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sábado, 15 de abril de 2017

Ministro da Cultura passa mal após saber que estava na lista de Edson Fachin, na Lava Jato

O susto, no entanto, foi desnecessário

De acordo com a acusação, ele teria recebido pagamentos de R$ 200 mil não contabilizados na campanha eleitoral de 2010

O ministro da Cultura, Roberto Freire, teve uma crise de pressão alta ao saber que estava na lista de pedidos do abertura de inquérito elaborada pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF).
As informações da coluna Radar On-Line, do site da revista Veja.
O susto, no entanto, foi desnecessário. O suposto caso que envolvia o ministro foi rejeitado por Fachin, e a informação sobre a inclusão do nome do ministro foi corrigida posteriomente pela Corte.
De acordo com a acusação, ele teria recebido pagamentos de R$ 200 mil não contabilizados na campanha eleitoral de 2010. O nome do ministro foi citado nos depoimentos dos ex-executivos da Odebrecht Carlos Armando Paschoal e Benedicto Júnior.
Fonte: Notícias ao Minuto

terça-feira, 28 de junho de 2016

Ministério da Cultura fazia fiscalização 'pífia', diz MP sobre grupo que desviou R$ 180 mi

A Operação Boca Livre, deflagrada hoje, prendeu 14 pessoas que fraudavam a captação de recursos via Lei Rouanet

O Ministério Público Federal entende que o Ministério da Cultura exerceu uma fiscalização "pífia" em relação aos projetos apresentados pelo grupo de produtores culturais alvo da Operação Boca Livre, deflagrada nesta terça-feira pela Polícia Federal. A ação, que cumpriu 51 mandados judiciais em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Distrito Federal, mirou um esquema de fraudes na captação de recursos junto ao Ministério da Cultura por meio da Lei Rouanet.
Conforme mostraram as investigações, na maioria dos casos os projetos eram apresentados em duplicidade. Ou seja, continham o mesmo conteúdo, o mesmo folder de apresentação, o mesmo projeto e tinham apenas o nome alterado. "O Ministério da Cultura exercia uma fiscalização pífia ou nenhuma para que esses projetos plagiados e copiados não fossem identificados como tais", afirmou a procuradora Karen Louise Jeanette Khan, em entrevista coletiva concedida em São Paulo na manhã de hoje.
O grupo, composto por catorze pessoas - todas presas nesta manhã na capital paulista -, agia desde 2001 e conseguiu desviar 180 milhões de reais por meio da Lei Rouanet. Segundo a Polícia Federal, os criminosos apresentavam projetos ao Ministério da Cultura para captação de recursos com a iniciativa privada. Esses projetos eram superfaturados e os valores eram revertidos em favor do próprio grupo e de seus patrocinadores. "O objetivo da lei [Rouanet] em momento algum foi atingido. Vimos eventos privados sem nenhum cunho cultural", disse o delegado regional da PF, Rodrigo de Campos.
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As empresas que patrocinavam os projetos fraudados se beneficiavam duas vezes do esquema: pela parcela do superfaturamento que era repassada a elas e também por meio da dedução do Imposto de Renda, conforme prevê a Lei Rouanet. Além disso, em alguns casos, a Controladoria-Geral da União (CGU), que atuou em parceria com a Polícia Federal nas investigações, identificou o pagamento de propina de 30% dos valores captados junto ao Ministério da Cultura, que seriam pagos por esse grupo de produtores culturais às empresas patrocinadoras.
Além do Ministério da Cultura, as investigações citam as empresas Bellini Eventos Culturais, Scania, KPMG, o escritório de advocacia Demarest, Roldão, Intermedica Notre Dame, Laboratório Cristalia, Lojas 100, Nycomed Produtos Farmacêuticos e Cecil. O casamento do filho do empresário Antonio Carlos Bellini Amorim, do Grupo Bellini, em Jurerê Internacional, em 25 de maio deste ano, seria um dos eventos bancados com verbas da Lei Rouanet. Em dois vídeos sobre o evento, divulgados em redes sociais, um no dia anterior ao casamento e outro na cerimônia, é possível ver os convidados com taças de bebidas.
veja

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Ratinho se revolta e detona artistas que pedem dinheiro ao governo

Revoltado, Ratinho fez um desabafo sobre a Lei Rouanet durante seu programa, nesta terça-feira (24). O apresentador detonou artistas que pedem dinheiro ao governo para financiar shows.
“Você viu uns artistas com plaquinha na mão…tem uns que gostam de mamar na teta…”, disse Ratinho, que mostrou uma lista de artistas que pediram verba da Lei Rouanet, citando nomes como MC Guimê, Claudia Leitte e Luan Santana, para o qual mandou um recado: “Luan Santana, é sacanagem. Você não cobra ingresso pra ir [nos shows]?! Se você cobra pra ir você não pode pegar dinheiro do governo pra fazer show. Isso é uma baita de uma sacanagem”.
“Eu fico p…da vida, porque todos nós quando vamos comprar uma latinha de óleo, nóstamos pagando essa po**a aqui!”, disparou o apresentador, que gritou em seguida: “Vai mamar na teta do capeta!”.
Ratinho aproveitou para mandar recado, e disse que não tem medo de xingamentos nas redes sociais. O apresentador ainda ameaçou ir procurar onde o dinheiro foi gasto. Confira o vídeo a seguir.
Robson Pires

