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terça-feira, 23 de agosto de 2016

Deputado quer garantir uso de tornozeleiras eletrônicas para agressores de mulheres

A onda de assassinatos contra mulheres voltou a ser tema de pronunciamento do deputado Kelps Lima (Solidariedade), nesta terça-feira (23), na Assembleia Legislativa. De acordo com o deputado, onze mulheres foram vítimas de feminicídio em onze dias.
“Essas mulheres foram assassinadas pelo simples fato de ser mulher. O Governo não tomou medidas. Se não tivermos cuidado, vamos viver em uma sociedade sem lei, onde as minorias não serão respeitadas”, disse Kelps.
O deputado destaca que três das mulheres que foram assassinadas estavam sob medidas protetivas, mas o Estado não garantiu essa proteção. “Antes de serem assassinadas, com certeza essas mulheres sofreram algum tipo de agressão, mas nada foi feito. É preciso conter desde o pequeno crime”.
Kelps Lima apresentou um projeto de lei para que a medida protetiva seja invertida. A iniciativa autoriza a Justiça a colocar tornozeleira eletrônica em homens que agridem mulheres.
“Com a tornozeleira, os pretensos agressores vão ter mais controle pela sociedade. Todas às vezes que se aproximarem da vítima que ameaçaram, as autoridades vão ser avisadas pelo sistema eletrônico e poderão ordenar a prisão imediata, antes que ocorra a tragédia”, justificou Kelps.
O parlamentar também disse que o Estado precisa investir em campanhas educativas para incentivar a denuncia de casos de agressão, além de equipar a delegacia das mulheres.
Em aparte, a deputada Cristiane Dantas (PCdoB) afirma que esses crimes são reflexos de uma sociedade machista e que esse debate já está sendo feito nas escolas através da Secretaria Pública das Mulheres.
“Devemos tratar esses problemas coibindo a violência dos agressores. Várias ações estão sendo tomadas e o Governo está fazendo a parte dele, mas precisamos de muito mais, como Casa de Acolhimento e mais delegacias”, disse Cristiane.
Agora RN

sábado, 16 de julho de 2016

Assembleia Legislativa aprova Projeto de Lei da Patrulha Maria da Penha

Medida enviará assiduamente agentes da PM a casas de mulheres que tenham procurado a Justiça contra seus agressores

Em sessão plenária realizada na última quinta-feira (14), na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, os deputados deram, por unanimidade, a aprovação final para o Projeto de Lei criador da Patrulha Maria da Penha, que prevê que a Polícia Militar seja acionada para cumprir medidas protetivas expedidas pelo Poder Judiciário para vítimas de violência doméstica.
A iniciativa foi da deputada estadual Cristiane Dantas (PCdoB), que propõe no projeto que patrulhas da Polícia Militar sejam enviadas uma vez por semana para checar residências ou locais de trabalho de mulheres e seus filhos que tenham procurado a Justiça e conseguido medidas de afastamento contra seus agressores.
Para Cristiane Dantas a aprovação do Projeto de Lei chega para incrementar a força de proteção às mulheres agredidas. “Apenas um papel com uma ordem judicial não afasta o agressor da vítima, que muitas vezes não têm a quem recorrer. Quando a vítima vai à delegacia denunciar o agressor ela precisa sair de lá com uma garantia de segurança para ela e os filhos. A aprovação desse projeto representa um grande avanço na garantia dos direitos e proteção das mulheres vítimas de violência doméstica. Vamos continuar na batalha para que a lei seja regulamentada e cumprida pela Secretaria de Segurança Pública do Estado”, explicou a deputada.
Agora RN

