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terça-feira, 17 de maio de 2016

Tesouro de 1.600 anos é encontrado no fundo do mar

Entre os artefatos encontrados estão âncoras de ferro, restos de ancoras de madeira e materiais que foram empregados na construção e navegação da embarcação que naufragou (Baz Ratner/Reuters)


Milhares de moedas com a imagem do imperador romano Constantino, o Grande (que viveu entre 274 e 337 d.C.) foram encontradas

Arqueólogos mergulhadores resgataram estátuas de bronze, milhares de moedas de 1.600 anos atrás e outros objetos romanos em um navio naufragado perto do antigo porto de Cesárea, em Israel. De acordo com informaçõesdesta segunda-feira (16) do departamento de Antiguidades do país, o tesouro foi encontrado pelos mergulhadores amadores Ran Feinstein e Ofer Raanan em abril. “Há 30 anos não encontramos em Israel uma carga marítima como essa. As descobertas de estátuas de metal são raras porque na Antiguidade elas costumavam ser derretidas”, afirmou em comunicado Jacob Sharvit, diretor da unidade marítima do departamento de Antiguidades, em conjunto Dror Planer, auxiliar da unidade.
Constantino, o Grande – A grande surpresa foi a descoberta de dois sacos de 20 quilos lotados de milhares de moedas. Elas têm a imagem do imperador romano Constantino, o Grande (que viveu entre 274 e 337 d.C.), e de seu sucessor e rival Licinio, que governou a parte leste do império entre 308 e 324 d.C.. A recuperação dos objetos foi realizada nas últimas semanas por mergulhadores especializados e voluntários. A equipe utilizou equipamentos avançados para desenterrar os artefatos.
Entre outros achados romanos estão âncoras de ferro, restos de ancoras de madeira, materiais que foram empregados na construção e navegação da embarcação que naufragou, uma lâmpada de bronze com a imagem do deus Sol, uma estátua da deusa Lua, uma lâmpada com a efígie de um escravo africano e peças com o formato de animais. De acordo com as autoridades, os artefatos se encontram em extraordinário estado de conservação. Também foram localizados fragmentos de grandes jarras que eram usadas para levar água potável para a tripulação do navio.
De acordo com o comunicado, a localização e a distribuição dos artefatos no fundo do mar apontam que eles estavam em um grande navio mercante. De acordo com Sharvit, o navio aparentemente foi surpreendido por uma tempestade na entrada do porto e ficou à deriva até bater contra as rochas e o dique. Na tentativa de usar as âncoras, elas teriam se rompido pela força das ondas e do vento.
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Duas mil moedas de ouro do século X são encontradas em Israel


Moedas foram encontradas na Costa Mediterrânea de Israel (Jack Guez/AFP)

Grupo de mergulhadores descobriu o tesouro por acaso


Duas mil moedas de ouro de mil anos foram encontradas no antigo porto de Cesareia, em Israel. O tesouro está em ótimo estado de conservação e é o maior já encontrado no país, anunciou na terça-feira a autoridade nacional de antiguidades. 
A descoberta foi feita por acaso por membros de um clube de mergulho depois da passagem de uma tempestade na região. "No início, o grupo acreditou que se tratava de uma ficha de jogo", explicou a autoridade. Os mergulhadores do governo de Israel encontraram, ao todo, 2 000 moedas de dinares, meio dinar e um quarto de dinar. Dinar é a moeda mais antiga cunhada em Palermo, na Itália, na segunda metade do século IX.
Grande parte das moedas remontam a dois califas fatímidas que reinaram do fim do século X ao começo do século XI um território que abrange grande parte da região norte da África, Sicília e parte do Oriente Médio. Além disso, algumas têm marcas de mordidas, que mostram que seus donos comprovaram sua qualidade com os dentes.
As autoridades explicaram que as peças podem ser provenientes do naufrágio de um barco que transportava a arrecadação de impostos rumo ao governo central, que se localizava no Egito. Acredita-se que o dinheiro estava destinado a pagar os salários da equipe de segurança do governo ou que pertencia a um rico mercador que negociava com portos do mediterrâneo.
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