Mostrando postagens com marcador arqueólogos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador arqueólogos. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Arqueólogos descobrem templo asteca no centro da Cidade do México

As descobertas foram feitas em uma rua lateral atrás da catedral dos tempos coloniais, próxima da praça Zocalo. (Henry Romero/Reuters)

Junto à estrutura erguida entre 1486 e 1502, foi encontrada também uma importante quadra de jogos usada para rituais e uma oferenda de 32 vértebras humanas

Os restos de um importante templo asteca e de uma quadra de jogos ritualísticos foram descobertos no centro da Cidade do México, lançando nova luz sobre os espaços sagrados da metrópole que os conquistadores espanhóis dominaram cinco séculos atrás, afirmaram arqueólogos nesta quarta-feira.
As descobertas foram feitas em uma rua lateral logo atrás da catedral dos tempos coloniais, próxima da praça Zócalo (ou Praça da Constituição), a principal do México, no local ocupado por um hotel dos anos 1950. As escavações subterrâneas revelam uma seção do que foi a fundação de um templo de formato circular dedicado ao deus do vento asteca Ehecatl, e uma parte menor de uma quadra de jogos ritualísticos, confirmando relatos dos primeiros cronistas espanhóis que visitarem a capital imperial asteca, Tenochtitlán.
“Devido a achados com este, podemos mostrar locais exatos, o posicionamento e as dimensões de cada uma das estruturas descritas primeiramente nas crônicas”, disse Diego Prieto, diretor do Instituto Nacional de Antropologia e História, órgão responsável pelos achados.
Os arqueólogos também detalharam uma espetacular oferenda de 32 vértebras de homens descobertas em uma pilha próxima da quadra. “Era uma oferenda associada ao jogo de bola, na parte externa, bem perto da escadaria, e se trata de 32 conjuntos de pescoços, que foram com certeza sacrificados ou decapitados”, afirmou o arqueólogo Raúl Barrera.
O arqueólogo Raúl Barrera, do Instituto Nacional de Antropologia e História apresenta à imprensa os achados durante um tour pelo recém-descoberto sítio arqueológico. (Henry Romero/Reuters)
Império asteca
Parte do reboco branco original continua visível em partes do templo, erguido entre 1486 e 1502, durante o reinado do imperador asteca Ahuizotl, antecessor de Montezuma, que o conquistador Hernán Cortés depôs durante a conquista espanhola do México.
Os primeiros relatos espanhóis dizem como Montezuma, sendo jovem, jogou contra um velho rei aliado na quadra e perdeu, o que foi tomado como um sinal de que os dias do Império Asteca estavam contados.
Templo asteca descoberto no centro da Cidade do México. (Henry Romero/Reuters)
veja

quinta-feira, 23 de março de 2017

Arqueólogos encontram estátua da avó de Tutancâmon

Estátua da avó de Tutancâmon foi encontrada em bom estado de conservação (Egypt's Ministry of Antiquities/Divulgação)

Essa é a primeira vez que uma estátua de alabastro da rainha Tiye é identificada no templo funerário de seu marido


Arqueólogos descobriram uma estátua da rainha Tiye, esposa do faraó Amenhotep III e avó de Tutancâmon, em Luxor, no Sul do Egito. A obra foi achada em um templo funerário de Amenhotep III na região de Kom al Hitan, situada na margem Oeste do rio Nilo. Segundo Khaled Al Anani, ministro de Antiguidades egípcio, esta é a primeira vez que se descobre uma estátua de alabastro – feita de calcite (um carbonato de cálcio)  da rainha Tiye no interior do templo, já que as demais reproduções encontradas são de rocha. O ministro a qualificou como “grande, formosa e única”, segundo comunicado oficial divulgado nesta quinta-feira.

Uma missão arqueológica composta por europeus e egípcios encontrou a estátua na parte inferior da perna direita de uma grande estátua de seu marido, Amenhotep III. O faraó foi o nono governante da XVIII dinastia, cujo reinado aconteceu entre 1389 a.C. e 1351 a.C. A arqueóloga armênia Hourig Sourouzian, chefe da missão, explicou que a descoberta da escultura ocorreu de maneira “fortuita”, quando se levantava a parte inferior da estátua de Amenhotep III.
Múmia da rainha Tiye, avó do faraó Tutancâmon (Shawn Baldwin/Discovery Channel/Getty Images)
Hourig destacou o bom estado de conservação da obra e ressaltou que ainda conserva as antigas cores com as quais foi pintada. Neste sentido, indicou que a escultura necessitará de um delicado trabalho de consolidação e de restauração.
Na mesma missão também já haviam sido encontradas 109 estátuas da deusa Sekhmet, pedaços de duas estátuas de esfinges e partes de uma estátua de alabastro e uma estátua de quartzo do faraó Amenhotep III, que foi recentemente restaurada no templo e será removida para o Museu de Luxor.
(Com EFE)

domingo, 27 de novembro de 2016

Ciência: estatueta ‘Pensador’ de quase 4 mil anos é encontrado em Israel

Peça de 3.800 anos exibida no laboratório da Autoridade Israelense de Antiguidades, em Jerusalém. (Menahem Kahana/AFP)