terça-feira, 8 de março de 2016

Violência doméstica mata cinco mulheres por hora diariamente em todo o mundo

A violência doméstica é responsável pela morte de cinco mulheres por hora no mundo, mostra a organização não governamental (ONG) Action Aid. A informação é resultado de análise do estudo global de crimes das Nações Unidas e indica um número estimado de 119 mulheres assassinadas diariamente por um parceiro ou parente.
A ActionAid prevê que mais de 500 mil mulheres serão mortas por seus parceiros ou familiares até 2030. O documento faz um apelo a governos, doadores e à comunidade internacional para que se unam a fim de dar prioridade a ações que preservem os diretos das mulheres. O estudo considera dados levantados em 70 países e revela que, apesar de diversas campanhas pelo mundo, a violência ou a ameaça dela ainda é uma realidade diária para milhões de mulheres.
“A intenção do relatório é fazer um levantamento sobre as diversas formas de violência que a mulher sofre no mundo. Na África, por exemplo, temos países que até hoje têm práticas de mutilação genital. Aqui, na América Latina, o Brasil é o quinto país em violência contra as mulheres. Segundo dados do Instituto Avon, três em cada cinco mulheres já sofreram violência nos relacionamentos em nosso país”, informa a assistente do programa de direitos das mulheres da Action Aid Brasil, Jéssica Barbosa.
O relatório considera as diferenças regionais entre os países e, além disso, observa o universo de denúncias subnotificadas, de mulheres que sofrem assédio, estupro ou outros tipos de violência e têm vergonha de denunciar.
“A forma de contar é sempre muito difícil, existe uma cultura de silenciar a violência contra a mulher. É a cultura da naturalização, onde há um investimento social para naturalizar a violência contra a mulher com o que se ouve na música, nas novelas, na rua. Tudo isso é muito banalizado e a mulher se questiona: 'será que o que aconteceu comigo foi uma violência? Será que se eu denunciar vão acreditar em mim?”, diz Jéssica Barbosa.
No Brasil, a organização promove a campanha Cidade Segura para as Mulheres, que busca o compromisso do Poder Público com uma cidade justa e igualitária para todos os gêneros.
“Muitas mulheres não conseguem exercer seu direito de ir e vir. A cidade não foi pensada para as mulheres, os becos são muito estreitos e escuros no Brasil. É necessário que haja o empoderamento das mulheres para superar a situação de violência. Por mais que o Estado tenha a obrigação de garantir instrumentos, é preciso que a gente invista na autonomia dessas mulheres”, acrescenta Jéssica.
Portal Terra

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Joia com microchip é nova arma para combater estupros na Índia

Estudante indiana vestido com trajes tradicionais durante celebrações do dia de formação do estado de Andhra Pradesh, em Hyderabad. Foto: Divulgação


Quando apertado, o pingente emite sinais de geolocalização e manda mensagens eletrônicas para smartphones de pessoas escolhidas pela potencial vítima

Um pingente com uma pedra preciosa e um microchip é a nova arma para o combate às agressões sexuais na Índia, onde foram registrados mais de 100 casos por dia no ano passado. Projetado por cinco jovens engenheiros indianos que começaram a vender a joia pela internet, o Safer, nome dado ao pingente, possui um sistema oculto na parte posterior de uma gema. Ele é capaz de mandar um aviso de perigo através de um aplicativo para smartphones. O alerta pode ser localizado pelo Google Maps graças ao sistema de GPS incorporado ao microchip.
Quando o pingente é apertado duas vezes seguidas, os “guardiões” – contatos de emergência escolhidos pela pessoa – recebem uma mensagem pela internet ou SMS alertando sobre a situação de perigo vivido pela possível vítima, assim como sua localização exata. Dessa forma, as novas tecnologias entram na luta contra o estupro no país. O Safer não é o único acessório útil para evitar o crime que está disponível no mercado indiano. Há também peças íntimas que descarregam uma descarga elétrica de 3.800 quilowatts sobre o agressor, sprays de pimenta e até mesmo meias com pelos – para deixar as pernas das mulheres menos atraentes aos olhos dos agressores.
E quem mais fica satisfeito com o desenvolvimento tecnológico aliado à segurança são os pais das jovens, disse o diretor de Vendas e Marketing da Leaf, empresa que comercializa o Safer, Paras Batra. “As meninas ficam encantadas com o design, mas os que tiveram melhor reação foram os pais, que se sentem mais seguros”, comentou. “Pensamos em algo que não fosse uma coisa a mais para a mulher carregar. As indianas gostam de joias, por isso que fomos às joalherias e descobrimos que os pingentes são os mais procurados”, disse Batra.
Apesar dos benefícios, Batra ressaltou que o Safer é apenas um sistema de alerta sobre uma potencial situação de risco e não um elemento dissuasório para evitar a agressão sexual. Os pedidos podem ser realizados pelo site da Leaf por preços especiais por meio de uma campanha de crowdfunding. A empresa espera começar a produção em massa do Safer e começar as vendas em lojas de Nova Délhi, Mumbai e Bangalore até novembro.
Upgrade
Os engenheiros da Leaf já estão pensando em como melhorar o primeiro modelo. Para isso, eles têm tido apoio da polícia para desenvolver um serviço que alerte às forças de segurança em caso de estupro, melhorando a resposta das autoridades às agressões. “Estamos em contato com a polícia para que possamos gerar uma alerta que também chegue às delegacias, comunicando-os por rádio, para que possam chegar mais rápido à cena do crime”, explicou o diretor da Leaf, Manik Mehta.
Fonte:Veja

