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quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Venezuela é 2º país mais violento do mundo em 2016, aponta ONG

Polícia entra em confronto com manifestantes que tentam se aproximar do Palácio de Miraflores, na Venezuela (Juan Barreto/AFP/AFP)

País contabiliza 91,8 homicídios a cada 100.000 habitantes, atrás apenas de El Salvador

A Venezuela contabilizou 28.479 assassinatos em 2016, uma taxa de 91,8 homicídios a cada 100.000 habitantes, e continuou a ser o segundo país mais violento do mundo, informou nesta quarta-feira, dia 28, o Observatório Venezuelano da Violência (OVV), ONG local.
“Nossas projeções para 2016 são de 28.479 mortes violentas e uma taxa de 91,8 mortes a cada 100.000 habitantes”, afirmou o presidente da organização, León Briceño, em uma coletiva de imprensa em Caracas. De acordo com a OVV, com essa taxa de mortes, a “Venezuela continua se posicionando como o segundo país mais violento”, ficando atrás apenas de El Salvador e na frente de Honduras, que contam com 103 e 59 mortes a cada 100.000 habitantes respectivamente.
Além disso, a ONG também afirmou que Aragua (138 mortes), Miranda (136) e Distrito Capital (134) são as áreas onde se registra um maior índice de violência, que os homicídios foram 18.230 neste ano e que a repressão policial foi responsável por 5.281 mortes. “Esta violência com a qual convivemos hoje não é uma maldição irreversível que caiu do céu ou do inferno para nós, ela é resultado das políticas públicas equivocadas”, disse Briceño.
Em 2015, de acordo com as cifras da OVV, a Venezuela encerrou o ano com 27.875 assassinatos, uma taxa de 90 mortes violentas a cada 100.000 habitantes. Esses números são bem distintos dos divulgados pelo Parlamento venezuelano, que afirmou que em 2015 foram contabilizadas 17.778 assassinatos e 58,1 homicídios a cada 100.000 habitantes.
(Com ANSA)

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Sem recursos, venezuelanos abandonam seus cães

Dezenas de cachorros tentam se alimentar em um abrigo em Los Teques, nos arredores de Caracas, em outubro de 2016. A crise econômica levou muitos venezuelanos a abandonarem seus mascotes, que terminam perambulando nas ruas ou em abrigos de voluntários. (Manaure Quintero/VEJA)

Os animais são amarrados em postes ou apenas deixados em ruas próximas aos poucos abrigos, que estão superlotados

A crise econômica levou muitos venezuelanos a abandonarem seus animais de estimação. Na região de Los Teques, nos arredores de Caracas, o abrigo da Fundação de Amigos e Protetores dos Animais (FAMPROA) é um dos poucos a recolher animais deixados para trás por seus donos.
Apesar de funcionar há doze anos, no últimos meses o abrigo deixou de tomar a iniciativa de recolher animais abandonados – eles começaram a ser deixados todos os dias no local. Filhotes cães de raça e até cães deixados com carteira de vacinação chegam todos os dias para o lar da Maria Arteaga, professora aposentada de 53 anos. São poodles, goldens, boxers que aparecem amarrados a postes do lado de fora do abrigo improvisado. Ao todo,  vivem ali 120 animais, muito mais do que os pouco mais de 100 metros quadrados e cinco voluntários possam cuidar.
Para levar em conta os 50 quilos de ração necessários para alimentá-los diariamente, a superlotação é um desafio diário. “Em geral, chegam magros e feridos. Mas, ultimamente, aparecem alguns bem cuidados. Uma delas apareceu com uma carteira de vacinação, um vidro de xampu e um quilo de farinha ao lado”, diz Maria, enquanto acaricia os animais que latem incessantemente. “Sou agradecida por poder me dedicar aos animais, que são os mais agradecidos por receberem cuidados. Podem até não gostar do que há para comer um dia ou outro, mas amor não falta nunca”.
veja

