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quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Consumo moderado de álcool ajuda a manter o colesterol bom, sugere estudo

Ter uma alimentação equilibrada e praticar exercícios físicos regularmente sempre foi a receita indicada para manter uma vida saudável. A novidade, agora, fica por conta da inclusão de doses moderadas de bebidas alcoólicas para conservar os níveis de HDL, o chamado colesterol bom.
Um estudo apresentado no “American Heart Association’s Scientific Sessions 2016”, mostrou que, em pessoas que consumiram álcool moderadamente (meia dose para mulheres e até duas para homens, o que representa, segundo o com o Centro de Informações sobre Saúde e Álcool, varia de 8 a 14 gramas de etanol puro), o índice do HDL caiu mais devagar em comparação com o de quem não bebeu nada ou ingeriu doses excessivas de bebidas alcoólicas (mais de uma dose para mulheres e mais de duas para homens). Os resultados foram obtidos com o acompanhamento de 80 mil chineses saudáveis durante seis anos. Eles foram divididos de acordo com o comportamento que reportaram: não consumidores de álcool, consumidores moderados ou excessivos.
Robson Pires

sexta-feira, 15 de abril de 2016

OMS diz que mais de 16 milhões de brasileiros sofrem de diabetes

Mais de 16 milhões de brasileiros adultos (8,1%) sofrem de diabetes e a doença mata 72 mil pessoas por ano no Brasil, revela um relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgado em 6 de abril.
No mesmo período, informa o documento, a prevalência da diabetes quase duplicou de 4,7% para 8,5% da população adulta, o que reflete um aumento dos fatores de risco associados, como o excesso de peso, a obesidade e a inatividade física. Publicado em razão do Dia Mundial da Saúde, a ser comemorado em 7 de abril com o lema “Vencer a Diabetes”, o relatório da OMS conclui que 422 milhões de adultos em todo o mundo viviam com diabetes em 2014, quatro vezes mais do que em 1980.
No Brasil, a prevalência da diabetes é de 8,1%, ligeiramente abaixo da média mundial, e é maior nas mulheres (8,8%) do que nos homens (7,4%).
O excesso de peso afeta 54,2% dos brasileiros, a obesidade 20,1% e a inatividade física 27,2%. A diabetes provoca a morte de 72,2 mil brasileiros com mais de 30 anos e representa 6% de todas as mortes. O excesso de glucose no sangue é responsável por mais 106,6 mil mortes por ano no Brasil.
Robson Pires

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Estudo indica que dose de vinho ajuda no combate ao diabetes


vinho 1À noite, durante o jantar, uma pequena taça de vinho pode não só evitar doenças cardíacas. Ajuda também no controle do açúcar no sangue e do colesterol. Os três benefícios são mais que bem-vindos para quem sofre com o diabetes do tipo 2. A prevenção gastronômica é sugerida por cientistas da Ben-Gurion Universidade de Negev, em Israel, em pesquisa publicada recentemente na revista Annals of Internal Medicine.
Trata-se de um dos primeiros estudos feitos a longo prazo com diabéticos para mostrar que é seguro iniciar o consumo moderado de vinho como forma de atenuar os sintomas da doença. Sabe-se que pessoas com diabetes têm mais chances de desenvolver problemas cardiovasculares, além de apresentarem baixos níveis de HDL, o colesterol bom. O que não se imaginava é que o vinho, principalmente o álcool combinado a outros componentes da bebida, pudesse melhorar esses quadros.
Robson Pires

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

A cada dez anos com colesterol alto, risco de infarto cresce 40%

Coração: de acordo com pesquisadora, nunca é cedo para adotar medidas para controlar o colesterol(Thinkstock/VEJA)

De acordo com estudo, malefícios causados por esse tipo de gordura são cumulativos

Um novo estudo revelou que, a cada dez anos em que uma pessoa vive com a taxa de colesterol elevada, o risco de ela sofrer uma doença do coração aumenta em quase 40%. A descoberta foi relatada nesta segunda-feira no periódico Circulation, da Associação Americana do Coração.


Pesquisadores analisaram dados de 1 478 adultos sem doenças cardiovasculares aos 55 anos e calcularam o tempo em cada um deles tinha o colesterol elevado e o risco de sofrer um infarto ou um derrame. 

Entre os 389 voluntários que viviam com o índice elevado de um a dez anos, a probabilidade era de 8,1%. Já entre os 577 voluntários que tinham colesterol alto de onze a vinte anos, o risco subia para 16,5%. Dos participantes que não tinham problemas de colesterol, 512, o risco era de 4,4%.

