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segunda-feira, 15 de abril de 2013

Nicolás Maduro é eleito presidente da Venezuela



Nicolás Maduro, sucessor de Chávez, foi eleito presidente da Venezuela nesse domingo



Considerado sucessor político de Hugo Chávez e atual presidente interino do país, Nicolás Maduro, foi eleito presidente da Venezuela, de acordo com anúncio da presidenta do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Tibisay Lucena. Maduro, candidato da situação, teve 50,66% dos votos, superando os 49,07% do oposicionista Henrique Capriles. Maduro irá suceder Hugo Chávez, que morreu em março após lutar contra um câncer.

De acordo com a presidenta do conselho, não há como o resultado mudar. Até então, haviam sido apuradas 99,12% das urnas. "O CNE, quando dá um resultado eleitoral, é porque é irreversível", disse. Segundo o conselho, 78,71% dos eleitores votaram nesse domingo (14). O resultado foi divulgado às 23h16 (horário de Caracas).

Maduro tem 51 anos, foi motorista de ônibus e participou desde o início do movimento de esquerda fundado por Hugo Chávez. Em 2000, foi eleito deputado da Assembleia Nacional, e em 2006, assumiu o cargo de Ministro das Relações Exteriores do governo de Chávez, e se manteve na função até ser designado vice-presidente do país.

Ele assumiu interinamente a Presidência da Venezuela, quando Chávez teve de se afastar de suas funções para tratar o câncer. Foi escolhido, pelo próprio Chávez, para ser seu herdeiro político. Maduro continuou como presidente do país após a morte de Chávez e durante o período eleitoral. Sua estratégia de campanha buscou vinculá-lo fortemente à imagem do líder venezuelano.

Tibisay Lucena apelou para que os candidatos peçam a seus seguidores que recebam o resultado das urnas com tranquilidade, ressaltando que o processo de votação foi tranquilo, pacífico e que os venezuelanos definiram os rumos do país "em paz e por meio dos votos".

TN

quarta-feira, 6 de março de 2013

Hugo Chávez morre, e venezuelanos vão às ruas em Caracas

Venezuelanos choram após anúncio da morte do presidente Hugo Chávez, em Caracas; câncer mata Hugo Chávez aos 58 anos e põe fim ao governo mais longo da América Latina


Apoiadores de Hugo Chávez se reuniram na noite desta terça-feira (05/03/2013) na capital Caracas em manifestações em homenagem ao presidente venezuelano, que morreu aos 58, vítima de um câncer na região pélvica.

 O corpo de Chávez será levado na quarta-feira à Academia Militar e será exposto a seus simpatizantes.
Na Praça Bolívar, chavistas gritavam frases como "todos somos Chávez" e "todos com Maduro", em referência ao vice-presidente, Nicolás Maduro, tido como herdeiro do mandatário. Ele deverá permanecer na Presidência até que novas eleições ocorram, num prazo de 30 dias.
As imagens divulgadas pelo jornal venezuelano "El Universal" mostram dezenas de apoiadores, de todas as idades, gritando para as câmeras presentes no local.REAÇÃO 


BRASILEIRA
Entre os primeiros líderes a lamentar publicamente a morte de Chávez, a presidente Dilma Rousseff "[pediu um minuto de silêncio]": http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1241281-morte-de-chavez-enche-de-tristeza-todos-os-latinos-diz-dilma.shtml a uma plateia de trabalhadores rurais para homenagear Chávez, e afirmou que ele deixará um vazio "nos corações, na história e nas ruas da América Latina".
"Hoje lamentavelmente, infelizmente e com tristeza digo para vocês que morreu um grande latino americano: o presidente da Venezuela Hugo Chávez. Essa morte deve encher de tristeza todos os latino-americanos e os centro-americanos", disse Dilma durante discurso no 11º Congresso Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais, em Brasília.
Seu antecessor e amigo de Chávez, Luiz Inácio Lula da Silva disse que recebeu "com muita tristeza" a morte do presidente venezuelano.
"Tenho orgulho de ter convivido e trabalhado com ele pela integração da América Latina e por um mundo mais justo", afirmou Lula, em nota.

ANÚNCIO
Conforme anúncio do vice e herdeiro político de Chávez, Nicolás Maduro, o presidente morreu às 16h25 desta terça. Ele estava internado no Hospital Militar de Caracas, na frente do qual centenas de pessoas se reuniam para fazer vigília, desde a manhã.
Logo após o anúncio, líderes venezuelanos também começaram a se dirigir ao hospital, e a bandeira do prédio foi colocada a meio mastro.

folha