a naufragada “A Regra Jogo”, que até recuperou o faixa, mas diante dos pífios resultados nos primeiros meses, chegando a humilhante segunda posição, termina como fiasco.
conexão tv

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Ricky Martin mostra o corpo em foto e exibe boa forma, aos 44 anos; confira

O cantor Ricky Martin é sonho de consumo de muitas meninas e meninos, desde os anos 90, e até os dias de hoje, segue sendo um dos músicos mais admirados em todo o mundo, inclusive no Brasil.
Nesta semana, o porto-riquenho chamou a atenção de todos, ao publicar uma foto mostrando o seu porte físico, já que estava só de sunga. Nas redes sociais, os fãs e seguidores foram ao delírio com ele.
Aos 44 anos, ele mostrou boa forma, com um corpo pra lá de sarado. Ele foi bastante elogiado em todos os comentários. Desde dezembro, ele está em Porto Rico, curtindo as férias ao lado dos filhos.
Ele, que é homossexual assumido e casado com um rapaz, é pai de Valentino e Matteo. 
Fonte: tv foco

terça-feira, 3 de novembro de 2015

“Parece uma boa ideia”, diz juiz sobre celas para homossexuais nos presídios no RN - A afirmação de Henrique Baltazar é referente à recomendação expedida pelo promotor de Justiça do MPRN

Para o corregedor do sistema prisional do Rio Grande do Norte, o juiz Henrique Baltazar dos Santos, a criação de uma área dentro dos presídios, específica para os homossexuais: “Parece uma boa ideia”.
A afirmação de Henrique Baltazar é referente à recomendação expedida pelo promotor de Justiça do MPRN da Comarca de Mossoró, Romero Marinho.
O promotor orientou à direção das unidades, à criação de áreas de convivência específicas para travestis e gays na Cadeia Pública e no Complexo Penitenciário Agrícola Mário Negócio, em Mossoró.

Questionado sobre se a recomendação é aplicável em todos os presídios do RN, Henrique Baltazar, afirma que “Sim, basta escolherem um presídio específico para eles. Ou um pavilhão de algum presídio (o que é mais complicado em razão do caos no sistema prisional).
Atualmente, Mossoró não possui centro de detenção feminino. As presas ficam detidas dentro de um pavilhão do Complexo Penitenciário Estadual Mário Negócio. Em média cerca de 80 presas estão detidas desta maneira em Mossoró.
O documento emitido pela 14ª Promotoria de Justiça da Comarca de Mossoró prevê ainda que as autoridades promovam o fiel cumprimento dos demais termos da Resolução Conjunta 01/2014, do Conselho Nacional de Combate à Discriminação, órgão da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.
A mencionada Resolução estabelece parâmetros de acolhimento LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) em privação de liberdade no Brasil.
O art. 3º prescreve que, em atenção à segurança e vulnerabilidade de travestis e gays nas carceragens, sejam oferecidos espaços de vivência específicos para essas pessoas que manifestem, expressamente, vontade na disponibilização desses locais.
A providência adotada pelo MPRN tem como objetivo garantir que essas pessoas privadas de liberdade sejam tratadas com humanidade e respeito, sendo a orientação sexual e identidade de gênero partes essenciais da dignidade de cada pessoa.
Fonte: Mossoró Hoje

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Suposto ladrão fica preso em armadilha e calcinha denuncia a intenção

Porém, ao chegar no local, os policiais constataram que se tratava de um mal-entendido

A equipe do 4º Batalhão da Polícia Militar (BPM) do município de Boa Viagem, distante 217 quilômetros de Fortaleza (CE) foi acionada na madrugada deste domingo (25) para atender a ocorrência de um suposto arrombamento no bairro Queiroz. Um homem encontrava-se pendurado de cabeça para baixo em um muro, preso pelo “pega ladrão”.
Porém, ao chegar no local, os policiais constataram que se tratava de um mal entendido.
De acordo com o soldado Rinaldo, o homem, que não teve sua identidade revelada, estava tentando entrar em uma casa abandonada com outro homem – no qual ele teria um relacionamento homoafetivo -, para ter relações sexuais, quando ficou preso no “pega ladrão”.
Depois de o homem ter ficado preso no muro, seu parceiro se assustou e foi embora. A vítima sofreu alguns arranhões e foi liberada.
Fonte: Diário do Nordeste

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Suprema Corte dos EUA aprova casamento homossexual em todo o país

