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terça-feira, 23 de maio de 2017

CRISE NO CONTINENTE ASIÁTICO - Até 150 crianças com menos de 5 anos morrem por dia em Mianmar país da Ásia

Crianças fotografadas próximas a uma olaria nos arredores de Yangon, Mianmar (Soe Zeya Tun/Reuters)

A atual situação de desigualdade social no país também é preocupante, principalmente para as famílias presas em zonas de conflito

Organização das Nações Unidas divulgou nesta terça-feira dados que mostram que até 150 crianças morrem todos os dias em Mianmar antes mesmo de completar cinco anos de idade. O relatório da Unicef pede que o governo do país asiático acabe com os bloqueios que impedem que movimentos de ajuda internacional acessem as áreas de conflito.
Apesar dos esforços de reforma e reconciliação empreendidos pelo governo liderado pela conselheira estatal Aung San Suu Kyi, as crianças afetadas pelas guerras generalizadas e pela pobreza ainda são muito prejudicadas. “Este alerta é uma oportunidade de tornarmos mais visível a situação das crianças que não estão se beneficiando plenamente das reformas em curso no país”, disse Bertrand Bainvel, representante da Unicef em Mianmar.
A atual situação de desigualdade social no país também é preocupante, principalmente para as famílias presas em zonas de conflito, que não conseguem chegar a hospitais e postos de saúde. Segundo Bainvel, doenças não tratadas corretamente, como pneumonia, estão entre as principais causas de morte entre recém-nascidos.
Em Mianmar, a taxa de mortalidade infantil atual é de 50 para cada 1000 crianças nascidas vivas no país. Para efeito de comparação, na Inglaterra, por exemplo, a taxa é de 4 para cada 1000 crianças.
O relatório apela para a melhora no acesso humanitário para os 2,2 milhões de crianças afetadas pela violência no país e para o fim das violações dos direitos infantis, incluindo o uso de crianças como soldados.
veja

sábado, 15 de abril de 2017

Coreia do Norte mostra mísseis, após dizer que está pronta para guerra nuclear

Desfile militar que marca o 105º aniversário de nascimento do pai fundador do país, Kim Il Sung

Desfile mostrou tanques e armas que preocupam comunidade internacional: um total de 56 mísseis, transportados por reboques e caminhões

A Coreia do Norte está preparada para responder a qualquer ataque nuclear pelos mesmos meios, garantiu neste sábado 15 o regime de Pyongyang, respondendo indiretamente às declarações do presidente dos Estados Unidos de que o “problema” norte-coreano seria “tratado”.
Pyongyang comemorou neste sábado com um desfile militar o “Dia do Sol”, data do nascimento do líder fundador da dinastia, Kim Il-Sung (15 de abril de 1912 – 8 de Julho de 1994), avô do atual líder norte-coreano.
Depois de inspecionar a guarda de honra, o atual líder Kim Jong-Un, vestido com um terno preto, supervisionou as tropas que marcharam pela praça Kim Il-Sung, ao lado das mais altas autoridades militares do país.
Depois de uma salva de 21 canhões, dezenas de milhares de soldados da força de infantaria, da Marinha e da Aviação, desfilaram com o passo de ganso, virando a cabeça para o balcão onde o líder norte-coreano estava.
Alguns destacamentos portavam rifles ou lança-granadas e outros tinham óculos de visão noturna e o rosto pintado.
Atrás deles, tanques e armas que preocupam a comunidade internacional: um total de 56 mísseis de 10 classes diferentes, transportados por reboques e caminhões.
Pyongyang tem sido alvo de várias resoluções da ONU que procuram impedir o país de adquirir tecnologia nuclear e balística.
O país asiático, que já realizou cinco testes nucleares nos últimos meses, quer desenvolver um míssil intercontinental capaz de atingir os Estados Unidos, o que, de acordo com o presidente Donald Trump, “não vai acontecer”.
Além de celebrar o “Dia do Sol”, Pyongyang utilizou o desfile para uma demonstração de força e enviar uma mensagem a Washington, Seul, Tóquio e demais países sobre as suas capacidades militares.
Kim não falou durante a cerimônia, mas o vice-presidente da Comissão dos Assuntos de Estado, segundo na hierarquia do país, fez um discurso desafiador no qual alertou que o país está pronto para reagir a qualquer provocação.
“Estamos prontos para responder a uma guerra total com uma guerra total e estamos prontos para responder com ataques nucleares a qualquer ataque nuclear”, declarou Choe Ryong Hae.
Agora RN

