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sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Eles estão de volta: movimentos marcam protestos pró e contra impeachment

Manifestantes pedem o impeachment da presidente Dilma Rousseff na Avenida Paulista, região central de São Paulo(Ricardo Matsukawa/VEJA.com)

Um dia depois de o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acolher o pedido de impeachment da presidente Dilma Roussef, os movimentos protagonistas dos atos do dia 15 de março, 12 de abril e 16 de agosto definiram a data de volta às ruas. Segundo Renan Haas, líder do Movimento Brasil Livre (MBL), o objetivo é pressionar o Congresso a abrir com celeridade o processo de impedimento da presidente e mostrar que a pauta vai muito além do embate entre Cunha e Dilma. "É o Brasil contra Dilma", disse ele. Os grupos marcaram a manifestação para o dia 13 de dezembro. Diante do curto período de divulgação, eles já dizem que não esperam o mesmo número de pessoas dos atos anteriores, que chegaram a reunir mais de 2 milhões de pessoas em todo o país. Diz Rogério Chequer, coordenador do Vem pra Rua: "Vai ser um esquenta para uma manifestação maior que ainda não tem data marcada".
Mas os grupo anti-Dilma não serão os únicos a sair às ruas para reivindicar os seus pleitos. No outro lado do front, convocados pelo PT, movimentos como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Movimento Sem Terra (MST) e o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) conclamaram a militância para impedir o que chamam de "ataque à democracia" e "golpe". Os atos devem ser agendados nos próximos dias. Além da temperatura quente no Congresso, tudo indica que as ruas devem fervilhar nas próximas semanas(Eduardo Gonçalves, de São Paulo) -veja

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Câmara finaliza parecer favorável a pedido de impeachment contra Dilma

A área técnica da Câmara dos Deputados está finalizando parecer em que recomenda ao presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB­RJ), que dê seguimento ao principal pedido de impeachment contra Dilma Rousseff.

A informação apurada pela Folha de São Paulo com aliados de Cunha diz respeito ao pedido assinado pelos advogados Hélio Bicudo (ex­petista), Miguel Reale Júnior (ex­ministro da Justiça de Fernando Henrique Cardoso) e Janaína Paschoal, documento que é chancelado pelos principais partidos de oposição e por movimentos de rua anti­Dilma.
Segundo a Folha apurou, a recomendação técnica, que é sigilosa, será entregue a Cunha ainda nesta semana. E será sucinta: afirmará apenas que o pedido se enquadra nos requisitos da lei 1.079/50 (que trata do impeachment), no regimento interno da Câmara, e que traz em seu escopo elementos que apontam a indícios de participação da presidente em supostos crimes de responsabilidade.
Robson Pires

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

‘Pixuleco’ e ‘Bandilma’ voltarão a ser expostos em Natal na próxima quarta-feira

Manifestos de potiguares pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) e a prisão do ex-presidente Lula (PT) continuam


Por Allan Darlyson
Bonecos inflados em protesto a Lula e Dilma voltarão a ser expostos em Natal (Foto: Divulgação)
Bonecos inflados em protesto a Lula e Dilma voltarão a ser expostos em Natal (Foto: Divulgação)
Os manifestos de potiguares pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) e a prisão do ex-presidente Lula (PT) continuam. Na próxima quarta-feira, a partir das 16h, serão expostos os bonecos inflados “pixuleco”, em referência a Lula, e “Bandilma”, que satiriza Dilma Rousseff, na Praça da Árvore, no Bairro de Mirassol, em Natal.
Simultaneamente, várias cidades brasileiras também promoverão atos “Fora Dilma” no mesmo dia. O ato está sendo organizado em Natal pelos movimentos Força Democrática RN, Movimento Brasil Livre RN, Vem pra Rua e Nas Ruas. Diferente das grandes manifestações que levaram milhões de pessoas às ruas do Brasil neste ano, os atos visam não deixar a pauta do impeachment cair no esquecimento.
O “pixuleco” trás a imagem do ex-presidente Lula vestido de presidiário, com a numeração “13-171” na sua camisa. O número 13 se refere ao PT, legenda que o tem como principal ícone. O 171 é uma referência ao Código Penal. O artigo trata de crimes de estelionato. O boneco inflável de mais de cerca de 10 metros de altura teve o nome de batismo usado por João Vaccari, ex-tesoureiro do PT preso na Lava Jato, para se referir à propina.
Já a “Bandilma” mostra uma caricatura gigante da presidente com uma máscara e a palavra impeachment escrita na faixa presidencial. A referência diz respeito ao crime fiscal cometido pelo governo petista, de acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU), nas chamadas pedaladas fiscais, e ao uso de propina da Petrobras para financiar sua campanha, de acordo com informações de delatores da Lava Jato.
No último sábado, o “pixuleco” se apresentou aos natalenses no mesmo lugar programado para a próxima quarta-feira. O local possui grande visibilidade. Fica às margens da BR-101. É a principal via de entrada e saída da capital potiguar.
Portal no Ar

