O casal foi chamado por José de Abreu de "coxinha"
Por Redação
Uma polêmica envolveu o ator global José de Abreu, defensor do governo do PT, em um restaurante de SP. O ator afirmou que teria sido ofendido e chamado de “ladrão”, antes de cuspir em um casal dentro de um restaurante em São Paulo.
Segundo o portal UOL, o ator diz ter sofrido “agressão gratuita” durante 30 minutos enquanto jantava em um restaurante japonês ao lado de sua mulher. O casal foi chamado por José de Abreu de “coxinha” (apelido para quem é contrário à ideologia de esquerda), “fujão”, “covarde” e “fascista”.
O ator, recém-chegado do Japão, veio a São Paulo para participar do “Domingão do Faustão”, neste final de semana. Segundo ele, o casal o chamou de “ladrão” e sua mulher, Priscila Pettit, de “vagabunda”. Ele ameaçou chamar a polícia, porém voltou atrás em consideração ao amigo, dono do restaurante.
O fato lembra o que aconteceu no último domingo, durante a votação da admissibilidade do impeachment da presidente Dilma, quando o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) cuspiu em Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e foi revidado pelo filho dele, Eduardo Bolsonaro (PSC-SP), no Congresso Nacional. Internautas reprovaram a atitude de José de Abreu.
O deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) disse não ter medo de sofrer processo por quebra de decoro parlamentar e reafirmou que cuspiria em Bolsonaro novamente. “Não temo enfrentar processo. Processo tem de enfrentar quem é machista, quem é racista, quem promove a violência, quem defende a memória de Brilhante Ustra – um torturador –, quem defende a tortura nesse país. Isso deveria escandalizar vocês, não o cuspe na cara de um canalha”, afirmou.
Em seu perfil no Twitter, o deputado Jean Wyllys especificou os insultos que ouviu de Bolsonaro. “Não negarei e nem me envergonharei de ter cuspido num fascista que me insultou de “veado”, “queima-rosca” e “boiola”.
"Cuspi na cara dele (Bolsonaro) que é o que ele merece", explicou Jean Wyllys (PSOL-RJ)
Por Estadão Conteudo
Deputado Jean Wyllys (com bandeira vermelha no pescoço) é provocado por Jair Bolsonaro após votar “não” durante sessão para votação do processo de impeachment da presidente Dilma (Foto: André Dusek/Estadão Conteúdo)
Após terminar de anunciar o seu voto no plenário da Câmara dos Deputados, Jean Wyllys (PSOL-RJ) cuspiu na direção do parlamentar Jair Bolsonaro (PSC-RJ). Por serem do mesmo Estado, os dois votaram no mesmo bloco na Câmara dos Deputados sobre o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Em seu discurso, Bolsonaro enalteceu o ex-chefe de um dos órgãos de repressão da ditadura militar.
“Perderam em 1964, perderam agora em 2016”, disse, fazendo uma referência ao golpe militar. “Contra o comunismo, pela nossa liberdade, contra o Foro de São Paulo, pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff, pelo exército de Caxias, pelas Forças Armadas, o meu voto é sim”, defendeu Bolsonaro. Ele parabenizou o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), dizendo que “ele entrará para a história”.
O deputado Jean Wyllys disse estar “constrangido” de participar de uma “eleição indireta, conduzida por um ladrão, urdida por um traidor conspirador e apoiada por torturadores covardes, analfabetos políticos e vendidos. Uma farsa sexista”. Ele declarou seu voto contra o impeachment em nome “dos direitos da população LGBT, do povo negro exterminado nas periferias, dos trabalhadores da cultura, dos sem teto, dos sem terra”.
Jean Willys (PSOL-RJ) confirmou ter cuspido na cara de Jair Bolsonaro (PSC-RJ) em resposta a um insulto durante a votação e disse não se arrepender do gesto.
“Na hora em que fui votar esse canalha (Bolsonaro) decidiu me insultar na saída e tentar agarra meu braço. Ele ou alguém que estivesse perto dele. Quando ouvi o insulto eu devolvi, cuspi na cara dele que é o que ele merece”, explicou Willys.
Indagado se teria sido se arrependido do gesto, ele respondeu: “De jeito nenhum. Eu cuspiria na cara dele quantas vezes eu quisesse e quantas vezes tivesse vontade”.
