Mostrando postagens com marcador união gay. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador união gay. Mostrar todas as postagens

sábado, 10 de junho de 2017

Você sabe qual lugar do Brasil com maior número de uniões homoafetivas? Um estado concentra 20% das uniões deste ano. Confira:

São Paulo é o estado brasileiro com maior número de registro de união estável entre pessoas do mesmo sexo, indica o levantamento do Colégio Notarial do Brasil – Seção São Paulo (CNB/SP). Foram lavradas 735 escrituras no país de janeiro a maio deste ano, segundo dados Central Notarial de Serviços Eletrônicos Compartilhados (Censec). O estado paulista é responsável por 20% deste total. Foram celebradas 144 uniões homoafetivas. No domingo, dia 18, a cidade de São Paulo receberá a 21ª edição da Parada do Orgulho LGTB.
O Rio de Janeiro é o segundo estado com mais lavraturas: são 94 uniões, que representam 12,8% do total. A publicitária Júlia Reis, 34 anos, que reside em Rio das Ostras, disse que em um relacionamento anterior, celebrou um contrato de união estável com a então companheira, o qual foi desfeito com a ajuda de um advogado. Neste sábado (10), ela vai casar com a hair stylist Nayara Camargo, de 32 anos. “Vou realizar um sonho. É a vitória dos nossos direitos. Queremos direitos iguais, não somos diferentes. É a vitória do amor”, afirmou.
Andrey Guimarães Duarte, presidente do CNB/SP, entidade que congrega os cartórios de notas paulistas, explica que atualmente, nos aspectos substanciais do direito, não há mais distinção entre o casamento e a união estável. “Há uma questão ainda cultural. O casamento tem uma carga maior, de formalidade. É uma instituição secular. Está enraizada nas pessoas. E tem todo um cerimonial”, disse. Ele destaca que a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em reconhecer o direito sucessório também nos casos de união estável torna as diferenças ainda mais tênues.
Casamento
Aos casais do mesmo sexo não é permitida apenas a união estável, mas também o casamento civil. “A partir do momento que o STF reconheceu a união homoafetiva estável como entidade familiar, a lei acabou permitindo que [a união estável] seja convertida e equiparada ao casamento”, explica Duarte, referindo-se à decisão unânime, de 2011, do plenário do STF. Dois anos depois, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou resolução que obriga cartórios a celebrar o casamento civil e converter a união estável homoafetiva em casamento.
Um desses casais é o estudante de biomedicina Pietro Pisani, de 27 anos, e o designer gráfico Tristan Roding, de 32 anos. Há dois anos juntos, eles não tinham pensado em oficializar a relação até que, em março, decidiram casar para poder solicitar um visto permanente no Brasil para Tristan, que é australiano. “Fiquei surpreso com a facilidade. Porque eu sabia que a união estável era reconhecida, mas o casamento, não. Essa questão burocrática não passava pelas nossas cabeças, mas, no fim, foi bom. Sinto que estou seguro pela lei e que vamos ter direitos como qualquer outro casal”, disse.
Ainda de acordo com o levantamento, o número de uniões estáveis homoafetivas estabilizou nos últimos anos depois de um crescimento de 153% em 2011. Entre 2014 e 2016, o volume anual ficou em torno de 1.900 lavraturas. Percentualmente, as uniões deste tipo entre casais do mesmo sexo continuam crescendo em maior ritmo do que entre as relações heterossexuais.
De acordo com CNB/SP, entre as vantagens da formalização está a comprovação de início de convivência, a possibilidade de estipular um regime de bens (comunhão parcial, universal, separação de bens) e a facilidade para incluir o companheiro como dependente em planos de saúde, odontológicos, clubes e órgãos previdenciários.
Portal no Ar

terça-feira, 7 de março de 2017

Prefeito de Lins cidade pertencente ao estado de São Paulo oficializa união gay: ‘Nos tornamos cidadãos plenos’

Casamento civil selou relacionamento de 13 anos
Edgar de Souza foi o primeiro prefeito assumidamente gay a ser eleito

