Mostrando postagens com marcador Diabetes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Diabetes. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Pesquisa aponta que perda de visão cresce entre diabéticos do mundo todo

Em 2010, uma em cada 52 pessoas teve perda de visão e uma em cada 39 pessoas ficou cega por retinopatia diabética – desdobramento da doença que danifica a retina

No mundo inteiro, a perda de visão por causa do diabetes tem aumentado assustadoramente. Entre 1990 e 2010, a quantidade de pessoas com perda de visão parcial ou total devido à doença subiu de 27% para 64%. Em 2010, uma em cada 52 pessoas teve perda de visão e uma em cada 39 pessoas ficou cega por causa da retinopatia diabética – desdobramento da doença que danifica a retina. No Brasil, 12 milhões de pessoas sofrem de diabetes e muitas nunca fizeram acompanhamento oftalmológico. Como a retinopatia diabética costuma atingir três em cada dez portadores da doença, pode levar à perda total da visão se não for tratada a tempo.
De acordo com Renato Neves, oftalmologista e diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, em São Paulo, o paciente diabético deve dilatar a pupila todos os anos e se submeter a um exame ocular bastante minucioso. Quando esse controle é feito regularmente, costuma prevenir 95% da perda de visão relacionada ao diabetes. “O paciente diabético pode apresentar problemas de visão a qualquer momento. Daí a importância de um acompanhamento oftalmológico frequente. Como o comprometimento da retina pode ser assintomático, sem alterações na qualidade da visão, o exame de fundo de olho é fundamental para detectar pontos e vasos sanguíneos propensos a romper e desencadear hemorragia”.
Nos Estados Unidos, o número de pacientes com retinopatia diabética aumentou 89% na década entre 2000 e 2010, atingindo 7,7 milhões de pessoas. Embora estudos realizados nos últimos anos apontem para o sucesso das injeções intravítreas de antiangiogênicos em pacientes com retinopatia diabética, em casos raros pode haver complicações, como descolamento da retina, formação de catarata e aumento ou redução da pressão intraocular. “O principal papel dos antiangiogênicos é a interrupção da perda de visão. Embora seja difícil recuperar a visão perdida, as injeções intravítreas impedem a progressão da doença, evitando que a pessoa acabe ficando cega. Com anestesia local e pupilas dilatadas, a injeção é aplicada diretamente no vítreo, camada gelatinosa localizada entre a retina e o cristalino”, diz Neves.
De acordo com o médico, o tratamento com injeções de antiangiogênicos precisa ser repetido em intervalos regulares para atingir resultados duradouros. “O paciente deve usar colírios antibióticos durante cerca de trinta dias.  Ensaios clínicos demonstram melhora em até 34% da visão central e estabilização da visão em 90% dos casos. Por isso, vem sendo considerado um método altamente eficaz”.
Agora RN

domingo, 26 de junho de 2016

Metade dos brasileiros com diabetes não sabe que tem a doença

diabetesNo Dia Nacional de Combate ao Diabetes, especialistas alertam que metade dos cerca de 14 milhões de brasileiros que têm o diabetes não sabe que tem a doença. Segundo o endocrinologista João Salles, da Sociedade Brasileira de Diabetes, uma das dificuldades em identificar a doença é que ela não apresenta sintomas no início, como é o caso do tipo dois de diabetes. No estágio avançado, podem aparecer sinais como boca seca, vontade de urinar com frequência e perda de peso espontaneamente.
“Pessoas com mais de 40 anos, obesas, principalmente com a circunferência abdominal elevada, pessoas com pressão alta, altas taxas de triglicérides e com o HDL, o colesterol bom, baixo, devem ficar mais atentas pois estes são fatores de risco do diabetes tipo dois”, alertou Salles. Cegueira, insuficiência renal e amputação de membros inferiores são outras consequências.
Robson Pires