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Pedido de impeachment será protocolado hoje

Os juristas Hélio Bicudo, um dos fundadores do PT, e Miguel Reale Júnior, ex-ministro da Justiça do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, se reuniram nesta quarta-feira (16) com líderes dos grupos anti-Dilma, num cartório de São Paulo, para fazer os reconhecimentos de firmas do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff que será protocolado nesta quinta-feira (17) na Câmara dos Deputados.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), tinha devolvido o pedido apresentado por Bicudo para que fosse adequado aos padrões exigidos pelo Regimento Interno da Casa. Diante disso, os grupos anti-Dilma aproveitaram a ocasião para articular que o parecer de Reale Júnior e o dos movimentos fosse juntado ao de Bicudo. O objetivo dos grupos é “dar simbolismo” ao ato.
Robson Pires

sábado, 12 de setembro de 2015

Movimentos sociais aderem ao requerimento de Hélio Bicudo sobre impeachment


bicudoMovimentos sociais que protocolaram pedidos de afastamento da presidenta da República, Dilma Rousseff, anunciaram ontem (11) que unificarão seus requerimentos ao do jurista e ex-deputado Hélio Bicudo. Fundador do PT, Bicudo protocolou no último dia 1º, na Câmara dos Deputados, um pedido de abertura de processo de impeachment da presidenta.
“Os movimentos contra a corrupção estão aderindo a esse pedido do doutor Hélio em respeito a tudo que ele representa, a luta que ele representa contra a corrupção”. disse Carla Zambelli, do movimento Nasruas, porta-voz de 30 grupos que querem o afastamento de Dilma.
“Eu estou muito feliz, alegre, de ter vocês aqui, em casa, nesse movimento comum, nacional, a favor da moralidade pública da política brasileira”, afirmou Bicudo após reunião com representantes dos movimentos, ocorrida em sua residência, no bairro dos Jardins, em São Paulo.
Robson Pires

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Por impeachment de Dilma, movimentos vão pressionar Tribunal de Contas da União


Dois dos principais movimentos que organizaram os protestos de domingo contra a presidente Dilma Rousseff decidiram que as próximas manifestações serão focadas na questão do julgamento das contas do governo petista em 2014. O Vem Pra Rua e o Movimento Brasil Livre (MBL) pretendem realizar atos em Brasília em frente ao Tribunal de Contas da União (TCU) – que está analisando o balanço contábil da presidente – e também diante da residência do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) – que deve ser o responsável por conduzir a votação das contas de Dilma no Congresso Nacional.
Na semana passada, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luis Roberto Barroso decidiu, em caráter liminar, que as contas de Dilma precisam ser votadas por uma sessão conjunta – formada por deputados e senadores e não pelas Casas Legislativas separadas. A decisão tirou poder do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que vinha ditando o ritmo do processo de apreciação do balanço contábil da petista.
Com a determinação de Barroso, uma eventual votação pelos parlamentares das contas deveria ser conduzida por Renan, que já foi alvo dos protestos de ontem por ter se aproximado do Palácio do Planalto e ter feito gestos políticos que tem ajudado Dilma a sair das cordas.
“Nossos próximos atos, que não serão em massa, estarão focados na questão do julgamento das pedaladas fiscais e demais irregularidades nas contas da Dilma pelo TCU. Não temos data ainda. Vamos começar a decidir isso hoje”, disse um dos líderes do Vem Pra Rua, o empresário Rogério Chequer. “É necessário que a campanha de Dilma também seja investigada”.
Balanço

A avaliação dos movimentos sobre as manifestações de ontem foi de que os grupos que organizam os atos conseguiram alinhar os discursos uns com os outros. “Não foi a menor manifestação, nem a maior. Mas foi a melhor, pela unificação do discurso dos movimentos e pela maior politização dos manifestantes”, afirmou Renan Haas Santos, um dos porta-vozes do MBL.