terça-feira, 26 de abril de 2016

Nove das dez cidades mais violentas do mundo estão na América Latina

Em 2015, nove das dez cidades mais violentas do mundo estavam na América Latina, com Caracas no topo da lista, mostra o estudo Justiça Possível, da organização não governamental (ONG) Segurança, Justiça e Paz (SJP), do México. “Caracas, a capital venezuelana, com mais de 3,2 milhões de habitantes, ocupou o primeiro lugar, com 3.946 assassinatos em 2015, o que representa 119,87 mortes violentas por cada 100 mil habitantes”, diz o estudo.
Segundo a SJP, o estudo analisou as mortes violentas ocorridas em 2015 em 50 cidades do mundo com mais de 300 mil habitantes e o número de assassinatos por cada 100 mil habitantes. “Representa um grande desafio determinar a incidência real dos homicídios nesse país (Venezuela), pois os governantes, em lugar de transparência e prestação de contas, preferem o ocultamento ou a propaganda, muitas vezes baseada em mentiras”, acrescenta o documento.
De acordo com a ONG, para o estudo foram consultadas fontes oficiais e notícias da imprensa, de que “o caso da Venezuela não é isolado na região” pois “41 das 50 cidades mais violentas do mundo estão na América Latina”. O documento informa ainda que depois de Caracas, com 119,87 assassinatos por cada 100 mil habitantes, seguem-se as cidades de San Pedro Sula (Honduras), San Salvador (El Salvador) e Acapulco (Mèxico), com 111,03, 108,54 e 104,73 assassinatos por 100 mil habitantes, respectivamente.
No quinto lugar está a cidade venezuelana de Maturín, seguindo-se o Distrito Central das Honduras e de novo uma cidade venezuelana, Valência. Os últimos lugares das dez cidades mais violentas são ocupados por Palmira (Colômbia), a Cidade do Cabo (África do Sul) e Cali, na Colômbia. A Cidade do Cabo é a única que não está na América Latina.
Robson Pires

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Presidente da Venezuela proíbe diretores de jornais de deixar o país

Nicolás Maduro, presidente da Venezuela. Foto: Divulgação

Os executivos de jornais e sites noticiosos que repercutiram notícia envolvendo o governo venezuelano devem se apresentar à Justiça toda semana

O governo de Nicolás Maduro proibiu nesta terça-feira 22 diretores de jornais e sites noticiosos de deixar a Venezuela por terem noticiado a suspeita de envolvimento do presidente da Assembleia Nacional com o tráfico de drogas. A proibição e o mais novo ataque à imprensa livre venezuelana foram noticiados pelos jornais El Nacional e Tal Cual que tiveram seus executivos proibidos de deixar o país. Segundo a Folha de S. Paulo, um dos diretores do Tal Cual, Manuel Puyana, já foi notificado da proibição de deixar a Venezuela e da obrigação de se apresentar toda semana ao tribunal. Outro diretor do jornal está nos Estados Unidos, diante da decisão, não retornará.

A denúncia contra Disdado Cabello partiu do jornal espanhol ABC, que reportou as ligações do presidente chavista da Assembleia Nacional com o tráfico internacional de cocaína. A notícia teve grande repercussão na imprensa venezuelana e em veículos de outros países.
A fonte da reportagem era o militar desertor Leamsy Salazar, ex-chefe de segurança de Cabello. Segundo Salazar, que hoje está exilado nos Estados Unidos, o chavista é o chefe de uma organização criminal que opera dentro das Forças Armadas da Venezuela.
Na semana passada, reportagem de VEJA revelou que o partido espanhol de esquerda Podemos foi financiado pela Venezuela e pela Bolívia para facilitar a entrada de cocaína na Europa através da Espanha. De acordo com um relatório secreto de 34 páginas assinado pelo coronel boliviano Germán Cardona Álvarez, cocaína peruana e boliviana partem da Bolívia para a Venezuela em aviões militares, “os quais, por serem oficiais de um Estado, não podem ser interceptados no espaço aéreo internacional”.
As aeronaves Hércules C-130 deixam a Venezuela com armamento militar e retornam carregadas de cocaína e veículos que chegam à Bolívia depois de ser roubados no Brasil. Em Caracas, a droga é lá levada a outros destinos. Dentro desse esquema, diz o relatório, há seis anos, Hugo Chávez, o atual presidente Maduro e o boliviano Evo Morales usaram uma organização chamada Centro de Estudos Políticos e Sociais (Ceps) para financiar o Podemos, da Espanha.
Fonte: Veja