CPI da Rouanet: Chico Buarque de Hollanda com medo

Foi protocolado na manhã desta quarta-feira (25), na Secretaria Geral da Câmara dos Deputados, requerimento para a abertura da CPI da Rouanet, que pretende apurar supostas irregularidades na concessão de benefícios fiscais por meio da lei de incentivo.
Chico Buarque de Holanda e outros artistas ricos e famosos que foram beneficiados com a “dinheirama”  do PT através do ministério da Cultura estão “se pelando” de medo.
Robson Pires

sábado, 21 de maio de 2016

Após polêmicas, Temer decide recriar o Ministério da Cultura

Decisão de acabar com o o Ministério havia provocado uma série de manifestações pelo Brasil


O ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM), anunciou neste sábado (21) que o presidente interino, Michel Temer, decidiu recriar o Ministério da Cultura.
Por meio de sua conta no Twitter, Mendonça informou que a decisão foi tomada após reunião dele com Temer.
Segundo ele, Marcelo Calero, nomeado nesta semana como secretário nacional de Cultura, será o ministro da pasta.
“O compromisso do presidente com a Cultura é pleno”, disse Mendonça. “A decisão de recriar o Minc (Ministério da Cultura) é um gesto do presidente Temer no sentido de serenar os ânimos e focar no objetivo maior: a cultura brasileira”, ressaltou.
Com a decisão de recriar o ministério, Temer busca contornar a polêmica criada com a extinção da pasta, incorporada ao Ministério da Educação após ele assumir a presidência interina, no dia 12 de maio, com o afastamento de Dilma Rousseff.
A Folha apurou que Marcelo Calero recebeu uma ligação de Temer no início da tarde deste sábado (21) para informá-lo sobre a mudança. Temer disse que o Ministério da Cultura seria restaurado e avisou a Calero que ele seria o novo ministro.
“Com Marcelo Calero vamos trabalhar em parceria para potencializar os projetos e ações entre os ministérios da Educação e da Cultura”, frisou o ministro Mendonça Filho.
Agora RN

domingo, 15 de maio de 2016

Com repercussão negativa, Temer decide dar peso político à Cultura

Corte da pasta, existente desde 1985, gerou reclamações tanto de produtores como de artistas

Por: Folha de S. Paulo

Com a repercussão negativa da extinção do Ministério da Cultura, o presidente interino Michel Temer decidiu criar uma secretaria nacional de cultura, dando maior peso político à estrutura que será subordina ao Ministério da Educação.
O corte da pasta, existente desde 1985, gerou reclamações tanto de produtores como de artistas, que recearam a possibilidade do setor cultural ser relegado a segundo plano em uma gestão do peemedebista.
As queixas levaram o presidente interino a até mesmo recuar na possibilidade de extinguir a pasta e oferecê-la ao PPS, hipótese que acabou sendo descartada posteriormente.
A proposta de criação de uma estrutura ampla, e não apenas um departamento para a área, deverá ser discutida no final de semana entre o peemedebista e o novo ministro da Educação, Mendonça Filho.
A ideia é nomear para o posto um nome de peso na área, que seja ligado ao setor artístico e que tenha experiência em gestão pública. Para tentar arrefecer também a crítica da ausência de mulheres no primeiro escalão ministerial, a equipe do presidente interino tem defendido nomes do sexo feminino.
Além da nova estrutura, o peemedebista tem procurado nomes para o comando da Funarte, órgão responsável pelo desenvolvimento de políticas públicas na área cultural.
O PPS tem defendido a indicação para o posto do ator Stepan Nercessian, filiado ao partido.
Agora RN

Mulher deve assumir secretaria de Cultura do governo Temer

Nova mudança. Para atender ao lobby dos artistas e às críticas da ausência de mulheres no primeiro escalão do governo, o presidente interino Michel Temer decidiu criar uma Secretaria Nacional de Cultura ligada à Presidência da República e tem avaliado nomes femininos para ocupá-la. Segundo O Globo, Adriana Rattes, ex-secretária de Cultura do Estado do Rio de Janeiro ligada ao PMDB fluminense, é uma das cotadas para o cargo.
Extinto na quinta-feira, o Ministério da Cultura (MinC) foi aglutinado à pasta da Educação, sob o comando do ministro Mendonça Filho, da cota do DEM. Mas uma reação fortíssima da classe artística fez Temer recuar da junção das duas áreas, já formalizada em medida provisória.
Robson Pires

sábado, 14 de maio de 2016

Cultura pode sair do MEC e virar secretaria comandada por ator global


A reação de artistas e produtores culturais contra o fim do Ministério da Cultura (MinC) pode ter tido resultado, ao menos em parte. Segundo o jornal O Globo, a criação de uma Secretaria Nacional de Cultura, que seria ligada diretamente à Presidência da República e não mais abaixo da estrutura do Ministério da Educação (MEC), como foi anunciado na posse de Michel Temer como presidente interino. Um nome cotado para o cargo é o do ator Stepan Nercessian, que já foi deputado pelo PPS.

Robson Pires