domingo, 31 de maio de 2015

As dez capitais mais perigosas e suscetíveis a atentados terroristas do mundo

1º - Bagdá, Iraque

2º - Cabul, Afeganistão

3º - Mogadíscio, Somália

4º - Abuja, Nigéria

5º - Sana, Iêmen

6º - Beirute, Líbano

7º - Damasco, Síria

8º - Jerusalém, Israel

9º - Islamabad, Paquistão

10º - Cairo, Egito

A capital iraquiana Bagdá foi considerada a mais suscetível a sofrer um atentado terrorista em todo o mundo. Um estudo da companhia britânica Verisk Maplecroft, especializada em análises de situações de risco, estipulou um ranking de acordo com a intensidade e a frequência com que ocorreram ataques nos doze meses seguintes a fevereiro de 2014. Os números foram combinados com a gravidade dos incidentes dos últimos cinco anos. O levantamento apontou que 64 cidades ao redor do mundo apresentam "risco extremo" de sofrer um atentado terrorista, informou o jornal Daily Telegraph.

O Oriente Médio é a região mais perigosa do mundo, com 27 cidades entre as mais ameaçadas por extremistas. A Ásia aparece em segundo, com 19, e a África em terceiro, com 14. Somente três estão localizadas na Europa, todas no leste do continente: Lugansk (46) e Donetsk (56), ambas na Ucrânia, e Grozy (54), na Rússia. O município de Cali, na Colômbia, é o único da América do Sul a figurar na relação dos 64 locais mais arriscados.
Veja

terça-feira, 6 de maio de 2014

ÁSIA: Jovem indiana mata o pai por abuso sexual

 

Mulher se prepara para uma cerimônia de casamento coletivo em Nova Délhi, na Índia
Mulher se prepara para uma cerimônia de casamento coletivo em Nova Délhi, na Índia  (Money Sharma/EFE)
 
Ajudada por dois amigos, uma jovem matou seu pai após sofrer constantes abusos sexuais. Os jovens foram presos em Nova Délhi, informa nesta terça-feira a imprensa local. O crime ocorreu na semana passada, mas a informação não foi divulgada até a última prisão ser realizada nesta segunda, reporta o jornal local Hindustan Times, citando informações da polícia.
A jovem Kulvinder Kaur, de 23 anos, e dois amigos foram acusados de matar o pai da moça com golpes de um taco de críquete quando ele dormia em sua casa na capital indiana. O motivo do crime foram os frequentes abusos sexuais aos quais o homem submetia a jovem desde a morte da sua mãe, há três anos. Aparentemente, a moça deixou a porta de sua casa aberta no último dia 30 para que os dois amigos pudessem entrar sem fazer barulho e matar seu pai.
Para garantir que o homem, Daljeet Singh, um taxista de 56 anos, estava morto, uma janela foi quebrada e, com um caco de vidro, extraíram de seu peito o marca-passo, relatou um oficial de polícia. O corpo do homem foi transportado em um carro e abandonado em uma área arborizada da cidade, em Uttam Nagar, a alguns quilômetros de sua casa, onde foi descoberto no dia seguinte e a polícia divulgou fotografias para que fosse identificado. Alguns familiares reconheceram o homem e a polícia foi até sua residência. Durante um interrogatório, a menina confessou e seus cúmplices foram identificados como Prince Sandhu, um tatuador de 22 anos, que foi detido no último sábado, e Ashok Sharma, de 23, que trabalha em uma loja de roupas e foi preso ontem.
Os frequentes casos de estupros contra mulheres e crianças deixaram a comunidade internacional consternada com a situação na Índia. Diante da ineficiência das autoridades em coibir os abusos, a política indiana Asha Mirge, membro da Comissão pelos Direitos da Mulher no estado de Maharashtra, relacionou os estupros ao “comportamento das mulheres". Mesmo criticado por organizações defensoras direitos humanos e das mulheres, o discurso encontrou suporte nas vozes de outras autoridades e personalidades indianas. Um exemplo foi o popular guru Asaram Bapu, que chegou a dizer que uma das vítimas abusadas veio a falecer porque, ao invés de resistir, “deveria ter rezado a Deus e pedido aos agressores que a deixassem em paz”.
(Com agência EFE)