Em sua conta no Facebook, a Casa Branca comemorou a aprovação

A Suprema Corte dos Estados Unidos aprovou nesta sexta-feira (26) o casamento entre pessoas do mesmo sexo em todos os 50 Estados do país. A decisão foi aprovada por cinco votos a quatro e derruba proibições em Estados que não permitiam o casamento homossexual, como Kentucky, Michigan, Ohio e Tennessee. Através de sua conta no Facebook, a Casa Branca comemorou a aprovação.
Antes da decisão, o casamento homossexual era legal em 36 estados e no distrito de Columbia. Em 2003, Massachusetts tornou-se o primeiro Estado norte-americano a validar a união entre pessoas do mesmo sexo. A decisão não terá efeito imediato, pois o tribunal dá um prazo de três semanas para pedidos de reconsideração.

Em sua página no Twitter, o presidente dos EUA, Barack Obama, disse que "hoje é um grande passo na nossa marcha em direção à igualdade". "Casais de gays e lésbicas têm agora o direito de se casar, como qualquer outra pessoa", continuou. O presidente concluiu o tweet com a hastag "#lovewins" ("o amor vence", em tradução livre).


Estadão Conteúdo

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Crucificação da homofobia na Parada Gay é alvo de representação no MPF

A maioria entendeu como uma provocação aberta aos cristãos


A “crucificação” da homofobia em um dos trios elétricos da Parada Gay de São Paulo, ontem, já é alvo de uma representação no Ministério Público Federal.
O deputado distrital Rodrigo Delmasso (PTN-DF), evangélico da Sara Nossa Terra, protocolou uma ação no MPF alegando crime de intolerância.
A encenação da crucificação de Jesus, em plena parada gay de São Paulo, nesse domingo, causou muito mal-estar entre cristãos de diversas matizes. Uns consideraram blasfêmia, outros, apenas deboche, mas a maioria entendeu como uma provocação aberta aos cristãos.
Foi possível ver sábias faixas de cristãos conscientes (e não de cristãos que vivem como folha seca na onda do mar, levados pela correnteza de líderes políticos e líderes cristãos que promovem guerras ideológicas a fim de alimentarem o status e poder que possuem), como a irônica mensagem que dizia: “Deus cura a homofobia”.
Já esta foto acima registra um protesto feito pelos ativistas gays, em que uma pessoa teria sido amarrada a uma cruz, criando uma representação semelhante à da crucificação de Cristo. Em uma placa sobre a cabeça da “atriz”, havia os dizeres: “Basta de homofobia com LGBT”.
Fonte: Com informações de Veja

domingo, 7 de junho de 2015

Primeira escola para gays do país, em Campinas, terá curso de drag queen

A escola não vai oferecer o ensino regular, mas cursos que promovam a cultura homossexual