Arqueólogos encontraram peça de 18 centímetros perto de Tel Aviv. Segundo especialistas, imagem é semelhante à figura feita pelo francês Rodin, no século XX

Arqueólogos de Israel anunciaram nesta semana a descoberta de uma estatueta de 18 centímetros, feita há 3.800 anos, que exibe um homem pensativo. O pequeno boneco foi encontrado durante as escavações de um terreno da cidade de Yahud, próxima de Tel Aviv. De acordo com a Autoridade Israelense sobre Antiguidades (IAA, na sigla em inglês), a escultura chama a atenção pela qualidade e por ser muito semelhante à obra ‘O Pensador’, feita pelo artista francês Auguste Rodin, no século XX.
“O nível de precisão e atenção aos detalhes nesta peça criada há quase 4.000 anos é realmente impressionante”, disse Gilad Itach, diretor de escavações da IAA.
Segundo os arqueólogos, a peça, em excelente estado de conservação, foi encontrada em outubro, durante obras em um terreno onde serão construídas casas populares. Em pouco mais de um mês, os pesquisadores limparam o boneco e remontaram seus pedaços soltos.
O pequeno ‘Pensador’ faz parte da mais extensa coleção de objetos funerários já encontrada em Israel. Junto com a escultura, os cientistas também acharam pontas de flechas, vasos funerários, partes de um machado, pequenas peças de metal e ossos de ovelhas e macacos. Segundo os arqueólogos, a reunião das peças leva a crer que o local pode ter sido o mausoléu de algum nobre da comunidade que habitava a região há cerca de 4.000 anos.
veja

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Túmulo de Jesus é aberto para ser estudado por pesquisadores

Entrada do túmulo onde Jesus Cristo foi colocado, em Jerusalém - 28/10/2016 (Thomas Coex/AFP)

O túmulo na Basílica do Santo Sepulcro, em Jerusalém, passará por uma restauração, depois de ser investigado por arqueólogos

O túmulo onde o corpo de Jesus Cristo foi sepultado, segundo a tradição cristã, foi aberto pela primeira vez desde 1555, no início desta semana. Pesquisadores da Universidade Nacional e Técnica de Atenas tiveram acesso ao local sagrado, que fica dentro da Basílica do Santo Sepulcro, em Jerusalém, para realizar uma pesquisa sobre a tumba e um projeto de restauração.
O lugar onde Jesus foi supostamente enterrado está coberto por uma edícula com placas de mármore há 461 anos, por isso não era possível ver o interior do túmulo. Depois de retirarem a primeira camada, os arqueólogos encontraram uma pilha de entulho e uma nova pedra de mármore, que será removida para que possam visualizar o que esperam: a caverna de pedra onde o corpo de Jesus teria sido colocado.
O pedido dos pesquisadores de investigarem o local foi aprovado em 2015 pelos seis grupos religiosos católicos, ortodoxos e coptas que regem a basílica, através de um acordo de 1852. Com o fim das investigações, em março de 2017, os arqueólogos devem conduzir a restauração do local.
Segundo a revista National Geographic, que acompanhou a abertura, a análise do túmulo deve permitir que os pesquisadores entendam a forma original da tumba e possam estudar como o ponto de veneração evoluiu ao longo dos anos. “A técnica que estamos usando neste monumento único permitirá que o mundo estude nossas descobertas como se eles mesmos estivessem na tumba de Cristo”, afirmou a pesquisadora Antonia Moropoulou.
A edícula onde fica o túmulo de Jesus é considerada um dos locais mais sagrados pelos cristãos do mundo todo. O lugar foi identificado pela mãe do imperador romano Constantino, Helena, em 326 d.C., que mandou construir a Basílica do Santo Sepulcro.
veja

terça-feira, 17 de maio de 2016

Tesouro de 1.600 anos é encontrado no fundo do mar

Entre os artefatos encontrados estão âncoras de ferro, restos de ancoras de madeira e materiais que foram empregados na construção e navegação da embarcação que naufragou (Baz Ratner/Reuters)


Milhares de moedas com a imagem do imperador romano Constantino, o Grande (que viveu entre 274 e 337 d.C.) foram encontradas