Chequer atribuiu a uniformização dos discursos ao levantamento das insatisfações feito pelos movimentos. “Foi interessante ver que o coro estava mais uniforme de norte a sul do Brasil. O que se ouviu foram as mesmas coisas: impeachment (de Dilma), apoio a investigações (em relação à Operação Lava Jato) e o repúdio ao retorno de Lula”, disse Chequer. “É resultado de levantamento de quais são as insatisfações.
O empresário afirmou ainda discordar do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que, ontem, no Facebook, escreveu que uma eventual renúncia de Dilma seria um “gesto de grandeza” para a petista.
“O problema da renúncia é que a gente depende única e exclusivamente de Dilma, que não tem tomado as melhores decisões ultimamente. O impeachment não acaba dependendo dela. Acontece que o País vai sofrer muito pelo tempo que isso pode demorar”, disse Chequer. “Ainda sinto falta de mensagem mais alinhada vindo do PSDB”.
visor político

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Boneco inflável de Lula com roupa de preso vira personagem na internet

Batizado de Lula Inflado, com o perfil @lulainflado no Twitter, o personagem aparece em diversas fotomontagens


Por Estadão Conteúdo
 
Boneco foi batizado de Lula Inflado (Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)
Boneco foi batizado de Lula Inflado (Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)
Um boneco inflável do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estilizado com roupas de presidiário virou personagem das redes sociais Twitter e Facebook. Batizado de Lula Inflado, com o perfil @lulainflado no Twitter, o personagem aparece em diversas fotomontagens, como, por exemplo, ao lado dos mamíferos da Parmalat, entre as princesas da Disney ou em um desenho do personagem da série “Onde está Wally”.
Utilizado nos protestos em frente ao Congresso, em Brasília (DF) o boneco ganhou as redes sociais logo após as manifestações que pediam o impeachment da presidente Dilma Rousseff. O perfil no Twitter tinha quase 2.615 seguidores e conseguia ainda 334 amigos no Facebook até 17h40 da tarde deste domingo.

domingo, 16 de agosto de 2015

16 de agosto: governo respira. Mas crise está longe do fim

O protesto de 16 de agosto contra a presidente Dilma Rousseff e o Partido dos Trabalhadores não foi o maior do ano. Mas mostrou que a insatisfação dos brasileiros com a presidente mais impopular da história continua. Pela terceira vez em cinco meses, Dilma enfrentou uma série de passeatas neste domingo em todos os Estados do país e no Distrito Federal. A exemplo das manifestações anteriores, a maior concentração foi registrada na Avenida Paulista, artéria central de São Paulo, que reuniu 350.000 pessoas, segundo a Polícia Militar. O protesto de hoje foi maior do que o de abril, mas levou menos pessoas às ruas do que o ato de 15 de março, o que foi recebido como um alento para o Palácio do Planalto numa semana avaliada como de trégua em meio ao turbilhão. O respiro, contudo, não significa que se vislumbrem sinais de arrefecimento da crise. Pelo contrário: se a situação em Brasília parece ligeiramente mais confortável, a Operação Lava Jato segue arrastando o Partido dos Trabalhadores e seus ícones para o centro do petrolão e os indicadores econômicos apontam para um horizonte ainda pior.
Neste domingo, as passeatas reuniram majoritariamente famílias vestindo as cores da bandeira brasileira. Nas principais capitais, líderes dos movimentos discursaram em carros de som com palavras de ordem contra a corrupção no governo. Além de Dilma, outros alvos preferenciais dos manifestantes foram o ex-presidente Lula, representado num boneco gigante trajando uniforme de presidiário em Brasília, e o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), aliado de última hora do Palácio do Planalto. O hit favorito foi o rap "Saudação à Mandioca", que satiriza um dos desastrosos discursos de Dilma.
Políticos da oposição, como os senadores Aécio Neves (PSDB-MG), José Serra (PSDB-SP), José Agripino Maia (DEM-RN) e Ronaldo Caiado (DEM-GO), também compareceram. A figura do juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato, estampou cartazes e bandeiras.
A presidente Dilma Rousseff passou o dia trancada no Palácio da Alvorada recebendo informes constantes do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, sobre as mobilizações pelo país. No final da tarde, reuniu-se com outros três ministros, Jaques Wagner (Defesa), Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Edinho Silva (Comunicação da Presidência da República), além do próprio Cardozo, para fazer um balanço do dia de protestos. Por volta das 19 horas, a Secom divulgou apenas uma - burocrática - linha: "O governo viu as manifestações dentro da normalidade democrática".
Já petistas tentaram promover um ato em contraponto à multidão que lotou a Avenida Paulista em frente o Instituto Lula, na capital paulista. O ato reuniu cerca de 600 sindicalistas filiados à Central Única dos Trabalhadores (CUT), que ganharam churrasco, cerveja e um kit com camiseta e boné da central. A bateria de uma escola de samba também foi chamada.

