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quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

CIDADES DO RN SÃO ALVOS DE ATENTADOS DO ACONTECE NO PENITENCIÁRIA DE ALCAÇUZ - Rio Grande do Norte já registrou 26 ocorrências desde o início dos ataques do Sindicato do Crime

Ônibus da empresa Santa Maria completamente destruído em Natal

Ataques começaram a ocorrer no Estado a partir do quinto dia de uma intensa crise penitenciária, iniciada com a rebelião de Alcaçuz que deixou 26 detentos mortos

Inconformados com a transferência de seus membros da Penitenciária Estadual de Alcaçuz para o Presídio Estadual de Parnamirim (PEP), integrantes da facção Sindicato do Crime estão promovendo horas de terror em diversos municípios do Rio Grande do Norte desde o início da tarde desta quarta-feira (18).
Até o momento,  já  confirmardos  26 casos em sete cidades diferentes, são elas: Natal, Parnamirim, Touros, Macau, Ceará-Mirim, João Câmara e Caicó. Foram 18 ataques à ônibus, 5 ataques a carros, 2 ataques à delegacias de polícia e um ataque na subestação da Chesf, em Natal. Não há relatos de feridos.
A Secretaria Estadual de Segurança Pública e Defesa Social (Sesed) está trabalhando arduamente desde que os ataques foram iniciados, na tentativa de conter os criminosos. Até o momento, não há informações sobre se algum dos acusados foram presos, uma vez que não existe pronunciamento oficial da pasta.
Natal
Os ataques na capital potiguar começaram no período da tarde desta quarta. Inicialmente, um veículo do Governo do Estado foi alvo de tiros e pegou fogo em seguida. Depois, um ônibus da empresa Santa Maria foi incendiado na Praia do Meio, seguido por outros dois veículos da empresa Guanabara no bairro do Vale Dourado, na Zona Norte.
No início da noite, a maior ocorrência dos ataques até então foi registrada em Felipe Camarão. Cerca de seis bandidos invadiram a garagem da viação São Geraldo e atearam fogo em oito ônibus. Todos ficaram destruídos com o fogaréu.
Por fim, uma viatura da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU), que estava estacionada em frente ao prédio da pasta, também foi incendiada durante a noite. Populares conseguiram conter as chamas utilizando extintores de incêndio.
Caicó
Na capital do Seridó, as confusões foram iniciadas quando presos se rebelaram na Penitenciária Estadual do Pereirão. Na rebelião, um foi morto e outros cinco ficaram feridos e receberam atendimento médico com urgência no local.
Do lado de fora, bandidos tocaram fogo na garagem da Secretaria Municipal de Saúde e incendiaram três viaturas da pasta. Antes, haviam invadido a garagem da empresa de viação Jardinense e ateado foto num ônibus que estava estacionado no local. Os bombeiros foram chamados e controlaram as chamas.
João Câmara
No município da região Agreste, dois ônibus foram incendiados. O primeiro deles estava estacionado em uma oficina quando virou alvo dos bandidos, que atearam fogo e fugiram com destino ignorado. Logo depois, um ônibus da empresa de viação Expresso Cabral teve fogo ateado contra ele, mas populares trataram de conter as chamas.
Macau, Ceará-Mirim, Touros e Parnamirim
Na região salineira, a cidade de Macau foi a única que registrou, até o momento, ataques de bandidos. Um ônibus foi incendiado em via pública e precisou da ajuda do Corpo de Bombeiros para apagar o incêndio.
O mesmo aconteceu em Touros e Parnamirim. No município do litoral norte, os criminosos incendiaram um ônibus e fugiram. Já em Parnamirim, o alvo foi um micro-ônibus, sendo este caso registrado na manhã desta quinta (19).
Em Ceará-Mirim, último registro confirmado pelo Portal Agora RN, não se sabe se houve fogo no ônibus, porém, ele foi atacado por bandidos que se evadiram rapidamente.
Confira abaixo a tabela de ataques já registrados no RN:
Agora RN

sábado, 31 de dezembro de 2016

Mundo se prepara para receber 2017 com fortes medidas de segurança

Soldado faz a segurança no Coliseu, em Roma

Segurança está no centro das preocupações em todos os continentes, ao término de um ano abalado por uma série de ataques mortíferos contra civis.