A cidade de Campinas, no interior paulista, terá a primeira escola para jovens gays do país. Com recursos do Ministério da Cultura e do governo do estado, a ONG E-Jovem vai abrir a escola em março, com cursos gratuitos de dança, canto, TV-Web e produção de fanzines. Dezenas de adolescentes homossexuais e heterossexuais já fizeram as inscrições para as aulas, que terão 20 alunos por turma. Na grade curricular do ano que vem, já está previsto um curso para formação de drag queens.
– A Parada (Gay) mostrou que os homossexuais existem. Agora, queremos mostrar que eles falam e têm o que dizer – afirma o professor universitário e militante gay Deco Ribeiro, de 38 anos, um dos idealizadores do projeto.
A escola não vai oferecer o ensino regular, mas cursos que promovam a cultura homossexual e fomentem a formação de meios de divulgação, como os fanzines e a TV por internet. O projeto tem financiamento público de R$ 180 mil, a serem gastos em três anos. A proposta de criação da escola foi uma das 300 contempladas no programa do governo para a formação de pontos de cultura.
– O importante é valorizar a identidade desses jovens, que precisam de um espaço de cultura e de meios para se expressar. Há muito preconceito, e uma forma de combater isso é valorizando a cultura LGBT – afirma Deco.
Por LGBT entende-se “lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e transgêneros”, mas a escola está aberta também a heterossexuais. Os cursos são gratuitos, e voluntários já se inscreveram como professores não remunerados. Caso do estudante Cristiano Henrique da Silva, de 18 anos, que ensinará canto.
– Tenho sete anos de conservatório musical, participei do coro da Igreja, e quero dar as aulas – conta Cristiano.
O jovem é irmão de Leandro Henrique Ochialini, de 19 anos, bailarino e futuro aluno de dança da escola. Criados em famílias diferentes, os dois agora moram com a mãe, em Campinas, e há apenas dois anos revelaram um ao outro sua orientação sexual.
– Vivíamos disputando a atenção da nossa mãe, brigávamos. Agora, que um sabe do outro, somos os melhores amigos – diz Leandro.
O bailarino conta que sofreu preconceito na escola e até em academias de dança. Para ele, um centro de cursos sobre cultura gay vai ajuda-lo profissionalmente e deixa-lo mais à vontade para assumir sua identidade. Para se ter uma ideia da pressão que o rapaz sente, seu pai, que vive em outro estado, ainda não sabe sobre sua homossexualidade.
– Com a minha mãe está tudo bem, mas falta o meu pai. Agora, quando ele ler a matéria, eu vou poder falar para ele. Assim, a gente esclarece tudo.
Inscrito no curso de TV-Web, o adolescente Fernando F., de 17 anos, está animado com a perspectiva de usar a internet como meio de expressão. Seus pais ficaram sabendo sobre sua homossexualidade quando, pela extensão telefônica, o pegaram conversando com um amigo sobre uma paquera:
– Meu pai entrou no meu quarto e falou muita coisa para mim. Ele acha que eu sou doente e que pode me curar. Ele quer me curar na Igreja evangélica, como se fosse uma doença.
A escola terá aulas para quem quiser ser drag queen dadas por Chesller Moreira, de 27 anos, dirigente da ONG e companheiro de Deco, e que também é a drag, Loren Beauty .
– Me tornei a Loren por causa da militância. Nos eventos, começavam a pedir a Loren porque ela fala muito melhor com os adolescentes. E foi ficando. É a minha outra identidade – explica Chesller.
O jovem, formado em costura e estilismo, lembra que, na adolescência, quando a mãe descobriu que era gay, ela perguntou: “Você não vai se vestir de mulher, não, né?”
– Todos precisam de um tempo para entender. Agora, é minha mãe que me dá as perucas. Quando ela me viu ‘montada’, disse: ‘Nossa, como você está linda!’
A pesquisadora Miriam Abramovay, da Ritla (Rede de Informação Tecnológica LatinoAmericana), especialista em educação, questões de gênero e violência escolar, aprovou a ideia da escola gay.
– É importante que as pessoas que sofrem mais preconceito tenham seus próprios espaços. Não se trata de uma escola formal, mas de um centro de convivência, formação e diálogo – analisou.
 Fonte: O Globo

quinta-feira, 5 de março de 2015

Estado Islâmico atira jovem gay de cima de prédio e multidão assiste chocada




Segundo o "Daily Mail", uma multidão assistiu, aos gritos, o ato de violência


Imagens publicadas no site “Raqqa” mostram um grupo do Estado Islâmico executando um jovem de 20 anos, na Síria. O rapaz é atirado de um edifício sob a acusação de ser homossexual. Segundo informações do site, esse mesmo grupo também publicou fotos de um ladrão tendo a mão decepada por militantes.


A execução teria ocorrido em 26 de fevereiro em mais uma tentativa de provar ao mundo que a população da Síria está sendo massacrada. Segundo o “Daily Mail”, uma multidão assistiu, aos gritos, o ato de violência.


segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Ex-pastor que pregava a “cura gay” assume homossexualidade e farsa


Durante a entrevista, Viula contou que desde a infância já sentia diferente dos outros meninos


