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sábado, 18 de fevereiro de 2017

Ensino integral perde mais de 2 milhões de alunos do 1º ao 9º ano


PNE prevê que até 2024 50% das escolas públicas ofertem modalidade

Para especialistas, queda de 46% em 1 ano é consequência da descontinuidade de programas com esse foco e da crise

O número de matrículas para o período integral no ensino fundamental (do 1.º ao 9.º ano) caiu 46% no ano passado. De acordo com os dados do Censo Escolar, divulgados nesta quinta-feira, 16, em 2015 eram 4,6 milhões de alunos matriculados na modalidade. Em 2016, o número ficou em 2,4 milhões. A queda é puxada, principalmente, pela rede pública de ensino, mas também houve recuo de 18,9% na particular.
O aumento da s vagas em tempo integral é uma das apostas do governo federal para melhorar a educação no País. O Plano Nacional da Educação (PNE) prevê que, até 2024, 25% das matrículas e 50% das escolas da rede pública ofertem essa modalidade. Em 2015, 19,4% das matrículas das escolas públicas no fundamental eram no período integral – o porcentual caiu para 10,5% no ano passado. E foi ainda menor nos anos finais (do 6.º ao 9.º ano), com 7,7%.
Para especialistas, a queda registrada é consequência da descontinuidade de programas que impulsionavam essa oferta e da crise financeira. O Mais Educação, principal programa do Ministério da Educação (MEC) para fomentar o tempo integral com prioridade para o ensino fundamental, acabou paralisado em 2015. Ele foi criado em 2007 para distribuir dinheiro para que Estados e municípios pudessem ampliar a jornada escolar para pelo menos 7 horas. Desde 2014, sofria com atrasos nos repasses e foi alvo de críticas por não promover melhoria no desempenho em Matemática e Língua Portuguesa nem fazer cair a evasão.
“A crise econômica afetou, mas mais determinante foi a crise política que culminou no abandono de programas. É uma tradição brasileira: acabar com projetos de outros governos”, disse Ângela Maria Martins, pesquisadora da Fundação Carlos Chagas.
Médio. Na contramão do ensino fundamental, houve expansão de 8,8% nas matrículas em tempo integral no ensino médio na rede pública e de 5,6%, na particular. Para Carlos Eduardo Chagas, consultor da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), os Estados conseguiram dar prioridade aos investimentos no ensino médio, com aumento de vagas no período integral, por ofertarem menos lugares nos anos finais do fundamental.
“Está ocorrendo com maior intensidade uma municipalização dessa etapa do fundamental, o que provoca um desequilíbrio financeiro nas prefeituras, que consequentemente não conseguem mais garantir a oferta de tempo integral. Por outro lado, os Estados têm mais capacidade para investir no ensino médio. O efeito é ruim, porque não adianta só pensar na etapa final”, afirmou.
Em nota, o MEC informou que o Mais Educação foi paralisado nos anos de 2015 e 2016, na gestão Dilma Rousseff, quando não foram previstos recursos no orçamento. O ministério disse que o programa vai retornar, sem informar o valor previsto de investimento e o número de escolas atendidas.
Procurado, o ex-ministro da Educação Aloizio Mercadante (PT) falou em “desmontes e retrocessos” da gestão atual. E destacou “a evolução contínua do número de estudantes em tempo integral” durante a administração petista.
DUAS PERGUNTAS PARA
Priscila Cruz, presidente do Todos Pela Educação
1. A que podemos atribuir a queda de matrículas em tempo integral no ensino fundamental?
São três pontos que atuam em conjunto. O primeiro foi a descontinuidade do programa Mais Educação, que dava apoio para Estados e municípios. O segundo é a própria crise, porque os gestores cortam o que acham ser excedente – e a educação integral ainda, infelizmente, é vista dessa forma. E a terceira é que o orçamento da educação não cresceu em termos reais e houve prioridade de investimentos para o ensino médio, que está em ênfase.
2. Qual a importância do tempo integral?
É superimportante, porque hoje o aluno fica pouquíssimo na escola e menos ainda em sala de aula. Mas eu acredito mais em um modelo que amplie a carga horária para todos os alunos, não apenas para alguns. Ou, se for para crescer cirurgicamente, que sejam priorizadas as escolas em locais de alta vulnerabilidade, com alto índice de violência ou de pobreza. 19
Agora RN