Manifestação "Fora Dilma"em Natal, segundo a organização do evento, cerca de 15 mil pessoas estiveram presentes.l

Uma multidão de natalenses foram às ruas neste domingo (16) protestar contra o governo do PT e pedir o impeachment da presidente Dilma Rousseff, manifestação que se repetiu em diversas cidades do país. Em Natal, o movimento contou com a participação do deputado federal Rogério Marinho, presidente de honra do PSDB no Rio Grande do Norte. Segundo a organização do evento, cerca de 15 mil pessoas estiveram presentes.
“Estamos aqui como cidadãos, insatisfeitos com o total desgoverno que tomou conta do nosso país. É hora de encerrarmos esse ciclo de corrupção, de aparelhamento, onde um partido se acha dono do poder. O Brasil precisa voltar a ser dos brasileiros”, disse o deputado tucano, acompanhado da família.
A manifestação na capital potiguar contou até mesmo com a encenação de “Lula e Dilma” presos. Bonecos com farda de presidiário e máscaras do ex e da atual presidente desfilaram dentro de uma cadeia improvisada em plena Avenida Salgado Filho.

Ato reúne seis mil até agora em Natal (Foto: Saulo de Castro)

sábado, 15 de agosto de 2015

Aécio Neves e partidos de oposição convocam brasileiros para estarem nas ruas neste domingo para protestarem contra o governo Dilma Rousseff

Com a popularidade da presidente Dilma Rousseff em baixa e as crises econômica, política e ética cada vez mais acirradas, movimentos de oposição ao governo da petista saem às ruas neste domingo, 16, em protestos programados para todo o País e também no exterior. O Movimento Brasil Livre espera manifestações em, pelo menos, 144 localidades, já o Vem Pra Rua lista 257 cidades em seu site, sendo 19 fora do Brasil. Além do ‘fora Dilma’, outro mote dos principais movimentos de rua contrários à atual gestão federal, que inclui também o Revoltados Online, é “não vamos pagar a conta do PT”. Em Natal, a manifestação está programada para a partir das 15 horas, em frente ao Midway Mall.
Ao contrário dos protestos anteriores, quando o principal partido de oposição tentou manter uma certa neutralidade, neste domingo, o PSDB e seus principais aliados, como o DEM, PPS e Solidariedade, convocaram as pessoas para irem às ruas. O candidato derrotado do PSDB em 2014, Aécio Neves, sinalizou ontem, em Maceió, onde participa do lançamento da campanha nacional de filiação do seu partido, que vai participar das manifestações, mas não disse onde.
“A minha vontade pessoal é essa (de ir). Pretendo sim, mas vou avaliar até sábado, 15, aonde vou e se vou”, disse o tucano, durante a campanha de filiação em Maceió. Aécio disse que recebeu convite de várias cidades no Nordeste, São Paulo, Belo Horizonte e Brasília. Segundo aliados, o mais provável é que Aécio vá ao protesto em Belo Horizonte ou Brasília.
O site do PSDB em São Paulo lista 61 cidades com protestos marcados. O presidente do partido no Estado divulgou um vídeo convocando a população do Estado a sair às ruas protestando contra o atual governo.
Na capital paulista, os manifestantes se concentrarão mais uma vez na Avenida Paulista, tradicional local de protestos na cidade. São Paulo concentrou os maiores números nas duas primeiras manifestações contra o governo Dilma, em março e abril deste ano. Em Minas, domicílio eleitoral de Aécio, o Vem pra Rua prevê protestos em 30 cidades. Em Belo Horizonte, a concentração será na Praça da Liberdade, região central da capital mineira. Segundo a Polícia Militar, o primeiro protesto contra o governo, em 15 de março, reuniu 24 mil pessoas em Belo Horizonte, número contestado pelos organizadores do protesto.
Defesa de Lula

