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segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Ex-pastor que pregava a “cura gay” assume homossexualidade e farsa


Durante a entrevista, Viula contou que desde a infância já sentia diferente dos outros meninos


O professor de inglês, filósofo e teólogo Sergio Viula, de 45 anos, ficou conhecido no Brasil como um dos fundadores do Moses (Movimento pela Sexualidade Sadia), uma ONG evangélica que tem como objetivo ajudar pessoas que desejam abandonar a homossexualidade. Viula atuou por nove anos como pastor em uma igreja batista, e tinha como um dos principais temas de seu trabalho religioso o trabalho do Moses. Após assumir ser homossexual, ele hoje afirma que sua vida era baseada em uma farsa.
Viula, que foi casado com uma mulher por 14 anos e tem 2 filhos, assumiu ser homossexual aos 34 anos. Depois de assumir sua sexualidade, ele se separou de sua esposa, abandonou a vida religiosa e se tornou ateu.
O ex-pastor conta sua história no livro “Em Busca de Mim Mesmo”, e concedeu recentemente uma entrevista à página “Mulher” do portal UOL. Durante a entrevista, ele falou sobre sua luta interior até aceitar a própria homossexualidade e afirma ter certeza de que a “cura gay” não funciona.
Durante a entrevista, Viula contou que desde a infância já sentia diferente dos outros meninos, mas que ainda não sabia o que significava as coisas que sentia.
– Comecei a perceber que aquilo que eu sentia podia ser um problema para os outros. Foi quando passou a ser um problema para mim. E aí veio a rejeição, a auto-homofobia – comentou o ex-pastor.
Ele conta que lutou contra a homossexualidade durante muito tempo, principalmente por ter ouvido sua vida inteira que ser gay é um pecado. Viula conta ainda que quando se converteu ao protestantismo acreditava que se tornaria heterossexual. Ele afirma que ainda que realmente acreditava que sua vida sofreria uma grande mudança por causa da religião, mas que isso não aconteceu em sua vida.
– Vem aquele papo evangélico que aquele que está em Cristo nova criatura é. Você acredita nisso. E eu passei a acreditar que podia casar e ser fiel à minha mulher e extrair da relação todo o gozo que precisasse e dar a ela a mesma coisa – afirmou.
– Eu queria ter estado na igreja sem nunca acreditar de verdade. Porque em pouco tempo eu pularia fora. Mas, como eu acreditava, era capaz de tudo em nome da fé – completou.
O ex-pastor falou também sobre seu trabalho com o Moses, afirmando que durante anos acreditou em uma mudança que, no fim das contas, nunca viu acontecer com ninguém. Ele conta que em seu gabinete pastoral ouvia das pessoas que ele estava “tratando” que nada havia mudado em suas vidas.
– Eles me falavam tudo. Ninguém mudava. Foram anos de trabalho e ninguém mudando. E um dia a vice-presidente do Moses me perguntou: que mudança é essa que a gente tanto fala e ninguém vive? Porque não vejo ninguém mudar. E eu respondi que me perguntava a mesma coisa – afirmou.
Sergio Viula conta então que começou a perceber que sua vida estava baseada em algo que ele não acreditava de verdade, e que decidiu assumir de vez sua homossexualidade após ter se relacionado com um homem durante uma viagem que fez para Singapura para um seminário religioso.
– Eu estava em frangalhos, porque estava feliz da vida por tudo que tinha acontecido com aquele homem, mas arrasado porque as pessoas que confiaram em mim pensavam que eu estava lá muito bem, cercado do espírito santo. Ali, “caiu a ficha” – contou o ex-pastor.
 Fonte: GNotícias

terça-feira, 2 de julho de 2013

Câmara dos Deputados decide arquivar projeto da "cura gay"




A Câmara dos Deputados decidiu na noite dessa terça-feira (2) pelo arquivamento do Projeto de Decreto Legislativo 234/11, que ficou conhecido popularmente como "cura gay". O pedido de arquivamento foi feito pelo próprio autor do projeto, deputado João Campos (PSDB-GO). Todos os partidos encaminharam favoravelmente à aprovação do requerimento, a exceção foi o PSOL que encaminhou contrário à proposta. O partido queria que fosse votado o mérito da proposição para que ela fosse rejeitada e não pudesse ser reapresentada nesta legislatura, que acaba no inicio de 2015. De acordo com o Regimento Interno da Câmara, nenhuma proposta nesse sentido poderá ser reapresentada neste ano.