Quatro anos após ser eleito o primeiro prefeito assumidamente homossexual do Brasil, o prefeito de Lins, Edgar de Souza, oficializou o seu relacionamento de 13 anos com o empresário Alexsandro Luciano Trindade no último sábado (4). A cerimônia de registro civil contou também com um ato ecumênico com a presença de representantes de quatro religiões: evangélica, católica, espírita e candomblé.
“Acredito, pelo que pesquisamos, que sou o primeiro prefeito assumidamente gay a oficializar a união”, afirma Edgar. Para ele, mais do que pioneirismo e desejo de oficializar a união, o casamento também é uma forma de reafirmar os direitos dos homossexuais. “O casamento entre pessoas do mesmo sexo por si só já é um ato político. É uma forma de reafirmar nossos direitos. Nos tornamos cidadãos plenos, e não pela metade. Encorajamos outras pessoas a fazerem isso também, mostramos que podemos viver nosso amor. Acho que a pessoas carecem de referências positivas, e nós queremos ser isso”, destaca.
Edgar conta que recebeu muitas mensagens de apoio das pessoas por meio das redes sociais. “Muitos disseram que gostariam de ter essa coragem e que nós os representamos. Não era o nosso objetivo ao casar, pensamos em nós, em celebrarmos a nossa união com as pessoas que amamos, mas acaba sendo uma consequência por eu ser uma figura pública, um prefeito.”
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, esteve em Lins no dia anterior à cerimônia para participar da inauguração de um centro universitário, e aproveitou para cumprimentar os noivos.
O casal teve como padrinho o novo Coordenador de Políticas para LGBT de São Paulo, Ivan Batista, e o presidente da Diversidade Tucana, Marcos Antonio Fernandes.
Em vez de apenas um adotar o sobrenome do outro, como é praxe no casamento civil, os noivos trocaram os sobrenomes. “Nós dois assumimos um o sobrenome do outro. Agora sou Edgar de Souza Trindade e o Alex é Alexsandro Luciano Trindade Souza”, explica.
Além do casamento civil, amigos do casal de quatro religiões realizaram uma benção conjunta. A escolha pela diversidade religiosa também foi uma forma que os noivos encontraram para passar uma mensagem de tolerância e respeito.
“Eu sou católico e gostaria muito de casar na igreja, mas sei que isso não é possível e respeito. Mas decidimos fazer esse ato ecumênico convidando amigos nossos que representam cada uma dessas religiões e eles, juntos, dividiram o rito de uma forma harmoniosa, mostrando que os diferentes podem conviver tranquilamente se houver respeito e tolerância.”
Fonte: G1
Lins é uma cidade brasileira na região oeste do estado de São Paulo. Localiza-se a uma latitude 21º40'43" sul e a uma longitude 49º44'33" oeste, estando a uma altitude de 437 metros e à distância de 429 quilômetros da capital do estado.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Brasileiro é o primeiro não europeu a celebrar união gay na Itália


Com um visto de turista, o brasileiro Fernando oficializou sua relação com o italiano Francesco, com quem namorava havia anos


Por Agência Brasil
Na manhã desta sexta-feira (9) foi celebrada em Pisa, na região da Toscana, a primeira união civil gay na Itália envolvendo um cidadão de fora da União Europeia. As informações são da Agência Ansa.
Com um visto de turista, o brasileiro Fernando oficializou sua relação com o italiano Francesco, com quem namorava havia anos.
Fernando já tinha tentado regularizar sua situação no país em diversas ocasiões, mas sem sucesso. Agora ele poderá obter a permissão de estadia e ficar legalmente em território italiano.
No início de agosto, o brasileiro Fábio, de 35 anos, havia oficializado sua união civil com Giorgio, 46, também na Toscana, mas como Fábio tem dupla cidadania, Fernando é o primeiro cidadão de fora da União Europeia a se beneficiar da recente mudança na legislação italiana.
O projeto de lei que estende aos homossexuais o direito à união civil foi aprovado em maio passado, após meses de discussões no Parlamento italiano. No entanto, os gays continuam proibidos de adotar crianças no país.
Portal no Ar