O deputado disse não temer um processo por causa do gesto. “Processo merece quem é machista, que é a favor da violência, quem defende a memória (do coronel Carlos Alberto) Brilhante Ustra, um torturador. Isso deveria escandalizar vocês, não um cuspe na cara de um canalha”, justificou.
O parlamentar do PSOL não detalhou qual o teor do suposto insulto de Bolsonaro.
Mais cedo, Jean Wyllys já tinha discutido no plenário com o deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), membro da bancada evangélica. O parlamentar carioca disse que Feliciano deveria assumir sua homossexualidade. O deputado paulista retrucou.
Mais um capítulo da briga entre Alexandre Frota e o deputado federal Jean Wyllys foi divulgado esta semana. Tudo começou em 2014 quando Frota, em uma entrevista ao programa ‘Agora É Tarde’, na Band, contou que havia feito sexo com uma mãe de santo.
A história foi contada em meio a risos de Frota, Rafinha Bastos e da plateia, e parecia tratar-se de um sexo sem consentimento. Jean acusou Frota de fazer apologia ao estupro. Na época, o ator se defendeu por meio de uma carta publicada em sua rede social, no entanto, nesta quarta-feira (30), a página Direita Carioca divulgou, no Facebook, um vídeo no qual atacava diretamente o deputado. O motivo, segundo o próprio Alexandre, teria sido um depoimento que o mesmo foi obrigado a dar na justiça devido ao suposto estupro.
Fazendo várias críticas às políticas supostamente defendidas por Jean Wyllys – como a proposta de que adolescentes usados como aviões do tráfico sejam reconhecidos como profissionais e a concessão de direitos trabalhistas para as prostitutas -, Alexandre afirmou ser a favor da família.
“Eu não gosto do seu jeito, te acho sujo. [...] O senhor é contra a família, o senhor apoia, nas escolas, o kit gay. O senhor é contra a redução da maioridade penal, mas é a favor do aborto”, afirmou. “Coloque-se no seu lugar, deputado”.
Frota criticou também o apoio de Jean Wyllys ao governo do Partido dos Trabalhadores: “Se você é um grande homem da honestidade, por que não exige que o PT e todos os envolvidos em escândalos sejam punidos pelos seus crimes?”, questionou o ator.
Ao longo do vídeo, Alexandre, que já apareceu em diversos filmes gays na indústria pornográfica, ainda fez questão de se afirmar homofóbico e de acusar o deputado de heterofobia. “Se eu tiver que ser homofóbico contra o senhor, eu serei. Assim como você é heterofóbico. Aliás, quero que me mostre na Constituição onde é crime ser homofóbico, ou se pelo menos existe esta palavra lá na Constituição”, desafiou.
Para finalizar, o ator disparou: “O senhor [...] deveria tirar o ‘de’ e o ‘do’ da palavra deputado. É o que eu penso sobre o senhor”.
Reação dos internautas
Alguns dos seguidores da página aprovaram o conteúdo do vídeo, enquanto outros acharam engraçada e até irônica a defesa que o ex-ator pornô fez da família. “Chegamos num ponto onde Alexandre Frota tem que se manifestar contra prostituição hahahahaha”, comentou um internauta. “Excelente” e “Arrasou” foram outros comentários do vídeo.
O pastor Silas Malafaia vai processar o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) por “denunciação caluniosa”. Malafaia, segundo informação publicada pela colunista Mônica Bergamo, do Jornal Folha de S. Paulo, alega que o parlamentar lhe atribui uma afirmação que na verdade foi publicada em um perfil falso – que leva o seu nome -, na rede social Facebook.
No suposto perfil falso, o pastor teria postado uma foto de Jean Wyllys com declarações favoráveis à pedofilia, que jamais foram dadas pelo parlamentar. O post levou Wyllys a denunciar o pastor ao Ministério Público. Em reposta, Malafaia afirma que irá processá-lo por calúnia.
Em entrevista à colunista, o advogado do parlamentar, Antonio Machado, diz que Malafaia está fazendo “jogada para desviar o foco da ação” , destacando também que postagens do Twitter oficial do pastor incluídas no processo “não deixam dúvida de que ele tem uma postura de desrespeito aos direitos humanos”. “Estamos tranquilos para seguir com essa denúncia e tantas outras quantas forem necessárias”, disse o advogado.