O autor do projeto argumenta que o projeto estava sendo usado para desviar a atenção dos protestos recentes que vêm ocorrendo pelo Brasil. "Não vou permitir que esta Casa e o governo usem esse projeto para desviar o foco quanto as prioridades do povo, manifestadas nas ruas", afirmou o deputado.

O projeto pretendia derrubar a aplicação de dispositivos de uma resolução do Conselho Federal de Psicologia, em vigor desde 1999, que proíbe os profissionais de participar de terapias para alterar a orientação sexual e de tratar a homossexualidade como doença. Segundo o autor do projeto, o Conselho Federal de Psicologia (CFP) exorbitou de sua competência ao editar a resolução, "que limita o livre exercício da atividade profissional do psicólogo e subtrai a liberdade da pessoa". "Há, pois, grave violação dos diretos humanos de psicólogos e homossexuais", afirmou. Apesar do arquivamento, Campos disse que continua defendendo a proposta e que é competência do Congresso legislar sobre o tema.

Com informações da Agência Brasil e da Agência Câmara

sábado, 29 de junho de 2013

Marcha vira ato de desagravo a Feliciano e público vaia Dilma - A PM estima que, por volta das 15h, o público era de cerca de 400 mil pessoas.

Participantes da Marcha para Jesus durante caminhada


O ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência) compareceu na 21ª edição da Marcha para Jesus, megaevento evangélico que tomou as ruas de São Paulo neste sábado (29). Ao subir ao palco e anunciar que falava em nome da presidente Dilma Rousseff, o público soltou uma vaia.

Carvalho também recebeu aplausos no meio da fala, e, antes de se retirar, comentou sobre a vaia. "Eu acho a coisa mais normal do mundo. É próprio da democracia as pessoas se manifestarem em apoio ou em vaia."

Indagado sobre a pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (29), que mostra que a popularidade da presidente Dilma Rousseff desmoronou 27 pontos em três semanas, o ministro afirmou que não iria se manifestar, pois ainda não havia lido sobre a pesquisa.

A marcha também virou um ato de desagravo ao pastor Marco Feliciano (PSC-SP). Deputado federal, ele preside a Comissão de Direitos Humanos da Câmara e entrou na mira de manifestações em todo o país em razão de o colegiado ter aprovado projeto que permite a chamada "cura gay", tratamento psicológico à homossexualidade. 

FELICIANO

Feliciano disse que pretendia dar uma resposta aos seus críticos. Ele acrescentou à camiseta oficial do evento os dizeres "eu represento vocês".

Do alto do trio elétrico principal da passeata, Feliciano afirmou: "Eu represento um segmento conservador da sociedade, um segmento família da sociedade. Esses aqui eu represento".

O congressista afirmou que ele está sendo injustamente responsabilizado pela projeto da chamada "cura gay".

Ele afirma que apoia a proposta, mas não é o autor dela e tinha a obrigação de colocá-la em discussão como presidente da Comissão de Direitos Humanos.

Ele fez uma oração para o público durante o evento na qual procurou enaltecer "os valores da família".

No meio da marcha podiam ser vistas faixas alusivas às recentes manifestações ocorridas no país. Entre os dizeres havia "Justiça! Queremos os mensaleiros na cadeia", "Manifestação pacífica tem limite", "Fora baderna e vandalismo" e "Procurando Lula".

Havia também mensagens sobre o tema da "cura gay": "Os ativistas gays querem ser donos dos homossexuais. Direitos Humanos Já!". Essas faixas eram exibidas por pessoas que se identificaram como integrantes da Assembleia de Deus do Rio de Janeiro.

Folha

terça-feira, 18 de junho de 2013

Proposta sobre ‘cura gay’ é aprovada

Sob o comando do deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), a Comissão de Direitos Humanos da Câmara aprovou nesta terça-feira (18) projeto que permite aos psicólogos promover tratamento com o objetivo de curar a homossexualidade.

A proposta, conhecida como “cura gay”, terá que passar ainda por outras duas comissões da Casa: Seguridade Social e Constituição e Justiça. Se aprovada em ambas, segue para o plenário da Câmara.
Robinson Pires