A cada década de exposição ao colesterol elevado, a probabilidade de sofrer uma doença cardiovascular crescia em 39%, sugerindo que o malefício do colesterol elevado é cumulativo.


Prevenção — “Nunca é cedo demais para um jovem adulto falar com seu médico sobre doenças do coração e adotar medidas de controle de colesterol, como dieta, prática de exercício e, em alguns casos, remédios”, afirma Ann Marie Navar-Boggan, líder do estudo e cardiologista do Duke Clinical Research Institute em Durham, nos Estados Unidos.

“As placas que se desprendem das artérias e causam ataques cardíacos levam anos para se desenvolver. O que acontece nas suas veias, especialmente no seu nível de colesterol aos 30 e 40 anos, afeta sua saúde cardíaca aos 50, 60 e 70 anos.”

Estratégias para controlar o colesterol

Consuma ômega-3


O ômega-3 é um ácido graxo que tem função anti-inflamatória. Ele diminui o risco de placas de gordura, formadas pelo colesterol alto, inflamarem e causarem coágulos. Além disso, o nutriente reduz o colesterol ruim (LDL) e aumenta o bom (HDL). O ômega-3 pode ser encontrado em peixes, principalmente na sardinha e no salmão. Não por acaso, um estudo comprovou que a dieta do mediterrâneo, que é rica nesse ácido graxo, pode reduzir os níveis de colesterol no sangue.

Evite alimentos ricos em gordura saturada




Carnes gordas (como a picanha), leite integral, queijo amarelo, presunto e manteiga são exemplos de alimentos ricos em gordura saturada. "Esse tipo de gordura é o que tem a maior concentração de colesterol ruim em sua composição", diz o cardiologista Luiz Bortolotto, coordenador do Centro de Hipertensão do Hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo. Prefira as versões menos gordurosas desses alimentos, como carnes brancas e leite desnatado.


Pratique exercícios físicos


A prática de atividades física acelera o metabolismo e, consequentemente, incentiva a ação das enzimas que elevam a concentração de colesterol bom no sangue. Indiretamente, o exercício reduz o nível de colesterol ruim e protege as artérias. O ideal é praticar pelo menos 30 minutos de atividade física três vezes por semana.

Eleve a ingestão de fibras


As fibras ajudam a diminuir a absorção intestinal das gorduras, matéria-prima do colesterol. "Esse mecanismo faz com que o organismo excrete mais gordura do que absorve e ajuda a controlar os níveis de colesterol ruim no corpo", afirma Marcelo Paiva, cardiologista do Núcleo de Cardiologia do Hospital 9 de Julho, em São Paulo. Um estudo mostrou que ingerir três quartos de xícara de chá por dia de leguminosas — como feijão, lentilha e grão-de-bico —, ricas em fibra, pode diminuir em 5% as taxas de colesterol ruim. Outras boas fontes do nutriente são aveia, chia e caqui. 

Pare de fumar


O tabagismo em si não eleva os níveis de colesterol ruim no sangue. Porém, componentes como a nicotina deterioram as paredes das artérias, de modo que fica mais fácil o colesterol se fixar nelas. "O cigarro acelera e agrava o processo de formação de placas de gordura", diz Marcelo Paiva.
veja

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Conheça aqui os oito principais vilões de um coração saudável

     
Tabagismo: fumar faz mal e é a principal causa de mortes por condições evitáveis no mundo todo. Cerca de 20% delas são causas cardíacas. Foto: IG

Manter o coração saudável é uma tarefa que exige uma dedicação vitalícia. Há estudos que mostram que o depósito de gorduras nas artérias começa ainda na infância, o que anteciparia um infarto caso a criança já não cresça tendo uma alimentação saudável.
A
pesar de ser um órgão vital, o coração por muitas vezes sofre em silêncio. Depois de anos de maltrato ele resolve mostrar o quanto estava sofrendo, com um infarto ou coração dilatado, por exemplo.
O cardiologista da Beneficência Portuguesa, Américo Tângari Junior, explica quais são alguns dos principais problemas que vão machucando o coração ao longo dos anos.
 
1) Genética – hoje os genes já são considerados responsáveis por muitos casos de doença. No caso do coração, não é diferente. O cardiologista recomenda que, caso existir alguém da família que tenha histórico em doenças do coração, procurar um médico para check-up regular é fundamental. Alguns exames, como o eletrocardiograma, ecocardiograma e teste ergométrico conseguem mensurar como está a saúde cardíaca e até mesmo prevenir um evento cardiovascular que pode ser fatal, como infarto.
 