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Michel Temer anuncia liberação de R$ 465 milhões para merenda escolar

Michel Temer, presidente da República

A merenda é um elemento fundamental para a educação porque formata melhor o ser humano', disse o presidente da República

Após sete anos sem reajuste, a merenda escolar para estados e municípios será reajustada em 2017. O presidente da República, Michel Temer, anunciou nesta quarta-feira (8), no Palácio do Planalto, a liberação de R$ 465 milhões para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) no ano de 2017 para atender 41 milhões de estudantes em todo o país. Para os alunos nos ensinos fundamental e médio regular, que representam 71% dos atendidos pelo programa, o reajuste ficou em 20%. Já para as demais modalidades, a exemplo de escolas de tempo integral, pré-escola e outros programas especiais, o aumento médio é de 7%.
“A merenda é um elemento fundamental para a educação porque formata melhor o ser humano. Ele alimentado raciocina muito melhor, participa mais ativamente da sociedade”, afirmou Temer.
O presidente lembrou que a educação é uma das prioridades do seu governo e que, para o orçamento de 2017, houve um aumento de quase R$ 10 bilhões para o setor. Disse, ainda, que seu governo investe na educação para que as futuras gerações possam ter melhoria significativa na qualidade de vida e na participação social.
“Nosso sonho é que nós possamos dar um passo a mais para que em 10, 15, 20 anos, aqueles que se servem da merenda possam ter comido em casa e fazer cada vez mais o Brasil crescer”.
Para esse ano, o orçamento do PNAE é de R$ 4,15 bilhões, sendo R$ 1,24 bilhão destinado ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agriculta Familiar (Pronaf). Os repasses aos estados e municípios serão feitos para 200 dias letivos por ano, sendo que cada parcela é repassada para o atendimento de 20 dias letivos. Os repasses para os municípios também terão valores corrigidos acima dos 10%. Para cidades de até 20 mil habitantes, o novo repasse é de R$ 231,292, com aumento de 15%. Já de até 50 mil, o repasse será de R$ 429,016, com 12% de reajuste. Os municípios com até 100 mil habitantes receberão R$ 993,458, com aumento de 12%. E os com até 500 mil habitantes, o repasse novo é de R$ 2,835,184, cujo reajuste é de 13%.
O ministro da Educação, Mendonça Filho, destacou que o reajuste no repasse do PNAE é mais uma etapa das melhorias na educação básica do país que o MEC vem desenvolvendo atualmente. “Em algumas comunidades, os alunos têm na escola a única refeição. O aumento vai refletir na vontade dos alunos irem à escola e terem mais energia na sala de aula para poder aprender, ou seja, teremos resultados também no desempenho escolar. Não existe educação de qualidade sem a valorização dos alunos e dos professores”.
Origem – O PNAE foi implementado pelo governo federal em 1955 com o objetivo de contribuir para o crescimento, o desenvolvimento, a aprendizagem, o rendimento escolar e a formação de hábitos alimentares saudáveis dos estudantes brasileiros. Atualmente, estão cadastrados no programa 6 mil nutricionistas e 80 conselheiros de alimentação escolar.
Agora RN

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

“Em dez anos pretendo ter mais de 50% das escolas em tempo integral”, diz secretária

Cláudia Santa Rosa, secretária estadual de Educação
De acordo com Cláudia Santa Rosa, novo ensino médio em tempo integral será motivador e fará com que o aluno esteja mais envolvido com a escola

O Rio Grande do Norte começa o ano com novidades na Rede Estadual de Educação. Ao todo, 17 instituições de ensino, entre escolas e centros educacionais passarão a funcionar de forma integral. Em entrevista concedida ao Portal Agora RN, a secretária estadual de Educação, Cláudia Santa Rosa falou sobre expectativas, projetos e planos para a educação do Estado em um planejamento que se estenderá por dez anos.
“Queremos fazer com que o Rio Grande do Norte se torne exemplo com esse novo modelo de ensino. Esperamos ser também um estado pioneiro no Nordeste. Desejamos fazer a diferença”, declarou a secretária.
Cláudia adiantou que pretende fazer com que o novo projeto de ensino integral atraia os jovens estudantes, apostando em metodologias diversificadas, aliadas a um projeto pedagógico motivador. “Os nossos alunos serão beneficiados com esse projeto. As escolas receberão grandes investimentos e, com isso, o aluno poderá usufruir melhor de toda estrutura proporcionada pela educação em tempo integral”, disse.
A secretária estadual de Educação ainda completou dizendo que “os alunos estarão cada vez mais próximos dos professores e receberão monitoria sempre que necessário para auxiliar no conhecimento”.
As unidades estudantis de ensino fundamental também serão beneficiadas com as escola em tempo integral. De acordo com a secretária, ainda este ano, serão aplicadas o ensino integral em novas sete escolas de nível fundamental.
Agora RN