Arqueólogos mergulhadores resgataram estátuas de bronze, milhares de moedas de 1.600 anos atrás e outros objetos romanos em um navio naufragado perto do antigo porto de Cesárea, em Israel. De acordo com informaçõesdesta segunda-feira (16) do departamento de Antiguidades do país, o tesouro foi encontrado pelos mergulhadores amadores Ran Feinstein e Ofer Raanan em abril. “Há 30 anos não encontramos em Israel uma carga marítima como essa. As descobertas de estátuas de metal são raras porque na Antiguidade elas costumavam ser derretidas”, afirmou em comunicado Jacob Sharvit, diretor da unidade marítima do departamento de Antiguidades, em conjunto Dror Planer, auxiliar da unidade.
Constantino, o Grande – A grande surpresa foi a descoberta de dois sacos de 20 quilos lotados de milhares de moedas. Elas têm a imagem do imperador romano Constantino, o Grande (que viveu entre 274 e 337 d.C.), e de seu sucessor e rival Licinio, que governou a parte leste do império entre 308 e 324 d.C.. A recuperação dos objetos foi realizada nas últimas semanas por mergulhadores especializados e voluntários. A equipe utilizou equipamentos avançados para desenterrar os artefatos.
Entre outros achados romanos estão âncoras de ferro, restos de ancoras de madeira, materiais que foram empregados na construção e navegação da embarcação que naufragou, uma lâmpada de bronze com a imagem do deus Sol, uma estátua da deusa Lua, uma lâmpada com a efígie de um escravo africano e peças com o formato de animais. De acordo com as autoridades, os artefatos se encontram em extraordinário estado de conservação. Também foram localizados fragmentos de grandes jarras que eram usadas para levar água potável para a tripulação do navio.
De acordo com o comunicado, a localização e a distribuição dos artefatos no fundo do mar apontam que eles estavam em um grande navio mercante. De acordo com Sharvit, o navio aparentemente foi surpreendido por uma tempestade na entrada do porto e ficou à deriva até bater contra as rochas e o dique. Na tentativa de usar as âncoras, elas teriam se rompido pela força das ondas e do vento.
veja

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Ossada encontrada pode ser de São João Batista

Uma ossada encontrada em uma igreja búlgara em 2010 pode, efetivamente, ser de São João Batista, segundo pesquisadores da Universidade de Oxford, Grã-Bretanha, que submeteram os ossos a uma nova datação de carbono 14.

A falange analisada em Oxford é, de fato, datada do século I, correspondente à época em que o pregador, parente de Jesus, teria vivido, segundo diferentes textos religiosos, indicou a universidade em um comunicado.

Reconhecendo a surpresa ao constatar a idade avançada da ossada, os cientistas destacaram, contudo, que esta datação não basta para autentificar a relíquia.

A descoberta ocorreu em 2010 por arqueólogos que faziam escavações em uma antiga igreja situada em uma ilha búlgara denominada Sveti Ivan, que significa, literalmente, "São João".

Do chão localizado perto do altar, eles extraíram um pequeno sarcófago de mármore contendo restos humanos - entre os quais uma falange, um dente e a face de um crânio -, bem como três ossos de animais.

Thomas Higham e Christopher Ramsey tentaram datar os ossos humanos, mas apenas um deles, a falange, ainda continha suficiente colágeno (uma proteína fibrosa) para permitir uma boa datação por carbono 14, forma de carbono radioativo, portanto instável.

"Nós ficamos surpresos que a datação tivesse revelado uma idade tão avançada. Nós pensamos que os ossos fossem mais recentes, talvez dos séculos III ou IV. Contudo, os resultados são realmente coerentes com qualquer um que tenha vivido no século I", declarou o professor Higham em um comunicado.

"Se se trata de São João Batista ou não é uma pergunta que nós não podemos e provavelmente nunca poderemos responder", assegurou.

Outros cientistas, da Universidade de Copenhague, reconstituíram uma parte do genoma de três ossos. As sequências de DNA obtidas mostram que pertenceram a um único indivíduo, provavelmente do sexo masculino, portador de genes característicos do Oriente Médio, de onde São João Batista era originário.

Ao lado do sarcófago, os arqueólogos búlgaros também encontraram uma pequena caixa de tufo, uma rocha vulcânica, com inscrições em grego antigo mencionando explicitamente São João Batista.

O texto em questão pede a ajuda de Deus para "nosso servo Thomas", que segundo certas teorias teria ficado encarregado de levar estas relíquias para a ilha búlgara.

A análise desta caixa revelou que ela seria, possivelmente, originária da Capadócia, uma região da Turquia.

Para os cientistas búlgaros, as ossadas provavelmente chegaram à ilha procedentes da Antióquia, cidade turca onde a mão direita de São João foi conservada até o século X.
 
 Pernambuco.com