2) Diabetes – estima-se que cerca de 10% da população brasileira seja diabética. A doença é um dos fatores de risco cardiovascular, pois pode ajudar a formar placas de gordura dentro dos vasos, resultando em um bloqueio que leva ao infarto. Priorizar uma dieta saudável e tomar os medicamentos receitados pelo médico ajuda a controlar a doença.
 
3) Hipertensão Arterial - a pressão alta é silenciosa, praticamente não dá sintomas. Com o tempo, lesa os rins e faz com que o coração faça muito esforço para trabalhar, hipertrofiando-o e, posteriormente, dilatando-o. Aferir a pressão com frequência, controlar o sódio e tomar os medicamentos prescritos por um cardiologista mantém a pressão dentro do padrão. O cardiologista da Beneficência Portuguesa diz que, em alguns casos de pressão alta, há palpitação, dor de cabeça, cansaço e tontura.
 
4) Tabagismo - quem fuma pode tirar alguns anos da própria vida por algo que poderia ser perfeitamente evitável. O cigarro aumenta a chance de infarto, sendo a principal causa por mortes evitáveis em todo o planeta. Cerca de 20% dessas mortes acontecem por eventos cardiovasculares. Além disso, os fumantes passivos também sofrem com isso, podendo desenvolver doenças cardíacas somente pela inalação passiva da fumaça.
 
5) Colesterol Alto – quando há muita gordura circulando no sangue, ela pode começar a entupir as artérias, uma das causas principais da aterosclerose, que leva ao infarto. Ter uma dieta balanceada, sem excesso de gorduras saturadas e zero de gorduras trans, ajuda o corpo a se defender. Além disso, fazer atividade física ajuda a aumentar o colesterol bom, que é responsável por “faxinar” a gordura ruim do corpo.
 
6) Estresse - sabe-se hoje que os hormônios do estresse, a adrenalina e o cortisol são responsáveis por, também silenciosamente, lesarem o corpo. Um dos problemas que eles causam é aumentar a pressão arterial, o que acarreta problemas cardíacos e renais. Procurar atividades que relaxem e entender mais sobre as próprias emoções para controlá-las melhor ajuda a reduzir o estresse. Além disso, dormir bem é um fator importante para a redução do que pode até mesmo ser chamado de mal do século.
 
7) Má alimentação - a base de um bom funcionamento do organismo vem da comida. Alimentar-se saudavelmente, com um cardápio que inclua frutas, verduras, legumes e grãos fornece o que o organismo precisa para manter todas as funções em perfeita ordem. Excesso e consumo frequente de muito sal, de frituras e de alimentos muito gordurosos não fazem parte de uma dieta amiga do coração.
 
8) Sedentarismo - cada vez menos se faz exercícios físicos, principalmente quem vive em grandes cidades. No entanto, a atividade física pode reduzir colesterol, diminuir a pressão arterial, aumentar a capacidade cardiorrespiratória, trazer bem-estar, reduzir o estresse etc. Há inúmeras boas razões para se mexer mais. Mas quem pensa em praticar esportes ou fazer academia tem de passar por um cardiologista antes para avaliar a condição antes do esforço.
Fonte: IG

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Se cuide: hoje é o Dia de Combate ao Colesterol

 

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No Dia Nacional de Combate ao Colesterol, celebrado hoje (8), especialistas querem mudanças estruturais nas políticas públicas para combater os problemas gerados pelo consumo exagerado de produtos industrializados, ricos em gordura e carboidratos.
Para o presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, Thiago Trindade, apesar do aumento da obesidade entre a população brasileira, tem havido uma mudança positiva em relação à alimentação. Médico de família em Natal, no Rio Grande do Norte, Trindade recebe cada vez mais pacientes conscientes da necessidade do hábito mais saudável à mesa. Entretanto, ele alerta que a pobreza é o principal obstáculo para quem quer transformar a teoria em prática.
“Cada vez mais, vemos pacientes dizendo que têm buscado alimentos mais saudáveis, mais ricos em fibras, com menos gordura. Mas vemos que as pessoas de classes sociais mais pobres não têm tanto acesso às saladas, frutas, têm menos condições de fazer exercícios físicos e costumam comprar os alimentos mais baratos, ricos em gorduras e carboidratos”, lembrou o médico.
Robson Pires