sábado, 3 de janeiro de 2015

Novo piso nacional de professores deve ser anunciado na próxima quarta

PALMAS
O novo ministro da Educação, Cid Gomes, vai anunciar na próxima quarta-feira o  valor do piso nacional dos professores do ensino básico. O reajuste deverá ser de 12% e a 14%.
Resta saber se os gestores irão cumprir com o novo reajuste!
Robson Pires

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Feliz Dia do professor - POR JÔ SOARES: o professor está sempre errado!


      
(Jô Soares)
O material escolar mais barato que existe na praça é o professor!
É jovem, não tem experiência;
É velho, está superado!
Não tem automóvel, é um pobre coitado;
Tem automóvel, chora de "barriga cheia'!
Fala em voz alta, vive gritando;
Fala em tom normal, ninguém escuta!
Não falta ao colégio, é um 'caxias';
Precisa faltar, é um 'turista'!
Conversa com os outros professores, está 'malhando' os alunos;
Não conversa, é um desligado!
Dá muita matéria, não tem dó do aluno;
Dá pouca matéria, não prepara os alunos!
Brinca com a turma, é metido a engraçado;
Não brinca com a turma, é um chato!
Chama a atenção, é um grosso;
Não chama a atenção, não sabe se impor!
A prova é longa, não dá tempo;
A prova é curta, tira as chances do aluno!
Escreve muito, não explica;
Explica muito, o caderno não tem nada!
Fala corretamente, ninguém entende;
Fala a 'língua' do aluno, não tem vocabulário!
Exige, é rude;
Elogia, é debochado!
O aluno é reprovado, é perseguição;
O aluno é aprovado, deu 'mole'!
É, o professor está sempre errado...
Mas se você conseguiu ler até aqui, agradeça a ele!!!

Nota do blog: E o salário Ó...pequenininho...achatado e injusto.

Mas mesmo assim...parabéns a todos os professores e todas as professoras do Brasil e do mundo.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Salário dos professores brasileiros está entre os piores do mundo




Dados da OCDE (Organização para a Cooperação Desenvolvimento Econômico) mostram que os salários dos professores brasileiros são extremamente baixos quando comparados a países desenvolvidos. Divulgados nesta terça-feira (9), os valores fazem parte do estudo Education at a Glance 2014,  que mapeia dados sobre a educação nos 34 países membros da organização e 10 parceiros, incluindo o Brasil.
De acordo com o estudo, um professor em início de carreira que dá aula para o ensino fundamental em instituições públicas recebe, em média, 10.375 dólares por ano no Brasil. Em Luxemburgo, o país com o maior salário para docentes, ele recebe 66.085 dólares. Entre os países membros da OCDE, a média salarial do professor é de 29.411 dólares. Quase três vezes mais que o salário brasileiro.
Até mesmo em países da América Latina como Chile e México, os professores recebem um salário consideravelmente maior que o brasileiro, 17.770 e 15.556 dólares respectivamente. Entre os países mapeados pela pesquisa, o Brasil só fica à frente da Indonésia, onde os professores recebem cerca de 1.560 dólares por ano. Os valores são de 2012, com dólares ajustados pela paridade do poder de compra (PPC).

