segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Epilepsia: mitos, desconhecimento e verdades


Setembro é o mês nacional e latino-americano de combate à epilepsia


Se uma pessoa caísse diante de você, debatendo-se com um crise de epilepsia, qual seria sua primeira atitude para ajudá-la? Apesar da boa vontade, tem muita gente que não sabe o que fazer, e muito disso deve-se à aura de mitos, preconceitos e desinformação que cerca a doença. Para reverter essa situação, foi criado o Dia Nacional e Latino-Americano de Combate à Epilepsia, celebrado no último dia 9, mas com ações que se estendem por todo o mês de setembro. 
O objetivo é divulgar, esclarecer mitos e tabus, passar informação à população e melhorar a aceitação do problema bem como esclarecer sobre formas de tratamento e acesso a serviços, visando melhorar a qualidade de vida dos portadores e seus familiares. 

Estima-se que até 2% da população mundial sofra de epilepsia. No Brasil, cerca de 3 milhões de pessoas seriam epilépticas. 


A epilepsia é uma alteração temporária e reversível do cérebro, que provoca uma série de descargas elétricas e convulsões. Durante a crise são emitidos sinais cerebrais incorretos, o que faz a pessoa permanecer desacordada e debatendo-se, geralmente expelindo uma saliva espessa.

As crises duram, no máximo, cinco minutos e acabam sozinhas. Depois disso, muitas vezes, a pessoa adormece. É preciso ter calma e livrar-se de preconceitos para ajudar quem está passando por uma crise.

As causas podem ser muitas e variadas — desconhecidas ou com origens em sequelas de partos mal-sucedidos. Abuso com álcool e outras drogas, tumores cancerígenos e outros distúrbios neurológicos também podem gerar a doença. 

Cirurgia é novidade 
Os medicamentos administrados no tratamento contra a epilepsia agem bloqueando a atividade anormal do cérebro, evitando as crises e trazendo melhor qualidade de vida aos portadores da doença. O uso tem que ser seguido à risca por um longo período ou até que os espasmos cessem. Por muito tempo, até mesmo profissionais da área da saúde acreditaram só haver essa forma de amenizar os efeitos convulsivos. Mas existem novidades, inclusive cirúrgicas.

Cerca de 1/3 das pessoas com epilepsia apresentam comportamento refratário ao tratamento clínico. Neles, os medicamentos não fazem efeito. Por mais que usem, troquem, mudem a dose, as crises continuam.

Para essas pessoas, a cirurgia de epilepsia pode ser a solução. Após o especialista investigar e confirmar a origem das crises, o paciente é encaminhado para o procedimento, onde é retirado um pequeno pedaço do cérebro, justamente a parte doente.

Preconceito e antiguidade

Há registros dos primeiros casos de epilepsia ainda em 2.000 a.C., na antiga Babilônia. À doença era atribuído uma aura de magia e misticismo, acreditando-se que as pessoas estavam possuídas pelo demônio durante as crises. Já durante a Idade Média, foi considerada distúrbio mental e tida como contagiante — algo que muita gente ainda acredita hoje em dia. 



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