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sábado, 15 de outubro de 2016

De 3º a 10º partido do País, vereador do PT reconhece e pede mudanças: “Fomos derrotados”

O vereador de Natal Hugo Manso (PT), que não teve seu mandato renovado na Câmara para a próxima legislatura, ao fazer avaliação sobre os resultado obtidos pelo PT no Brasil e no estado, disse que a sigla foi “derrotada” e que precisa fazer reformulações em nível nacional.
Com perda significativa de espaço no Brasil e também no RN nas eleições de 2016, o Partido dos Trabalhadores caiu de 3º para 10º partido em número de prefeitos no país. Uma perda de quase 60% comparando-se às eleições municipais de 2012.
Hugo Manso conversou com a reportagem no Portal Agora RN na manhã desta sábado (15) e comentou sobre as eleições 2016. Ele disse que apesar de alguns resultados significativos, o partido se saiu menor no âmbito estadual.
“Tivemos algumas vitórias importantes, como a conquista da vereadora Isolda em Mossoró, e da boa surpresa do vereador Odon Júnior em Currais Novos, com uma disputa boa e tranquila, mas só elegemos dois prefeitos. No geral fomos derrotados”, disse Hugo.

Nacional
Ele atribui a queda do PT ao clima de instabilidade do partido nacionalmente. Também defendeu que o partido faça uma auto avaliação e se encontre num processo de mudança.
“Não faço parte da maioria que dirige o PT, mas defendo uma mudança nacional. Mudança de postura, de direções e de agenda. Depois dessas eleições, temos que fazer uma avaliação. O PT pagou o preço pelos erros históricos do partido”, concluiu Hugo.
Agora RN

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Manifestantes preparam ato em Natal para domingo de votação do impeachment

Os movimentos que pedem a queda do governo Dilma realizarão ato, a partir das 14 horas, ao lado do shopping Midway Mall, em apoio ao afastamento de Dilma


Por Redação
A votação do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) pelo plenário da Câmara dos Deputados,prevista para o próximo domingo (17), será acompanhada pelos natalenses favoráveis ao afastamento da petista nas ruas.
Os movimentos que pedem a queda do governo Dilma realizarão ato, a partir das 14 horas, ao lado do shopping Midway Mall, em apoio ao impeachment da presidente. Na ocasião, será colocado um telão, que exibirá, ao vivo, a votação na Câmara dos Deputados.
Portal no Ar

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Prefeitos apontam queda de 25% na cota do FPM

Glademir Aroldi, presidente da Confederação dos Municípios, reclama do cálculo feito para o repasse às prefeituras

A crise dos municípios potiguares se agrava. O mais recente episódio foi a frustração de receita registrada no repasse da primeira parcela do mês de julho, referente ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM). A redução registrada foi de 25% no comparativo com o mesmo período do ano passado, de acordo com os cálculos divulgados pela Confederação Nacional dos Municípios. 

O estudo divulgado ontem pelo presidente em exercício da CMN, Glademir Aroldi, informa que será creditado nas contas das prefeituras brasileiras, referente ao 1º decêndio do mês de julho vão receber R$ 1,941 bilhão, descontada o Fundeb (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação). Com este novo repasse, no acumulado de 2015, o FPM apresenta uma queda de 2,12% em termos reais (descontada a inflação).

Para os municípios do Rio Grande do Norte, os repasses vão somar R$ 82,3 milhões. As prefeituras menores (coeficiente 0,6) terão direito a R$ 284,6 mil.  

O presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn), Francisco José Júnior, observou que as prefeituras recebem demandas crescentes e, na contramão, os recursos reduzem. “O custo básico que temos que arcar em nossas prefeituras, estão muito aquém do que é repassado. As receitas estão decadentes, tornando a gestão insustentável economicamente. Como se não bastasse as reduções, ainda há a possibilidade de erro de cálculo. Estamos estudando como vamos solicitar a reposição destes valores. A situação preocupa”, observou.
O prefeito de Assu, Ivan Júnior, avaliou que esse é o pior momento já vivido pelos municípios nessa crise do pacto federativo. “A nossa realidade é muito cruel em relação a situação financeira. Os municípios enfrentam uma realidade muito difícil. Todos os prefeitos aplicaram o piso salarial, estavam discutindo outros benefícios com as categorias e agora enfrentam essa queda das receitas”, observou.

Ivan Júnior destacou ainda que os prefeitos vivem a incerteza porque não há uma fixação real de arrecadação do FPM. “É uma incerteza muito grande. E esse ano, todos os meses a média foi menor do que o ano passado. E nesse mesmo período tivemos aumento de energia, piso do professor. Os municípios vivem o pior momento no que diz respeito ao pacto federativo. O governo quebrou qualquer tipo de relacionamento”, avaliou Ivan Júnior. 
Para o prefeito de Vera Cruz, João Paulo Cabral, a situação é delicada e exige atenção. “As cotas estão vindo muito menores do que as registradas nos meses anteriores, o quadro inflacionário também tem contribuído para o agravamento. Isso vem comprometendo a permanência de atividades nos municípios, temos que pagar fornecedores, funcionários, e arcar com outros custos, o FPM repassado está sendo insuficiente. Se a situação de decréscimo persistir nos meses seguintes, sem dúvidas, os serviços essenciais também serão comprometidos”, disse o prefeito de Vera Cruz.
. TN