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Miss e atriz de novelas é assassinada a tiros na frente da filha de 5 anos

rtgwerg    

Mónica Spear, morta nesta segunda (6). Foto: Divulgação
Mónica Spear, morta nesta segunda (6). Foto: Divulgação
 
A miss Venezuela 2004, Mónica Spear, quinta colocada no Miss Universo 2005, morreu nesta segunda (6), aos 29 anos, baleada numa estrada de Puerto Cabello, no Estado venezuelano de Carabobo.
 
A miss estava de férias na Venezuela, e trabalhava como atriz de novelas na emissora americana Telemundo.
 
Ao que tudo indica, o carro onde a miss estava com a filha de cinco anos e o ex-marido, o britânico Thomas Henry Berry, bateu ou apresentou algum problema. Enquanto eles telefonavam por ajuda, um desconhecido apareceu e tentou assaltá-los, mas o casal resistiu. O homem então disparou contra a miss e o ex-marido, que também morreu. A filha do casal, de cinco anos, foi ferida na perna.
Também venezuelana, a miss Universo 1996, Alicia Machado, usou o Twitter para lamentar a morte de Mónica e mencionou o “choro constante de milhares de venezuelanos pelo caos e trevas em que vivemos”.
Caso parecido
No ano passado, um caso similar envolveu a miss Venezuela Internacional 2008, Laksmi Rodríguez, baleada no peito ao ser assaltada quando chegava em sua casa em Caracas no carro dirigido pelo namorado, Elías Jihad Wehbe. O casal foi abordado por dois homens armados, que pediram que saíssem do veículo. O noivo da miss tentou fugir dando ré, mas os bandidos começaram a atirar e ele acabou baleado, e não resistiu aos ferimentos.
Em recuperação, Laksmi deixou esta mensagem numa rede social:
— Hoje rezo pela PAZ deste país, e que ninguém tenha que viver esta experiência, que nenhuma família passe por esta dor.
 
“A atual situação do meu país me entristece”
A Venezuela é um dos países mais violentos do mundo. O número oficial de assassinatos é 39 por 100 mil habitantes, segundo o ministro do Interior, Miguel Rodríguez. Mas a ONG Observatório Venezuelano de Violência (OVV) afirma que a taxa real é de 79 assassinatos por 100 mil habitantes.
Diante do cenário de violência crescente na Venezuela, entre outros problemas, a atual miss Universo, María Gabriela Isler, declarou com exclusividade ao Tudo Miss, no mês passado:
— A atual situação do meu país me entristece. Eu sei das dificuldades que as pessoas estão enfrentando lá.
 

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Nicolás Maduro é eleito presidente da Venezuela



Nicolás Maduro, sucessor de Chávez, foi eleito presidente da Venezuela nesse domingo



Considerado sucessor político de Hugo Chávez e atual presidente interino do país, Nicolás Maduro, foi eleito presidente da Venezuela, de acordo com anúncio da presidenta do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Tibisay Lucena. Maduro, candidato da situação, teve 50,66% dos votos, superando os 49,07% do oposicionista Henrique Capriles. Maduro irá suceder Hugo Chávez, que morreu em março após lutar contra um câncer.

