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quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Ator Domingos Montagner da novela Velho Chico é encontrado morto

Par romântico de Domingos Montagner em “Velho Chico”, Camila Pitanga estava com o ator minutos antes de seu desaparecimento, quando mergulhou no rio São Francisco na tarde desta quinta-feira (15).


Os bombeiros do Sergipe encontraram há pouco o corpo do ator Domingos Montagner. Ele havia desaparecido na tarde desta quinta (15) após pular para nadar no Rio São Francisco ao lado da atriz Camila Pitanga. As informações são do Jornal Extra.
Uma equipe de pelo menos 15 agentes participaram das buscas pelo ator, que foi levado pela correnteza.
Domingos aproveitou a pausa nas gravações de Velho Chico, novela da Rede Globo, para nadar pelo Rio e acabou se afogando. A atriz Camila Pitanga estaria “transtornada” com o ocorrido. Domingos tinha 54 anos e fez sua estreia na TV Globo durante Força Tarefa, 2010. Ele deixa mulher e três filhos.
Robson Pires

quarta-feira, 27 de abril de 2016

Morre o ator Umberto Magnani, o padre Romão de ‘Velho Chico’

Por Kelly Barros
O ator Umberto Magnani morreu nesta quarta-feira, 27, aos 75 anos, após ter sofrido um AVC – Acidente Vascular Cerebral. Ele estava internado no Hospital Vitória, na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade, desde segunda-feira, 25, dia de seu aniversário e quando se preparava para gravação de cenas da novela ‘Velho Chico’, da Globo, na qual interpretava Padre Romão.
O padre Romão que vinha orando por nós pela voz de Umberto Magnani representava o retorno do ator à Rede Globo, após dez anos longe da emissora. Em 2006, fez Páginas da Vida (era seu sétimo personagem criado por Manoel Carlos, autor de maior incidência em sua biografia) e foi para o SBT, fazer a novela Amigas e Rivais. Já havia passado pela TV de Silvio Santos em duas ocasiões anteriores: no remake de Éramos Seis (1994), primeira novela da melhor safra de folhetins realizada pelo SBT, quando viveu Alonso, e Razão de Viver, não o folhetim homônimo, de 1996, mas um anterior, de 1983.
De Amigas e Rivais, foi para a Record. Fez Chamas da Vida, Ribeirão do Tempo, Máscaras, Balacobaco, Milagres de Jesus e a boa série Conselho Tutelar.
De Benedito Ruy Barbosa, já tinha feito Cabocla, em 2004. Na apresentação do elenco e do processo de preparação para a novela Velho Chico, no galpão comandado pelo diretor Luiz Fernando Carvalho nos Estúdios Globo, no Rio, Magnani foi chamado a falar algo sobre a história e resumiu seu desejo na seguinte frase: “Se as pessoas discutirem em casa 10% do que vão ver e ouvir na novela, já será uma vitória para o nosso País”. Os colegas presentes, praticamente todo o elenco de todas as fases da novela, o aplaudiram efusivamente. A ocasião foi marcada por muita comoção dos atores, todos muito afinados com o enredo de Benedito Ruy Barbosa, com evidente envolvimento de Magnani na história que ainda seria contada na faixa das 21h da Globo.
Mas foi Manoel Carlos quem mais criou personas para o ator. Foi Ataxerxes em Felicidade (1991), Mauro Moretti em História de Amor (1996), Antenor Andrade em Por Amor (1997), Eládio em Laços de Família (2000, atualmente no ar pelo canal Viva), Eugênio em Presença de Anita (2001), Argemiro Batista em Mulheres Apaixonadas (2003) e Zé Ribeiro em Páginas da Vida.
Esteve ainda em Alma Gêmea (2005), de Walcyr Carrasco, como Elias, e em dois marcos da televisão brasileira no quesito minissérie: Anarquistas Graças a Deus (1984), de Zélia Gattai, como Tio Guerrando, e Grande Sertão: Veredas (1985), de Guimarães Rosa, como Borromeu. O extenso currículo na TV teve um de seus primeiros trabalhos consumados na versão original de Mulheres de Areia (1976), de Ivani Ribeiro, com Eva Wilma nos papéis de Ruth e Raquel.
No cinema, esteve em Chão Bruno (1976), Jogo Duro (1985), A Hora da Estrela (1985), Kuarup (1989), Cronicamente Inviável (2000), Crstina QWuer Casar (2003) e Quanto Vale Ou é por Quilo? (2005).
Padre Romão estava longe de ser apenas um elemento decorativo em Velho Chico. Daí a substituição imediata, assim que o acidente vascular cerebral interrompeu a celebração de seu 75º aniversário. Ele havia acabado de gravar mais uma sequência de cenas com Gésio Amadeu, o Chico Criatura, dono do bar, que percebeu seu mal estar e chamou por socorro. O sacerdote era peça chave na torcida pela família oprimida da saga de Benedito, liderada, a princípio, pelo Capitão Rosa (Rodrigo Lombardi), depois por Belmiro (Chico Diaz) e agora por Santo (Domingos Montagner). Franciscano, incentivava, dentro do seu alcance, o trabalho com justiça buscado na cooperativa fundada pelo mocinho da história. Era, ao lado do próprio Chico Criatura, uma das poucas figuras capazes de se comunicar com as duas famílias rivais. E, junto com Gésio e Selma Egrei, formava o restrito grupo de atores presentes em todas as fases da novela.
Para justificar sua saída de cena, o autor fará com que Romão receba um chamado urgente informando que um cargo de padre emérito aguarda por ele em outra paróquia. Para ocupar sua função na trama, entra Carlos Vereza, chamado Padre Benício, descrito como “valoroso pregador do Evangelho, assim como Romão, seguidor da filosofia de São Francisco de Assis”.
Se assim quis o destino, resta encontrar eco em algumas das tantas frases emblemáticas proferidas por Magnani ao longo desses dois meses de novela. Não houve um só diálogo de Romão que fosse em vão, jogado às traças, para encher linguiça, como se diz. E, para um ator, melhor despedida que partir em cena, não há.
Portal no Ar