O professor de inglês, filósofo e teólogo Sergio Viula, de 45 anos, ficou conhecido no Brasil como um dos fundadores do Moses (Movimento pela Sexualidade Sadia), uma ONG evangélica que tem como objetivo ajudar pessoas que desejam abandonar a homossexualidade. Viula atuou por nove anos como pastor em uma igreja batista, e tinha como um dos principais temas de seu trabalho religioso o trabalho do Moses. Após assumir ser homossexual, ele hoje afirma que sua vida era baseada em uma farsa.
Viula, que foi casado com uma mulher por 14 anos e tem 2 filhos, assumiu ser homossexual aos 34 anos. Depois de assumir sua sexualidade, ele se separou de sua esposa, abandonou a vida religiosa e se tornou ateu.
O ex-pastor conta sua história no livro “Em Busca de Mim Mesmo”, e concedeu recentemente uma entrevista à página “Mulher” do portal UOL. Durante a entrevista, ele falou sobre sua luta interior até aceitar a própria homossexualidade e afirma ter certeza de que a “cura gay” não funciona.
Durante a entrevista, Viula contou que desde a infância já sentia diferente dos outros meninos, mas que ainda não sabia o que significava as coisas que sentia.
– Comecei a perceber que aquilo que eu sentia podia ser um problema para os outros. Foi quando passou a ser um problema para mim. E aí veio a rejeição, a auto-homofobia – comentou o ex-pastor.
Ele conta que lutou contra a homossexualidade durante muito tempo, principalmente por ter ouvido sua vida inteira que ser gay é um pecado. Viula conta ainda que quando se converteu ao protestantismo acreditava que se tornaria heterossexual. Ele afirma que ainda que realmente acreditava que sua vida sofreria uma grande mudança por causa da religião, mas que isso não aconteceu em sua vida.
– Vem aquele papo evangélico que aquele que está em Cristo nova criatura é. Você acredita nisso. E eu passei a acreditar que podia casar e ser fiel à minha mulher e extrair da relação todo o gozo que precisasse e dar a ela a mesma coisa – afirmou.
– Eu queria ter estado na igreja sem nunca acreditar de verdade. Porque em pouco tempo eu pularia fora. Mas, como eu acreditava, era capaz de tudo em nome da fé – completou.
O ex-pastor falou também sobre seu trabalho com o Moses, afirmando que durante anos acreditou em uma mudança que, no fim das contas, nunca viu acontecer com ninguém. Ele conta que em seu gabinete pastoral ouvia das pessoas que ele estava “tratando” que nada havia mudado em suas vidas.
– Eles me falavam tudo. Ninguém mudava. Foram anos de trabalho e ninguém mudando. E um dia a vice-presidente do Moses me perguntou: que mudança é essa que a gente tanto fala e ninguém vive? Porque não vejo ninguém mudar. E eu respondi que me perguntava a mesma coisa – afirmou.
Sergio Viula conta então que começou a perceber que sua vida estava baseada em algo que ele não acreditava de verdade, e que decidiu assumir de vez sua homossexualidade após ter se relacionado com um homem durante uma viagem que fez para Singapura para um seminário religioso.
– Eu estava em frangalhos, porque estava feliz da vida por tudo que tinha acontecido com aquele homem, mas arrasado porque as pessoas que confiaram em mim pensavam que eu estava lá muito bem, cercado do espírito santo. Ali, “caiu a ficha” – contou o ex-pastor.
 Fonte: GNotícias

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Pastor ex-gay tem recaída fulminante e troca a esposa pelo cunhado

Ele que por oito anos se apresentou em boates gays sob o pseudônimo de Shirley Mac Lanche Feliz, depois de convertido virou o Pastor Rochinha

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Um caso no mínimo inusitado chamou a atenção dos 78 mil habitantes de Cacoal, em Rondônia. Um homem de 36 anos se separou de sua esposa de 23 anos para ‘casar-se’ com o cunhado de 38.
Flávio Serapião Birschiner estava casado há dois anos com Ana Paula Rochinha Birschiner. O casamento parecia um conto de fadas até aparecer Pedro Rochinha Siqueira, irmão de Ana Paula, e até então melhor amigo e único confidente.
Pedro era conhecido na comunidade de Jardim Clodoaldo como um pastor íntegro e milagreiro. Em seus testemunhos se apresentava como ex-homossexual, e creditava ao espírito santo a reorientação de seu desejo sexual.
Ele que por oito anos se apresentou em boates gays sob o pseudônimo de Shirley Mac Lanche Feliz, depois de convertido virou o Pastor Rochinha. Com fama nacional por muitas vezes comparecer na qualidade de debatedor de temas ligados a ‘Religião & Sexualidade’ em programas de TV.
Ana Paula acredita que seu casamento se desfez pela constante recusa em praticar sexo anal com o marido. Ela revela que “ele era obcecado por sexo anal”. Ela ainda afirma que confidenciou isso ao irmão, que a apoiou. Ana Paula acha que seu irmão se valeu desta informação para oferecer ao marido um diferencial competitivo.
Flavio deu entrada na justiça em um pedido de guarda definitiva dos filhos gêmeos por acreditar que “é melhor um filho ser criado pelo pai e pelo tio do que por uma mãe solteira”.
Fonte: Emtempo

