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sábado, 10 de junho de 2017

TSE rejeita cassação e absolve Temer - Placar, que era esperado, foi de 4 a 3 pró-governo

Após quatro dias de julgamento, a maioria dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) votou nesta sexta-feira  (9) contra a cassação da chapa Dilma-Temer, vencedora das eleições de 2014, pelas acusações de abuso de poder político e econômico. O placar da votação ficou em 4 a 3.  O voto de desempate foi proferido pelo presidente da corte, ministro Gilmar Mendes.
Em seu voto, Gilmar mencionou que foi o relator do pedido inicial do PSDB para a reabertura da análise da prestação de contas da chapa Dilma-Temer. Ele disse, entretanto, que o pedido foi aprovado pelo tribunal para reexame do material e não para condenação sumária. “Não se trata de abuso de poder econômico, mas se trata de um dinheiro que sai da campanha e não disseram para onde vai. Primeiro é preciso julgar para depois condenar. É assim que se faz e não fixar uma meta para condenação. O objeto dessa questão é sensível porque tem como pano de fundo a soberania popular”, defendeu.
Também votaram pela absolvição os ministros Napoleão Nunes MaiaAdmar Gonzaga e Tarcísio VieiraLuiz Fux e Rosa Weber acompanharam o relator, Herman Benjamin, pela cassação da chapa.
Quatro dos sete ministros entenderam que não há provas suficientes para retirar o mandato da chapa. Além disso, a maioria avaliou que as delações de ex-executivos da Odebrecht não podem ser incluídas no julgamento porque não estavam no pedido inicial de cassação, feito pelo PSDB em 2014.
“Não é algum fricote processualista que se quer proteger, mas o equilíbrio do mandato. Não se substitui um presidente a toda a hora, mesmo que se queira. A Constituição valoriza a soberania popular, a despeito do valor das nossas decisões”, disse Gilmar ao proferir seu voto.
A maioria dos ministros também argumentou que as provas que restaram, como outros depoimentos de delatores da Operação Lava Jato, que também citam repasses de propina para a chapa, não são suficientes para concluir que os recursos desviados para o PT e PMDB abasteceram a campanha de 2014.
Mendes voltou a dizer durante seu voto que  “não cabe ao TSE resolver a crise política” do país, e que falou isso a políticos que o procuraram para debater o tema.
Portal no Ar

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Após reviravolta no TSE, Rosalba pede que ‘justiça seja feita’ - Ex-governadora, sinaliza Tribunal Superior Eleitoral, deverá ter elegibilidade restaurada


Por Dinarte Assunção
Ex-governadora é pré-candidata à Prefeitura de Mossoró
Ex-governadora é pré-candidata à Prefeitura de Mossoró
A ex-governadora Rosalba Ciarlini foi absolvida em processo de cassação no Tribunal Superior Eleitoral nesta quinta-feira (29) e está elegível, podendo disputar a eleição do próximo ano à Prefeitura de Mossoró.
À unanimidade, os ministros decidiram reformar a decisão do Tribunal Regional Eleitoral que resultou na inelegibilidade de Rosalba em 2014, acusada de beneficiar a campanha de Cláudia Regina, em 2012, com a perfuração de um poço em Mossoró.
O quadro de Rosalba está indefinido apenas sob outro aspecto: se ela terá ou não de ser penalizada com multa no caso do uso do avião do Estado em benefício da campanha de Cláudia Regina. O julgamento deverá ser retomado em 15 dias.
“Quero que seja feita justiça. É uma história de vida. Fui prefeita, governadora, senadora e sempre primei pela correção e, de repente, me deparou com uma situação dessas”, declarou ao portalnoar.com a pré-candidata à Prefeitura de Mossoró, instantes após o julgamento.
Rosalba alimenta a esperança de que sua elegibilidade será devolvida, permitindo que ela disputa o Palácio da Resistência em 2016. “É uma caminhada dura. A luta sempre é grande. Mas estou muito otimisita. Tudo no seu tempo será esclarecido”, comentou a ex-governadora.
Já para Cláudia Regina a situação é mais delicada. Os ministros absolveram-na no primeiro processo. Já no segundo, a relator entendeu que sua cassação deve ser mantida.
Portal no Ar