Simultaneamente aos protestos contra o governo Dilma em todo o País, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e a CUT São Paulo estão programando para domingo, a partir das 13 horas, um ato “em defesa da democracia” em frente à sede do Instituto Lula, no bairro do Ipiranga, em São Paulo. Alguns manifestantes já estão em vigília no local desde o início desta semana e prometem permanecer acampados até a próxima segunda-feira, 17. A vigília precede a manifestação agendada para quinta-feira, 20, em todo Brasil, por sindicatos e movimentos sociais.

Sem referência direta ao governo Dilma, na página do Facebook onde o evento foi criado, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC divulgou a hashtag #SomostodosLULA. “Não permitiremos que nossa principal liderança seja atacada ou mesmo ameaçada por setores ou pessoas que não têm responsabilidade com a democracia e que nunca se importaram com os trabalhadores”, diz o sindicato, classificando de vitorioso o legado do ex-presidente petista.
Domingo Negro

O dia 16 de agosto não foi escolhido ao acaso para marcar os protestos contra o governo Dilma Rousseff. Nesta data, há 23 anos, em 1992, o então presidente Fernando Collor de Mello foi alvo de uma das maiores manifestações contra um governo no período pós-redemocratização, protagonizada pelos caras-pintadas Três dias antes de 16 de agosto, que ficou conhecido como o “domingo negro”, em meio às turbulências e as denúncias que pesavam contra sua gestão, além do consequente enfraquecimento e isolamento político, Collor fez um pronunciamento à nação, pedindo que usassem o verde-amarelo da bandeira brasileira, em seu apoio. Mas o ocorreu foi o contrário, no dia 16 de agosto de 1992, também um domingo, os brasileiros saíram às ruas de todo o País vestidos de preto, com os rostos pintados de verde-amarelo, pedindo a saída de Collor.

Depois dessa manifestação, o processo de impeachment foi aprovado pela Câmara Federal, por 441 votos a favor e 38 contra, e Fernando Collor foi afastado da Presidência da República no dia 2 de outubro daquele ano. Sabendo que seria afastado, Collor acabou renunciando no dia 29 de dezembro, mas o Senado prosseguiu o julgamento, afastando-o do cargo e privando-o dos direitos políticos por oito anos.
Tribuna do Norte

Protestos do dia 16 vão focar impeachment, dizem lideranças



Apesar do objetivo comum de derrubar a presidente, as principais lideranças do movimento não têm consenso sobre qual o caminho a seguir depois disso. Foto: Divulgação


O objetivo das manifestações convocadas para este domingo será essencialmente um: derrubar a presidente Dilma Rousseff