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Um homossexual é espancado por hora no Brasil

 

A cada hora, um homossexual sofre algum tipo de violência no Brasil. Nos últimos quatro anos, o número de denúncias ligadas à homofobia cresceu 460%. Segundo números obtidos pelo jornal “O Estado de S. Paulo”, o Disque 100, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDHPR), registrou 1.159 casos em 2011.
Neste ano, em um levantamento até outubro, os episódios de preconceito contra gays, lésbicas, travestis e transexuais já superam a marca de 6.500 denúncias. Os jovens são as principais vítimas dos atos violentos e representam 33% do total das ocorrências. A cada quatro casos de homofobia registrados no Brasil, três são com homens gays.
Robson Pires

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Homossexual é assassinado por homens que pediram água em sua porta

Pai da vítima esteve na cena do crime e disse que o filho era conhecido como “Raquel”.
 
Um homossexual foi assassinado a tiros, na noite desta quinta-feira (6), na rua Santa Luzia, no bairro de Bela Vista, em Parnamirim. Hilberto Cardoso de Oliveira, de 40 anos, estava dentro de casa e abriu a porta atender dois homens que pedia água, sendo alvo de disparos de arma de fogo.
No momento do crime, a vítima estava acompanhada de um amigo. Os dois bebiam dentro de casa, quando os suspeitos chegaram, chamaram a no portão e pediram água. Hilberto então entrou, pegou a água e quando retornou foi atingido por tiros. Ele ainda tentou correr para dentro, mas caiu morto na sala.
O pai da vítima esteve na cena do crime e relatou que o filho era homossexual e conhecido como “Raquel”. Ele disse ainda que o Hilberto já foi preso no passado, por envolvimento com drogas, mas que não acredita que isso possa ter motivado o homicídio. “Acho muito estranho esse crime e vou lutar até o fim para saber quem matou meu filho”, disse.
Portal BO

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Personagem gay agora é bom negócio para qualquer ator

Nova novela das nove que estreia nesta segunda-feira, 'Império' tira José Mayer do seu tradicional papel de galã sedutor (de mulheres) para viver homossexual
Patricia Villalba
Klebber Toledo e Zé Mayer: o casal gay da nova novela das nove, 'Império'
Klebber Toledo e Zé Mayer: o casal gay da nova novela das nove, 'Império'
       
José Mayer: "O que existe de mais valioso nesta profissão é a liberdade para romper nossos próprios limites e ajudar o espectador a ampliar sua capacidade de perceber a multiplicidade da experiência humana".
 
Interpretar um homossexual no cinema ou na televisão já chegou a ser visto como um risco profissional, a ponto de deixar o ator marcado para sempre. Não mais. O público amadureceu à medida que os gays foram conquistando seus direitos na sociedade, e, hoje, um personagem homossexual bem construído pode ser o passaporte para o reconhecimento e até o estrelato.
Em Hollywood, basta citar o exemplo de Jared Leto, premiado com o Oscar deste ano de melhor ator coadjuvante por Clube de Compras de Dallas, em que vive um homossexual.
 
Nas novelas brasileiras, a lista de atores que vêm alcançando reconhecimento com personagens gays é cada vez maior. Mateus Solano e Thiago Fragoso, o casal Félix e Niko de Amor à Vida, são prova disso.
 
Sempre cercados de uma onda de curiosidade - em geral alimentada pela questão "vai ter beijo?" -, os gays se tornaram onipresentes na ficção, não só pela necessidade de mostrar o que acontece na vida real, mas também pela capacidade de mobilizar espectadores. Não é exagero dizer que Clara (Giovanna Antonelli) e Marina (Tainá Müller), de Em Família, atraíram mais atenção do que a protagonista Helena (Júlia Lemmertz).
 
Pronta para substituir o folhetim de Manoel Carlos na faixa das 21h, Império entra no ar nesta segunda-feira com nada menos que quatro personagens gays: Xana Summer, um travesti interpretado por um improvável Ailton Graça; Téo Pereira, um blogueiro invejoso que vive de fazer fofoca na internet, vivido por um afetado Paulo Betti; Leonardo, um bonitão aspirante a modelo, papel do jovem galã Klebber Toledo; e - o mais surpreendente de todos - o cerimonialista Cláudio Bolgari, interpretado por José Mayer.
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