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sábado, 20 de maio de 2017

MBL recua em pedido de renúncia e Vem Pra Rua adia ato contra Temer - MBL e Vem Pra Rua cancelam protestos

Os movimentos que apoiaram o impeachment de Dilma Rousseff (PT) recuaram na posição de convocar manifestações e pedir a renúncia do presidente Michel Temer (PMDB).
O MBL (Movimento Brasil Livre) decidiu recuar na posição de pedir a renúncia de Temer, afirmou à Folha seu coordenador Kim Kataguiri. “Há motivo de sobra para investigar Temer nos áudios, mas eles são inconclusivos”, afirmou. “Vamos suspender a posição pró-renúncia até que surjam novas informações.”
Já o Vem Pra Rua suspendeu a convocação que havia feito para atos no domingo (21), alegando motivos de segurança. O movimento promete nova data de manifestação, ainda não marcada.
O tema principal, afirmou Rogério Chequer, coordenador do movimento, na quinta-feira (18), seria “fora todos os corruptos”, não apenas pela renúncia de Temer. Segundo comunicado enviado pelo grupo nesta sexta (19), “o adiamento não significa recuo; ao contrário, nada abala nossa convicção de que todos, sem exceção e de que partidos forem, devem ser punidos pelos crimes cometidos”.
“A decisão foi tomada já que em muitas cidades não houve tempo hábil para planejar a segurança ideal, como sempre aconteceu, mesmo naquelas em que havia mais de um milhão de pessoas nas ruas”, diz o texto.
Em São Paulo a decisão foi tomada após reunião de movimentos com a Polícia Militar, que teria orientado a suspensão dos atos por causa da Virada Cultural, que ocorre no mesmo final de semana, dizem coordenadores.
Após a liberação dos áudios, a coordenadora do Nas Ruas Carla Zambelli publicou vídeo nas redes sociais afirmando que é hora de “assentar a poeira, colocar o pé no chão e ver o que está acontecendo”. O movimento não participou da convocação de atos. “O que se pintou ali atrás não foi muito bem o que se viu hoje”, afirmou.
O Movimento Liberal Acorda Brasil, que também participou das manifestações anti-Dilma de 2016, porém, manteve a posição pedindo a saída de Michel Temer. Nas redes sociais, os coordenadores afirmam que “vai ficar chato se continuarem a dizer que a gravação não é nada demais” e “é tão difícil assim entender que ela é so um pequeno extrato de MUITO mais?”. O grupo, porém, não fez convocação para atos.
Portal no Ar

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Para MBL, greve tem cunho político e serve para desviar foco de investigações contra Lula

Integrante do MBL no RN, Luciana Monteiro comenta série de manifestações programadas para esta sexta e, ao contrário do protesto, celebra reformas


O Movimento Brasil Livre (MBL), grupo que ganhou notoriedade após articular protestos a favor do impeachment da presidente cassada Dilma Rousseff (PT), considera a greve geral conclamada por movimentos sociais de Esquerda para esta sexta-feira 28 um ato de “cunho político” e voltado para “desviar o foco” das investigações contra o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT). É o que afirma a odontóloga Luciana Monteiro, uma das integrantes do MBL no Rio Grande do Norte.
De acordo com Luciana, os protestos de hoje foram convocados por sindicalistas porque “eles não gostam de trabalhar de jeito nenhum”. “O país está precisando trabalhar e superar o buraco onde estamos. Não tem cabimento uma greve geral na véspera de um feriadão. Isso demonstra que eles [sindicalistas] não tem compromisso nenhum com o país, nem com o pobre nem com ninguém”, critica.
A greve geral desta sexta tem o objetivo de manifestar repúdio às reformas propostas para a Previdência e a legislação trabalhista. Para sindicalistas, as mudanças representam retirada de direitos de trabalhadores. Segundo Luciana, contudo, a revolta tem apenas uma motivação: o fim da obrigatoriedade do pagamento da contribuição sindical pelos trabalhadores, que têm o desconto em folha.
“Esses sindicalistas arrecadam, em média, R$ 3,3 bilhões por ano e não têm que prestar conta de nada. O que nós vemos são sindicalistas andando em carros de luxo, empregando parentes nos sindicatos e usando trabalhadores como massa de manobra. Esses movimentos todos são pagos com dinheiro público. Aí quando tiram a taxação obrigatória, eles acham ruim”, dispara Luciana.