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Mulher sofre estupro coletivo após ser condenada por tribo

Segundo o chefe de polícia da região, a pena foi imposta porque a vítima, de 20 anos, não tinha dinheiro para pagar a multa imposta pelo conselho local

Por Folhapress

A polícia da Índia informou hoje que uma mulher foi estuprada por 13 homens no povoado de Sambalpur, no nordeste do país, como castigo determinado por um conselho tribal na terça-feira. Ela foi acusada de ter um namoro com um homem de outra tribo. 
Segundo o chefe de polícia da região, a pena foi imposta porque a vítima, de 20 anos, não tinha dinheiro para pagar a multa imposta pelo conselho local. A mulher havia sido encontrada por um membro de sua tribo, a santhal, com um jovem muçulmano.
Os agentes afirmam que, após a descoberta, ela e o namorado foram amarrados a duas árvores diferentes e houve uma reunião de emergência do conselho tribal, que determinou o pagamento de 25 mil rúpias (R$ 960) aos cônjuges como pena.
O namorado concordou em pagar a multa dele em uma semana. Como os pais da jovem não tinham dinheiro, ela foi estuprada por 13 homens do povoado, que foram presos. A mulher, que se recupera em um hospital do distrito de Birbhum, identificou os 13 autores do ataque.
O canal indiano NDTV mostrou uma entrevista de uma jovem não identificada que disse ser a vítima. “O chefe da tribo ordenou que eu fosse desfrutada pelos homens da cidade. Seguindo suas ordens, pelo menos 10 ou 12 pessoas, alguns da mesma família, me estupraram. Perdi a conta de quantas vezes fizeram isso”.
Muitos povoados da Índia mantêm um sistema de conselhos rurais que fazem justiça com as próprias mãos. Suas decisões se baseiam em tradições que diante da justiça indiana são inaceitáveis, como os “crimes de honra”, a proibição de casamentos entre pessoas do mesmo povoado ou condenações de exílio.
A agressão foi mais um exemplo da violência sexual sofrida pelas mulheres na Índia. Nos últimos anos, foram revelados diversos casos de mulheres, incluindo estrangeiras, que haviam sido vítimas de estupro coletivo. O último caso conhecido foi informado pela polícia na semana passada. Uma turista dinamarquesa de 51 anos foi estuprada por pelo menos 15 homens em um trem no sul indiano.
 
Portal no Ar

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Denunciado pela mulher, ex-piloto da Indy é preso por pedofilia


John Herb, ex-piloto: a mulher descobriu material pornográfico em seu notebook (Reprodução)

Jon Herb, de 43 anos, tinha vídeo em que aparecia fazendo sexo com criança

Uma reportagem veiculada pelo canal de TV NBC, dos Estados Unidos, revelou que Jon Herb, ex-piloto americano que disputou 16 etapas da Fórmula Indy entre 2000 e 2007 (e largou duas vezes nas 500 Milhas de Indianápolis), foi preso pela polícia de North Naples, na Flórida, sob a acusação de pedofilia. De acordo com a NBC, Herb foi denunciado pela mulher, que foi à polícia após descobrir que o marido mantinha, em seu computador, vídeos e fotos dele em atos sexuais com uma menina de quatro anos.
Depois de fazer a descoberta ao vasculhar o notebook de Herb, a mulher foi à delegacia e o convenceu a revelar a identidade da menina. Localizada pelos policiais, a criança confirmou ao Departamento de Defesa da Criança que sofreu abusos do ex-piloto por mais de uma vez.
A investigação encontrou na casa de Herb 243 imagens de pornografia infantil e três vídeos em que a menina de quatro anos aparece. Herb, de 43 anos, terá de responder por posse de conteúdo pornográfico e agressão sexual.
(Com agência Gazeta Press)