O mundo se prepara neste sábado para uma longa noite de celebrações para receber 2017 em meio a fortes medidas de segurança, ao término de um ano abalado por uma série de ataques mortíferos contra civis.
Istambul, Orlando, Bruxelas, Ouagadougou, Bagdá… A lista de cidades atingidas por ataques extremistas em 2016 é longa.
Em Nice (86 mortos no dia 14 de julho) e Berlim (12 mortos em 19 de dezembro), caminhões avançaram contra a multidão, o modus operandi mais temido pelos serviços de segurança neste ano-novo.
No entanto, milhões de pessoas já saem sucessivamente às ruas de Oceania, Ásia, Oriente Médio, África, Europa e América para comemorar a chegada de um ano repleto de incertezas políticas e geopolíticas.
Devido à diferença de horário, Sydney foi a primeira grande metrópole a receber o novo ano, que começou com 12 minutos de um show pirotécnico em sua emblemática baía.
Mas a Austrália também está na linha de frente da luta contra o terrorismo. Um total de 2 mil policiais extras foram mobilizados em Sydney após a prisão de um homem por “ameaças vinculadas ao ano-novo”. Há uma semana, o governo já havia afirmado ter frustrado um “complô terrorista” para o dia de Natal em Melbourne.
“Encorajo todos a aproveitar o ano-novo sabendo que a polícia faz tudo o que pode para garantir a segurança”, declarou o primeiro-ministro do Estado de Nova Gales do Sul, Mike Baird, para tranquilizar o milhão e meio de pessoas nas imediações da ponte da baía e da Ópera.
Paris. A segurança está no centro das preocupações em todos os continentes. A Indonésia também disse ter frustrado um projeto de atentado de um grupo ligado ao Estado Islâmico (EI) no Natal em Jacarta e dezenas de pessoas morreram nas Filipinas nos últimos dias em ataques atribuídos a extremistas.
Israel, por sua vez, divulgou na sexta-feira uma advertência sobre os riscos “imediatos” de atentados contra turistas, em particular israelenses na Índia.
Em Nova York, 165 veículos “bloqueadores” – como caminhões de lixo – serão colocados em “locais estratégicos” e, principalmente, nas imediações da Times Square, onde se espera que mais de um milhão de pessoas acompanhem a tradicional descida da bola que anuncia a mudança de ano.
Em Berlim, as autoridades colocaram blocos de concreto e veículos blindados nas artérias que conduzem ao Portão de Brandemburgo. Em Colônia, o número de agentes foi multiplicado por 10 para evitar que se repita a onda de ataques sexuais cometidos por migrantes registrados no ano passado, que provocaram uma onda de indignação na cidade.
Os dispositivos de segurança também foram reforçados em Roma, especialmente em torno da Basílica de São Pedro, onde o papa Francisco liderará durante a tarde o tradicional Te Deum.
Depois de uma véspera de ano-novo sombria em 2015 após os atentados de 13 de novembro, Paris volta a ser uma festa. Meio milhão de pessoas devem se reunir na Champs Élysées. Mas a segurança será enorme, com quase 100 mil policiais, gendarmes e militares mobilizados em toda a França.
Em Madrid, a Puerta del Sol já recebe 25 mil privilegiados que receberão o novo ano comendo uvas no compasso das doze badaladas da meia-noite, protegidos por cerca de 800 agentes das forças de segurança.
No Rio de Janeiro, mais de 2 milhões de pessoas invadirão a praia de Copacabana. Mas o espetáculo dos fogos de artifício foi reduzido de 16 para 12 minutos devido à crise e à falta de financiamento em uma cidade que tenta se recuperar do custo exorbitante da Copa do Mundo futebol de 2014 e dos recentes Jogos Olímpicos.
A América será o último continente a entrar em um novo ano, que se anuncia repleto de incógnitas, começando pela chegada à Casa Branca de Donald Trump, uma pessoa que ninguém teria apostado que venceria a disputa no início de 2016.
Também há incerteza sobre o conflito na Síria, cuja onda expansiva se propaga há quase seis anos muito além do Oriente Médio. Um cessar-fogo está em vigor desde 30 de dezembro, no qual são excluídos os grupos considerados terroristas, como o EI.
Mas antes de entrar no ano-novo, os cidadãos de todo o mundo terão mais um segundo para aproveitar esta noite especial.
O minuto que vai das 23h59 a zero hora durará um segundo a mais, 61, devido à inclusão de um “segundo intercalar” que permitirá sincronizar o tempo astronômico da rotação da Terra com a escala de tempo atômica, muito mais precisa.
Agora RN

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Síndrome do pânico melhora com atividade física - A síndrome do pânico é uma das doenças psiquiátricas mais comuns do mundo

Pessoas com síndrome do pânico costumam ter baixíssima tolerância ao exercício. Muito provavelmente, segundo cientistas, devido aos sintomas manifestados num ataque, como taquicardia. Num ciclo vicioso, essas pessoas costumam apresentar baixo condicionamento cardiorrespiratório. Porém, é justamente o exercício que tem feito pacientes assim ganharem qualidade de vida, autoconfiança e supressão de crises extremas de ansiedade.
A síndrome do pânico é uma das doenças psiquiátricas mais comuns do mundo. Afeta entre 1,7% e 5% da população global, e a Organização Mundial de Saúde (OMS) a lista entre as 20 doenças mais debilitantes do planeta. Um estudo pioneiro dos pesquisadores brasileiros Raphael Marques Gomes, Aline Sardinha, Claudio Gil Araújo, Antonio Nardi e Andrea Deslandes, todos da UFRJ, mostrou que treinamento aeróbico pode ajudar a controlá-la.
O editor de livros Ronaldo Bolsas Pereira Teixeira, de 63 anos, convive com a síndrome do pânico desde 1980. Há dez anos, porém, viu sua vida melhorar com programa de exercícios. Ele faz atividade física regularmente, sob a supervisão de Araújo:
— No início, tinha medo, porque os ataques de ansiedade fazem com o que coração dispare. Você teme infartar. Vira hipocondríaco. Aos poucos, o treinamento lhe mostra que isso não é verdade. Com o exercício mais intenso, sua pulsação sobe mais do que num ataque. E nada acontece. Você descobre que ficará bem. É uma sensação maravilhosa. Devolve a autoconfiança.
Ele conta que as medicações auxiliam em muitos aspectos, mas não eliminam, por exemplo, uma hipocondria intensa:
— Com exercício, ela desaparece. Você vê na prática que os sintomas não têm fundamento.
Fonte: O Globo