Os três principais movimentos que lideram os protestos anticorrupção – Movimento Brasil Livre (MBL), Revoltados Online e Vem Pra Rua – não se deixam distrair pelo risco de serem criticados por uma suposta “indignação seletiva”. O objetivo das manifestações convocadas para este domingo será essencialmente um: derrubar a presidente Dilma Rousseff .
Nem mesmo os recentes relatos de delatores do esquema de corrupção da Petrobras de que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, teria recebido R$ 5 milhões de propina, fazem os líderes dos protestos titubearem.
O peemedebista é visto como um aliado na implementação de um processo de impeachment e por isso deve ser poupado no dia 16. É Cunha quem tem o poder de decidir pôr em votação na Câmara um pedido de impeachment da presidente. “O que nós concordamos com o Vem para Rua e o Revoltados Online é que o mote geral da manifestação deve ser realmente o ‘Fora Dilma'”, afirmou à BBC Brasil Fábio Ostermann, um dos líderes do MBL.
Para Ostermann, “misturar as pautas” interessa ao PT, que tenta transformar Cunha num “bode expiatório”. “Claramente, não está funcionando. É importante ter senso de prioridade nesse momento. Se o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, tiver suas contas a acertar com a Justiça e com a população, isso vai se dar na hora certa. Certamente não é o dia 16 de agosto”, acrescentou.
O líder do Revoltados Online, Marcello Reis, vai na mesma linha. Ele diz que nenhum político corrupto será poupado pelo movimento, mas que no momento o foco é no governo federal. “Não queremos passar o vagão na frente da locomotiva. Então, todas as conversas que tivemos com Cunha sempre foram pela apresentação do impeachment (de Dilma). É um protesto específico pela saída da presidente, seja (por meio de) impeachment, cassação ou renúncia”, disse, resumindo o objetivo do dia 16.
Rogério Chequer, do Vem pra Rua, afirma que as manifestações se concentram no impeachment e no fim da corrupção, mas que devem atingir com mais força os petistas. “Eu acho que as críticas vão ser maiores na relação com os fatos que têm sido revelados e comprovados. O PT já foi condenado por caso de 2005 (Mensalão).”
Apesar da oposição declarada ao governo Dilma, Cunha tem declarado publicamente que não vê base jurídica para o impeachment, até mesmo se o Tribunal de Contas da União recomendar a rejeição das contas federais de 2014. Isso porque agora trata-se de um novo mandato da presidente.
Os movimentos contam com as mobilizações de domingo para mudar esse quadro. “Acredito que o dia 16 vai mudar o quadro político. Se for maior que os protestos de março, político tem medo do povo. Com certeza na semana seguinte teremos novidade, ou o Cunha vai votar o impeachment ou a Dilma vai baixar a crista e renunciar”, defende Reis.
E o depois?
Apesar do objetivo comum de derrubar a presidente, as principais lideranças do movimento não têm consenso sobre qual o caminho a seguir depois disso.
Reis, do Revoltados Online, diz que, caso o vice-presidente, Michel Temer, assuma no lugar de Dilma Rousseff, o movimento também pedirá seu impeachment. “Acredito que Temer seja cúmplice de todos os roubos do PT. O PMDB não está livre da culpa, não. Caso venha uma estratégia de sair Dilma Rousseff e entrar Temer, nós também vamos pleitear a saída do Temer”, disse. Já Ostermann, do MBL, e Chequer, do Vem Pra Rua, dizem que Temer seria a saída “constitucional”.
Eles não apostam no caminho de uma cassação da chapa Dilma-Temer pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), porque o julgamento das contas da campanha eleitoral da chapa petista tende a ser um processo longo, dada a possibilidade de recursos que o direito à defesa garante.
Se a chapa fosse cassada com menos de dois anos de mandato, novas eleições seriam convocadas. Esse é o cenário preferido do senador tucano, Aécio Neves, que acredita que ganharia um novo pleito, após ter sido derrotado na eleição de 2014.
“Nós temos que ir para a solução constitucional. Não acho que é questão de apoiar o Temer ou não, é o que temos para hoje, por causa da Constituição. Nós vamos respeitá-la. O que o Temer vai fazer, eu não sei. A gente vai ver o que ele vai fazer”, disse Chequer.
“Você vai me perguntar: você gosta do Temer, apoia o Temer? Claro que não. Até porque quem elegeu o Temer vice foram as mesmas pessoas que elegeram a Dilma. Mas nós temos o procedimento constitucional que precisa ser respeitado”, afirma Ostermann, para quem Aécio está sendo “oportunista”.
Apesar de não declararem apoio à estratégia do presidente do PSDB, os líderes dos movimentos veem com bons olhos o apoio do partido às manifestações. A legenda está usando as inserções a que tem direito na rede aberta de TV para convocar a população para o protesto do dia 16 – mas sem fazer referência aos pedidos de impeachment.
As lideranças tucanas estão divididas sobre a questão, e por isso o partido não se manifestou oficialmente a favor da medida. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o governador de São Paulo Geraldo Alckmin são contra.
Alckmin está mais interessado em disputar as eleições para presidente de 2018 contra o PT. Já Serra, embora não tenha se posicionado publicamente, estaria articulando assumir como ministro na Fazenda num eventual governo Temer.
As lideranças do PSDB na Câmara e no Senado, o deputado Carlos Sampaio e o senador Cássio Cunha Lima, têm se manifestado abertamente pela saída da presidente. Ambos são alinhados com Aécio.
“Amigos, dia 16 de agosto, vamos voltar às ruas de todo o país não mais para protestar e exigir mudanças. Agora vamos pedir o impeachment da Dilma (sic) responsável maior por um governo corrupto, mentiroso e incompetente!”, escreveu Sampaio no Facebook, dia 23 de julho.
Contra Dilma ou contra todos?
Apesar do forte discurso anticorrupção, as manifestações tem apresentado um claro viés antigoverno e anti-PT desde as primeiras edições em março e abril, acredita Pablo Ortellado, professor do curso de Gestão de Políticas Públicas da USP. Ele vem acompanhando de perto os protestos realizados de São Paulo e conduziu uma pesquisa sobre os manifestantes que compareceram à Avenida Paulista em abril.
Os questionários revelaram um forte sentimento contra o sistema político em geral, mas que acaba sendo verbalizado com mais força contra o governo federal. Entre os entrevistados, 73% disseram não confiar em qualquer partido. “Esse caráter antigoverno já estava muito marcado nos dois primeiros protestos. A corrupção era um motivo pelo qual ele era antigoverno”, notou.
“Nossa pesquisa apontou para uma descrença muito generalizada no sistema político, mas tendo foco específico no governo federal como uma exemplificação máxima desse desgaste da representação política.”
Por causa disso, observa Ortellado, as lideranças dos protestos “tentam desenhar essa tática de desgastar a Dilma por meio do Cunha, um político sobre quem recaem mais suspeitas de corrupção do que sobre ela”.
Para o cientista político da USP Álvaro Moisés, é natural que o governo federal e a presidente sejam os principais alvos dos protestos.
“Em qualquer situação política no Brasil, o foco principal é o governo. O Executivo é quem tem mais poder, tem uma máquina administrativa inteira a seu dispor. É claro que, quando você tem o crescimento de uma perspectiva antipolítica, o primeiro lugar que o protesto foca é o Executivo, é natural”, afirma.
“Não acho que seja uma escolha seletiva: vamos focar na presidente mas não vamos focar no presidente da Câmara. É evidente que quem está no governo central tem muito mais exposição do que quem está em cargos que, embora importantes, têm menos visibilidade”, acrescentou.
Fonte: Terra