De acordo com a presidenta do conselho, não há como o resultado mudar. Até então, haviam sido apuradas 99,12% das urnas. "O CNE, quando dá um resultado eleitoral, é porque é irreversível", disse. Segundo o conselho, 78,71% dos eleitores votaram nesse domingo (14). O resultado foi divulgado às 23h16 (horário de Caracas).

Maduro tem 51 anos, foi motorista de ônibus e participou desde o início do movimento de esquerda fundado por Hugo Chávez. Em 2000, foi eleito deputado da Assembleia Nacional, e em 2006, assumiu o cargo de Ministro das Relações Exteriores do governo de Chávez, e se manteve na função até ser designado vice-presidente do país.

Ele assumiu interinamente a Presidência da Venezuela, quando Chávez teve de se afastar de suas funções para tratar o câncer. Foi escolhido, pelo próprio Chávez, para ser seu herdeiro político. Maduro continuou como presidente do país após a morte de Chávez e durante o período eleitoral. Sua estratégia de campanha buscou vinculá-lo fortemente à imagem do líder venezuelano.

Tibisay Lucena apelou para que os candidatos peçam a seus seguidores que recebam o resultado das urnas com tranquilidade, ressaltando que o processo de votação foi tranquilo, pacífico e que os venezuelanos definiram os rumos do país "em paz e por meio dos votos".

TN

quarta-feira, 6 de março de 2013

Hugo Chávez morre, e venezuelanos vão às ruas em Caracas

Venezuelanos choram após anúncio da morte do presidente Hugo Chávez, em Caracas; câncer mata Hugo Chávez aos 58 anos e põe fim ao governo mais longo da América Latina


Apoiadores de Hugo Chávez se reuniram na noite desta terça-feira (05/03/2013) na capital Caracas em manifestações em homenagem ao presidente venezuelano, que morreu aos 58, vítima de um câncer na região pélvica.

 O corpo de Chávez será levado na quarta-feira à Academia Militar e será exposto a seus simpatizantes.
Na Praça Bolívar, chavistas gritavam frases como "todos somos Chávez" e "todos com Maduro", em referência ao vice-presidente, Nicolás Maduro, tido como herdeiro do mandatário. Ele deverá permanecer na Presidência até que novas eleições ocorram, num prazo de 30 dias.
As imagens divulgadas pelo jornal venezuelano "El Universal" mostram dezenas de apoiadores, de todas as idades, gritando para as câmeras presentes no local.REAÇÃO 


BRASILEIRA
Entre os primeiros líderes a lamentar publicamente a morte de Chávez, a presidente Dilma Rousseff "[pediu um minuto de silêncio]": http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1241281-morte-de-chavez-enche-de-tristeza-todos-os-latinos-diz-dilma.shtml a uma plateia de trabalhadores rurais para homenagear Chávez, e afirmou que ele deixará um vazio "nos corações, na história e nas ruas da América Latina".
"Hoje lamentavelmente, infelizmente e com tristeza digo para vocês que morreu um grande latino americano: o presidente da Venezuela Hugo Chávez. Essa morte deve encher de tristeza todos os latino-americanos e os centro-americanos", disse Dilma durante discurso no 11º Congresso Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais, em Brasília.
Seu antecessor e amigo de Chávez, Luiz Inácio Lula da Silva disse que recebeu "com muita tristeza" a morte do presidente venezuelano.
"Tenho orgulho de ter convivido e trabalhado com ele pela integração da América Latina e por um mundo mais justo", afirmou Lula, em nota.

ANÚNCIO
Conforme anúncio do vice e herdeiro político de Chávez, Nicolás Maduro, o presidente morreu às 16h25 desta terça. Ele estava internado no Hospital Militar de Caracas, na frente do qual centenas de pessoas se reuniam para fazer vigília, desde a manhã.
Logo após o anúncio, líderes venezuelanos também começaram a se dirigir ao hospital, e a bandeira do prédio foi colocada a meio mastro.

folha