sexta-feira, 15 de abril de 2016

OMS diz que mais de 16 milhões de brasileiros sofrem de diabetes

Mais de 16 milhões de brasileiros adultos (8,1%) sofrem de diabetes e a doença mata 72 mil pessoas por ano no Brasil, revela um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgado em 6 de abril.
No mesmo período, informa o documento, a prevalência da diabetes quase duplicou de 4,7% para 8,5% da população adulta, o que reflete um aumento dos fatores de risco associados, como o excesso de peso, a obesidade e a inatividade física. Publicado em razão do Dia Mundial da Saúde, a ser comemorado em 7 de abril com o lema “Vencer a Diabetes”, o relatório da OMS conclui que 422 milhões de adultos em todo o mundo viviam com diabetes em 2014, quatro vezes mais do que em 1980.
No Brasil, a prevalência da diabetes é de 8,1%, ligeiramente abaixo da média mundial, e é maior nas mulheres (8,8%) do que nos homens (7,4%).
O excesso de peso afeta 54,2% dos brasileiros, a obesidade 20,1% e a inatividade física 27,2%. A diabetes provoca a morte de 72,2 mil brasileiros com mais de 30 anos e representa 6% de todas as mortes. O excesso de glucose no sangue é responsável por mais 106,6 mil mortes por ano no Brasil.
Robson Pires

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Estudo indica que dose de vinho ajuda no combate ao diabetes


vinho 1À noite, durante o jantar, uma pequena taça de vinho pode não só evitar doenças cardíacas. Ajuda também no controle do açúcar no sangue e do colesterol. Os três benefícios são mais que bem-vindos para quem sofre com o diabetes do tipo 2. A prevenção gastronômica é sugerida por cientistas da Ben-Gurion Universidade de Negev, em Israel, em pesquisa publicada recentemente na revista Annals of Internal Medicine.
Trata-se de um dos primeiros estudos feitos a longo prazo com diabéticos para mostrar que é seguro iniciar o consumo moderado de vinho como forma de atenuar os sintomas da doença. Sabe-se que pessoas com diabetes têm mais chances de desenvolver problemas cardiovasculares, além de apresentarem baixos níveis de HDL, o colesterol bom. O que não se imaginava é que o vinho, principalmente o álcool combinado a outros componentes da bebida, pudesse melhorar esses quadros.
Robson Pires

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Sedentarismo e maus hábitos alimentares fazem aumentar os casos de diabetes


diabetesAlimentar-se de forma inadequada e manter uma vida sedentária são hábitos que a população aprendeu rapidamente. Mas o problema vai além dos quilinhos a mais, e as consequências de uma dieta desequilibrada são grandes para a saúde. Uma delas corresponde ao fator de risco para as doenças do sistema circulatório como infartos e derrames: o diabetes.
O diabetes é o aumento da glicose no sangue, causada pela deficiência na produção ou ação da insulina – hormônio produzido pelo pâncreas e responsável por transformar as moléculas de glicose em energia. “O corpo não consegue administrar a glicose de forma adequada, o que aumenta seus níveis no sangue. A partir daí começam os problemas de saúde”, afirma a endocrinologista do Hapvida Saúde, Lyz Helena.
Um dos principais problemas do diabetes é que ele pode se desenvolver de forma assintomática – quando os primeiros sinais de alerta começam a aparecer, o quadro já está bem estabelecido. O aumento da sede, urinar excessivamente e perca de peso, continua sendo os principais sintomas da doença.
Segundo a médica, o ideal é não esperar os sintomas surgirem para procurar um médico. Com exames periódicos, é possível diagnosticar o aumento da glicose e iniciar o tratamento precocemente. Casos de diabetes na família são sinais de que o acompanhamento periódico é recomendável, pois o problema pode ser herdado.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Pílula com hormônio poderá substituir atividade física e reduzir diabetes


Medicamento já funcionou em ratos e deve começar a ser testado em humanos em três anos

Se praticar exercícios é uma tortura para você, boas notícias estão a caminho! Cientistas dos Estados Unidos estão desenvolvendo uma pílula que traz os mesmos benefícios que a atividade física. Ela funciona aumentando a sensibilidade de insulina, que diminui a quantidade de açúcar no sangue. As informações são do site DailyMail.