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Presidente da CUT diz que vai às ruas ‘de armas na mão’ defender Dilma

Dilma  e Vagner Freitas
O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, pediu aos movimentos sociais a ida à “rua entrincheirados, com armas na mão, se tentarem derrubar a presidente”.
Vagner Freitas presidente nacional da CUT
Os três principais grupos que lideram a convocação para protestos contra a presidente Dilma Rousseff e o PT, no domingo (16), decidiram adotar três palavras de ordem em comum: “Fora corruptos”, “Fora Dilma” e “Lula nunca mais”. Em paralelo, movimentos sociais voltaram a dar apoio à petista em ato no Palácio do Planalto, no qual o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Wagner Freitas, falou em ir às ruas “de armas na mão”.
Os protestos deste domingo foram convocados para mais de 200 cidades do País. O alvo prioritário são o PT, Dilma e seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva. Com a definição de ontem entre a Aliança Nacional dos Movimentos Democráticos, o Movimento Brasil Livre (MBL) e o Vem Pra Rua, os principais articuladores das manifestações decidiram oficialmente poupar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que é investigado pela Operação Lava Jato por suspeita de ter cobrado propina do esquema de corrupção na Petrobrás.
“A questão do Eduardo Cunha não é central para nós. Ele não é o foco, mas vamos pressioná-lo pela admissibilidade dos pedidos de impeachment que estão na Câmara”, disse Carla Zambelli, porta-voz da Aliança Nacional dos Movimentos Democráticos, frente que reúne dezenas de grupos anti-Dilma. Como presidente da Câmara, Cunha é quem decide se aceita ou não pedido de impeachment.
Por sua vez, os movimentos anti-Dilma já adotaram como alvo o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que se reaproximou do Planalto. Na noite de quarta-feira, integrantes do MBL fizeram um ato de protesto na frente da residência oficial do peemedebista.
Os grupos discordam, porém, sobre o tratamento a ser dado ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, responsável por investigar autoridades com foro no Supremo Tribunal Federal, como os alvos da Lava Jato. “A lentidão do Janot no processo chama a atenção, mas não existe indicação de que ele esteja obstruindo a investigação”, afirmou Rogério Chequer, do Vem Pra Rua.
‘Às armas’
Grupos pró-PT têm adotado o discurso da defesa da democracia para rechaçar movimentos pelo impeachment. Mas ontem, em solenidade no Palácio do Planalto, o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Wagner Freitas, afirmou que os movimentos sociais serão o “exército” que vai “enfrentar essa burguesia”.
“Recado para os golpistas: nós somos trabalhadores, trabalhamos pela democracia”, discursou o sindicalista. “O que se vende é a intolerância, o preconceito de classe contra nós. Somos defensores da unidade nacional. Isso implica ir para a rua entrincheirados de armas na mão, se deitar e lutar se tentarem tirar a presidente.”
Os presentes responderam com gritos de “Não vai ter golpe”. Dilma ouviu as manifestações, mas não comentou o discurso de Freitas. Em entrevista após a cerimônia, o ministro Miguel Rossetto (Secretaria-Geral) tampouco respondeu ao ser questionado sobre o assunto e limitou-se a dizer que o “governo não trabalha com a hipótese de impeachment”. “O governo trabalha com um ambiente de mais estabilidade, mais diálogo, especialmente com nossa base.”
Portal no Ar

