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quinta-feira, 3 de novembro de 2016

CBF é multada por insultos homofóbicos de torcedores - Fifa rejeitou argumento de que gritos de "bicha" são culturais e puniu a seleção brasileira pela segunda vez em dois meses

Goleiro Carlos Lampe, da Bolívia, foi alvo de gritos homofóbicos, em Natal (Nelson AlmeidA/AFP)

A Fifa multou nesta quinta-feira, pela segunda vez, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) por gritos homofóbicos dos torcedores brasileiros. Desta vez, os incidentes ocorreram na goleada sobre a Bolívia, no dia 6 de outubro, em Natal. A multa aplicada foi de 25.000 francos suíços (cerca de 83.000 reais), além de um alerta: se o ritmo de punições continuar, o Brasil pode ser obrigado a mudar o local de partidas.

A CBF ainda foi multada em 15.000 francos suíços (49.000 reais) por realizar uma coletiva de imprensa na Venezuela em um local “não oficial”, no dia 11 de outubro. Além do Brasil, Albânia, Kosovo, Croácia, Estônia, Ucrânia, Paraguai, Chile, Argentina e Irã foram punidos nesta quinta-feira por casos diversos de “discriminação”.

Essa é a segunda vez em menos de dois meses que a CBF é punida pelo mau comportamento dos torcedores.  Antes, pagou 20.000 francos suíços pelos gritos homofóbicos em Manaus, diante da Colômbia, em setembro. A multa é uma resposta clara à CBF e à Conmebol diante da tentativa dos cartolas sul-americanos, em outubro, de convencer a Fifa de que os gritos de “bicha” (ou puto, em espanhol), no momento em que o goleiro adversário bate os tiros-de-meta, são “culturais”.
Wilmar Valdez, presidente da Federação Uruguaia de Futebol, confirmou que reuniões foram mantidas para explicar que o uso de certas palavras para ofender o adversários não tinham o caráter de homofobia. A Fifa rejeitou o argumento e promete continuar distribuindo punições.
Questionada se o argumento “cultural” era válido, a secretária-geral da Fifa, Fatma Samoura, rebateu: “é uma questão de educação e não pode ser autorizada”. “O que posso dizer é que precisamos que as pessoas sejam educadas, mesmo que esteja na sua história, na sua cultura, usar palavras não amigáveis contra o adversário. Isso tem de parar. Para a Fifa a tolerância é zero em relação à homofobia, discriminação racial e discriminação de gênero”, respondeu a delegada da Fifa, uma africana, negra e muçulmana.
Fatma admite que a luta contra esse comportamento é “de longo prazo” e que, além de sanções, um diálogo precisa ser estabelecido com a torcida para convencer os grupos de que se deve falar em respeito. “Sanções não são o único caminho. Tendo experiência na ONU, sou a favor de diálogo. Se sanções fossem as soluções para todos os problemas do mundo, não estaríamos na situação que estamos hoje”, disse.
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quarta-feira, 9 de março de 2016

‘Odeio história de bicha’, diz Benedito Ruy Barbosa, autor de “Velho Chico” próxima novela da Globo que substituirá "A Regra do Jogo"

O autor Benedito Ruy Barbosa, causou polêmica na festa de lançamento de sua nova novela, “Velho Chico”, que marca sua volta ao horário após 15 anos. Em entrevista ao jornal ‘extra’, o autor disse que não gosta de fazer tramas com personagens gays, a declaração do autor causou desconforto em sua filha Edmara Barbosa, que estava do lado do pai quando ele deu essa declaração.
“Odeio história de bicha. Pode existir, pode aceitar, mas não pode transformar isso em aula para as crianças. Tenho dez netos, quatro bisnetos e tenho um puta orgulho porque são tudo macho pra cacete”, esbravejou o autor, após a declaração, sua filha tentou fazer o pai parar de falar, mostrando visível desconforto.
E apesar dessa declaração, o autor ainda disse que não se considera preconceituoso: “Não sou contra, não acho errado. O que acho é que quando eu tenho na mão 80 milhões assistindo minha novela, tenho que ter responsabilidade com as pessoas que estão me assistindo. Tenho que saber que tem muito pai que não quer que o filho veja, porque eles não sabem explicar, não sabem como colocar. Muita gente reclama disso para mim. O que não é justo é você transformar: só é normal o cara que é bicha, o que não é bicha não é normal. A mulher que é sapatona é perfeita, a que não é sapatona não é legal. É assim que estamos vivendo”, disse.
“Velho Chico” estreia na próxima segunda feira, substituindo a naufragada “A Regra Jogo”, que até recuperou o faixa, mas diante dos pífios resultados nos primeiros meses, chegando a humilhante segunda posição, termina como fiasco.
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