Pesquisadores da Universidade da Califórnia do Sul alegam que descobriram um hormônio que imita os efeitos da atividade física, que pode levar às pessoas a perderem peso e a diminuir o nível de açúcar do sangue.
O novo remédio já teve sucesso em ratos de laboratório e deve começar a ser testado em humanos em aproximadamente três anos. A descoberta do hormônio foi feita por pesquisadores.
Ao aumentar a sensibilidade à insulina, o hormônio permite que o organismo processe melhor os açúcares absorvidos na alimentação.
Pinchas Cohen, pesquisador da universidade, afirma que o benefício não está ligado somente à pratica de exercícios.
“Isso representa um avanço tremendo no tratamento do diabetes, pois está relacionado à necessidade de insulina no organismo.”
Para testar o novo medicamento, os pesquisadores injetaram o hormônio em ratos de laboratório que eram alimentados com uma dieta extremamente calórica, o que normalmente causa o sobrepeso e pode até chegar a causar diabetes.
“O medicamento não só diminuiu os efeitos que esse tipo de dieta pode trazer, assim como diminui o número de células dependentes da insulina, que causam diabetes.”
Fonte: R7

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Avanço do Diabetes

O avanço do diabetes no mundo é uma verdadeira bomba relógio, de pavio curto, queimando devagar e perigosamente. O número de casos cresce de forma bastante preocupante. Cerca de cinco milhões de pessoas morreram da doença e suas complicações apenas em 2013. E as expectativas não são nada animadoras.

A Federação Internacional de Diabetes estima que mais de 38 milhões de pessoas terão diabetes até 2035 na América Latina. Atualmente, são 24 milhões — o que representa 9% dos adultos do continente.

O Brasil segue a tendência de avanço da doença. Hoje, mais de 13 milhões de brasileiros  são diabéticos e as estimativas são de que esse número  ultrapasse os 19 milhões até 2030, um crescimento de 58% em um espaço de 20 anos.
Adriano AbreuMais de 13 milhões de brasileiros são diabéticos, e as estimativas são de que esse número ultrapasse os 19 milhões até 2030Mais de 13 milhões de brasileiros são diabéticos, e as estimativas são de que esse número ultrapasse os 19 milhões até 2030


E um dos principais vilões desse avanço todo é o aumento da obesidade no mundo.
De acordo com a endocrinologista Anna Karina Medeiros, muita coisa mudou desde os anos 80 no Brasil, com relação ao diabetes. Naquela década, cerca de 7% da população tinha a doença. Hoje, 12% dos brasileiros na faixa entre 18 e 69 anos são portadores. A partir dos 70 anos, o índice sobe para 20%.

“Um índice bem alto mesmo. E é devido ao advento do aumento da obesidade. As pessoas passaram a comer melhor, começaram a ter hábitos de vida mais sedentários também e com isso o aumento da doença”, comenta a médica.

A doença

Existem dois tipos de diabetes, 1 e 2. O primeiro corresponde de 5% a 10% dos casos. A endócrino o classifica como “uma fatalidade” e diz estar geralmente associado a uma doença autoimune, como lúpus ou fibromialgia, além de acometer mais crianças e adultos jovens. Já o tipo 2 tem um componente genético, além do estilo de vida do portador. “O tipo dois tem correlação muito grande com a obesidade e com sobrepeso. Então,  80% das pessoas com diabetes desse tipo estão acima do peso. Esse diabetes tipo dois que, na verdade, representa 90% dos pacientes com diabetes é que tem essa relação forte com sobrepeso.”

A diabetes é caracterizada pela incapacidade do pâncreas de transformar a glicose — o açúcar em nosso sangue — em energia, por falta de insulina, hormônio produzido pelo órgão. Quando isso acontece, a glicose se acumula na corrente sanguínea, causando a doença.

Os principais sintomas do diabetes tipo 1 e de alguns casos do 2 são sentir muita sede, urinar em excesso e perder peso sem motivo aparente.  Já no diabetes mellitus tipo 2, nem sempre as reações citadas se manifestam, principalmente no início da doença. Por isso, é de extrema importância uma avaliação médica para obter um diagnóstico correto e precoce. Cerca de 50% dos portadores não sabem que tem diabetes.
TN