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Protesto de domingo em Natal terá “Lula e Dilma” atrás das grades


GetAttachmentO próximo domingo (16) será marcado por mais um protesto contra a presidente Dilma Rousseff em diversas cidades do país. Em Natal, o movimento está confirmado mais uma vez para ocorrer nos arredores do Midway Mall, a partir das 15 horas. E os organizadores da manifestação prometem algumas surpresas, entre elas, a representação da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula da Silva atrás das grades.
Além de Natal, os manifestantes do Rio Grande do Norte também confirmaram protestos em Mossoró e Caicó. O objetivo é ultrapassar a marca dos 12 mil presentes no evento realizado em 15 de março, na capital potiguar. Para Arthur Dutra, um dos organizadores da manifestação, “diante do agravemento do quadro político, com o surgimento de novas denúncias e a insatisfação popular crescente, a expectativa é que um número maior de brasileiros participe e vá para às ruas mostrar sua indignação com o governo do PT”.
Robson Pires

Juristas pedem renúncia de Dilma já


dilma panelaEm ato organizado nesta terça (11)  pela associação dos ex-alunos da Faculdade de Direito da USP (Universidade de São Paulo), cerca de duzentos juristas apoiaram um manifesto que pede a renúncia imediata da presidente Dilma Rousseff. As informações são dos jornais O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo.
Os juristas defendem a renúncia imediata com o objetivo de preservar as instituições brasileiras que, segundo eles, foram atingidas por sucessivos escândalos de corrupção durante o governo dela e de seu antecessor, o ex-presidente Lula.
Robson Pires

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Movimentos convocam natalenses para “Fora Dilma” no dia 16 de agosto

Por meio das redes sociais, os três movimentos conclamam os eleitores insatisfeitos com o rumo que o País tem tomado para ganhar as ruas no próximo domingo


Por Allan Darlyson
Multidão lotou às ruas no dia 15 de março para pedir impeachment (Foto: Alberto Leandro)
Multidão lotou às ruas no dia 15 de março para pedir impeachment (Foto: Alberto Leandro)
Alinhados com a pauta nacional, os movimentos Brasil Livre, Força Democrática RN e Vem Pra Rua convocam os natalenses para a manifestação pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), marcada para o próximo domingo (16), às 15 horas, no cruzamento das Avenidas Bernardo Vieira e Salgado Filho.
Por meio das redes sociais, os três movimentos conclamam os eleitores insatisfeitos com o rumo que o País tem tomado para ganhar as ruas no próximo domingo. O manifesto atraiu também o apoio de partidos políticos. Líderes do PSDB, DEM, Solidariedade e PPS já anunciaram apoio à manifestação.
Nas páginas dos movimentos, são informados aos leitores, cotidianamente, o que originou o “Fora Dilma”. Diariamente, eles reproduzem as notícias sobre os escândalos de corrupção envolvendo o governo, a crise política, econômica e ética, além do crescente desemprego e o estelionato eleitoral da última campanha.
No dia 15 de março, o movimento reuniu em Natal aproximadamente 15 mil pessoas. Na época, ainda não existia fundamentação para o impeachment de Dilma. Agora, já existem projeções para fundamentar, futuramente, o pedido: as pedaladas fiscais, que estão sendo avaliadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), e o suposto financiamento da campanha da presidente com dinheiro de propina da Petrobras, caso que será julgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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