Foto: Luciana Monteiro, integrante do MBL no RN / Arquivo Pessoal
Segundo a articuladora do MBL, a reforma trabalhista, ao propor o fim do “imposto sindical”, representa um avanço. “Ao trabalhador, foi dado o direito de escolher. Agora, os sindicalistas precisarão mostrar serviço. E sindicalista não gosta de trabalhar de jeito nenhum”, repete. “Eles estão defendendo os interesses deles e dos parentes”, complementa.
Ainda de acordo com Luciana, além do fim do imposto sindical, a reforma trabalhista que foi aprovada na Câmara dos Deputados não acarreta fortes mudanças na legislação. “A reforma foi mínima. E o que mudou foi positivo, como a divisão das férias e a regulamentação da terceirização. Agora, os trabalhadores terceirizados vão ter os mesmos direitos dos efetivos”, assinala.
Sobre a possibilidade de flexibilização da carga horária de trabalho, a porta-voz do Movimento Brasil Livre considera outra alteração positiva. “O estudante universitário, por exemplo. No turno contrário ao de suas aulas e compromissos na faculdade, ele poderá trabalhar, receber pelo período que ele trabalhar (3h, 4h ou 5h) e complementar sua renda”, pontua.
Por fim, a integrante do MBL afirma que os sindicalistas que conclamaram a manifestação de hoje não têm conhecimento profundo das causas. “Eles não sabem nem por que estão protestando. Só sabem gritar e agredir as pessoas. Eles estão apedrejando ônibus… isso é democracia? Isso é liberdade?”, conclui.
Agora RN

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Por impeachment de Dilma, movimentos vão pressionar Tribunal de Contas da União


Dois dos principais movimentos que organizaram os protestos de domingo contra a presidente Dilma Rousseff decidiram que as próximas manifestações serão focadas na questão do julgamento das contas do governo petista em 2014. O Vem Pra Rua e o Movimento Brasil Livre (MBL) pretendem realizar atos em Brasília em frente ao Tribunal de Contas da União (TCU) – que está analisando o balanço contábil da presidente – e também diante da residência do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) – que deve ser o responsável por conduzir a votação das contas de Dilma no Congresso Nacional.
Na semana passada, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luis Roberto Barroso decidiu, em caráter liminar, que as contas de Dilma precisam ser votadas por uma sessão conjunta – formada por deputados e senadores e não pelas Casas Legislativas separadas. A decisão tirou poder do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que vinha ditando o ritmo do processo de apreciação do balanço contábil da petista.
Com a determinação de Barroso, uma eventual votação pelos parlamentares das contas deveria ser conduzida por Renan, que já foi alvo dos protestos de ontem por ter se aproximado do Palácio do Planalto e ter feito gestos políticos que tem ajudado Dilma a sair das cordas.
“Nossos próximos atos, que não serão em massa, estarão focados na questão do julgamento das pedaladas fiscais e demais irregularidades nas contas da Dilma pelo TCU. Não temos data ainda. Vamos começar a decidir isso hoje”, disse um dos líderes do Vem Pra Rua, o empresário Rogério Chequer. “É necessário que a campanha de Dilma também seja investigada”.
Balanço

A avaliação dos movimentos sobre as manifestações de ontem foi de que os grupos que organizam os atos conseguiram alinhar os discursos uns com os outros. “Não foi a menor manifestação, nem a maior. Mas foi a melhor, pela unificação do discurso dos movimentos e pela maior politização dos manifestantes”, afirmou Renan Haas Santos, um dos porta-vozes do MBL.

Chequer atribuiu a uniformização dos discursos ao levantamento das insatisfações feito pelos movimentos. “Foi interessante ver que o coro estava mais uniforme de norte a sul do Brasil. O que se ouviu foram as mesmas coisas: impeachment (de Dilma), apoio a investigações (em relação à Operação Lava Jato) e o repúdio ao retorno de Lula”, disse Chequer. “É resultado de levantamento de quais são as insatisfações.
O empresário afirmou ainda discordar do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que, ontem, no Facebook, escreveu que uma eventual renúncia de Dilma seria um “gesto de grandeza” para a petista.
“O problema da renúncia é que a gente depende única e exclusivamente de Dilma, que não tem tomado as melhores decisões ultimamente. O impeachment não acaba dependendo dela. Acontece que o País vai sofrer muito pelo tempo que isso pode demorar”, disse Chequer. “Ainda sinto falta de mensagem mais alinhada vindo do PSDB”.
visor político

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Câmara vai receber em 30 dias pedido de impeachment da presidente Dilma


dilma_folha 
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou nesta quinta-feira (16/7) que pediu e vai receber “nos próximos 30 dias” um parecer jurídico sobre pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff. A solicitação foi feita por militantes do Movimento Brasil Livre (MBL). De acordo com ele, já foram negados “três ou quatro” pedidos de cassação do mandato da petista. Dilma vive a maior crise de seu governo, agravada pela baixa popularidade, pela crise econômica e pelos efeitos da Operação Lava-Jato, que apura corrupção de empresários e políticos na Petrobras. 
Robson Pires