quarta-feira, 9 de março de 2016

‘Odeio história de bicha’, diz Benedito Ruy Barbosa, autor de “Velho Chico” próxima novela da Globo que substituirá "A Regra do Jogo"

O autor Benedito Ruy Barbosa, causou polêmica na festa de lançamento de sua nova novela, “Velho Chico”, que marca sua volta ao horário após 15 anos. Em entrevista ao jornal ‘extra’, o autor disse que não gosta de fazer tramas com personagens gays, a declaração do autor causou desconforto em sua filha Edmara Barbosa, que estava do lado do pai quando ele deu essa declaração.
“Odeio história de bicha. Pode existir, pode aceitar, mas não pode transformar isso em aula para as crianças. Tenho dez netos, quatro bisnetos e tenho um puta orgulho porque são tudo macho pra cacete”, esbravejou o autor, após a declaração, sua filha tentou fazer o pai parar de falar, mostrando visível desconforto.
E apesar dessa declaração, o autor ainda disse que não se considera preconceituoso: “Não sou contra, não acho errado. O que acho é que quando eu tenho na mão 80 milhões assistindo minha novela, tenho que ter responsabilidade com as pessoas que estão me assistindo. Tenho que saber que tem muito pai que não quer que o filho veja, porque eles não sabem explicar, não sabem como colocar. Muita gente reclama disso para mim. O que não é justo é você transformar: só é normal o cara que é bicha, o que não é bicha não é normal. A mulher que é sapatona é perfeita, a que não é sapatona não é legal. É assim que estamos vivendo”, disse.
“Velho Chico” estreia na próxima segunda feira, substituindo a naufragada “A Regra Jogo”, que até recuperou o faixa, mas diante dos pífios resultados nos primeiros meses, chegando a humilhante segunda posição, termina como fiasco.
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