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Ideb 2013, o índice de atraso do ensino médio

 

Estudante antes do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio)
Estudante antes do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) (Douglas Magno/Futura Press/VEJA) 
Redes de 21 Estados não atingem metas estabelecidas pelo governo federal; em 16 deles, médias são inferiores às obtidas em 2011
Raio-x do Ideb
O que é
Indicador da qualidade da educação básica brasileira, que revela a situação do ensino em instituições públicas e privadas de todo o Brasil. A aplicação do Ideb é atribuição do Inep, órgão subordinado ao MEC

Como o Ideb é calculado
A nota do Ideb é obtida a partir da combinação das médias obtidas por estudantes em exames nacionais (Prova Brasil ou Saeb) e das taxas de aprovação: o resultado varia de 0 a 10. Os exames são aplicados a cada dois anos (o primeiro dado disponível é de 2005) e divulgados no ano seguinte

Quem participa dos exames
Alunos da 4ª e 8ª séries (5º e 9º anos, respectivamente) do ensino fundamental e 3ª série do ensino médio de escolas públicas e privadas. Todas as escolas públicas com mais de 20 alunos são consideradas no levantamento. Entre as privadas, apenas uma amostragem

Resultados x Metas
Os resultados obtidos nos exames são comparados com metas estabelecidas em 2007 pelo Plano de Desenvolvimento da Educação para escolas e redes de ensino. O PDE prevê metas até o ano de 2021

Como são apresentados os resultados
O MEC divulga os valores de Ideb obtidos por escolas e também as médias relativas a municípios, Estados e ao Brasil
O Inep, órgão ligado ao Ministério da Educação, divulgou nesta sexta-feira (05/09/2014) os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) relativos a 2013. Os dados revelam avanço nos anos iniciais do ensino fundamental e estagnação nos anos finais e também no ensino médio. Neste, a situação é ainda mais dramática.

Vinte e um Estados não atingiram as metas estabelecidas pelo próprio governo federal para o ano de 2013. Além disso, 16 das unidades da Federação conseguiram colher resultados inferiores aos registrados na avaliação anterior do Ideb, em 2011. Ou seja, era ruim, ficou pior. Na prática, os dados mostram que a maioria das redes mantidas por Estados e Distrito Federal não avançou.

"A queda das notas do ensino médio e a estagnação nos anos finais do ensino fundamental revelam um problema estrutural da escola brasileira: do 1º ao 5º ano, os alunos têm apenas um professor em sala. A partir do 6º, o número de docentes aumenta. É nessa transição que está o problema", diz Alejandra Velasco, gerente da área técnica da ONG Todos pela Educação. "É preciso rever o currículo e entender o que causa a queda ao longo dos ciclos escolares. No ensino médio, ele é sobrecarregado, os alunos acabam não acompanhando e desistem de estudar."

O que torna a situação dramática é que as metas do Ideb já são modestas. Elas preveem, por exemplo, que o conceito médio nos primeiros anos do ensino fundamental atinja só em 2021 a nota 6 — correspondente, segundo cálculo do Inep, à média alcançada em 2003 pelos alunos de nações desenvolvidas no Pisa, mais importante avaliação educacional do planeta. Ou seja, se o brasileiro médio chegar a esse patamar em 2021, estará quase duas décadas atrasado.
veja

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Entidade lança prêmio para o melhor prefeito do Brasil na área da educação


Para incentivar as cidades brasileiras a elevarem a qualidade e a continuidade de políticas públicas bem sucedidas no ensino fundamental, o Instituto Alfa e Beto (IAB) está lançando o Prêmio Prefeito Nota 10, o maior existente na área de educação do país e que agraciará o prefeito do município que tiver a melhor avaliação na Prova Brasil a partir de 2014. O prêmio tem valor de R$ 200 mil e conta com apoio da Odebrecht, Gávea Investimento e Fundação Lemman.
A premiação será bienal e tem como objetivo estimular a municipalização e fazer com que toda a rede pública de ensino tenha elevado padrão de qualidade, e não apenas algumas escolas de excelência. O critério base para esta seleção será de que, pelo menos, 70% dos alunos da rede pública municipal atinjam os padrões de desempenho estabelecidos nas regras do prêmio de acordo com os resultados da Prova Brasil para as provas de Língua Portuguesa e Matemática.
O vencedor do prêmio Prefeito Nota 10 em 2014 será anunciado após o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgar os microdados da Prova Brasil e forem realizadas averiguações in loco pela equipe do IAB.
Além da premiação do prefeito do município mais qualificado, haverá menção honrosa ao município que mais se aproximar dos critérios do prêmio Prefeito Nota 10 em cada uma das demais regiões do país. O vencedor será conhecido nacionalmente em outubro de 2014 em evento na cidade de São Paulo.
Para participar, não é necessário fazer inscrição. Basta que o município tenha mais de 20 mil habitantes e um mínimo de 300 alunos avaliados no 5º e 9º anos.
panorama político